terça-feira, 16 de agosto de 2016

Com grande apoio popular, CPT encerra 24ª Feira Camponesa


A 24ª Feira Camponesa se despediu de Maceió na manhã do sábado, 13 de agosto. Com mais de 50 toneladas de alimentos comercializados, apresentações musicais e outras atrações do campo compartilhadas, a Feira partiu deixando a população já ansiosa para a próxima edição, que deve ocorrer em outubro.

Foram milhares de pessoas, de várias partes de Maceió, desembarcaram na Feira em busca de alimentos saudáveis, shows e contato com a cultura do campo. Os moradores do entorno apoiaram a realização do evento e disseram da importância de ver a atividade acontecer na Praça da Faculdade.

“A praça é um espaço bonito que todos nós temos que desfrutar dela. Acredito que a Feira contribui, não atrapalha. Além do mais, o povo precisa trabalhar, colocar o alimento na nossa mesa e ser feliz”, disse Fátima Santos, moradora do bairro do Prado.

A moradora falou com entusiasmo em ver a praça revitalizada, sendo um espaço de todos. “Eu lembro dessa praça sempre com bastante movimento, passei os natais de minha infância todos aqui. Tinha muitas atividades e missa campal. Hoje estamos vivendo um momento novo, de retomar o cuidado com ela”, acrescentou Fátima.

O feirante Gilvan Gomes Lima, vendedor de frutas há 16 anos na praça, é o fiel guardião do espaço. Ele relatou à CPT que foi sua a iniciativa comprar parafusos e concertar os bancos que estavam danificados antes do início da 24ª Feira Camponesa.

Gilvan demonstrou apoio ao evento e elogiou sua organização: “a feira saiu e deixou tudo limpinho. Ela deve continuar sempre vindo, porque não prejudica em nada, só soma. Para mim é melhor, até meu movimento aumenta”.

O comerciante de frutas lembrou de uma época mais recente, em que a praça estava abandonada e as Feiras se faziam ainda mais importantes, pois ajudavam a afastar a criminalidade. “A praça ficou um bom tempo abandonada, tinha assalto e droga todo dia. As feiras ajudavam a dar uma outra vida à praça”, completou.


Para Carlos Lima, coordenador da CPT, a participação e o apoio da população à causa dos empobrecidos do campo são fundamentais para a Feira se manter existindo por tanto tempo. “Encontramos junto à população todos os incentivos para continuar com a luta diária de enfrentar o latifúndio, produzir e comercializar os alimentos saudáveis. Quem não apoia são os governos que não garantido o financiamento das feiras. É graças ao apoio popular que as Feiras se mantêm e crescem a cada ano”, afirmou Carlos Lima.





sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Programação cultural encerra última noite da 24ª Feira Camponesa


Pinóquio do Acordeon e Bingo de um carneiro são as atrações dessa sexta-feira

A 24ª Feira Camponesa levou milhares de pessoas à praça da faculdade para adquirir alimentos saudáveis e prestigiar a cultura do camponesa. Nesta sexta-feira, em sua última noite em Maceió, o evento apresenta uma programação cultural com bingo e muito forró.

A partir das 19 horas, a população vai poder participar do bingo de um carneiro e dançar ao som de Pinóquio do Acordeon. “No palco desta edição da Feira já passaram Forró Nó Cego, Micheline Encanta e Guilla Gomes. Hoje, encerraremos com chave de ouro ao som do Pinóquio”, afirmou Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra.

Para Heloísa, a Feira cumpre um papel importante de oferecer alimentos saudáveis à população maceioense. “Tivemos uma boa recepção dos moradores da região e até de outros bairros, que se fizeram presentes em busca de consumir alimentos sem agrotóxicos. Mas, para quem não veio à feira, ainda dá tempo de comprar. Encerraremos nossas atividades na manhã do sábado”, completou a coordenadora da CPT.

