segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Almoço em solidariedade à CPT reúne mais de 100 pessoas na Itália


Voluntárias nos preparativos do almoço

A entidade italiana Pachamama (Terra Mãe) realizou no último domingo, 4 de dezembro, na Paróquia de São Caetano, na cidade de Torino, um almoço ítalo-brasileiro em solidariedade ao trabalho da Pastoral da Terra em Alagoas.

Mais de 100 pessoas degustaram a comida brasileira, como a feijoada, a caipirinha e a macaxeira frita, preparados por 20 voluntários vinculados à associação. Os presentes também obtiveram informações sobre a realidade do nordeste do Brasil e dos projetos desenvolvidos pela Pachamama com a CPT em Alagoas.

“Essa atividade faz parte do conjunto de ações que realizamos para arrecadar dinheiro para ajudar os projetos realizados em parceria com a CPT Alagoas e ajudar também a divulgar um pouco a realidade do campo no nordeste do Brasil”, descreveu Omar Bório, um dos sócios da associação.



A Pachamama colabora de forma técnica e financeira, desenvolvendo projetos, atividades de arrecadação e propagando a missão CPT na Europa. O almoço ítalo-brasileiro é uma dessas atividades que chega a sua sétima edição. Para Omar, a atividade “já se tornou uma tradição e o nosso público sempre participa com alegria de ajudar pessoas que precisam”.

Os sócios da entidade italiana têm uma formação cristã e se preocupam em ajudar ao próximo, aos mais necessitados. “Penso que não seja nem uma opção e sim uma obrigação porque a gente não fez nada para merecer de ter nascido em famílias que teve a possibilidade de nos dar comida, educação e tudo mais. Então temos obrigação de pensar e agir em prol de quem não teve esta sorte”, concluiu Omar.

Para o represente da CPT em Alagoas, Carlos Lima, o que faz do almoço realizado na Itália ser especial é o “tempero do amor ao próximo (mesmo quando este próximo esteja do outro lado do oceano), do voluntariado e a contribuição daqueles que acreditam que o mundo pode ser melhor e que a distância não deve ser motivo para ignorar uma situação de sofrimento ou de justiça”.





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Seminário debate questão agrária nos 200 anos de Alagoas




A Comissão Pastoral da Terra e o Movimento de Libertação dos Sem Terra realizam, nesta quarta-feira (23), quinta-feira (24) e sexta-feira (25), o seminário A Questão Agrária em Alagoas: propriedade, lutas camponesas e produção agroecológica. O evento acontece no Centro Social da Fetag, Mangabeiras, das 8 horas às 17 horas. Sua abertura oficial está marcada para às 9h30 desta quarta-feira.

O seminário é gratuito, aberto ao público e tem como foco a formação de camponeses e camponesas na produção agroecológica e na história agrária de Alagoas. Sua programação conta com a participação dos professores Sávio de Almeida e Cícero Albuquerque, que palestram sobre Terra em Alagoas e Campesinato em Alagoas, respectivamente.

Além de palestras, haverá uma oficina, durante a tarde desta quarta-feira, com o tema agroecologia: um modelo de vida. A oficina será ministrada pela agrônoma e coordenadora da CPT, Heloísa Amaral.

Para o historiador e coordenador da Pastoral da Terra, Carlos Lima, o evento será um encontro do saber popular e acadêmico para recontar a história de Alagoas, que completa 200 anos em 2017. “Essas terras são marcadas por conflitos e lutas antes mesmo de sua emancipação política. Queremos, com esse seminário, abrir as discussões sobre esta data e seus significados”, afirmou Lima.

Serviço
Seminário A Questão Agrária em Alagoas: propriedade, lutas camponesas e produção agroecológica Programação
Dias: 23 a 25 de novembro de 2016
Local: Centro Social da Fetag, Mangabeiras
Horário: 8h às 17h

Programação
23 de novembro
8 horas - Credenciamento e Acolhimento
9h30 – Mística e Mesa de abertura;
10 horas - Palestra Terra em Alagoas com o Professor Sávio de Almeida;
12 horas – Almoço;
14 horas - Oficina A agroecologia: um modelo de vida.

24 de novembro
8 horas - Café da manhã;
9h30 - Palestra Campesinato em Alagoas com o Professor Cicero Albuquerque;
12 horas – Almoço;
14 horas  - Desafios e propostas.

