terça-feira, 16 de maio de 2017

Encontro de Militantes reúne lideranças camponesas de Alagoas






A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas está realizando um encontro de formação para lideranças camponesas de Alagoas. O Encontro de Militantes começou nesta terça-feira (16) e segue até a quarta-feira (17 de maio), na Casa dos Irmãos Marista, na Barra de São Miguel.

O evento reúne 62 lideranças de assentamentos e acampamentos acompanhados pela Pastoral da Terra, no litoral, sertão e região da mata. Para Carlos Lima, coordenador da CPT, a atividade alimenta a fé e fortalece a luta por uma terra nova.

“Esse encontro é destinado aos militantes que defendem uma causa, um ideal de mundo novo. São dois dias dedicados a estudar e refletir sobre o evangelho e a nossa luta por uma sociedade nova e melhor”, afirmou Lima.

A programação do primeiro dia contou com a participação do Padre Manoel Henrique, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Tabuleiro Novo. Ele contribuiu com o encontro a partir do tema “a luta pela terra a partir da leitura bíblica e teológica”.


Para o religioso, Deus não está apenas na Igreja está também na luta dos pobres por justiça. Seus ensinamentos são acima de tudo a defesa da vida em comunhão e do amor ao próximo. “Deus não escreveu mandamentos, ele escreveu ensinamentos. Seu decálogo significa dez palavras para uma vida em aliança, uma vida em sociedade e em comunidade”, explicou o Padre.


Os camponeses presentes, após um longo debate em grupos, mostraram que entenderam bem a mensagem do pároco. “Se eu preservo a vida, eu guardo os ensinamentos de Deus. Além disso, temos a obrigação de ensinar esses ensinamentos aos mais jovens. Nosso filhos precisam aprender nossas músicas e nossa luta para assim conseguirmos continuar a preservar a vida”, afirmou Maria Rita, do assentamento Dom Helder Câmara, Murici.


Ao final da relfexão, os camponeses e camponesas cantaram músicas de louvor e crença em um mundo novo. Ainda na programação do primeiro dia, foi exibido o documentário “Sertão Cerrado”, produzido pela CPT Nacional. O segundo dia será dedicado ao debate sobre luta pela terra em Alagoas. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Lançamento do Caderno de Conflitos clama pelo fim da violência no campo


A Comissão Pastoral da Terra lançou no dia 25 de abril, em Alagoas, o livro Conflitos no Campo Brasil 2016. O evento foi realizado em parceria com o Comitê de Mediação de Conflitos e Questões Agrárias e aconteceu durante sua reunião, realizada no Auditório do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral).

O chamado Caderno de Conflitos é uma publicação editada anualmente pela CPT e registra violências contra camponeses, indígenas e povos tradicionais. O livro compila números que demonstram que o ano de 2016 foi o mais violento para os povos que vivem no campo.

Para Claudemir Martins, professor do IFAL e autor de um dos artigos da publicação, “o livro, ao invés de ser uma alegria, é um livro de luto. É um registro de mortes, de conflitos e de violência. Por outro lado, é também um livro de utopia, de quem acredita na força dos povos do campo que continuam marchando e avançando no Brasil inteiro”.


Em sua palestra no lançamento do caderno de conflitos, Claudemir falou sobre o exorbitante número de 1.295 conflitos por terra e 172 conflitos por água. “A situação do país, com o fechamento do MDA e um governo ilegítimo, faz com que a gente tenha um aumento significativo dos números neste ano de 2016. Eles são muitos superiores e materializam aquilo que dizíamos sobre o golpe”, completou o professor.

Não bastasse a violência, os povos do campo ainda convivem com a dor da impunidade. O coordenador da CPT, o historiador Carlos Lima, analisando os casos de Alagoas, constatou uma realidade nacional. “Aqui em Alagoas, foram 23 vítimas fatais desde 1985 e, à exceção do companheiro Jaelson Melquiedes - que teve apenas o executor do crime preso-, ninguém foi condenado. Às vezes chegam até as pessoas, mas não se prende ninguém. Há uma convivência muito grande do poder público que permite tamanha impunidade”, afirmou Lima.

Outra dado comentado pelo coordenador da pastoral foi a resistência e luta dos povos do campo. De acordo com o levantamento da CPT Nacional, Alagoas teve 77 manifestações e mais de 20 mil pessoas envolvidas na luta, só ficando atrás da Bahia e do Pará.



“Vivemos em constante luta e isso se dá graças a unidade com os demais movimentos sociais do campo. Nossa capacidade de luta conseguiu criar um fórum agrário, nós somos um dos poucos estados que tem. Isso dá uma outra conotação para o tema, mas depende sempre quem tá lá. A criação de comitê de conflitos agrários é também fruto dessa luta. Mas isso só não resolve, porque o que resolve os conflitos no campo é a Reforma Agrária. Isso é importante para evitar novos massacres, como Eldorado dos Carajás”, prosseguiu o coordenador da CPT.