Os alimentos permanecem sendo comercializados pelas 65 famílias camponesas durante a noite da sexta e no sábado até o meio-dia, quando se encerra a Feira.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

24ª Feira Camponesa tem início na Praça da Faculdade

Abertura oficial reuniu camponeses, movimentos sociais, imprensa e apoiadores da luta


Iniciou nesta quarta-feira, 10 de agosto, a 24ª edição da Feira Camponesa. Toneladas de alimentos saudáveis, casa de farinha, restaurante camponês e uma programação cultural noturna fazem parte do evento, que movimenta a Praça da Faculdade até o meio-dia do sábado, 13.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, a Feira reúne 65 famílias camponesa vindas do litoral, sertão e zona da mata para comercializar os frutos da reforma agrária na região central de Maceió. “São famílias acampadas e assentadas em 18 áreas que lutam pela terra para alimentar nossa população com alimentos livres de agrotóxicos e ter garantia de trabalho e renda”, afirmou Heloísa Amaral, coordenadora da CPT.

No coração de Maceió

A 24ª Feira Camponesa, pelo 15º ano consecutivo, retorna ao coração de Maceió, na praça Afrânio Jorge, mais conhecida como Praça da Faculdade. Após anos abandonada pelo poder público, a Praça está hoje revitalizada e oferece melhores condições para recepcionar os camponeses e a população, que busca alimentos saudáveis.

“A praça estava abandonada e nós, durante anos, lutamos para dar vida à ela. Hoje, com ela revitalizada, trazemos alimentos saudáveis que tanto a população tem procurado e convidado nossa a Feira para se fazer presente em seu bairro, já que os supermercados estão abarrotados de alimentos envenenados, cheios de agrotóxicos”, completou Heloísa.

A coordenadora do MST, Débora Nunes, presente à abertura da Feira, denunciou a investida de setores conservadores, que apoiados pela Prefeitura, tentaram barrar a realização de Feiras na praça. “Existiu uma tentativa de criminalizar os movimentos e querer proibir os trabalhadores rurais de ocupar um espaço que ocupamos há 20 anos. Assim como os moradores prezam por essa praça, nós também prezamos. Essa praça já faz parte da gente e seguimos com o compromisso de continuar cuidando da praça e da alimentação da população”, afirmou Débora.

Política agrária



Os movimentos sociais e sindicatos, durante a abertura da Feira, fizeram críticas ao Governo, em suas três esferas, diante da política agrária. No contexto de Alagoas, mesmo com o presidente do Iteral presente e apoiando a realização da Feira, Jaime Silva não foi poupado de ouvir críticas à atuação do governo do estado.

Para Josival Oliveira, o Val do MLST, o Governo do latifundiário Renan Calheiros tem deixado os trabalhadores rurais à míngua, sem incentivos para o plantio e até para a comercialização. “Temos que nos fortalecer e lutar para que os alimentos da reforma agrária cheguem em mais mesas do povo trabalhador e, para isso, as feiras são fundamentais. Entretanto, o Governo não tem cumprido sua palavra e liberado recursos para sua realização. É uma conquista ver essa feira acontecendo com tanta fartura”, afirmou Val.

O representante da Associação Italiana Pachamama (Terra Mãe), Omar Bório, apontou a necessidade da reforma agrária no Brasil. “Uma das saídas dessa crise é investir no campo. Não nas grandes empresas que agora estão fechando, mas na agricultura familiar que está dando certo, que gera renda, que tira as pessoas da pobreza. Para fazer isso, é só tirar uma pequena parte do que vai para o agronegócio e destinar para milhares de pessoas que estão no campo precisando de apoio”, disse o italiano que desde 2012 apoia as ações da CPT.

Presença

Estiveram presentes à celebração de abertura da feira, representantes da Fetag, da CUT, do MST, do MLST, do MVT, do Iteral e do INCRA. As lideranças camponesas, de cada acampamento e assentamento, e jornalistas da imprensa também compartilharam do café da manhã oferecido ao final da cerimônia.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

24ª Feira Camponesa começa amanhã na Praça da Faculdade


De 10 a 13 de agosto, a 24ª Feira Camponesa vai ocupar a praça da Faculdade com alimentos saudáveis, restaurante camponês, casa de farinha e muita música. Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, a Feira tem sua abertura oficial nesta quarta-feira (10), a partir das 8 horas, com um café da manhã partilhado entre os feirantes, os apoiadores da luta e a imprensa.