25 de novembro
9 horas  - Encaminhamentos e avaliação.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Feira Camponesa começa nesta quinta-feira, 24, no Pinheiro


A população do bairro do Pinheiro acolherá mais uma edição da Feira Camponesa Itinerante. De 24 a 26 de novembro, ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, cerca de 30 camponeses e camponesas comercializarão alimentos saudáveis e com sabor de justiça social.

Banana, laranja, macaxeira, inhame, feijão, batata, ovos e hortaliças são alguns dos alimentos cultivados de maneira agroecológica nos assentamentos da reforma agrária que estarão disponíveis à população. Além dos frutos da terra, a Feira contará ainda com uma casa de farinha.

“Queremos convidar a comunidade do Pinheiro e região para prestigiar a nossa feira e adquirir alimentos livres de agrotóxicos diretamente com os camponeses. É bom para a saúde e para o bolso”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra.


A Feira funcionará das 6h às 20 horas. Esta edição é uma realização da CPT, com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga e do Iteral. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

29ª Romaria da Terra clama pelo fim das injustiças


Inspirada na encíclica papal Laudato Si - “Casa comum, nossa responsabilidade”, a 29ª Romaria da Terra e das Águas clamou pelo fim das injustiças e convocou a população a se engajar na luta por um mundo melhor. A edição de 2016 da Romaria foi realizada nos dias 12 e 13 de novembro, em São Miguel dos Milagres. O ato de fé e penitência reuniu mais de mil romeiros e romeiras para um percurso de 13 km, da Igreja Matriz da Paróquia de Nossa Senhora Mãe do povo até o assentamento Jubileu 2000.


Sob a luz da lua cheia e de velas, religiosos e movimentos sociais e pastorais caminharam pela madrugada cantando e rezando. Em quatro paradas, foram realizadas reflexões sobre a “Casa Comum”, a “Água Bem Comum”, a “Terra Bem Comum” e a “Reforma Agrária”. Mesmo com o trio elétrico tendo quebrado ainda no primeiro quilômetro, o povo não desaminou, continuou a cantar e rezar durante todo o longo percurso.

Para Leandro Enoque, jovem da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, do Vergel do Lago, Maceió, a ausência da banda tocando ao trio não diminuiu a importância do evento. "É minha primeira vez, gostei. Mesmo sem o trio, a gente fez o som e cantou, pois sempre que tem um problema a gente pode dar uma solução. Antigamente, não existia trio e o povo fazia suas romarias. Pretendo voltar ano que vem”, afirmou Leandro.


Pessoas de todas as idades e de diversas regiões estiveram nessa Romaria, de idosos a crianças de colo. A assentada Maria do Bobó, 70 anos, veio de Água Branca, sertão de Alagoas. Maria enfrentou uma viagem que durou quase 8 horas, mas garantiu: “valeu à pena, virei sempre enquanto Deus me der vida e condições de caminhar” afirmou.

A anfitriã Irmã Cícera Menezes, coordenadora da CPT assentada no Jubileu 2000, ficou bastante contente a realização da romaria e afirmou: “apesar do contratempo, foi um momento importante de fé do povo e que serve como combustível para se alimentar e continuar sonhando com um mundo melhor”.

Lutar contra a PEC 241 é cuidar da casa comum




A Santa Missa foi recheada de místicas e reflexões sobre a Terra Mãe. Do início ao fim da celebração, coordenada pelo Padre Ronaldo, os fiéis ouviram a palavra de Deus e os ensinamentos do Papa Francisco. As presenças do Pe Alex Cauchi, Pároco da Arquidiocese da Paraíba, e do Pe Luciano Lima, coordenador diocesano das Pastorais Sociais da Diocese de Salgueiro, engradeceram ainda mais a cerimônia.



Na homilia, os padres convidados, apresentaram o chamado do Papa para cuidar da terra e da vida, como uma responsabilidade de todos, e citaram o momento político que o Brasil vive. “Não é o fim do mundo, mas essa PEC é quase isso, ela é contra a gente, o povo. Vivemos tempos difíceis em nosso país. Os estrangeiros estão doidos para pegar nosso petróleo e estamos correndo o risco de voltar ao tempo de o povo passar fome e a ter saques por comida. Se a gente não cuidar, vamos perder o que já conquistamos”, afirmou o Pe Alex Cauchi, lembrando os 16 anos de vitória do assentamento Jubileu 2000.