O padre Manuel Henrique, representante da Arquidiocese da Maceió, esteve presente no evento e rezou pelas vidas ceifadas em 2016. “Estamos reunidos perto da Semana Santa, dos acontecimentos que levaram Jesus à morte, e me parece que os poderosos ainda insistem em resolver os conflitos com morte e assassinatos. Hoje estamos rezando não apenas para velar nossos heróis, mas com a esperança de que um dia essa terra seja de vida e de esperança. Dom Romero já dizia se me matarem eu vou ressuscitar na vida do meu povo. Nossa reza de hoje é reza de esperança”.

Fotos: Helciane Angélica/Iteral

CPT/AL manifesta solidariedade aos indígenas Gamela (MA)


A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas manifesta toda sua solidariedade ao povo Gamela, em luta pela retomada de seu território, e repudia veementemente a ação dos fazendeiros do Maranhão. Estes, fortalecidos pelo discurso de ódio aos indígenas do deputado federal Aluísio Guimarães Mendes Filho (PTN/MA), atentaram contra a vida dos indígenas no dia 30 de abril.

A ação violenta dos latifundiários deixou 13  feridos e é uma agressão contra todos os brasileiros e seus povos originários. Aldeli Ribeiro Gamela, José Ribeiro Gamela e o agente da CPT do Maranhã, Inaldo Gamela, ainda estão internados em estado grave no hospital de São Luís.

O nível de crueldade dos jagunços foi tanta que não apenas atiraram contra os indígenas, mas acertam na cabeça, rosto, peito e coluna. Além disso, chegou decepar as mãos e cortas os joelhos de Aldeli.

A CPT/AL, que em sua última assembleia estadual teve a honra de receber o agente pastoral Inaldo Gamela, manifesta-se contra esse crime e lutará para que ele não fique impune.

Confira a Nota oficial sobre o caso da CPT do Maranhã:

Povo Gamela sofre ataque premeditado de fazendeiros contra suas vidas e lutas

A Comissão Pastoral da Terra Regional Maranhão (CPT-MA) vem a público denunciar mais um ato brutal de violência contra a vida dos povos da terra, que desta vez atinge os indígenas Gamela, organizado em seu território no Povoado de Bahias, município de Viana, Maranhão.


Na tarde deste domingo, 30 de abril, o povo Gamela sofreu um grave ataque contra suas vidas e sua luta em defesa de seu Território. Nesta ação, mais de 10 indígenas foram feridos, entre quais, três estão internados em estado grave em Hospital de São Luís. Aldeli Ribeiro Gamela foi atingido por um tiro na costela e um na coluna, e teve mãos decepadas e joelhos cortados. O irmão dele, José Ribeiro Gamela, levou um tiro no peito. O terceiro foi o indígena e agente da CPT/MA Inaldo Gamela, atingido com tiros na cabeça, no rosto e no ombro.

Essa violenta ação aconteceu quando os indígenas decidiram sair de uma área tradicional retomada, prevendo a violência iminente. Dezenas de pistoleiros armados com facões, armas de fogo, e pedaços de madeira atacaram os Gamela no momento em que deixavam o Território. Para se protegerem, muitas pessoas correram e se esconderam na mata.

Não mais suportando a violenta invasão ao seu Território, os indígenas intensificaram sua luta e decidiram por retomar seu Território sagrado. Todavia, em contrapartida, a empreitada criminosa dos que querem ver os indígenas extintos vem tomando força e ficando cada vez mais explícita. Denunciamos, neste contexto, que a ação criminosa e violenta ocorrida neste domingo foi planejada e articulada por fazendeiros e pistoleiros da região, que, através de um texto no Whatsapp, convocavam pessoas para o ataque contra os indígenas.

O governo do maranhão já havia sido avisado da situação conflituosa na região e do risco de acontecer um massacre, mas, ao que consta até o momento, nem a polícia havia sido deslocada até a área para tomar as medidas cabíveis. Indigna-nos os discursos de incitação ao ódio, racismo e a violência sistemática contra os povos indígenas, o que foi feito pelo deputado federal Aluisio Guimarães Mendes Filho (PTN/MA) ao conceder entrevista em rádio local após a retomada feita pelos Gamela no dia 28.

Preocupa-nos ainda o alto índice de violência contra os povos e comunidade tradicionais do Maranhão. Atualmente, há cerca de 360 conflitos no campo no estado, destes, somente em 2016 foram registradas 196 ocorrências de violência contra os povos do campo. 13 pessoas foram assassinadas e 72 estão ameaçadas de morte.

Denunciamos mais esta violência e a iminência de novos ataques!

