quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Trabalhadores fecham a PE-60 contra a violência e o desrespeito que vêm sofrendo
Cerca de mil trabalhadores protestam na rodovia PE-60, estrada que dá acesso ao porto de Suape (PE), contra a violência que vêm sofrendo. Os moradores e pescadores que moram nos engenhos que estão na região de Suape estão sendo expulsos pelos seguranças privados do complexo e suas estão sendo casas demolidas.
Aproximadamente 6 mil pessoas que moram nos 26 engenhos que fazem parte da área, onde está sendo construído o complexo industrial e portuário de Suape, estão sendo despejados para ampliação das obras da refinaria e das empresas que estão se instalando no local.
O protesto pretende denunciar a forma arbitrária como vem acontecendo os despejos, as milícias armadas e a pistolgem que vem aterrorizando os trabalhadores, além da falta de diálogo com o governo.
Os trabalhadores denunciam que as poucas indenizações que houveram são pagas com valores irrisórios, chegando a R$ 5 mil, e as pessoas que moram e trabalham na região há muitos anos não têm para onde ir.
Os trabalhadores receberam o apoio do MST e dos trabalhadores do Porto que se somaram ao trancamento da via desde às 6h da manhã desta quinta-feira (2), e garantem que não vão sair do local até que o governo e a direção do complexo de Suape atendam a pauta.
Além da violência da pistolagem, os trabalhadores agora temem a agressão da polícia. Já há um grande número de policiais do batalhão de choque e um helicóptero que sobrevoa a área.
Nos últimos tempos os protestos dos trabalhadores são marcados pela violência da polícia militar de Pernambuco, que usa bombas e balas de borracha para reprimir as mobilizações.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
CPT premia camponês que produz de forma diversifica em área de reforma agrária
| Camponês José Elias |
Trabalho Escravo, um crime que persiste
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Sitiantes do Engenho Una denunciam crimes ambientais praticados pela Usina Auxiliadora e Bulhões
Famílias de sitiantes que vivem no Engenho Una, localizado em Moreno/PE relataram à Comissão Pastoral da Terra denuncias de crimes ambientais promovidos pela Usina Auxiliadora, localizada no mesmo município. A CPT esteve presente no local e encaminhou a denúncia na tarde ontem, dia 19, à Agência Estadual de Meio Ambiente Recursos Hídricos – CPRH. De acordo com a denúncia, a Usina Auxiliadora vem constantemente despejando vinhoto no Riacho do Engenho Una, ou no “Rio Grande do Engenho Una”, como é conhecido pelos sitiantes que vivem na região. O Rio nasce no Engenho Fortaleza, passa pelos Engenhos Una, Pocinho e Camaçari e deságua no Sistema Duas Unas - Barragem da Compesa, que está localizada na BR 232, em Jaboatão e que é responsável por parte do abastecimento d’água na região metropolitana do Recife.
O vinhoto, despejado no rio, é uma substância tóxica resultante do processo de fabricação do açúcar e do álcool a partir da cana-de-açúcar. A substância ao entrar em contato com o solo e com a água dos rios provoca contaminação e uma série de problemas ambientais. Segundo um dos moradores do Engenho Una, que preferiu não se identificar, em época de moagem, a Usina solta o vinhoto no rio constantemente. “No início desta moagem, que começou em setembro passado, dava pena de chegar perto do rio, os peixes tudo pequeno, era traíra, jundiá, tudo morto." O trabalhador comentou ainda que "o povo da Usina disse que foi por causa de um cano estourado, que eles não tinham dado fé, mas que iam resolver. Só sei que tá assim até hoje, quando pensa que não, eles despejam o vinhoto”.
Ainda em setembro, os moradores do Engenho se mobilizaram e encaminharam uma denúncia ao CPRH sobre o caso. "Mas até agora nada mudou”, informou o trabalhador. De acordo com as famílias este não é um problema de setembro pra cá. Outro sitiante que vive no Engenho Una desde que nasceu, há 68 anos, informou que o problema é muito antigo. “Nesse rio passa muito vinhoto há muitos anos e nunca ninguém fez nada”, destacou.