A Proposta de Emenda Constitucional 241, agora PEC 55, já foi aprovada na câmara de deputados e agora tramita no Senado Federal. Esse projeto visa congelar durante 20 anos os recursos para as despesas primárias, incluindo saúde e educação. Se aprovado, mesmo que a economia cresça, o Brasil só poderá reajustar os investimentos limitado à inflação e todo excedente será destinado aos banqueiros e detentores da dívida pública.


Para o Padre Luciano Lima, o papel de todo cristão é lutar contra as injustiças e as paróquias devem se posicionar nessa batalha contra o congelamento de recursos nas áreas sociais. “Eu não chamo PEC, chamo ‘peste’. Essa peste significa acabar o SUS e estudante ter que pagar para estudar. E o que dói não é só a PEC, é muita gente que está na Igreja balançando a cabeça e aceitando a injustiça”, afirmou o coordenador das Pastorais Sociais em Pernambuco.

E prosseguiu: “Dom Hélder dizia que uma varinha sozinha é fácil de quebrar, mas 5 já é difícil. O Papa diz: casa comum, nossa responsabilidade. Então não podemos fechar os olhos. Não basta os bispos dizerem que são contra, é preciso que a Igreja se posicione, que a gente fale nas missas e vá organizando varinha por varinha para ter um mundo melhor", concluiu o religioso convocando os homens e mulheres presentes a participarem das pastorais e grupos da Igreja com o objetivo de se engajar nas lutas sociais.







quinta-feira, 10 de novembro de 2016

29ª Romaria da Terra ocorre próximo final de semana em Milagres/AL




A Comissão Pastoral da Terra, em parceria com a Paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo, realiza, nos dias 12 e 13 de novembro, a 29ª Romaria da Terra e das Águas. Sob o tema Terra Mãe, mais de mil romeiros e romeiras devem caminhar da Igreja Matriz ao Assentamento Jubileu 2000, em São Miguel dos Milagres.


O percurso de 12 km será vencido durante a madrugada até o amanhecer do dia, tendo como ponto de partida a missa campal, realizada na Igreja Matriz às 22h. A partir daí, os romeiros e romeiras enfrentam o caminho, fazendo paradas com reflexões baseadas na encíclica papal Laudato si': “Casa comum, nossa responsabilidade”.


Além de religiosos, movimentos sociais e pastorais vindos de todas as regiões de Alagoas, esta Romaria contará com presenças especiais, que ajudarão nas reflexões sobre o tema, o Padre Alex Cauchi, pároco da Arquidiocese da Paraíba e coordenador da Pastoral da Terra em Alagoas durante os anos 90, e Padre Luciano Lima, coordenador diocesano das Pastorais Sociais da Diocese de Salgueiro.


Para a irmã Cícera Menezes, uma das organizadoras do evento, a Romaria da Terra é um ato de fé que todo o cristão deve participar. “Caminhamos e lutamos com o povo pobre, assim como Cristo caminhou e defendeu os mais necessitados. Queremos convidar a toda população para caminhar em Romaria em defesa de justiça social”, afirmou a coordenadora da Pastoralda Tera.


Sobre a Romaria


A Romaria da Terra e das Águas relembra o êxodo do povo hebreu, libertando-se da opressão no Egito, em direção à terra prometida e é realizada anualmente pela Arquidiocese de Maceió, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEB´s). Em 2017, a Romaria completa 30 anos e celebrará esta importante data no Quilombo dos Palmares, lugar onde tudo começou.

Serviço:
29ª Romaria da Terra e das Águas
Dias: 12 e 13 de novembro de 2016
Local: São Miguel dos Milagres
Concentração às 20 horas na Igreja Matriz

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Camponeses superam dificuldades e realizam Feira Camponesa