Exigimos do governo do estado que faça a segurança da comunidade indígena que segue ameaçada!

Exigimos o reconhecimento imediato do Território indígena Gamela!

Enquanto houver violência aos filhos e as filhas desta terra, não descansaremos. Seguimos lutando!


Comissão Pastoral da Terra do Maranhão (CPT-MA)

1º de maio de 2017.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Caderno de Conflitos da CPT será lançado nesta quarta-feira, em Alagoas



1.295 conflitos por terra. 12.829 famílias despejadas pela polícia. 2.639 famílias expulsas da terra por jagunços. 172 conflitos pela água. 61 assassinatos. Esses e muitos outros números estão reunidos na publicação Conflitos no Campo. Em Alagoas, o lançamento oficial do chamado Caderno de Conflitos será realizado nesta quarta-feira, 26 de abril, às 14 horas, no Auditório do Instituto de Terras e Reforma Agrária (Iteral), na Avenida da Paz, nº 1200.

Os dados compilados anualmente pela Comissão Pastoral da Terra revelam o ano de 2016 como o mais violento para os povos do campo dos últimos 10 anos. Esses conflitos fizeram aumentar o número de assassinatos e agredidos. De 2015 para 2016, subiu em 206% o número de agredidos e em 22% o número de mortes. Sendo este o último, a maior marca dos últimos 25 anos, à exceção apenas de 2003.

A CPT, além de dar publicidade aos números de conflitos apresenta um conjunto de artigos capazes de analisar as suas causas. As 230 páginas do caderno de conflitos de 2016 possui tabelas com dados e textos sobre terra, água, trabalho,  violência contra a pessoa e manifestações.

Lançamento

Em Alagoas, a publicação anual da Comissão Pastoral da Terra será lançada no dia 26 de abril, às 14 horas, em um evento promovido em parceria entre a CPT e o Comitê de Mediação de Conflitos e Questões Agrárias, no auditório da ITERAL.

O lançamento contará com a presença do Padre Manoel Henrique, representando a Arquidiocese de Maceió, do historiador e coordenador da Pastoral da Terra em Alagoas, Carlos Lima e do professor do IFAL, Claudemir Martins, que é autor de um artigo da publicação chamado Crítica à transformação capitalista da água em mercadoria: águas para vida, não para a morte.

Serviço
Lançamento da publicação Conflitos no Campo Brasil 2016
Dia: 26 de abril de 2017
Horário: 14 horas
Local: Auditório do Iteral – Avenida da Paz, 1200 - Jaraguá

terça-feira, 18 de abril de 2017

Vigília encerra primeiro dia da Jornada Nacional em Defesa da Reforma Agrária




Cerca de 3 mil camponeses e camponesas ocuparam Maceió nesta segunda-feira, 17 de abril, em defesa da Reforma Agrária, contra a violência e por direitos no campo. Após uma grande marcha pelo Centro da cidade, foi realizada, durante toda a noite,  uma bonita vigília em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas em memória aos assassinados no massacre de Eldorado dos Carajás - PA.

A atividade faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Reforma Agrária, realizada em 14 Estados e no Distrito Federal, a qual relembra os 19 trabalhadores rurais mortos pelo latifúndio no dia 17 de abril de 1996 e luta contra a paralisia na Reforma Agrária

Em Alagoas, a mobilização está sendo realizada conjuntamente pela na Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento Unidos pela Terra (MUPT), Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), Terra Livre e Movimento Via do Trabalho (MVT).



Para Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas, a data é importante para fazer memória e tornar viva a história. “Essa é a vigília da memória, mas também é a vigília da esperança. A esperança que não morre nunca, porque se a esperança morrer morre o sonho dos pobres. Ter esperança não é ficar esperando, mas ela é justamente a força que nos move a seguir na luta”, afirmou Lima.

Diante do Tribunal de Justiça, foram lembradas as vítimas do latifúndio em Alagoas e no Brasil. Além dos 19 assassinados em Eldorados, a vigília homenageou os 12 alagoanos que tombaram na luta por Reforma Agrária, entre eles Edmilson Alves da Silva (2016), Jaelson Melquíades (2005), Luciano Alves (2003), José Elenilson (2000) e Chico do Sindicato (1995).


“Estamos em frente ao tribunal de injustiças. Desse prédio saem mais ordens de despejos do que punição aos latifundiários que concentram a terra e matam trabalhadores. Queremos o fim da violência no campo e, por isso, estamos nessa jornada lutando pela Reforma Agrária”, disse José Roberto, dirigente do MST.

Após o ato em frente ao TJ, os trabalhadores e as trabalhadoras rurais retornaram à Praça Sinimbu e encerraram a vigília com falas dos representantes do Fórum Alagoano em Defesa da Previdência, compostos por sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda, que se somaram à luta.