O derramamento do vinhoto no rio não é o único problema que enfrentam com as Usinas da região. Além desta substância tóxica, os moradores relataram ainda à CPT que outra Usina, a Bulhões, vem aplicando veneno nas proximidades do rio para matar o capim e limpar o terreno pra plantar cana de açúcar. "Todo esse agrotóxico chega no Rio que nos abastece", relata um dos agricultores que vive no local. Mais de 30 famílias de sitiantes vivem e utilizam a água deste rio, todos os dias, para tomar banho, lavar roupas, fornecer água aos animais, além de outras utilidades.
Com a denúncia, a CPT e os moradores do Engenho Una reivindicam que o CPRH realize imediatamente fiscalização na área para constatar as denúncias e que sejam tomadas todas as medidas necessárias, seja a aplicação de multas, à responsabilização civil, administrativa e penal, prevista na Lei de Crimes Ambientais, além da reparação dos danos causados na região e às famílias de sitiantes.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Transnordestina ameaça despejar famílias em Afogados da Ingazeira, sertão de PE
MST organiza mutirão para construir parque infantil
Assessoria/MST
Nesta terça-feira (17/01), o acampamento São José em Atalaia-AL, recebe um grande mutirão para a construção do parque infantil da Escola Itinerante Rosa Luxemburgo. Será um dia inteiro de atividade para erguer, com materiais reaproveitados, o parquinho de recreação das crianças do acampamento e localidades no entorno. O acampamento localiza-se no povoado Ouricuri, Zona Rural do município.
Com início às 8h da manhã, o mutirão contará também com a participação de duas arte-educadoras que animarão as crianças em brincadeiras de roda, contação de histórias e fabricação de instrumentos musicais com direito a cortejo da bandinha até o parquinho. No final do dia, as crianças poderão usufruir do novo equipamento social, composto de gangorras, balanços e outros brinquedos.
Com o mutirão, é esperada a reunião de um grande contingente de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) da localidade e de outros pontos do Estado, com o intuito de botar a mão na massa para erguer e ornamentar o parquinho. A educação no campo é um dos pontos centrais na estratégia do MST, com destaque para iniciativas como esta, de Escolas Itinerantes, que garantem educação de qualidade, com reconhecimento oficial, sem que as crianças e jovens deixem seus locais de origem.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Criança indígena é carbonizada por madeireiros no Maranhão
Da Página do MST
Nos primeiros dias de 2012 uma criança indígena de etnia awa-guajá, de apenas oito anos, foi queimada viva por madeireiros no município de Arame, na região central do estado do Maranhão.
Esse crime brutal é parte de um conflito que se estende há décadas na reserva Araribóia, que envolve a exploração ilegal de madeira na terra indígena dos Guajajara.
Entidades de Direitos Humanos têm denunciado a situação há tempos, mas as autoridades nada têm feito.
Conflitos
Provocados pela necessidade de expansão do agronegócio por meio de seus representantes, empresas ou pessoas físicas - como produtores rurais e outros empreendedores do campo -, estes conflitos rurais se estendem por todo o estado, e acontecem das mais variadas formas.
No último mês de 2011 a comunidade quilombola de Salgado, zona rural de Pirapemas (MA) - região nordeste do estado -, sofreu um atentado ao terem seus animais mortos por envenenamento. José da Cruz, líder da comunidade quilombola de Salgado, teve18 gados mortos, significando grande prejuízo à família, já que sobraram poucos animais para subsistência.
Os awa-guajá
O povo awa-guajá é um dos poucos povos existentes que vivem de forma nômades e avessos ao contato com os brancos. O que se pressupõem em relação ao crime citado a cima é de que a tribo tenha sido atacada por madeireiros, obrigando-os a fugirem para que sobrevivessem. Situações semelhantes aconteceram por diversas vezes durante o ano passado.
Até o momento não foi possível identificar de qual tribo pertencia a criança cujo corpo foi encontrado carbonizado.
CPT Alagoas celebra o natal com os camponeses
Pe. Amaro, batizando durante a celebração natalina no assentamento Dom Helder Câmara. Foto: CPT
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CPT apresenta balanço da reforma agrária em 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Movimentos sociais celebram o natal com os acampados da Praça Sinimbu
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| Praça Sinimbu, ocupada pelos camponeses do MTL. Foto Valdemir Augustinho |
Lideranças dos movimentos sociais de Alagoas celebrarão, nesta quarta (21), os festejos natalinos com os acampados do Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), que estão na Praça Sinimbu, centro de Maceió, desde fevereiro.
