terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Primeira Feira Camponesa de 2017 começa nesta quinta-feira, 2


A Feira Camponesa inicia suas atividades em 2017 já nesta quinta-feira, 2 de fevereiro. Em sua versão itinerante, o evento reunirá camponeses e camponesas para comercializar alimentos saudáveis ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, no Bairro do Pinheiro. A Feira funcionará das 6 horas às 20 horas, até o meio-dia do sábado (4).

Banana, mel, macaxeira, batata-doce, inhame, ovos, galinha são alguns dos alimentos trazidos do litoral, sertão e zona da mata diretamente para a mesa do maceioense. “Nossa feira possibilita o contato direto dos camponeses e das camponesas com a população de Maceió, sem atravessadores. Isso permite que o consumidor adquira o alimento fresquinho e por um preço justo”, afirmou Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra.

Além de bons para o bolso, os alimentos cultivados nas áreas de reforma agrária também são benéficos para saúde. “Os produtos comercializados nos supermercados estão cheios de veneno. Nos assentamentos e acampamentos temos uma discussão para avançar na agroecologia e a feira só conta com produtos agroecológicos, que são saudáveis e de qualidade”, completou Amaral.

A Feira Camponesa Itinerante no Pinheiro é uma realização da Pastoral da Terra e conta com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga e do Iteral.

Serviço

Feira Camponesa Itinerante
Dias: 2 a 4 de fevereiro de 2017
Local: Ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, Pinheiro
Horário: 6h às 20h (sábado encerra às 12h)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um adeus para Irmã Lúcia Nazarena



A Irmã Lúcia Nazarena Missio, da congregação Filhas do Sagrado Coração de Jesus, faleceu no dia 11 de janeiro de 2017. A coordenação da CPT de Alagoas, comovida com sua páscoa definitiva, ressalta a importância da missionária junto aos empobrecidos e seu compromisso com o evangelho libertador de Jesus de Nazaré.

Ir. Nazarena iniciou sua vida religiosa em 1946. Trabalhou como professora em Colégios no Rio Grande do Sul – sua terra natal – durante 20 anos e chegou em Alagoas na década de 1970. Na ocasião, o Arcebispo da época, Dom Adelmo Machado, convidou a congregação Sagrado Coração de Jesus para a missão de evangelizar o povo da área norte do Estado. Na década de 1990, a religiosa foi para Bahia, e depois, retornou à Maceió.

A CPT Alagoas, em sua homenagem, publica abaixo uma entrevista concedia pela irmã em 2008 para o Jornal Caminho da Roça, imortalizando sua contribuição aos oprimidos.


Como a senhora se interessou pela causa dos pobres, dos oprimidos?

Sempre tive muito carinho pelos negros. Quando percebi que Deus me chamava para a vida religiosa, a primeira coisa que eu falei para meus superiores era que eu queria ser missionária na África. Depois, quando foi aceita a missão aqui no nordeste, mandaram uma lista para as irmãs que queriam se inscrever pra essa vida missionária. Eu sempre quis ser missionária para trabalhar na base, então vim para o nordeste.

Quantas missionárias vieram para Maceió? Foram essas irmãs que fundaram a Congregação na cidade?

Nós chegamos em 4 missionárias em Alagoas, para começar a evangelizarão na área norte. Mas depois teve toda uma divulgação, chegaram outras irmãs, já são 38 anos. Hoje já somos província no nordeste. 

Como iniciou a missão com os oprimidos?

Começamos a missão na área norte. Mas a gente tinha muito contato aqui em Maceió porque nós assumimos também a orientação interna do Concílio de Cristandade, então iniciamos o trabalho com a periferia. 

Qual era o público?

Nós começamos com as mulheres que faziam o Concílio de Cristandade. Colaborávamos com a espiritualidade, isso inclui retiros, encontros etc. E a gente fez com que a palavra de Deus se voltasse para a realidade de Maceió, já que na periferia não tinha um trabalho como esse. A história é muito comprida, mas começou assim, aos poucos atingindo a base, preparando agentes missionários.

Como se aproximou da luta do povo do campo?

Na Bahia, nós assumimos a missão de Tanquinho, que fica a 40km de Feira de Santana. Ali tinha Padres missionários italianos que trabalharam no campo, com a Pastoral Rural. Lá havia problemas sérios, então nos associamos à Pastoral da cidade de Paulo Afonso para fazer todas as reivindicações juntos aos trabalhadores rurais. Era luta de reforma agrária, de ocupação de terras que os fazendeiros não deixavam plantar. Depois nós assumimos uma missão em Canudos, aí é outra história linda.