Jornada de Lutas
Passeata foi realizada no Centro de Maceió. Foto: Gustavo Marinho

A mobilização dos movimentos sociais do campo teve início no domingo, quando os trabalhadores e trabalhadoras rurais montaram acampamento na Praça Sinimbu, no Centro de Maceió. Nesta segunda-feira, o movimento ocupou as ruas, marchou até o Palácio do Governo, onde protocolou reivindicações, e encerrou o dia com a vigília em frente ao Tribunal de Justiça. A Jornada de lutas segue nesta terça-feira (18), com uma intensa agenda de mobilizações na capital.  

Movimentos protocolam pauta no Governo de Alagoas. Foto: Marrom



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Jejum reafirma compromisso cristão com os pobres da terra


A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas realizou na sexta-feira que antecedeu a semana santa, dia 7 de abril, o 18º Jejum em solidariedade aos que passam fome e outras necessidades no mundo. A atividade reuniu religiosos e agentes pastorais durante todo o dia no prédio Walmap, sede do Incra. O ato de fé consiste em substituir o alimento orgânico pelo alimento espiritual, por cânticos e pela leitura bíblica.

Este ano, a atividade refletiu sobre o tema da campanha da fraternidade, cultivar e guardar a criação, a partir das palavras da Irmã Gelda da Congregação Filhas do Sagrado Coração de Jesus. Para ela, o papel do homem e da mulher é cultivar e guardar a obra de Deus.



“O jardim do Éden, quando foi criado por Deus, não tinha nenhuma planta, porque ainda não tinha chovido e não tinha o homem para cultivar. Então, o que está dito é que a presença do homem na terra não era para explorar, mas para cultivar e guardar a natureza. Hoje, está faltando homens e mulheres que façam crescer e guardar a natureza”, afirmou a Irmã Gelda.

“Não é esta aqui a natureza que eu quis./ Que tomba indefesa, perdendo a beleza./ Trazendo a tristeza, na terra que eu quis”. Embalados pela canção de Benedito Prado, a Construção do Plano, os presentes no jejum cantaram e pediram perdão a Deus, na esperança de construir um mundo novo.

O jejum da solidariedade contou ainda com reflexões conduzidas pela Irmã Cícera e pelo coordenador da Pastoral da Terra, Carlos Lima. Ao fim do dia, o pão foi repartido e compartilhado entre os presentes.





Confira a edição de abril de O Caminho da Roça

A Comissão Pastoral da Terra (CPT/AL) publicou no início do mês de abril uma nova edição de seu jornal, O Caminho da Roça.

O informativo, destinado a camponeses e camponesas, apresentou os resultados da 28ª Assembleia Estadual da CPT e da jornada de lutas, inciada logo após a assembleia.

O material tem o resumo de uma semana de intensas atividades, como ocupações prédios públicos e importantes reuniões para barrar os golpes contra a Reforma Agrária e os direitos sociais.

Clique aqui e confira O Caminho da Roça.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Amanhã: CPT realiza Jejum em solidariedade aos que passam fome


Pelo 18º ano consecutivo, a Comissão Pastoral da Terra realiza, nesta sexta-feira, 7 de abril, a partir das 8 horas, o Jejum em Solidariedade aos que passam fome e outras necessidades no mundo. Sob o tema cultivar e guardar a criação, agentes pastorais, camponeses e religiosos ficarão sem se alimentar no prédio do Incra, localizado no Edifício Walmap, na Rua do Livramento, Centro de Maceió.

Tradicionalmente realizada na sexta-feira que antecede a Semana Santa, a atividade se baseia na palavra bíblica de Isaías, que já antes de Cristo, falava sobre a importância da solidariedade e, ao mesmo tempo, defendia o Jejum em prol de quem passa fome e sofre com as injustiças. “O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e desfazer qualquer jugo” (Is 58,6).

Este ano, o Jejum da solidariedade lembra em seu tema a campanha da fraternidade da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Durante todo o dia, acotecem leitura bíblica, cântigos e reflexões coordenadas por católicos. A programação conta também com o pastor Marcos Monteiro da Igreja Batista do Pinheiro.


Confira a Programação

8h – Celebração inicial: O sentido do Jejum – Irmã Cícera Menezes (CPT)
9h – Cultivar e Guardar a Criação – Irmã Gelda (Sagrado Coração de Jesus)
12h – Somos chamados a cultivar e guardar a criação – Carlos Lima (CPT)
15h – Terra e Justiça – Pastor Marcos Monteiro (IBP)
17h30 – Celebração final: O pão que desce do céu (maná)

Serviço
Jejum da Solidariedade
Dia 7 de abril de 2017
Das 8h às 18h
Local: Incra, Edifício Walmap - Rua do Livramento, Centro



quinta-feira, 30 de março de 2017

Carta da 28ª Assembleia Estadual da CPT de Alagoas

Enquanto a gente acreditar no maior, não vamos pra lugar nenhum. Nós temos que fazer o maior acreditar no menor. Se não for assim estamos perdidos” (senhor José Maria, “Azarias”. Mora no acampamento Bota Velha, há 17 anos, em Murici-AL).