Mesmo com espaço reservado para a realização das tradicionais feiras dos movimentos sociais do campo, que ocorrem há mais de 15 anos, fiscais da SMCCU e da SEMPMA, acompanhados por um batalhão da guarda municipal, tentaram impedir a montagem da estrutura do evento. O impasse só foi resolvido horas depois, através de uma reunião entre a coordenação da Comissão Pastoral da Terra e o superintendente de convívio e controle urbano.

“A Prefeitura, desde o começo das obras de revitalização, garantiu publicamente que manteria o espaço destinado às feiras, que já são tradicionais na Praça da Faculdade. Não entendemos porque criaram esse problema e atrasaram o nosso trabalho de montar a feira”, disse Heloísa Amaral, coordenadora da CPT. 

A Pastoral da Terra reconhece a importância da revitalização da praça e elogia a manutenção do espaço destinado à realização das feiras. Por sua vez, já se precavendo de eventuais problemas, registrou a situação da praça, que apesar de recém-inaugurada, possui 3 bancos danificados, diversas mudas mortas e boa parte da grama seca por falta de irrigação. 

As 65 famílias de 18 assentamentos e acampamentos do litoral, sertão e região da mata devem chegar à Maceió, ainda nesta terça-feira, a para comercializar seus alimentos saudáveis, frutos da reforma agrária. A Feira vai funcionar a partir das 6 horas do dia 10 até o meio-dia do sábado, dia 13.

Esta edição, realizada com o apoio do ITERAL, vai contar ainda com casa de farinha, assando a farinha de mandioca e o beiju; restaurante camponês, servindo comidas do campo no almoço e na janta; e um programação noturna, com muito forró e MPB.

“Esperamos toda a população maceioense presente na nossa feira, aproveitando os alimentos livres de agrotóxicos e com preços justos”, concluiu Heloísa.

Serviço
24ª Feira Camponesa
Data: 10 a 13 de agosto
Horário: Das 6 horas às 21 horas (exceto sábado, quando encerra às 12h)
Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge)

Programação Noturna:
10 de junho – Forró Nó Cedo;
11 de junho 
– Guilla Gomes;
12 de junho – Pinóquio do Acordeon, Bingo do carneiro e Micheline Encanta.

Maiores informações:
Heloísa Amaral - 9341.4025

terça-feira, 26 de julho de 2016

Entidade Italiana realiza Janta Solidária à Pastoral da Terra

Pela 4ª vez, associação Pachamama Onlus traz à Maceió gastronomia temperada de solidariedade




Da Itália para Alagoas, o empenho em ajudar os empobrecidos do campo se materializa em mais uma edição da Janta Solidária. Pela 4ª vez, a associação Pachamama Onlus (Torino-Itália) realiza, em Maceió, uma noite recheada de pratos típicos italianos, boa música e solidariedade.

A atividade acontece, no dia 5 de agosto, a partir das 20h, no Centro Social da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura no Estado de Alagoas (FETAG-AL), localizado no bairro de Mangabeiras. Toda a renda do evento será doada para o trabalho missionário realizado pela Comissão Pastoral da Terra junto às famílias camponesas que lutam pela terra em Alagoas.

Com preparo do Italiano Omar Bório, a janta conta com duas entradas, Vitello tonnato (fatias de carne de bezerro com molho de atum) e Melanzane alla parmigiana (berinjelas com tomate e queijo), um prato principal, spaghetti alla carbonara (espaguete com ovos, queijo e bacon) e uma sobremesa, Panna cotta (doce feito com leite e morangos). Além da boa comida, a atividade contará com o show artístico do cantor Guilla Gomes, interpretando clássicos da MPB.

Para a Associação Pachamama, o jantar é uma forma prazerosa de cooperar com a CPT, mas não é a única forma de apoio. “Gostamos de cozinhar para os alagoanos e apresentar nossa gastronomia, embora nossa solidariedade não se resuma a isso. Lá em Torino fazemos um jantar brasileiro, apoiamos programa de saúde nos assentamentos e fazemos doações sempre que podemos”, disse Omar Bório, membro da Pachamama.

Ingressos

As pessoas interessadas em adquirir ingressos para a janta devem procurar os coordenadores da Pastoral da Terra, na Cúria Metropolitana, localizada na av. Dom Antônio Brandão, 559 – Farol, ou pelo telefone 3221-8600. O valor individual é de R$40,00 (quarenta reais) por pessoa e deve ser adquirido antecipadamente.