Como era o trabalho em Canudos?

Trabalhávamos naquela questão da seca, com problemas sérios de falta de água. Foi um trabalho de base belíssimo. Fazíamos trabalhos de evangelização e projetos, construção de cisternas, luta para que o povo tivesse recursos para viver dignamente.

Como a senhora enxerga a CPT?

Eu vejo a CPT como algo muito bom. Minha opinião é que é muito importante e atuante em Alagoas. A CPT é uma Pastoral, então é a palavra de Deus que deve ser vivida nos grupos. A CPT é aquela semente de transformação porque a palavra de Deus deve ser vida para eles.

Em sua opinião, como a CPT deve atuar?

A CPT deve dar a força para a luta, estimular o protagonismo. Mas para ser protagonista é preciso desenvolver valores nas pessoas. 

Hoje, que a senhora mora no Recanto Sagrado Coração de Jesus, qual seu trabalho?

Fazem dois anos que estou aqui, mas eu vim aqui por causa da minha saúde. Aqui eu trabalho na Pastoral da Sobriedade, e agora estamos com a Pastoral da Família, atingindo a terceira idade. Já estamos há 2 anos preparando as articuladoras, porque através dos idosos nós chegamos à família, principalmente àquelas que têm problemas com as drogas. A Pastoral da pessoa idosa estudou os valores da pessoa humana. Quais valores? Todos. Os valores espirituais, sociais, religiosos, psicológicos. Com isso estamos contribuindo para que haja mais vida na sociedade, para que haja menos violência. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Trator para o Assentamento Santo Antônio é fruto da luta, afirma CPT


O assentamento Santo Antônio, localizado em Major Isidoro, recebeu na manhã desta segunda-feira, 16 de janeiro, um trator para servir à produção camponesa na região. A máquina fez parte do conjunto de 23 tratores, seis caminhões isotérmicos e outros 59 itens doados pelo governo de Alagoas, principalmente, a Prefeituras da região sertaneja.


O assentamento acompanhado pela Comissão Pastoral da Terra foi uma das únicas organizações de trabalhadores contempladas com o investimento de R$ 4,6 milhões. O recurso foi angariado através de emendas parlamentares do senador Benedito de Lyra e do deputado federal Paulão.

Para Carlos Lima, coordenador da CPT/Alagoas, o trator só foi destinado ao assentamento Santo Antônio devido à luta dos camponeses. “A máquina é uma conquista de uma luta coletiva, nós estivemos na Secretaria de Agricultura por três vezes, ocupamos duas vezes, e um dos pontos da pauta era a aquisição de tratores. A gente fica feliz com essa aquisição e vamos continuar lutando, fazendo novas atividades para que os trabalhadores possam ter uma vida melhor a partir do uso da tecnologia auxiliando numa agricultura responsável, sem uso de agrotóxicos, e que gere renda para aqueles que lutaram pela reforma agrária”, declarou Lima.

A presidenta da Associação Comunitária do Assentamento Santo Antônio em Major Isidoro, Fábia Silva, afirmou que o trator doado auxiliará no preparo da terra para o plantio de milho, feijão e palma; além de limpar a barragem, que acumula a lama no período de estiagem.


O camponês Marciano Ferreira Balbino espera que, com o trator, a produção do assentamento cresça com o uso da máquina, já que a terra do sertão é muito seca e o poder público se mostrava insuficiente para os trabalhadores. “O trator da Prefeitura sempre chega atrasado, deixa os assentamentos para o final. Ano passado, o milho que a gente plantou não cresceu. Agora, toda vez que tiver chuva, é só colocar o trator em funcionamento. Com fé em Deus, vamos aumentar a produção e melhorar de vida”, afirmou o camponês.

A associação do Assentamento Santo Antônio garantiu ainda que a máquina estará à disposição de outras famílias camponesas do sertão alagoano e que será criado um fundo entre os camponeses para a manutenção do trator.


Com informações Iteral


Assentamento Quilombo dos Palmares promove 1º Festival do Abacaxi


O abacaxi é uma fruta popular, bastante consumida no Brasil. Por ser rica em nutrientes, saudável e bem saborosa, é comumente consumida in natura ou em sucos, saladas de frutas, doces, geleias, em combinação com pratos salgados e até mesmo assado, para acompanhar o churrasco.