Somos filhas e filhos da luta. Esse é o nosso chão, o nosso caminho. Somos comunidades Camponesas que vivem em acampamentos e assentamentos no sertão, na mata e no litoral. Somos um povo lutador e resistente afetado por uma longa estiagem, as nossas roças e animais sofrem com a falta d’agua e nós sofremos junto. Mesmo assim insistimos em cultivar a esperança e os sonhos.

Enfrentamos uma ofensiva política/econômica contra os nossos direitos, que foram duramente conquistados. O governo e seus aliados querem impor uma Reforma na Previdência, o que retiraria qualquer perspectiva de aposentadoria. A intenção é elevar a idade mínima para 65 anos e para 49 anos o tempo de contribuição. Também deseja igualar a idade mínima entre homens e mulheres, ignorando a jornada dupla exercida pelas mulheres. Outro ataque, em forma de armadilha, é a proposta de emancipação dos assentamentos do INCRA, mais uma tentativa de iludir nossa gente com a entrega do título da terra às famílias que vivem em assentamento, para encobrir a irresponsabilidade em não cumprir com o dever de consolidar os assentamentos através da infraestrutura necessária. A verdadeira intenção é fazer com que essas terras conquistadas, que estavam nas mãos de camponesas e camponeses, voltem ao mercado. São tocaias montadas contra o povo trabalhador do campo e da cidade, para continuar a dar conforto e regalias aos mesmos que vivem a dominar.

Os tempos nunca foram fáceis. A conjuntura atual é, apenas, a revelação do processo histórico contra os empobrecidos e a natureza. A nossa existência, o nosso jeito de viver, nossas crenças, nossas roças, é a forma de confrontar o poder de mando e modo de produção da classe dominante.

Nós, filhos e filhas da luta, seguiremos na marcha da rebeldia, nas ruas e nas roças, preservando a nossa identidade. Guardando as sementes, cuidando da água. “Cultivando e Guardando a Criação”.

Barra de São Miguel, 27 a 29 de março de 2017.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Camponeses mantém ocupação no Incra

Negociações serão retomadas nesta quinta-feira (30), às 14h




Os camponeses e camponesas que ocupam o prédio do Incra contra o golpe na Reforma Agrária decidiram permanecer no local, mesmo após o primeiro contato com o novo superintendente do órgão, César Lira. As cerca de 500 pessoas passarão a noite no prédio de 13 andares localizado no Centro de Maceió e retomarão as negociações às 14h desta quinta-feira, 30 de março.

A gente veio para ser atendido e se não for atendido não vamos desocupar. Estamos cansado de vir à Maceió e ser enrolado. Se for preciso podemos trazer 100 kg de macaxeira para ficar e resistir. Só vamos sair com tudo resolvido, para a gente poder levar felicidade para nosso povo”, afirmou o acampado José Maria Azarias.

Seu Azarias há 15 anos luta por Reforma Agrária

A reivindicação de “seu Azarias” no INCRA é a Reforma Agrária. Além de sua família, outras 101 lutam há 15 anos pela posse da terra onde moram, no acampamento Bota-velha, em Murici. No mesmo município há acampamento com 17 anos de espera.

A ocupação do prédio do INCRA aconteceu por volta das 16h e antes do anoitecer o superintendente do órgão, César Lira (PSD), empossado na manhã desta quarta-feira (29), foi ao encontro dos camponeses e camponesas. Já em seu primeiro dia de trabalho como chefe do órgão que deveria servir para fazer a Reforma Agrária, o sobrinho de Benedito de Lira foi recepcionado com muitas palavras de ordem e pressão de homens e mulheres que lutam por melhores condições de vida no campo.

Aqui já vivemos com superintendentes de direita, de esquerda, e voltamos a viver com superintendente de direita. O tratamento é o mesmo, é um completo descompromisso com o povo pobre do campo. Estamos aqui porque o povo está cansado. Nós temos áreas de 17 anos esperando a reforma agrária, problemas com água, estrada. Uma tolisse que é desbloquear uma DAP o Incra não faz”, afirmou Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra.

O novo superintendente do INCRA se colocou para discutir cada problema apresentado. Informou, desde já, que ainda está tomando pé da situação do órgão, que iria conversar com o antigo superintendente e com os servidores da casa e que não poderia se comprometer com as antigas promessas feitas por gestores passados.