Serviço
Janta Solidária Italiana
Dia 5 de agosto de 2016
Horário: 20 horas
Local: Centro Social da FETAG ( R. Dilermando Réis, 318 - Jatiúca, Maceió - AL, 57035-858)
Ingresso: 40 reais

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Carta da 27ª Assembleia Estadual da Pastoral da Terra de Alagoas

Somos uma família espalhada pelas regiões de Alagoas, pelo Nordeste e pelo país. Somos um povo que luta para construir um mundo melhor. Nossa luta, nosso sonho é fazer do campo um lugar bom para viver. O mundo que estamos construindo começa no acampamento ou no assentamento onde vivemos. Somos um sujeito coletivo e político em luta pela terra.

A terra continua sendo uma questão central para o País. Nesses 200 anos de Alagoas formal, ela é testemunha histórica das derrubadas das matas, do assassinato do povo indígena, da escravidão negra e da exploração dos canavieiros e canavieiras.

A oligarquia alagoana estruturou o seu sistema de produção alicerçado em terra de açúcar, em terra de algodão, em terra de gado. Esse modelo cria o latifúndio, utiliza o trabalho escravo, explora a força do trabalho e transforma a terra em mercadoria. A implantação desse esquema de produção responde pelos conflitos agrários e também determinou, em grande medida, a sociedade alagoana.

Estamos nas últimas quatro décadas, em confronto aberto com esse sistema. Nossos acampamentos e assentamentos são espaços comunitários de produção diversificada, de alimentos sadios, um ensaio para uma vida livre. Temos consciência dos riscos que corremos pois podemos ter o mesmo “destino” das matas e dos índios. Mas prosseguimos nessa marcha, insistindo que a vocação da terra é produzir alimentos.

        Temos a responsabilidade de construir alianças no campo e na cidade para atravessar essa noite escura por que passa o país. É verdade que o governo anterior nada fez pela reforma agrária, que apoiou política e economicamente o modelo de produção que combatemos. Mas, como expressou a CPT nacional: “O governo interino de Michel Temer, formado por machos, brancos, empresários, latifundiários, escravocratas, patrimonialistas, racistas… inimigos históricos dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais, está empenhado em pôr fim às conquistas históricas fruto das nossas lutas e do sangue derramado por nossos povos”.  

      Acreditamos que o Espírito de Deus é presença e guia da nossa caminhada. Cultivamos a esperança. “Faz escuro, mas eu canto”. 
                                                                                                         

                                                                           Maceió, 20 de julho de 2016

Comissão Pastoral da Terra - CPT/Alagoas

terça-feira, 19 de julho de 2016

Emoção e homenagens marcam abertura da Assembleia Estadual da CPT

Zé Roberto, do MST, recebe prêmio Dom Helder Câmara e dedica a Joelson Melquíades e outros assassinados pelo latifúndio


A Assembleia Estadual da Comissão Pastoral da Terra teve início nesta segunda-feira, 18 de julho, no Auditório do Estádio Rei Pelé. Com o tema “Faz escuro, mas eu canto”, a atividade emocionou os presentes na abertura ao lembrar dos homens e das mulheres que tombaram na luta contra o latifúndio em Alagoas.

Os versos O sangue será uma semente. Justiça vamos conquistar. A história não falha, nós vamos ganhar, da música de Benedito Monteiro, foram entoados com força por dezenas de camponeses e camponesas em referências a Jaelson Melquíades, Edmilson da Silva e de José Feliciano, o Saúba.

O homenageado da cerimônia de abertura foi o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, José Roberto. Ele recebeu o prêmio Dom Helder Câmara pelo empenho na construção da unidade entre os movimentos sociais do campo na disputa pelas terras da massa falida da Usina Laginha.

“Esse ano que passou foi construída, de forma estratégia e rápida, uma aliança com os movimentos do campo no sentido de pautar a reforma agrária e dizer ‘olha, tem uma oportunidade aí, tem um grupo que faliu e tem uma imensidão de terra em disputa’. Como sabíamos que os grupos econômicos não iam querer dividir com os trabalhadores essa terra, era preciso uma grande aliança dos movimentos sociais. E esse papel destacado coube ao companheiro Zé Carlos”, disse Carlos Lima, coordenador da CPT durante a entrega do troféu.