Para prestigiar a fruta e ao mesmo tempo promover seu consumo, o assentamento Quilombo dos Palmares, localizado em São Miguel dos Milagres, realizou, no dia 7 de janeiro, o 1º Festival do Abacaxi.

O evento contou com a degustação de diversos pratos preparados com abacaxi, seja como ingrediente principal ou como parte da receita, com música e rainha do abacaxi. Ailton José da Silva e Maria Flaviana da Silva, a "Nova", estiveram à frente do festival que contou com o apoio da CPT, MLST, Iteral, Prefeitura e diversos parceiros locais.

José Ailton, Heloísa Amaral e Nova no Festival do Abacaxi

Também conhecido como ananás pelos indígenas, o abacaxi é o fruto da reforma agrária mais plantado atualmente pelos assentados da região. A promoção desse evento pretende consolidar o consumo da fruta e se estabelecer no calendário gastronômico do litoral norte de Alagoas.

Prefeito e da Vice-Prefeita de São Miguel dos Milagres prestigiaram a festa






segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Famílias camponesas celebram natal nas áreas de reforma agrária

Celebração natalina em Major Isidoro - AL

A Comissão Pastoral da Terra celebrou o nascimento do menino Jesus em acampamentos e assentamento de Alagoas. O Natal das Famílias Camponesas ocorreu em áreas do sertão, litoral e zona da mata durante o mês de dezembro.

Em todas as celebrações, conduzidas por padres parceiros da Pastoral da Terra, houve uma reflexão sobre o verdadeiro significado do Natal. Ao final delas, os camponeses e as camponesas realizaram momentos de comunhão e partilha com grandes almoços coletivos para confraternizar e festejar a passagem de mais um ano. Em algumas celebrações ocorreram batismo de crianças.

“A tradição da pastoral é levar aos camponeses e às camponesas a reflexão sobre o nascimento do menino Jesus, que semeou o amor e a fraternidade, enfrentou os poderosos e morreu sob tortura por defender a justiça e a liberdade”, afirmou Heloísa Amaral, coordenadora da CPT.

No sertão, ocorreram duas celebrações no dia 21 de dezembro, em Major Isidoro, no assentamento Santo Antônio, e Água Branca, no assentamento Padre Cícero. Outros acampamentos e assentamentos da região também participaram da celebração conduzida pelo Padre Aparecido.

No litoral, ocorreu uma missa celebrada pelo Padre Ronaldo no assentamento Quilombo dos Palmares, em São Miguel dos Milagres. O Assentamento Jubileu 2000 também esteve presente.


Na região da Mata, ocorreram duas celebrações do Natal em Murici, no Assentamento Bota Velha (dia 17) e no Assentamento Dom Helder (dia 29). Em Flexeiras, no dia 30 de dezembro, também foi comemorado o aniversário do Assentamento Rio Bonito.

Assentamento Padre Cícero - Água Branca 

Padre Ronaldo na celebração em São Miguel dos Milagres

Almoço de aniversário do assentamento Rio Bonito

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Almoço em solidariedade à CPT reúne mais de 100 pessoas na Itália


Voluntárias nos preparativos do almoço

A entidade italiana Pachamama (Terra Mãe) realizou no último domingo, 4 de dezembro, na Paróquia de São Caetano, na cidade de Torino, um almoço ítalo-brasileiro em solidariedade ao trabalho da Pastoral da Terra em Alagoas.

Mais de 100 pessoas degustaram a comida brasileira, como a feijoada, a caipirinha e a macaxeira frita, preparados por 20 voluntários vinculados à associação. Os presentes também obtiveram informações sobre a realidade do nordeste do Brasil e dos projetos desenvolvidos pela Pachamama com a CPT em Alagoas.

“Essa atividade faz parte do conjunto de ações que realizamos para arrecadar dinheiro para ajudar os projetos realizados em parceria com a CPT Alagoas e ajudar também a divulgar um pouco a realidade do campo no nordeste do Brasil”, descreveu Omar Bório, um dos sócios da associação.



A Pachamama colabora de forma técnica e financeira, desenvolvendo projetos, atividades de arrecadação e propagando a missão CPT na Europa. O almoço ítalo-brasileiro é uma dessas atividades que chega a sua sétima edição. Para Omar, a atividade “já se tornou uma tradição e o nosso público sempre participa com alegria de ajudar pessoas que precisam”.