Estão a frente da confraternização natalina, além do MTL, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Os festejos natalinos estão programados para começar às 10h, na própria Praça Sinimbu, com a celebração ecumênica, presidida pelo padre Alex Cauchi e pelo pastor Wellington Santos. Logo após, um almoço fraterno e distribuição de brinquedos, para as crianças acampadas.
De acordo com Carlos Lima, coordenador da CPT, a iniciativa nasceu diante do espírito que esta época proporciona e da inquietação dos movimentos sociais em confraternizar com aqueles que estão acampados no centro da capital.
“Enquanto todos confraternizam entre si e festejam o natal eles estão lá, por está razão e pelo espírito que nos move, armaremos as nossas tendas e celebraremos o nascimento do menino Jesus na Praça Sinimbu, com os nossos irmãos acampados do MTL”, enfatizou Carlos Lima.
Segundo o coordenador estadual do MLST, Josival Oliveira, as famílias acampadas na Praça Sinimbu aguardam um posicionamento das autoridades competentes, uma vez que elas foram despejadas, pela justiça, em janeiro, deste ano, da Fazenda Cavaleiro, na cidade de Murici (distante 51 km de Maceió).
“Acreditamos que essa celebração de natal vem em solidariedade aos nossos irmãos sofridos, que ao mesmo tempo são vítimas da burocracia. Eles estão no relento desde fevereiro e estão sem perspectiva de terem um local para produzir os seus alimentos e terem uma vida digna”, enfatizou Josival.
A coordenação dos movimentos sociais pede a colaboração da sociedade para que participem também da celebração ecumênica e de acordo com Carlos Lima, a CPT está arrecadando brinquedos para serem distribuídos para as crianças acampadas. Maiores informações, a respeito da arrecadação dos brinquedos, pelo telefone 3221.8600.
Reunião com o Incra
Após a celebração ecumênica, por volta das 11h30, os movimentos sociais se reunirão com a superintendente estadual do instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Lenilda Lima.
Com o órgão será debatida a situação das famílias que estão acampadas na Praça Sinimbu, há dez meses. De acordo com as lideranças, é de inteira responsabilidade do Incra a resolução da problemática em que se encontram os camponeses.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Água usada por comunidade quilombola é envenenada no Maranhão
de violência envolvendo a comunidade quilombola de Salgado, zona rural de
Pirapemas (MA), num conflito que já se arrasta há 30 anos.
No último dia 3 de dezembro, cerca de 18 animais pertencente ao Sr. José da Cruz,
líder da comunidade quilombola de Salgado, foram mortos, por meio de veneno,
causando um grande prejuízo à família do mesmo, já que sobraram poucos animais
para subsistência de seu núcleo familiar. Tal fato se deu em decorrência de violento
conflito possessório envolvendo, de um lado, dezenas de famílias quilombolas e de
outro os senhores Ivanilson Pontes de Araújo e seu pai Moisés, que criam animais
soltos nas áreas de roça das famílias e impedem que as mesmas acessem as fontes
de água e babaçuais.
Em outubro de 2010, o juízo da comarca de Cantanhede (MA) concedeu manutenção
de posse em favor das famílias do quilombo, contudo, o réu Ivanilson insiste em
desrespeitar a ordem judicial. No último domingo afirmou ao quilombola José Patrício,
que se os mesmos continuassem a realizar roças, esses iriam pagar caro.
Na manhã de hoje, 14 de dezembro, por volta de seis horas, o Sr. José da Cruz, líder
quilombola, encontrou, com outros trabalhadores, um vasilhame de veneno dentro do
poço d’água utilizado pela comunidade. A intenção clara era de ou matar por
envenenamento os trabalhadores quilombolas ou causar grandes males à saúde da
comunidade. Este fato ocorreu dois dias após a ida do Delegado Agrário à área do
conflito. Além disso, o sr. Ivanilson Pontes de Araújo contratou dois homens que ficam
rondando a comunidade, de forma ostensiva, intimidando as famílias ameaçadas.