Railton Da Silva e Ésio Melo


Os camponeses das áreas de Reforma Agrária em Alagoas resistem as dificuldades e iniciaram na manhã desta quarta-feira, 05, a 25ª edição da Feira Camponesa. Essa é a segunda edição no ano organizada pela Comissão Pastoral da Terra e seguirá até o próximo sábado, 08, na Praça da Faculdade, em Maceió.
A mesa de abertura ocorreu nesta manhã e contou com a presença do presidente do Iteral, Jaime Messias, o coordenador nacional do MLST, Josival Oliveira, coordenador nacional da Via do Trabalho, Marcos Antônio, a coordenada da CPT em Alagoas, Heloísa Amaral, e a assentada Edclaudia representando a juventude da CPT.
Esta edição conta com 92 trabalhadores rurais sem terra que estão acampados e assentados em áreas de Reforma Agrária de Alagoas. Eles colocam a disposição dos trabalhadores e famílias da capital alimentos como Macaxeira, inhame, banana, laranja, abacaxi, graviola, mamão, batata, hortaliças, feijão, ovos e galinha de capoeira e outros alimentos.
Para Heloísa Amaral, a variedade e diversidade de produtos na Feira Camponesa reflete o esforço de cada camponeses que resistem para produzir os alimentos.
“Tem acampamentos que há mais de 15 anos espera a regularização da situação. Enquanto ela não chega, a gente produz e traz para a feira para mostrar que o povo da cidade que eles precisam de alimentos e que o povo do campo precisa de terra e da Reforma Agrária”, destacou.
A assentada Edclaudia, representante da juventude camponesa, aproveitou o momento e declamou um poema durante a mesa de abertura. Confira:
Ainda na programação de atividades da Feira, na sexta-feira (07) uma roda de conversa sobre ‘Comunicação Popular e Resistência na Luta’ será realizada a partir das 15h. A conversa é uma parceria entre o Coletivo de Comunicadores Populares e de Resistência Edmilson Alves e CPT.
Além dos alimentos e animais de áreas de acampamentos e assentamentos, também haverá noite culturais, como momentos de interação entre os trabalhadores do campo e da cidade.
Programação
5 de outubro19h – Edi Ribeiro Trio
20h30 – Wagner Volpone
6 de outubro
19h – Micheline Encanta
20h30 – Pinóquio do Acordeon
7 de outubro
19h – Cicinho Montilla & Forrocebar
20h30 – Bingo do carneiro
21h – Kel Monsalisa
Serviço
25ª Feira Camponesa
Data: 5 a 8 de outubro
Horário: Das 6 horas às 22 horas
Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge)


terça-feira, 4 de outubro de 2016

CPT realiza 25ª Feira Camponesa na Praça da Faculdade



Entre os dias 5 a 8 de outubro, a 25ª Feira Camponesa ocupará a Praça da Faculdade com alimentos saudáveis, casa de farinha, atrações culturais, engenho de mel e restaurante camponês. Sua abertura oficial está marcada para às 8 horas do dia 5 com um café da manhã compartilhado entre os feirantes, a imprensa e os apoiadores da luta.

Cerca de 80 camponeses e camponesas, vindos do litoral, sertão e região da mata, comercializarão alimentos com sabor de justiça social. “Os produtos ofertados na Feira Camponesa são frutos da reforma agrária. Simbolizam a conquista da terra e da dignidade, a transformação de áreas improdutivas em trabalho e renda para camponês que vivia sem terra”, afirmou a agrônoma e coordenadora da CPT, Heloísa Amaral.

Macaxeira, inhame, banana, laranja, abacaxi, graviola, mamão, batata, hortaliças, feijão, ovos e galinha de capoeira são alguns produtos que ofertados pelos camponeses. Além disso, esta edição da Feira montará uma casa de farinha e um engenho de mel em plena Praça da Faculdade.

Outro destaque é o Restaurante Camponês. Com funcionamento para almoço e jantar, o restaurante oferecerá comida regional para o maceioense degustar do tempero e dos pratos preparados por quem vive na roça.

“A Feira representa a diversidade da produção agrícola dos assentamentos e acampamentos do Estado de Alagoas. É um momento de festa e realização para o homem e a mulher do campo. Queremos convidar o povo de Maceió para comparecer e desfrutar desse momento conosco”, disse a coordenadora da Pastoral da Terra.

Programação Cultural

A 25ª Feira Camponesa conta ainda com uma programação cultural recheada de atrações musicais e, dessa vez, com um debate sobre comunicação popular.  Edi Ribeiro, Wagner Volpone, Micheline Encanta, Pinóquio do Acordeon, Cicinho Montila e Kel Monalisa são as atrações que sobem ao palco da Feira, sempre a partir das 19h.

Na sexta-feira, além do tradicional bingo de um carneiro e das atrações musicais noturnas, haverá um debate, a partir das 15 horas, com o tema “Comunicação Popular e Resistência na Luta”, promovido em parceria pelo Coletivo de Comunicadores Edmilson Alves e a CPT.