Os sócios da entidade italiana têm uma formação cristã e se preocupam em ajudar ao próximo, aos mais necessitados. “Penso que não seja nem uma opção e sim uma obrigação porque a gente não fez nada para merecer de ter nascido em famílias que teve a possibilidade de nos dar comida, educação e tudo mais. Então temos obrigação de pensar e agir em prol de quem não teve esta sorte”, concluiu Omar.

Para o represente da CPT em Alagoas, Carlos Lima, o que faz do almoço realizado na Itália ser especial é o “tempero do amor ao próximo (mesmo quando este próximo esteja do outro lado do oceano), do voluntariado e a contribuição daqueles que acreditam que o mundo pode ser melhor e que a distância não deve ser motivo para ignorar uma situação de sofrimento ou de justiça”.





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Seminário debate questão agrária nos 200 anos de Alagoas




A Comissão Pastoral da Terra e o Movimento de Libertação dos Sem Terra realizam, nesta quarta-feira (23), quinta-feira (24) e sexta-feira (25), o seminário A Questão Agrária em Alagoas: propriedade, lutas camponesas e produção agroecológica. O evento acontece no Centro Social da Fetag, Mangabeiras, das 8 horas às 17 horas. Sua abertura oficial está marcada para às 9h30 desta quarta-feira.

O seminário é gratuito, aberto ao público e tem como foco a formação de camponeses e camponesas na produção agroecológica e na história agrária de Alagoas. Sua programação conta com a participação dos professores Sávio de Almeida e Cícero Albuquerque, que palestram sobre Terra em Alagoas e Campesinato em Alagoas, respectivamente.

Além de palestras, haverá uma oficina, durante a tarde desta quarta-feira, com o tema agroecologia: um modelo de vida. A oficina será ministrada pela agrônoma e coordenadora da CPT, Heloísa Amaral.

Para o historiador e coordenador da Pastoral da Terra, Carlos Lima, o evento será um encontro do saber popular e acadêmico para recontar a história de Alagoas, que completa 200 anos em 2017. “Essas terras são marcadas por conflitos e lutas antes mesmo de sua emancipação política. Queremos, com esse seminário, abrir as discussões sobre esta data e seus significados”, afirmou Lima.

Serviço
Seminário A Questão Agrária em Alagoas: propriedade, lutas camponesas e produção agroecológica Programação
Dias: 23 a 25 de novembro de 2016
Local: Centro Social da Fetag, Mangabeiras
Horário: 8h às 17h

Programação
23 de novembro
8 horas - Credenciamento e Acolhimento
9h30 – Mística e Mesa de abertura;
10 horas - Palestra Terra em Alagoas com o Professor Sávio de Almeida;
12 horas – Almoço;
14 horas - Oficina A agroecologia: um modelo de vida.

24 de novembro
8 horas - Café da manhã;
9h30 - Palestra Campesinato em Alagoas com o Professor Cicero Albuquerque;
12 horas – Almoço;
14 horas  - Desafios e propostas.

25 de novembro
9 horas  - Encaminhamentos e avaliação.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Feira Camponesa começa nesta quinta-feira, 24, no Pinheiro


A população do bairro do Pinheiro acolherá mais uma edição da Feira Camponesa Itinerante. De 24 a 26 de novembro, ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, cerca de 30 camponeses e camponesas comercializarão alimentos saudáveis e com sabor de justiça social.

Banana, laranja, macaxeira, inhame, feijão, batata, ovos e hortaliças são alguns dos alimentos cultivados de maneira agroecológica nos assentamentos da reforma agrária que estarão disponíveis à população. Além dos frutos da terra, a Feira contará ainda com uma casa de farinha.

“Queremos convidar a comunidade do Pinheiro e região para prestigiar a nossa feira e adquirir alimentos livres de agrotóxicos diretamente com os camponeses. É bom para a saúde e para o bolso”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra.