O coordenador do Movimento Sem-Terra agradeceu dizendo: “Esse prêmio é dedicado à cada companheiro, a cada movimento que acreditou que é possível vencer João Lira, que é possível vencer o latifúndio”.



Ao lembrar sua trajetória de 28 anos de luta campesina, Zé não conteve a emoção ao falar de Joelson Melquíades, líder do MST assassinado em Atalaia - mesma região do atual conflito agrário. “O sangue dos companheiros que tombaram na luta, será vingado por cada conquista nossa, por cada família que conseguirmos assentar e dar uma vida digna”, assegurou José Roberto de forma bastante emocionada.


O coordenador do Movimento de Libertação dos Sem-Terra, Josival Oliveira, também presente à abertura, enfatizou a importância da organização popular para superar esse momento vivido no país. “Mesmo diante deste momento turbulento, nós não estamos derrotados. O que precisamos fazer é nos fortalecer todos os dias na luta contra quem nos oprime. Só o povo organizado consegue ter suas vitórias e essa atuação conjunta em Alagoas vai garantir as nossas vitórias”, disse Val.


Por fim, o dirigente da CUT-Alagoas, Luiz Gomes, criticou as elites do país e defendeu a unidade para lutar contra o golpe e os ataques do Governo Temer. “A reforma agrária é uma luta que hoje tem um caráter revolucionário porque mexe com um setor que está profundamente ligar ao poder. E esse evento nos mostra que temos um desafio muito grande, de lutar contra o golpe e pela democracia também no campo. Pois, não tem democracia sem ter reforma agrária”, disse Luizinho.


A assembleia da CPT segue até a quarta-feira, com uma programação de debates sobre as históricas lutas por reforma agrária em Alagoas e a organização do trabalho pastoral.

domingo, 17 de julho de 2016

27ª Assembleia Estadual da CPT começa segunda em Maceió


Entre os dias 18 a 20 de julho de 2016, a Comissão Pastoral da Terra traz à Maceió mais de 120 lideranças camponesas para a sua 27ª Assembleia Estadual.  Com o tema “faz escuro mais eu canto”, o evento ocorre nas dependências do Estádio Rei Pelé.

A abertura está marcada para às 14h da segunda-feira e deve contar com a presença de representantes de Pastorais da Igreja Católica, Sindicatos e Movimentos Sociais. Na ocasião, será entregue o Certificado ao Acampamento Destaque e o Prêmio Dom Helder – homenagem àqueles que no último ano tiveram notoriedade em sua contribuição à luta pela terra.   

A assembleia é realizada anualmente com representantes de 40 assentamento/acampamentos do litoral, sertão e região da mata para debater a organização da pastoral, a luta pela terra e planejar as atividades para o próximo período.

“O momento atual do país exige de nós compromisso com a causa dos empobrecidos. Se a reforma agrária já deixava a desejar em governos passados, agora há um verdadeiro desmonte do MDA e do INCRA com clara intenção de preservar o latifúndio e deter qualquer manifestação favorável a democratização do uso da terra”, afirmou Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra.

No dia 20 de julho, os camponeses encerram o evento com a aprovação da Carta da 27ª Assembleia Estadual e iniciam uma série de mobilizações na capital em defesa da reforma agrária e da justiça social.

Acampamento Destaque

Todos os anos, os camponeses em luta pela terra recebem durante a realização da Assembleia o reconhecimento da CPT e de seus companheiros, através de um Certificado. Este ano, o Assentamento Padre Cícero (Água Branca) ganha o certificado destaque pelo trabalho coletivo realizado na área de resgate cultural e religioso. "Eles demonstraram um grande espírito de coletividade, realizando mutirões para recuperar a capela e outros espaços comuns do assentamento", enfatizou o coordenador da CPT.

Prêmio Dom Helder

Desde 2002, A CPT homenageia personalidades destacadas em defesa da luta no campo, através do Prêmio Dom Helder. Em 2016, o coordenador do MST, José Roberto, leva o Prêmio por seu trabalho de articulação e conquista da unidade dos movimentos sociais do campo para a luta em busca das terras da Usina Laginha.