César Lira se desresponsabilizou pelas gestões anteriores do INCRA

O que aconteceu, aconteceu. Vocês podem me cobrar daqui para frente. Minha vida é limpa e não respondo um processo. Não vai ser no Incra que vou sujar meu nome. Temos um quadro escasso, com técnicos para se aposentar, com dificuldades financeiras. Vou passar uma chuva aqui e espero tirar bons frutos dela”, disse César Lira em meio à manifestação, dentro de seu gabinete.

Uma reunião de trabalho para elencar os problemas de cada área rural e se comprometer com soluções ficou agendada para às 14h desta quinta-feira, 30 de março.




Camponeses ocupam o INCRA conta o golpe na Reforma Agrária

Mobilização começou nesta quarta e promete ocupar as ruas e prédios públicos até sexta, em Maceió 


Cerca de 500 camponeses e camponesas, organizados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT/AL), ocupam o prédio do INCRA, no Centro de Maceió,  para lutar em defesa da Reforma Agrária e da Previdência.

A mobilização acontece após a realização da assembleia estadual da CPT, que reuniu representantes de Assentamentos e Acampamentos da região da mata, litoral e sertão. As famílias estão na luta por direitos para o homem e a mulher do campo.

Os camponeses e camponesas permanecem até sexta em mobilização ocupando as ruas e prédios públicos para reivindicar justiça social. A marcha ocupou o prédio do INCRA por volta das 16h e aguarda a presença do novo superintendente. As famílias prometem passar a noite no local.




segunda-feira, 27 de março de 2017

28ª Asssembleia Estadual da CPT tem início em Alagoas

Primeiro dia foi marcado por debates e reflexões acerca dos direitos dos camponeses




A 28ª Assembleia Estadual da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas teve início nesta segunda-feira, 27 de março, no Centro Catequético dos Irmãos Maristas, na Barra de São Miguel. São 80 camponeses e camponesas reunidos, até o dia 29, para debater a atuação da Pastoral da Terra e a luta por direitos para o homem e a mulher do campo.

Com o tema “Campesinato: cultivando e guardando a criação”, o encontro contou, já em seu primeiro dia, com celebrações, reflexões, homenagens, cânticos e muito debate sobre a realidade do país, em especial da situação dos camponeses e camponesas que lutam pela terra e por dignidade.


O indígena coordenador da CPT do Maranhão, Inaldo Gamella, convidado para assessorar a atividade, afirmou que o Brasil passa por tempos difíceis e a luta o único caminho capaz de romper as cercas e construir novos tempos.

“A gente tem que seguir nosso caminho, aquele que sempre seguimos, o caminho da luta. Esse é o caminho de nossos antepassados e é o caminho capaz de nos dar um futuro. Os tempos sempre foram difíceis para os camponeses, negros e indígenas e temos que seguir lutando”, afirmou Inaldo.

Refletindo sobre o tema da assembleia e o da campanha da fraternidade, Inaldo afirmou: “O bom-viver passa por a gente olhar a terra como espaço de encontro de gente com bichos, com a água, com a terra, com a natureza. Nosso modo de se relacionar com a terra não é vê-la como mercadoria ou de onde apenas tiramos nosso sustento. A gente pertence à terra e esse nosso pertencimento à terra faz a gente lutar por ela”, disse o coordenador da CPT/MA que entende a terra como um espaço de memoria, celebração, um lugar sagrado.

Homenagens

Durante a cerimônia de abertura, a Pastora da Terra prestou homenagem ao Acampamento Padre André, localizado em União dos Palmares. O acampamento erguido sobre as terras da falida Usina Laginha foi reconhecido como o destaque do ano de 2016. Os representantes do acampamento presentes na assembleia receberam um certificado conferido por sua determinação e persistência na luta.


Participação



Além do convidado do Maranhão, a mesa de abertura com a presença de Josival Oliveira, representante do Movimento Libertação dos Sem-Terra (MLST); Zé Roberto, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST); Zenus do Conselho Indigenista Missionário (CIMI); e Ângelo Máximo, da Cáritas Arquidiocesana de Maceió.

Já pela tarde, a assembleia contou com a presença da dirigente nacional do MST, Débora Nunes, facilitando o debate sobre a situação do país após o golpe parlamentar e as investidas do governo Temer contra os direitos dos trabalhadores, especialmente contra os povos do campo.