A Feira funcionará das 6h às 20 horas. Esta edição é uma realização da CPT, com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga e do Iteral. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

29ª Romaria da Terra clama pelo fim das injustiças


Inspirada na encíclica papal Laudato Si - “Casa comum, nossa responsabilidade”, a 29ª Romaria da Terra e das Águas clamou pelo fim das injustiças e convocou a população a se engajar na luta por um mundo melhor. A edição de 2016 da Romaria foi realizada nos dias 12 e 13 de novembro, em São Miguel dos Milagres. O ato de fé e penitência reuniu mais de mil romeiros e romeiras para um percurso de 13 km, da Igreja Matriz da Paróquia de Nossa Senhora Mãe do povo até o assentamento Jubileu 2000.


Sob a luz da lua cheia e de velas, religiosos e movimentos sociais e pastorais caminharam pela madrugada cantando e rezando. Em quatro paradas, foram realizadas reflexões sobre a “Casa Comum”, a “Água Bem Comum”, a “Terra Bem Comum” e a “Reforma Agrária”. Mesmo com o trio elétrico tendo quebrado ainda no primeiro quilômetro, o povo não desaminou, continuou a cantar e rezar durante todo o longo percurso.

Para Leandro Enoque, jovem da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, do Vergel do Lago, Maceió, a ausência da banda tocando ao trio não diminuiu a importância do evento. "É minha primeira vez, gostei. Mesmo sem o trio, a gente fez o som e cantou, pois sempre que tem um problema a gente pode dar uma solução. Antigamente, não existia trio e o povo fazia suas romarias. Pretendo voltar ano que vem”, afirmou Leandro.


Pessoas de todas as idades e de diversas regiões estiveram nessa Romaria, de idosos a crianças de colo. A assentada Maria do Bobó, 70 anos, veio de Água Branca, sertão de Alagoas. Maria enfrentou uma viagem que durou quase 8 horas, mas garantiu: “valeu à pena, virei sempre enquanto Deus me der vida e condições de caminhar” afirmou.

A anfitriã Irmã Cícera Menezes, coordenadora da CPT assentada no Jubileu 2000, ficou bastante contente a realização da romaria e afirmou: “apesar do contratempo, foi um momento importante de fé do povo e que serve como combustível para se alimentar e continuar sonhando com um mundo melhor”.

Lutar contra a PEC 241 é cuidar da casa comum




A Santa Missa foi recheada de místicas e reflexões sobre a Terra Mãe. Do início ao fim da celebração, coordenada pelo Padre Ronaldo, os fiéis ouviram a palavra de Deus e os ensinamentos do Papa Francisco. As presenças do Pe Alex Cauchi, Pároco da Arquidiocese da Paraíba, e do Pe Luciano Lima, coordenador diocesano das Pastorais Sociais da Diocese de Salgueiro, engradeceram ainda mais a cerimônia.



Na homilia, os padres convidados, apresentaram o chamado do Papa para cuidar da terra e da vida, como uma responsabilidade de todos, e citaram o momento político que o Brasil vive. “Não é o fim do mundo, mas essa PEC é quase isso, ela é contra a gente, o povo. Vivemos tempos difíceis em nosso país. Os estrangeiros estão doidos para pegar nosso petróleo e estamos correndo o risco de voltar ao tempo de o povo passar fome e a ter saques por comida. Se a gente não cuidar, vamos perder o que já conquistamos”, afirmou o Pe Alex Cauchi, lembrando os 16 anos de vitória do assentamento Jubileu 2000.

A Proposta de Emenda Constitucional 241, agora PEC 55, já foi aprovada na câmara de deputados e agora tramita no Senado Federal. Esse projeto visa congelar durante 20 anos os recursos para as despesas primárias, incluindo saúde e educação. Se aprovado, mesmo que a economia cresça, o Brasil só poderá reajustar os investimentos limitado à inflação e todo excedente será destinado aos banqueiros e detentores da dívida pública.


Para o Padre Luciano Lima, o papel de todo cristão é lutar contra as injustiças e as paróquias devem se posicionar nessa batalha contra o congelamento de recursos nas áreas sociais. “Eu não chamo PEC, chamo ‘peste’. Essa peste significa acabar o SUS e estudante ter que pagar para estudar. E o que dói não é só a PEC, é muita gente que está na Igreja balançando a cabeça e aceitando a injustiça”, afirmou o coordenador das Pastorais Sociais em Pernambuco.