Serviço
27ª Assembleia Estadual da CPT
Dias: 18 a 20 de julho de 2016
Local: Estádio Rei Pelé

Abertura: 18 de julho às 14h

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Feira Camponesa Itinerante chega amanhã ao Salvador Lyra




A Comissão Pastoral da Terra realiza a partir de amanhã, 14 de julho, mais uma edição itinerante da Feira Camponesa, desta vez, no pátio da Igreja São Paulo Apóstolo, no Salvador Lyra. A atividade traz à Maceió camponeses e camponesas de diversas regiões de Alagoas para comercializar alimentos saudáveis, sem agrotóxicos. 

Banana, laranja, mel, galinha, inhame, macaxeira são alguns dos produtos colocados à venda diretamente pelos agricultores. “Nossa Feira garante um alimento de qualidade e com preços populares, porque da produção à venda é feita diretamente pelo camponês, sem atravessadores”, afirmou Heloísa Amaral, agrônoma e coordenadora da CPT/AL.

Essa edição Itinerante da Feira conta com o apoio da Paróquia São Paulo Apóstolo e do ITERAL e funcionará das 6h às 19 horas, com a presença de cerca de 25 camponeses.

Serviço
Feira Camponesa Itinerante
Dias: 14 a 16 de julho
Local: Pátio da Igreja São Paulo Apóstolo - Salvador Lyra
Horário: 6h às 19h (sábado encerra às 12h)

segunda-feira, 21 de março de 2016

Em defesa da democracia!


Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt, 23-28)
Neste momento em que vivenciamos a ameaça de golpe sobre a democracia brasileira, não podemos permitir que as conquistas democráticas e que os direitos civis, políticos e sociais sejam mais uma vez afrontados pela forca da intolerância, do conservadorismo e da violência, física e/ou institucional.
O golpe militar de 1964 imprimiu na sociedade brasileira um quadro de pavor e sofrimento àqueles que lutavam por direitos e liberdades e a todo povo brasileiro. Prisões arbitrárias, tortura e morte de lideranças populares, estudantes, sindicalistas, intelectuais, artistas e religiosos davam a tônica do estado de exceção que então se instalava.
Na nossa ainda jovem democracia, estamos presenciando o mesmo discurso de combate à corrupção propagado pelos meios de comunicação às vésperas do golpe de 1964. Mais uma vez a sociedade brasileira corre o risco de vivenciar o mesmo cenário de horror e pânico. As últimas ações de setores conservadores, incluindo os meios de comunicação, repercutem nas ruas e geram um clima de instabilidade, violência e medo.
Diante do risco de aprofundamento dessa situação e da quebra da ordem constitucional e social, a Cáritas Brasileira, a Comissão Pastoral da Terra – CPT, O Conselho Indigenista Missionário – CIMI, o Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP e o Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM vêm a público manifestar preocupação com a grave crise. Queremos que todos os fatos sejam apurados e que seja garantida a equidade de tratamento a todos os denunciados nas investigações em curso no país, respeitando-se o ordenamento jurídico brasileiro.
Tememos que os direitos constitucionais dos jovens, das mulheres, dos sem-teto, das comunidades tradicionais, dos povos indígenas, dos quilombolas e dos camponeses, especialmente aos seus territórios, sejam ainda mais violentamente negados.
Reafirmamos nosso compromisso com o combate à corrupção, resguardando que esse processo não represente retrocessos nas conquistas e na garantia dos direitos historicamente conquistados pelo povo brasileiro. 

Brasília, 17 de março de 2016

Cáritas Brasileira
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP
Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM

sexta-feira, 18 de março de 2016

Quem vai às ruas?