Confira a programação completa abaixo:

5 de outubro
19h - Edi Ribeiro Trio
20h30 - Wagner Volpone

6 de outubro
19h - Micheline Encanta
20h30 - Pinóquio do Acordeon

7 de outubro
19h - Cicinho Montilla & Forrocebar
20h30 - Bingo do carneiro
21h - Kel Monsalisa

Serviço
25ª Feira Camponesa
Data: 5 a 8 de outubro
Horário: Das 6 horas às 22 horas
Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge)

Maiores informações:
Heloísa Amaral - 9341.4025

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Assentados cobram e INCRA notifica invasores de reserva legal




O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária esteve na manhã desta terça-feira, 27 de setembro, no assentamento Flor do Bosque, em Messias, para notificar invasores dos 70 hectares de Reserva Legal (RL).

A presença do INCRA foi provocada pela cobrança dos assentados e assentadas, que durante a Jornada Unitária pela Reforma Agrária, exigiram proteção da área de preservação e a liberação dos recursos do projeto, já aprovado pelo Fecoep, para reflorestamento da reserva.

“Na reunião com o INCRA (dia 8 de setembro), o procurador se comprometeu a notificar os invasores e ingressar com uma ação de reintegração de posse”, afirmou assentado Jailson Tenório, o Careca, coordenador da Comissão Pastoral da Terra.

A luta em defesa da RL se estende desde 2011. Ao menos três operações do IMA, Secretaria de Agricultura de Alagoas e Batalhão Ambiental já foram realizadas. Entretanto, grileiros permanecem construindo casas e vendendo lotes. Os camponeses esperam, desta vez, que a ação do INCRA seja definitiva.

Saiba mais:Reserva Legal do assentamento Flor do Bosque é invada por grileiros
Pastoral denuncia invasão de Reserva Legal em Assentamento



Milton Magni, Chefe da Divisão de Desenvolvimento do INCRA, explicou que a notificação atual pede a saída dos invasores e, caso não aconteça no prazo de 15 dias, será requisitado à justiça a reintegração de posse.

“Essas famílias se encontram na área de reserva do INCRA. Vamos pedir a reintegração de posse. A posição do órgão é que não fique ninguém na área”, disse Magni, durante a notificação.



Assentados cobram e INCRA notifica invasores de reserva legal




O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária esteve na manhã desta terça-feira, 27 de setembro, no assentamento Flor do Bosque, em Messias, para notificar invasores dos 70 hectares de Reserva Legal (RL).

A presença do INCRA foi provocada pela cobrança dos assentados e assentadas, que durante a Jornada Unitária pela Reforma Agrária, exigiram proteção da área de preservação e a liberação dos recursos do projeto, já aprovado pelo Fecoep, para reflorestamento da reserva.

“Na reunião com o INCRA (dia 8 de setembro), o procurador se comprometeu a notificar os invasores e ingressar com uma ação de reintegração de posse”, afirmou assentado Jailson Tenório, o Careca, coordenador da Comissão Pastoral da Terra.

A luta em defesa da RL se estende desde 2011. Ao menos três operações do IMA, Secretaria de Agricultura de Alagoas e Batalhão Ambiental já foram realizadas. Entretanto, grileiros permanecem construindo casas e vendendo lotes. Os camponeses esperam, desta vez, que a ação do INCRA seja definitiva.

Saiba mais:
Reserva Legal do assentamento Flor do Bosque é invada por grileiros
Pastoral denuncia invasão de Reserva Legal em Assentamento

Milton Magni, Chefe da Divisão de Desenvolvimento do INCRA, explicou que a notificação atual pede a saída dos invasores e, caso não aconteça no prazo de 15 dias, será requisitado à justiça a reintegração de posse.

“Essas famílias se encontram na área de reserva do INCRA. Vamos pedir a reintegração de posse. A posição do órgão é que não fique ninguém na área”, disse Magni, durante a notificação.



domingo, 25 de setembro de 2016

Feira Camponesa movimenta Conjunto Santo Eduardo

Em outubro, evento chega à Praça da Faculdade



De 22 a 24 de setembro, a Feira Camponesa modificou a rotina do conjunto Santo Eduardo. Centenas de pessoas, manhã, tarde e noite, ocuparam a praça Dênis Agra para adquirir alimentos saudáveis e assistir apresentações culturais.