E prosseguiu: “Dom Hélder dizia que uma varinha sozinha é fácil de quebrar, mas 5 já é difícil. O Papa diz: casa comum, nossa responsabilidade. Então não podemos fechar os olhos. Não basta os bispos dizerem que são contra, é preciso que a Igreja se posicione, que a gente fale nas missas e vá organizando varinha por varinha para ter um mundo melhor", concluiu o religioso convocando os homens e mulheres presentes a participarem das pastorais e grupos da Igreja com o objetivo de se engajar nas lutas sociais.







quinta-feira, 10 de novembro de 2016

29ª Romaria da Terra ocorre próximo final de semana em Milagres/AL




A Comissão Pastoral da Terra, em parceria com a Paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo, realiza, nos dias 12 e 13 de novembro, a 29ª Romaria da Terra e das Águas. Sob o tema Terra Mãe, mais de mil romeiros e romeiras devem caminhar da Igreja Matriz ao Assentamento Jubileu 2000, em São Miguel dos Milagres.


O percurso de 12 km será vencido durante a madrugada até o amanhecer do dia, tendo como ponto de partida a missa campal, realizada na Igreja Matriz às 22h. A partir daí, os romeiros e romeiras enfrentam o caminho, fazendo paradas com reflexões baseadas na encíclica papal Laudato si': “Casa comum, nossa responsabilidade”.


Além de religiosos, movimentos sociais e pastorais vindos de todas as regiões de Alagoas, esta Romaria contará com presenças especiais, que ajudarão nas reflexões sobre o tema, o Padre Alex Cauchi, pároco da Arquidiocese da Paraíba e coordenador da Pastoral da Terra em Alagoas durante os anos 90, e Padre Luciano Lima, coordenador diocesano das Pastorais Sociais da Diocese de Salgueiro.


Para a irmã Cícera Menezes, uma das organizadoras do evento, a Romaria da Terra é um ato de fé que todo o cristão deve participar. “Caminhamos e lutamos com o povo pobre, assim como Cristo caminhou e defendeu os mais necessitados. Queremos convidar a toda população para caminhar em Romaria em defesa de justiça social”, afirmou a coordenadora da Pastoralda Tera.


Sobre a Romaria


A Romaria da Terra e das Águas relembra o êxodo do povo hebreu, libertando-se da opressão no Egito, em direção à terra prometida e é realizada anualmente pela Arquidiocese de Maceió, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEB´s). Em 2017, a Romaria completa 30 anos e celebrará esta importante data no Quilombo dos Palmares, lugar onde tudo começou.

Serviço:
29ª Romaria da Terra e das Águas
Dias: 12 e 13 de novembro de 2016
Local: São Miguel dos Milagres
Concentração às 20 horas na Igreja Matriz

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Camponeses superam dificuldades e realizam Feira Camponesa

Railton Da Silva e Ésio Melo


Os camponeses das áreas de Reforma Agrária em Alagoas resistem as dificuldades e iniciaram na manhã desta quarta-feira, 05, a 25ª edição da Feira Camponesa. Essa é a segunda edição no ano organizada pela Comissão Pastoral da Terra e seguirá até o próximo sábado, 08, na Praça da Faculdade, em Maceió.
A mesa de abertura ocorreu nesta manhã e contou com a presença do presidente do Iteral, Jaime Messias, o coordenador nacional do MLST, Josival Oliveira, coordenador nacional da Via do Trabalho, Marcos Antônio, a coordenada da CPT em Alagoas, Heloísa Amaral, e a assentada Edclaudia representando a juventude da CPT.
Esta edição conta com 92 trabalhadores rurais sem terra que estão acampados e assentados em áreas de Reforma Agrária de Alagoas. Eles colocam a disposição dos trabalhadores e famílias da capital alimentos como Macaxeira, inhame, banana, laranja, abacaxi, graviola, mamão, batata, hortaliças, feijão, ovos e galinha de capoeira e outros alimentos.
Para Heloísa Amaral, a variedade e diversidade de produtos na Feira Camponesa reflete o esforço de cada camponeses que resistem para produzir os alimentos.
“Tem acampamentos que há mais de 15 anos espera a regularização da situação. Enquanto ela não chega, a gente produz e traz para a feira para mostrar que o povo da cidade que eles precisam de alimentos e que o povo do campo precisa de terra e da Reforma Agrária”, destacou.
A assentada Edclaudia, representante da juventude camponesa, aproveitou o momento e declamou um poema durante a mesa de abertura. Confira:
Ainda na programação de atividades da Feira, na sexta-feira (07) uma roda de conversa sobre ‘Comunicação Popular e Resistência na Luta’ será realizada a partir das 15h. A conversa é uma parceria entre o Coletivo de Comunicadores Populares e de Resistência Edmilson Alves e CPT.
Além dos alimentos e animais de áreas de acampamentos e assentamentos, também haverá noite culturais, como momentos de interação entre os trabalhadores do campo e da cidade.
Programação
5 de outubro19h – Edi Ribeiro Trio
20h30 – Wagner Volpone
6 de outubro
19h – Micheline Encanta
20h30 – Pinóquio do Acordeon
7 de outubro
19h – Cicinho Montilla & Forrocebar
20h30 – Bingo do carneiro
21h – Kel Monsalisa
Serviço
25ª Feira Camponesa
Data: 5 a 8 de outubro
Horário: Das 6 horas às 22 horas
Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge)