Ao longo do ano de 2011, as famílias quilombolas de Salgado sofreram vários tipos de
humilhações, ameaças, intimidações e violência em seu território. Contudo, o Estado
fez pouco caso da situação.
A cada dia, maiores são as violências contra a Comunidade Salgado/Pontes.
Tememos o pior!
São Luís, 14 de dezembro de 2011.
Padre Inaldo Serejo
Coordenador da CPT/MARANHÃO
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
MLST realiza Feira da Reforma Agrária
Assessoria/MLSTOrganizada pelo Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), a Feira da Reforma Agrária acontecerá entre os dias 12 e 16 de dezembro com o tema, “Comercialização solidária com preço justo” trazendo para a capital alagoana os trabalhadores e trabalhadoras do agreste, sertão, zona da mata e litoral todos vindos de assentamentos e acampamentos organizado e coordenado pelo movimento.
Sua abertura oficial se dará no dia 13/12 ás 09hs com a presença de convidados, autoridades e representantes de sindicatos e movimentos, parceiros na luta, seguido de um belo café da manha regional.
Além dos tradicionais feirantes comercializando seus produtos orgânicos, livre de agrotóxicos com qualidade alimentar e preço justo, a feira oferecerá toda uma estrutura além das barracas. Com praça de alimentação onde o cliente/visitante poderá degustar de pratos tipicamente regionais, a feira, terá uma intensa programação cultural, onde não só os feirantes mais a quem interessar, poderá participar de palestras, oficinas e as tradicionais noites culturais com dança regional, apresentações de grupos culturais e muita música com artistas da terra e os próprios trabalhadores ligados ao movimento que aproveitam o espaço para também mostrarem seus talentos.
O MLST espera com a feira garantir não só a venda dos produtos, e sim, interagir com a comunidade maceioense, mostrando a produção de alimentos como fruto da luta pela reforma agrária.
O objetivo da feira é ter a atenção da sociedade e mostrar os mesmos agricultores que em alguns momentos ocupam a capital alagoana para suas manifestações, desta vez, chegam à capital com uma feira e o resultado de sua produção. Mostrando sua capacidade produtiva, levando para a população um alimento saudável com preço justo.
Mega obra impacta agricultores
Mais uma vez o poder público apóia os interesses do capital que se sobrepõem aos interesses dos cidadãos.
O Superporto do Açu é um empreendimento logístico da empresa LLX. Trata-se do maior investimento em infraestrutura portuária das Américas. Sua construção teve início em outubro de 2007 e sua operação está prevista para o primeiro semestre de 2012. O empreendimento foi idealizado prevendo a integração com minas de minério de ferro de Minas Gerais, a ser transportado até o porto por um mineroduto de 525 km de extensão. A concepção do Superporto é o de um porto-indústria, desenvolvendo diversos empreendimentos em paralelo ao porto propriamente dito, como estaleiro, usinas termoelétricas, etc. Mais de 66 empresas demonstraram interesse em se instalar neste complexo industrial. Este megaempreendimento está sendo propagandeado como uma obra dentro das mais avançadas do mundo, e que vai ampliar imensamente a capacidade exportadora do Brasil.
Mas o que não é divulgado é que para a instalação de todo este complexo de empresas, vão ter que ser desalojadas familias de pescadores e de pequenos agricultores, que podem chegar a 1.500 famílias. A proposta do megaempreendimento foi abraçada pela prefeitura de São João da Barra e do estado do Rio de Janeiro. Um Decreto Estadual 41.915/2009, desapropria como de interesse público uma área de 7.200 hectares, através da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), para dar espaço ao condomínio industrial previsto no projeto.
Todas as estratégias estão sendo usadas para retirar as famílias da área, entre compra de área, mudança de local, e outras. Algumas venderam suas propriedades para a Codin. Outras negociaram com a companhia sua transferência para a Vila da Terra, um projeto para alojar as famílias retiradas, mas não receberam até hoje a indenização combinada. Porém, um grupo significativo de famílias, em torno a 800, resistem na terra e nela querem permanecer, por isso sofrem todo tipo de pressão e de ameaças para deixarem suas áreas. Placas são fincadas nos sítios, cercas mudam os limites das propriedades, restingas são derrubadas. Como diz um camponês: “Seremos expulsos de nossa terra, querem arrancar nossa história de dentro da gente. Na mesma hora que entram derrubam tudo, cercam, não deixam vida ali, querem que esqueçamos tudo que vivemos aqui.”. A polícia tem sido muitas vezes arbitrária e truculenta. Contra os que ainda teimam em resistir há um mandado de despejo que pode ser executado a qualquer hora.