Quanto mais leio, menos entendo. O momento atual do país é complexo. Quem diria que o velho aliado do PT, o PSB, entraria na justiça para evitar a posse do Lula como Ministro? Quem acreditaria que o PT iria pagar um preço tão alto, no prazo tão curto, pelas alianças espúrias realizadas desde o inicio dos anos 2000.
As favelas, as periferias, o campo, as aldeias, ...os empobrecidos desse país, mesmo com projetos que os transformaram - uma parte, em consumidores - não se mobilizam para defender o governo do PT.
Os brancos e ricos desse país estão mobilizando e tomando as orlas, as grandes avenidas, as capitais financeiras com buzinaços, panelaços, cartazes (Inclusive com injurias, quando chama os que ocupam o planalto de comunistas). Não podemos desconsiderar ou ignorar que uma multidão foi às ruas pedir a renuncia, o impeachment, a prisão de Dilma e Lula.
O PT desistiu das bases, das bandeiras históricas (reforma agraria, redução da jornada de trabalho,taxação das grandes fortunas...) e apostou, exclusivamente, nas alianças eleitorais. Como dizia meus avós, "se juntou as raposas para tomar conta das galinhas". Abriu as porteiras para as filiações de personalidades que nunca estiveram na construção do socialismo ou na organização do povo. Mandatos parlamentares e executivos viraram centros autônomos de poder, as instâncias partidária foram esvaziadas os papéis foram se invertendo, numa contradição inexplicável, quando confrontamos com o PT de origem.
Hoje, vemos um PT buscando saídas, algumas desonrosas, por meios dos conchavos políticos e outros ocupando as ruas como uma trincheira de luta contra a corrupção. Alias, corrupção tem, e muita. Porém não é justo colocar o PT como os que inauguraram essa face do capitalismo no solo brasileiros.
Essas dúvidas e afirmações são para certificar que estamos numa disputa violenta pela gerência do poder, visto que o sistema capitalista não foi afetado, nem sequer discutido. Esses acontecimentos atacam de frente as memórias e os martírios de operários, camponeses, estudantes, indígenas e intelectuais que doaram tempos de suas vida e, em alguns casos, as próprias vidas para construir um pais fraterno, justo e soberano.
É necessário uma auto critica, uma ressignificação da luta, ao contrario seremos envenenados com o nosso antidoto: as ruas.
Por Carlos Lima

quinta-feira, 17 de março de 2016

Jejum da Solidariedade acontece em frente ao INCRA

Campanha da Fraternidade é o tema deste ano




A Comissão Pastoral da Terra realiza nesta sexta-feira, 18 de março, o Jejum da Solidariedade das 9h às 18 horas, na sede do Incra. Sob o tema da campanha da fraternidade de 2016, “Casa comum, nossa responsabilidade”, camponeses, agentes pastorais e religiosos realizam vigília em solidariedade às pessoas que passam fome e outras necessidades no mundo.

O coordenador da Pastoral da Terra, Carlos Lima, defendeu a importância do tema da campanha da fraternidade em convidar a sociedade para discutir sobre a situação do planeta. “Precisamos repensar a forma que o homem convive com o meio ambiente e com os outros homens. É um sistema desumano que existe em nome da concentração de renda, de terra e de poder”, disse Lima.

O momento de oração e reflexão acontece todos os anos na sexta-feira que antecede a Semana Santa, tendo sua motivação na passagem bíblica de Isaías (Is 58,6): “O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e despedaçar qualquer jugo; repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu, e não se fechar à sua própria gente”.

Serviço:
Jejum da Solidariedade
Dia 18 de março de 2016
Local: INCRA – Praça Sinimbu

Horário: 9h às 18h

quarta-feira, 16 de março de 2016

Feira Itinerante retorna ao Pinheiro nesta quinta


De 17 a 19 de março, a Feira Camponesa Itinerante estará de volta ao Pinheiro. Toneladas de alimentos saudáveis e de baixo custo estarão sendo comercializados ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, com funcionamento das 6h às 20 horas.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga, da Igreja Batista do Pinheiro e do Iteral, a Feira contará com a presença de aproximadamente 30 camponeses e camponesas vindos do litoral, da zona da mata e do sertão alagoano.

“Essa será a segunda oportunidade de 2016 para os moradores da região adquirirem alimentos sem agrotóxicos, direto do trabalhador rural”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, responsável pelo evento.

Banana, macaxeira, laranja, abóbora, inhame, feijão, mel e galinha são alguns dos produtos cultivados nas áreas de reforma agrária que estarão disponíveis na Feira.