Mobilização



A assembleia estadual da CPT/Alagoas prossegue até a manhã desta quarta-feira, 29. Ainda nesse mesmo dia, os seus participantes do evento se juntam a outros 500 camponeses e camponesas dos assentamentos e acapamentos acompanhados pela Pastoral para iniciar um jornada de luta na capital alagoana. As reivindicações da mobilização são em defesa da reforma agrária, contra a reforma da previdência, por infraestrutura nos assentamentos, entre outras.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Encontros regionais mobilizam para Assembleia Estadual da CPT

Preparação reuniu 97 camponeses e camponesas em três regiões de Alagoas

Heloísa Amaral coordenando o encontro regional do litoral


Durante o mês de março, a Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT/AL) visitou as três regiões do estado para aprofundar o debate sobre reforma agrária e direitos sociais e mobilizar os camponeses e camponesas para a Assembleia Estadual da CPT, que inicia próxima segunda-feira, 27 de março. Ao todo, 87 camponeses e camponesas participaram dos encontros realizados no sertão, região da mata e litoral. 

O Encontro regional do Sertão foi realizado dias 9 e 10 de março, no assentamento Nossa Senhora Aparecida em Água Branca, com a participação de 28 pessoas; o da região da Mata aconteceu nos dias 13 e 14 de março, no assentamento Flor do Bosque, em Messias, com 30 presentes; e, no litoral norte de Alagoas, o encontro foi realizado dia 21 de março, no ginásio municipal da cidade de Porto de Pedras, com 29 participantes.

Encontro Regional do Sertão aconteceu no início de março


Para o coordenador da CPT/Alagoas, Carlos Lima, os encontros foram importantes para aprofundar o debate sobre a situação do país, os 200 anos de Alagoas e a luta camponesa. “Foi um momento importantíssimo, simbolizou um retorno da Pastoral às suas bases. Foi importante também pelas reflexões e os trabalhos em grupo construídos a partir da fala dos camponeses. Sem dúvida, foi fundamental para engrandecer a assembleia e permitir uma reflexão maior sobre as prioridades da CPT para 2017”, afirmou Lima.

Nos três encontros, o debate se iniciou em torno da situação do país após o golpe parlamentar. Os camponeses e camponesas ficaram assustados e revoltados com a Reforma da Previdência. Uma parte deles desconhecia quais as medidas estão sendo tomadas pelo governo. 

A coordenadora regional da CPT,   Heloísa Amaral, nos debates, fez o alerta da importância do povo ir às ruas. “O governo Temer tem buscado aprofundar as desigualdades sociais e retirar direitos historicamente conquistados. Atacar a aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras é um crime, principalmente pelas mudanças que estão propondo para a mulher e o homem do campo. É necessário lutar para defender a previdência”, afirmou Heloísa. 

Outro tema em destaque, foi o bicentenário de Alagoas. Os participantes dos encontros se organizaram em grupos para refletir sobre perguntas como “que Alagoas nós temos?”, “quem somos nós e qual nossa importância nessa Alagoas?”, “quais os desafios, em nossa região, para a produção?” e “o que podemos fazer para superar esse desafio?”.


Encontro da Região da Mata foi realizado no For do Bosque

A socialização das discussões em grupos foi feita ainda nos encontros regionais e deverá ser realizada entre as regiões na assembleia estadual na próxima semana. Em setembro, o tema será aprofundado no Seminário sobre 200 anos de Alagoas. Esse será um momento de compartilhar as experiências de resistência de lutadores sociais em defesa de um estado mais justo e igualitário.

Por fim, os camponeses e camponesas inciaram uma discussão sobre a Romaria da Terra e das Águas, que este ano completa sua 30ª edição. Desde já, foi debatida a importância das regiões se organizarem e mobilizarem para participar da Romaria, nos dias 4 e 5 de novembro, na Serra da Barriga, em União dos Palmares. 

Assembleia
 
A 28ª Assembleia Estadual da CPT/Alagoas inicia na próxima segunda-feira, 27 de março de 2017. Realizada anualmente, a atividade avalia a atuação da pastoral no ano anterior e debate as prioridades para o ano vigente. Neste ano, os camponeses e camponesas anteciparam o início das discussões nos Encontro Regionais e se comprometeram a ainda mais com a preparação do evento que reunirá 115 representantes dos acampamentos e assentamentos acompanhados pela Pastoral.

Ao final da assembleia, a partir do dia 29, a CPT e as famílias camponesas realizarão uma mobilização em Maceió contra o golpe na reforma agrária e contra a reforma da previdência, além de políticas específicas para jovens e mulheres. A previsão é que mais 500 pessoas se juntem aos 115 presentes na Assembleia.





quinta-feira, 9 de março de 2017

Reunião abre caminho para a 30ª Romaria da Terra e das Águas



Representantes de pastorais sociais e religiosos participaram, nesta terça-feira, 7 de março, da primeira reunião preparatória para a 30ª Romaria da Terra e das Águas. A reunião, convocada pela Comissão Pastoral da Terra, marcou a construção da celebração de 30 anos de Romaria.

