terça-feira, 1 de abril de 2008

8 de Março, dia da mulher, dia de luta...*

O Dia da Mulher hoje é uma data marcada pelo consumismo e pela suposta conquista da igualdade das mulheres em relação aos homens, principalmente com sua entrada no mercado de trabalho. No entanto, o que vemos são mulheres exploradas e oprimidas numa dupla jornada de trabalho: em casa e no mercado ou mesmo no campo. A plena obrigação pelas tarefas domésticas é uma opressão que vai muito além dela mesma, e é também no lar que ocorre o maior índice de violência física e psicológica contra as mulheres.
A celebração do Dia Internacional da Mulher ocorre porque no dia 8 de março de 1857, 129 tecelãs de uma indústria, em Nova Iorque, fizeram a primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres; os patrões e a polícia trancaram as lutadoras dentro da própria fábrica e atearam fogo, as tecelãs morreram carbonizadas. Em 1921, a Conferência das Mulheres Comunistas adotou o dia como data unificada para o Dia Internacional das Mulheres Socialistas. Mas, somente no ano de 1975 que o direito de manifestação pública foi reconhecido, através da Organização das Nações Unidas (ONU) que em celebração do Ano Internacional da Mulher, instituiu universalmente o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Apesar de o capitalismo ter se apropriado desta data tão importante, precisamos regatar seu sentido de luta. O 8 de março, na verdade, não é um dia de qualquer mulher, é o dia da mulher trabalhadora, da mulher que luta por melhores condições de trabalho e vida.
*Caminho da Roça - fev/mar/abr

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