terça-feira, 4 de outubro de 2016

CPT realiza 25ª Feira Camponesa na Praça da Faculdade



Entre os dias 5 a 8 de outubro, a 25ª Feira Camponesa ocupará a Praça da Faculdade com alimentos saudáveis, casa de farinha, atrações culturais, engenho de mel e restaurante camponês. Sua abertura oficial está marcada para às 8 horas do dia 5 com um café da manhã compartilhado entre os feirantes, a imprensa e os apoiadores da luta.

Cerca de 80 camponeses e camponesas, vindos do litoral, sertão e região da mata, comercializarão alimentos com sabor de justiça social. “Os produtos ofertados na Feira Camponesa são frutos da reforma agrária. Simbolizam a conquista da terra e da dignidade, a transformação de áreas improdutivas em trabalho e renda para camponês que vivia sem terra”, afirmou a agrônoma e coordenadora da CPT, Heloísa Amaral.

Macaxeira, inhame, banana, laranja, abacaxi, graviola, mamão, batata, hortaliças, feijão, ovos e galinha de capoeira são alguns produtos que ofertados pelos camponeses. Além disso, esta edição da Feira montará uma casa de farinha e um engenho de mel em plena Praça da Faculdade.

Outro destaque é o Restaurante Camponês. Com funcionamento para almoço e jantar, o restaurante oferecerá comida regional para o maceioense degustar do tempero e dos pratos preparados por quem vive na roça.

“A Feira representa a diversidade da produção agrícola dos assentamentos e acampamentos do Estado de Alagoas. É um momento de festa e realização para o homem e a mulher do campo. Queremos convidar o povo de Maceió para comparecer e desfrutar desse momento conosco”, disse a coordenadora da Pastoral da Terra.

Programação Cultural

A 25ª Feira Camponesa conta ainda com uma programação cultural recheada de atrações musicais e, dessa vez, com um debate sobre comunicação popular.  Edi Ribeiro, Wagner Volpone, Micheline Encanta, Pinóquio do Acordeon, Cicinho Montila e Kel Monalisa são as atrações que sobem ao palco da Feira, sempre a partir das 19h.

Na sexta-feira, além do tradicional bingo de um carneiro e das atrações musicais noturnas, haverá um debate, a partir das 15 horas, com o tema “Comunicação Popular e Resistência na Luta”, promovido em parceria pelo Coletivo de Comunicadores Edmilson Alves e a CPT.

Confira a programação completa abaixo:

5 de outubro
19h - Edi Ribeiro Trio
20h30 - Wagner Volpone

6 de outubro
19h - Micheline Encanta
20h30 - Pinóquio do Acordeon

7 de outubro
19h - Cicinho Montilla & Forrocebar
20h30 - Bingo do carneiro
21h - Kel Monsalisa

Serviço
25ª Feira Camponesa
Data: 5 a 8 de outubro
Horário: Das 6 horas às 22 horas
Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge)

Maiores informações:
Heloísa Amaral - 9341.4025

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Assentados cobram e INCRA notifica invasores de reserva legal




O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária esteve na manhã desta terça-feira, 27 de setembro, no assentamento Flor do Bosque, em Messias, para notificar invasores dos 70 hectares de Reserva Legal (RL).

A presença do INCRA foi provocada pela cobrança dos assentados e assentadas, que durante a Jornada Unitária pela Reforma Agrária, exigiram proteção da área de preservação e a liberação dos recursos do projeto, já aprovado pelo Fecoep, para reflorestamento da reserva.