As duas dezenas de camponeses e camponesas, vindos dos assentamentos e acampamentos da reforma agrária, foram muito bem acolhidos pela comunidade, que aprovam a ideia da Feira perto de sua casa.

“A população, mais uma vez, compareceu à Feira Camponesa. Foi bonito ver os moradores, durante o dia, adquirirem alimentos e, pela noite, voltarem com suas famílias para se confraternizarem em nossa programação cultural. Muitos trouxeram seus filhos e a criançada aproveitou para brincar e correr na praça”, afirmou Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra e um dos organizadores do evento.

Além da população local, a Feira também atraiu moradores de outros bairros. Esse é o caso da arquiteta Nichole Dellabianca, que ouvi falar da feira e veio da garça torta em busca dos frutos da reforma agrária.

“Soube e vim para comprar. Os preços são muito bons, principalmente, porque estamos comprando saúde. um absurdo frutas no supermercado. Compensa muito mais comprar aqui: apoio o pequeno produtor, levo saúde para mesa e faço economia”, afirmou Nichole.


Quem não pode comparecer à Feira no Santo Eduardo terá uma nova chance. Já no próximo dia 5 de outubro, a 25ª Feira Camponesa ocupará a Praça da Faculdade com alimentos saudáveis, casa de farinha, atrações noturnas e muito mais.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Feira Camponesa começa nesta quinta-feira no Santo Eduardo


A Comissão Pastoral da Terra realiza, de quinta-feira (22) a sábado (24), mais uma edição da Feira Camponesa. Cerca de 30 homens e mulheres do campo ocuparão a Praça Dênis Agra, no Conjunto Santo Eduardo, com alimentos saudáveis, casa de farinha e atrações culturais.

Das 6 horas às 22 horas, a população poderá adquirir os frutos da reforma agrária, cultivados de maneira agroecológica na zona da mata, litoral e sertão de Alagoas. “Em nossa Feira, todos os produtos são saudáveis, ou seja, livres de agrotóxicos”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da CPT Alagoas.

Banana, macaxeira, inhame, laranja, ovos, galinha, feijão, abóbora são alguns dos alimentos que serão comercializados pelos próprios trabalhadores rurais. “O camponês que luta pela terra é o mesmo que planta e vende, não há atravessador. Por isso, o trabalhador pode comercializar por um preço justo e a população também ganha, adquirindo por um valor mais barato e ainda tem possibilidade da famosa ‘pechincha’”, completou Heloísa.

Noite Cultural

As noites da Feira Camponesa no Santo Eduardo contarão com a animação de atrações culturais. Na quinta-feira, sobe ao palco a banda de pífanos Fulô da Chica Boa. Já na sexta-feira, é a vez de Micheline Encanta se apresentar. As atrações ocorrem sempre das 19h às 22 horas.

Serviço
Feira Camponesa no Santo Eduardo
Dias 22 a 24 de setembro de 2016
Horário: 6h às 22h (exceto no sábado, quando encerra às 12h)
Local: Santo Eduardo, Praça Dênis Agra – Poço
Apoio: Iteral e Governo de Alagoas

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Após manifestações, movimentos do campo são recebidos no Palácio do Governo e no TJ/AL

Jornada Unitária pela Reforma Agrária prossegue, nesta quarta-feira, com o Grito dos Excluídos


No segundo dia de manifestações e ocupações de prédios públicos na capital alagoana, os sete movimentos de trabalhadores rurais de Alagoas foram recebidos pelo Desembargador Vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airam, e pelo Governador de Alagoas, Renan Filho.

Os movimentos exigiram punição aos assassinos das lideranças camponesas, velocidade na destinação da massa falida do Grupo João Lyra para a reforma agrária, efetivação do programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar, apoio à comercialização de alimentos da reforma agrária, acesso ao canal do sertão e infraestrutura para os assentamentos.

Para José Roberto, coordenador do MST, as reuniões foram importantes para destravar a pauta dos trabalhadores que está engavetada, há anos, nos gabinetes do governo e da justiça. “Esse governo e essa justiça só funcionam na pressão. Foi preciso juntarmos 5 mil trabalhadores na porta do governo para sermos recebidos e sairmos de lá com a promessa, por exemplo,  do funcionamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) - que é lei desde 2009, mas, ainda assim, o governo descumpre”, disse a liderança sem-terra.