Serviço:
Feira Camponesa Itinerante
Dias: 17 a 19 de março de 2016
Horário: 6h às 20h (exceto dia 19, quando encerra às 12h)
Local: Igreja Menino Jesus de Praga - Pinheiro

sexta-feira, 11 de março de 2016

Nota de solidariedade


A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas, em nome do evangelho libertador de Jesus Cristo, vem a público externar apoio e solidariedade à Igreja Batista do bairro do Pinheiro, na cidade de Maceió. A Igreja Batista do Pinheiro desde a década de 80 do século passado se preocupa e se dedica às questões sociais. Uma Igreja de diálogo permanente com os cristãos e com os que acreditam e lutam contra a miséria, a fome e a opressão.

São lamentáveis os ataques dos quais o pastor Wellington Santos e a pastora Odja Santos estão sendo vítimas, ambos constroem um diálogo ecumênico; denunciam as injustiças e acolhem, em nome da caridade evangélica, aqueles que buscam viver em comunidade na Igreja do Pinheiro.

Nas palavras de Jesus Cristo, expressas por Mateus: “bem aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.  Encontramos o sentido da nossa máxima e fraterna solidariedade com o pastor Wellington, com a pastora Odja e com a Igreja Batista do Pinheiro.

Maceió, 11 de março de 2015



segunda-feira, 7 de março de 2016

Feira acontece em solidariedade ao trabalho pastoral



Entre os dias 10 a 12 de março, a Praça da Faculdade estará ocupada de alimentos saudáveis. A Feira de produtos da reforma agrária, acontece, desta vez em solidariedade à Comissão Pastoral da Terra e busca angariar recursos para o trabalho de acompanhamento e formação nas áreas assistidas pela Pastoral.

O evento contará com Casa de Farinha, shows noturnos, restaurante e bar Comida da Roça e uma grande diversidade de alimentos vindos do litoral, sertão e região da mata. Todo ele, é fruto de doações de camponeses, camponesas e amigos da CPT. Sua comercialização será realizada por agentes pastorais e voluntários.

“Os camponeses doaram banana, macaxeira, inhame, hortaliças, batata-doce e muitos outros alimentos para contribuir com a presença da Pastoral junto aos povos da terra e das águas”, disse Heloísa Amaral, coordenadora da Pastora da Terra. Heloísa explicou que a Feira só é possível graças agricultores que reconhecem a importância do trabalho pastoral e ofereceram alimentos de suas roças para que se converta em dinheiro para a CPT.

Apoiando a luta pela democratização da terra e por justiça social, os artistas Guilla Gomes, Pinóquio do Acordeon e Anderson Fidellis, assim como a confraria: nós, poetas, decidiram se apresentar nesse evento solidário. As apresentações noturnas ocorrerão na quinta-feira e na sexta-feira, a partir das 19 horas.

O bar e restaurante da feira funcionará com cardápio para o almoço e o jantar, oferecendo comida da roça. Carneiro, rabada, buchada, galinha de capoeira e pato, acompanhados de fava e feijão verde, são as opções durante o dia. Pela noite, caldinho de mocotó, macaxeira com carne de sol, caldinho de macaxeira e de massunim, cuscuz de massa puba e de milho, batata, inhame, entre outros.

Sobre a CPT

Com a missão de “Ser uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva, que presta um serviço educativo e transformador junto aos povos da terra e das águas”, a CPT acompanha hoje 663 famílias em 15 comunidades na região da mata, 335 famílias em 10 comunidades no litoral norte e 364 famílias em 11 comunidades no sertão.

Entre suas principais ações, realiza Feiras Camponesas ao longo do ano, promovendo a comercialização dos produtos da reforma agrária; é parceira do Movimento de Educação de Base no projeto de alfabetização de 1200 camponeses em Alagoas; organiza o jejum da solidariedade na véspera da semana santa; convoca as Romarias da Terra e das Águas; e atua na luta pela democratização das terras e por justiça social.

Em 2016, dois eventos serão realizados para dar apoio a esse trabalho, essa Feira da solidariedade e, em agosto, a janta italiana promovido pela associação Pachamama de Torino, Itália.

Serviço
Feira solidária à Pastoral da Terra
Dias: 10 a 12 de março de 2016
Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge) - Prado
Horário: 6 horas às 22 horas (sábado encerra às 12 horas)

Programação:
Quinta (10/03)
19h00 - Confraria: nós, poetas
21h00 - Guilla Gomes
Sexta (11/03)
19h00 - Pinóquio do Acordeon
21h00 -  Anderson Fidellis e cabroeira