“Na reunião com o INCRA (dia 8 de setembro), o procurador se comprometeu a notificar os invasores e ingressar com uma ação de reintegração de posse”, afirmou assentado Jailson Tenório, o Careca, coordenador da Comissão Pastoral da Terra.

A luta em defesa da RL se estende desde 2011. Ao menos três operações do IMA, Secretaria de Agricultura de Alagoas e Batalhão Ambiental já foram realizadas. Entretanto, grileiros permanecem construindo casas e vendendo lotes. Os camponeses esperam, desta vez, que a ação do INCRA seja definitiva.

Saiba mais:Reserva Legal do assentamento Flor do Bosque é invada por grileiros
Pastoral denuncia invasão de Reserva Legal em Assentamento



Milton Magni, Chefe da Divisão de Desenvolvimento do INCRA, explicou que a notificação atual pede a saída dos invasores e, caso não aconteça no prazo de 15 dias, será requisitado à justiça a reintegração de posse.

“Essas famílias se encontram na área de reserva do INCRA. Vamos pedir a reintegração de posse. A posição do órgão é que não fique ninguém na área”, disse Magni, durante a notificação.



Assentados cobram e INCRA notifica invasores de reserva legal




O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária esteve na manhã desta terça-feira, 27 de setembro, no assentamento Flor do Bosque, em Messias, para notificar invasores dos 70 hectares de Reserva Legal (RL).

A presença do INCRA foi provocada pela cobrança dos assentados e assentadas, que durante a Jornada Unitária pela Reforma Agrária, exigiram proteção da área de preservação e a liberação dos recursos do projeto, já aprovado pelo Fecoep, para reflorestamento da reserva.

“Na reunião com o INCRA (dia 8 de setembro), o procurador se comprometeu a notificar os invasores e ingressar com uma ação de reintegração de posse”, afirmou assentado Jailson Tenório, o Careca, coordenador da Comissão Pastoral da Terra.

A luta em defesa da RL se estende desde 2011. Ao menos três operações do IMA, Secretaria de Agricultura de Alagoas e Batalhão Ambiental já foram realizadas. Entretanto, grileiros permanecem construindo casas e vendendo lotes. Os camponeses esperam, desta vez, que a ação do INCRA seja definitiva.

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Milton Magni, Chefe da Divisão de Desenvolvimento do INCRA, explicou que a notificação atual pede a saída dos invasores e, caso não aconteça no prazo de 15 dias, será requisitado à justiça a reintegração de posse.

“Essas famílias se encontram na área de reserva do INCRA. Vamos pedir a reintegração de posse. A posição do órgão é que não fique ninguém na área”, disse Magni, durante a notificação.



domingo, 25 de setembro de 2016

Feira Camponesa movimenta Conjunto Santo Eduardo

Em outubro, evento chega à Praça da Faculdade



De 22 a 24 de setembro, a Feira Camponesa modificou a rotina do conjunto Santo Eduardo. Centenas de pessoas, manhã, tarde e noite, ocuparam a praça Dênis Agra para adquirir alimentos saudáveis e assistir apresentações culturais.

As duas dezenas de camponeses e camponesas, vindos dos assentamentos e acampamentos da reforma agrária, foram muito bem acolhidos pela comunidade, que aprovam a ideia da Feira perto de sua casa.

“A população, mais uma vez, compareceu à Feira Camponesa. Foi bonito ver os moradores, durante o dia, adquirirem alimentos e, pela noite, voltarem com suas famílias para se confraternizarem em nossa programação cultural. Muitos trouxeram seus filhos e a criançada aproveitou para brincar e correr na praça”, afirmou Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra e um dos organizadores do evento.

Além da população local, a Feira também atraiu moradores de outros bairros. Esse é o caso da arquiteta Nichole Dellabianca, que ouvi falar da feira e veio da garça torta em busca dos frutos da reforma agrária.

“Soube e vim para comprar. Os preços são muito bons, principalmente, porque estamos comprando saúde. um absurdo frutas no supermercado. Compensa muito mais comprar aqui: apoio o pequeno produtor, levo saúde para mesa e faço economia”, afirmou Nichole.


Quem não pode comparecer à Feira no Santo Eduardo terá uma nova chance. Já no próximo dia 5 de outubro, a 25ª Feira Camponesa ocupará a Praça da Faculdade com alimentos saudáveis, casa de farinha, atrações noturnas e muito mais.