A Jornada de Lutas Unitária em Defesa da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar encerra suas atividades nesta quarta-feira com a participação na 22ª edição do Grito dos Excluídos, atividade realizada em contraposição à “falsa independência do Brasil”, como explica o coordenador da CPT, Carlos Lima.

"Como pode um país ser independe com tanto sem-terra? Com tanta criança fora da escola? Com 12 milhões de desempregados? Enquanto a burguesia festeja o grito do Ipiranga, nós vamos dar o grito dos excluídos", afirmou Lima, convidando a população para o Grito que será realizado no dia 7 de setembro, a partir das 8 horas, com concentração em frente ao antigo Clube Fênix.

Por fim, na quinta-feira, um grupo de 500 camponeses ainda permanecerá na capital para uma reunião agendada com o novo superintendente do INCRA.


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Com grande apoio popular, CPT encerra 24ª Feira Camponesa


A 24ª Feira Camponesa se despediu de Maceió na manhã do sábado, 13 de agosto. Com mais de 50 toneladas de alimentos comercializados, apresentações musicais e outras atrações do campo compartilhadas, a Feira partiu deixando a população já ansiosa para a próxima edição, que deve ocorrer em outubro.

Foram milhares de pessoas, de várias partes de Maceió, desembarcaram na Feira em busca de alimentos saudáveis, shows e contato com a cultura do campo. Os moradores do entorno apoiaram a realização do evento e disseram da importância de ver a atividade acontecer na Praça da Faculdade.

“A praça é um espaço bonito que todos nós temos que desfrutar dela. Acredito que a Feira contribui, não atrapalha. Além do mais, o povo precisa trabalhar, colocar o alimento na nossa mesa e ser feliz”, disse Fátima Santos, moradora do bairro do Prado.

A moradora falou com entusiasmo em ver a praça revitalizada, sendo um espaço de todos. “Eu lembro dessa praça sempre com bastante movimento, passei os natais de minha infância todos aqui. Tinha muitas atividades e missa campal. Hoje estamos vivendo um momento novo, de retomar o cuidado com ela”, acrescentou Fátima.

O feirante Gilvan Gomes Lima, vendedor de frutas há 16 anos na praça, é o fiel guardião do espaço. Ele relatou à CPT que foi sua a iniciativa comprar parafusos e concertar os bancos que estavam danificados antes do início da 24ª Feira Camponesa.

Gilvan demonstrou apoio ao evento e elogiou sua organização: “a feira saiu e deixou tudo limpinho. Ela deve continuar sempre vindo, porque não prejudica em nada, só soma. Para mim é melhor, até meu movimento aumenta”.

O comerciante de frutas lembrou de uma época mais recente, em que a praça estava abandonada e as Feiras se faziam ainda mais importantes, pois ajudavam a afastar a criminalidade. “A praça ficou um bom tempo abandonada, tinha assalto e droga todo dia. As feiras ajudavam a dar uma outra vida à praça”, completou.


Para Carlos Lima, coordenador da CPT, a participação e o apoio da população à causa dos empobrecidos do campo são fundamentais para a Feira se manter existindo por tanto tempo. “Encontramos junto à população todos os incentivos para continuar com a luta diária de enfrentar o latifúndio, produzir e comercializar os alimentos saudáveis. Quem não apoia são os governos que não garantido o financiamento das feiras. É graças ao apoio popular que as Feiras se mantêm e crescem a cada ano”, afirmou Carlos Lima.





sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Programação cultural encerra última noite da 24ª Feira Camponesa


Pinóquio do Acordeon e Bingo de um carneiro são as atrações dessa sexta-feira

A 24ª Feira Camponesa levou milhares de pessoas à praça da faculdade para adquirir alimentos saudáveis e prestigiar a cultura do camponesa. Nesta sexta-feira, em sua última noite em Maceió, o evento apresenta uma programação cultural com bingo e muito forró.

A partir das 19 horas, a população vai poder participar do bingo de um carneiro e dançar ao som de Pinóquio do Acordeon. “No palco desta edição da Feira já passaram Forró Nó Cego, Micheline Encanta e Guilla Gomes. Hoje, encerraremos com chave de ouro ao som do Pinóquio”, afirmou Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra.