Diante disso, os agricultores têm realizado diversas manifestações, bloqueado a estrada de acesso às obras do superporto, participado de audiências públicas na tentativa de garantirem o direito a permanecer na terra.
Às famílias atingidas por este megaprojeto, a Coordenação Nacional da CPT quer expressar seu apoio. É uma luta das proporções da de Davi e Golias. Mas acreditem na força dos pequenos, da sua união e persistência.
Às autoridades, a quem interessa o chamado “desenvolvimento econômico” acima da vida, da cultura e da história das comunidades camponesas, queremos lembrar que, como na visão de Daniel, todos os impérios têm os pés de barro e podem ruir num instante e tornar “tudo como se fosse palha ao final da colheita” (Dn 2, 31-35). Quando o mundo todo se debate com as trágicas consequências do aquecimento global, e toma consciência da finitude dos bens naturais e da necessidade de preservá-los, nossos governantes ainda apostam em projetos e propostas alicerçadas em visões já caducas de um desenvolvimento ilimitado.
A agricultura familiar e camponesa que ajuda a manter o equilíbrio da vida deveria merecer todo o apoio e não ser jogada ao lixo da história. É hora de se adequar ao momento presente e repensar o modelo de desenvolvimento!
Goiânia, 9 de dezembro de 2011.
Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Prefeitura de Penedo é ocupada pelo MST
Rafael Soriano/MST
Um grupo de 50 agricultores do assentamento Novo Horizonte ocupou às 8h30 da manhã desta quarta-feira (30/11) a Prefeitura Municipal de Penedo (a 173 km de Maceió). Os trabalhadores organizados no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se deslocaram até a sede do poder municipal para cobrar medidas de estruturação do assentamento, saúde e educação, integrando todas as esferas na execução da política de Reforma Agrária.
Houve tentativa de impedimento da ocupação do prédio, mas os Sem Terra conseguiram entrar. A polícia foi chamada, contudo desistiu de intervir ao ver a pauta dos trabalhadores. O grupo estava exigindo a construção de um anexo da Unidade de Saúde da Família no assentamento, a construção de uma escola de nivel infantil e fundamental, a construção da estrada que leva à área, a estruturação da rede de energia e o abastecimento de água do local.
Recebidos pelo Chefe de Gabinete do Prefeito, Antônio Nelson Filho, e outros assessores (já que o Prefeito estava em cerimônia de entrega de casas no município), os camponeses ouviram tanto promessas de longo prazo quanto planejamento de pronto atendimento de suas reivindicações. No quesito saúde rural, a Prefeitura se comprometeu com a garantia de suporte com um carro conduzindo os usuários até o posto de saúde (distante 18km), além da elaboração do projeto de anexo, em diálogo com o MST.
Na demanda educacional, a Prefeitura também indicou a formulação de um projeto para construir a escola de nível infantil e fundamental. As mudanças estruturantes, entretanto, começam a ser encaminhadas imediatamente: amanhã a prefeitura enviará o patrol até o assentamento para a para estruturação da estrada, que beneficiará estudantes da região e permitirá a passagem dos materiais para construção das casas no assentamento.
A prefeitura contatou a Eletrobrás Distribuição Alagoas e enviará equipe também amanhã para medição e estudo do terreno para implementação da rede de energia, em concomitância com a construção das habitações rurais. Também durante essas obras, a Prefeitura garante construir duas cisternas em cada agrovila e regularizar a distribuição de água. Após a construção das casas, será perfurado um poço artesiano, beneficiando as famílias.
O início das obras das casas do assentamento Novo Horizonte está condicionado à abertura e estruturação da estrada vicinal, o que deve levar um período de até dez dias, segundo a equipe do prefeito. O militante Mauro dos Santos afirma que “se não for resolvido nossas demandas nos próximos dias, já prometemos voltar, mas com um número maior de trabalhadores rurais”. Após as negociações, as famílias desocuparam o órgão e retornaram a Novo Horizonte.