A edição celebrativa da Romaria pretende reunir cerca de 5 mil romeiros e romeiras da cidade e do campo, nos dias 4 e 5 de novembro, para caminhar rumo à terra sem males, a terra de Zumbi e Dandara. A proposta da organização é refazer o mesmo trajeto, na Serra da Barriga, da primeira Romaria na Terra de Zumbi, realizada em 1988. E para coroar essa grande festa de fé e profecia, o poeta e compositor Zé Vicente já está confirmado.

O aniversário de 30 anos de Romaria tem por objetivo alimentar a espiritualidade do caminhante, preservar a memória de luta do Quilombo dos Palmares, incentivar a luta pela democratização do uso da terra e estimular a prática da justiça, da partilha e da solidariedade.

“A Romaria vai ser esse momento grande e forte para a gente fazer uma bela homenagem à trajetória da CPT e dos camponeses. Será a celebração de toda essa caminhada de homens e mulheres que lutam todo dia por dignidade para gerar vida e esperança”, afirmou o Padre Rogério Madeiro.

Para Rosário de Fátima da Silva, representante das Comunidades Eclesiais de Base, essa Romaria será um momento de integração, resgate da história, partilha e construção. “Vejo essa construção nos alimentar de vigor, esperança e luta, mostrar que não estamos parados e que vamos avançar. Espero que a Romaria toque as minorias que estão excluídas por essa conjuntura e mostre que, unidos, temos força para mudar”, afirmou Rosário.

A reunião deliberou pela criação de duas comissões para facilitar a organização. Uma equipe para preparar o documento de subsídio de cantos, reflexões e músicas da Romaria, com a presença da Irmã Cícera Menezes e de Carlos Lima, coordenadores da CPT, do Irmão João Batista, monge missionário do campo e a Irmã Diene, da congregação Nossa Senhora da Assunção.

A segunda equipe será a responsável pela mobilização da comunidade, que articulará a Romaria no campo e na cidade, visitando as comunidades e estimulando os religiosos e movimento sociais. Essa será composta por pessoas ligadas às Comunidades Eclesiais de Base e a própria CPT.

Sobre Zé Vicente

O convidado especial da 30ª Romaria da Terra e das Águas será o compositor de diversas músicas que são cantadas desde a primeira romaria em Alagoas. Zé Vicente é um artista ligado à Igreja Caminhante. Natural de Orós, Ceará, canta e compõe desde 1981, fazendo de suas músicas instrumento de esperança, luta e transformação.








terça-feira, 7 de março de 2017

Camponesas ocupam sede do Incra e do INSS em Alagoas


Jornada de lutas unifica mulheres por direitos e contra a reforma da previdência

Prédio do INCRA ocupado. Foto: Ascom/MST

Em preparação para o Dia Internacional da Mulher, camponesas de diversos movimentos ocuparam nesta terça-feira, 7 de março, a superintendência do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e prédio da Gerência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), ambos no centro de Maceió.

As ocupações fazem parte da jornada unificada as mulheres do campo contra a reforma da previdência do governo Temer, a paralisia na reforma agrária e luta por direitos das mulheres.

Para Heloísa Amaral, coordenadora regional da Comissão Pastoral da Terra, essa jornada é necessária para defender as conquistas históricas das mulheres e dos trabalhores rurais. “Temer, de uma vez só, quer acabar com a aposentadoria especial para trabalhador rural e prejudicar ainda mais as muheres. Nossa Jornada é uma grande resposta aos ajustes desleais desse governo com o povo, em especial com as mulheres”, afirmou Amaral.

Ocupação do prédio do INSS. Foto: cortesia

A jornada das mulheres começou ao amanhecer com 1500 mulheres ocupando o prédio do INCRA. Já pela tarde, cerca de 500 trabalhadoras ocuparam o segundo prédio, o do INSS.

Débora Nunes, da coordenação nacional do MST, ressaltou que as ocupações em Alagoas fazem parte de uma luta nacional contra o governo e em defesa de direitos. “Nossa ocupação aqui, soma-se aos atos em todo o país contra qualquer postura que ameace as nossas conquistas. Defendemos uma Previdência pública, universal, solidária e que garanta aos trabalhadores e trabalhadoras, que por toda a sua vida trabalham para construir esse país e uma sociedade melhor, uma aposentadoria digna”, afirmou Débora.

A coordenadora do MLST, Diana Aleixo, complementou: “Não vamos aceitar o golpe na Reforma Agrária, nem o golpe na Previdência! Cada uma dessas medidas do governo golpista afeta diretamente a vida das mulheres que vivem no campo. Estamos mobilizadas para denunciar cada ataque à vida das mulheres e para demonstrar nossa disposição de construir lutas na defesa da democracia e dos direitos das mulheres que vivem no campo ou na cidade”.

Participam da jornada o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e o Movimento Via do Trabalho (MVT), além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag) e sindicatos filiados a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

As mobilizações continuam nesse dia 8 de março.





Com informações: MST