Para Heloísa, a Feira cumpre um papel importante de oferecer alimentos saudáveis à população maceioense. “Tivemos uma boa recepção dos moradores da região e até de outros bairros, que se fizeram presentes em busca de consumir alimentos sem agrotóxicos. Mas, para quem não veio à feira, ainda dá tempo de comprar. Encerraremos nossas atividades na manhã do sábado”, completou a coordenadora da CPT.

Os alimentos permanecem sendo comercializados pelas 65 famílias camponesas durante a noite da sexta e no sábado até o meio-dia, quando se encerra a Feira.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

24ª Feira Camponesa tem início na Praça da Faculdade

Abertura oficial reuniu camponeses, movimentos sociais, imprensa e apoiadores da luta


Iniciou nesta quarta-feira, 10 de agosto, a 24ª edição da Feira Camponesa. Toneladas de alimentos saudáveis, casa de farinha, restaurante camponês e uma programação cultural noturna fazem parte do evento, que movimenta a Praça da Faculdade até o meio-dia do sábado, 13.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, a Feira reúne 65 famílias camponesa vindas do litoral, sertão e zona da mata para comercializar os frutos da reforma agrária na região central de Maceió. “São famílias acampadas e assentadas em 18 áreas que lutam pela terra para alimentar nossa população com alimentos livres de agrotóxicos e ter garantia de trabalho e renda”, afirmou Heloísa Amaral, coordenadora da CPT.

No coração de Maceió

A 24ª Feira Camponesa, pelo 15º ano consecutivo, retorna ao coração de Maceió, na praça Afrânio Jorge, mais conhecida como Praça da Faculdade. Após anos abandonada pelo poder público, a Praça está hoje revitalizada e oferece melhores condições para recepcionar os camponeses e a população, que busca alimentos saudáveis.

“A praça estava abandonada e nós, durante anos, lutamos para dar vida à ela. Hoje, com ela revitalizada, trazemos alimentos saudáveis que tanto a população tem procurado e convidado nossa a Feira para se fazer presente em seu bairro, já que os supermercados estão abarrotados de alimentos envenenados, cheios de agrotóxicos”, completou Heloísa.

A coordenadora do MST, Débora Nunes, presente à abertura da Feira, denunciou a investida de setores conservadores, que apoiados pela Prefeitura, tentaram barrar a realização de Feiras na praça. “Existiu uma tentativa de criminalizar os movimentos e querer proibir os trabalhadores rurais de ocupar um espaço que ocupamos há 20 anos. Assim como os moradores prezam por essa praça, nós também prezamos. Essa praça já faz parte da gente e seguimos com o compromisso de continuar cuidando da praça e da alimentação da população”, afirmou Débora.

Política agrária



Os movimentos sociais e sindicatos, durante a abertura da Feira, fizeram críticas ao Governo, em suas três esferas, diante da política agrária. No contexto de Alagoas, mesmo com o presidente do Iteral presente e apoiando a realização da Feira, Jaime Silva não foi poupado de ouvir críticas à atuação do governo do estado.

Para Josival Oliveira, o Val do MLST, o Governo do latifundiário Renan Calheiros tem deixado os trabalhadores rurais à míngua, sem incentivos para o plantio e até para a comercialização. “Temos que nos fortalecer e lutar para que os alimentos da reforma agrária cheguem em mais mesas do povo trabalhador e, para isso, as feiras são fundamentais. Entretanto, o Governo não tem cumprido sua palavra e liberado recursos para sua realização. É uma conquista ver essa feira acontecendo com tanta fartura”, afirmou Val.

O representante da Associação Italiana Pachamama (Terra Mãe), Omar Bório, apontou a necessidade da reforma agrária no Brasil. “Uma das saídas dessa crise é investir no campo. Não nas grandes empresas que agora estão fechando, mas na agricultura familiar que está dando certo, que gera renda, que tira as pessoas da pobreza. Para fazer isso, é só tirar uma pequena parte do que vai para o agronegócio e destinar para milhares de pessoas que estão no campo precisando de apoio”, disse o italiano que desde 2012 apoia as ações da CPT.

Presença

Estiveram presentes à celebração de abertura da feira, representantes da Fetag, da CUT, do MST, do MLST, do MVT, do Iteral e do INCRA. As lideranças camponesas, de cada acampamento e assentamento, e jornalistas da imprensa também compartilharam do café da manhã oferecido ao final da cerimônia.