segunda-feira, 30 de março de 2009

Trabalhadores vão às ruas em todo o mundo


Centrais sindicais e movimentos sociais unificados deixam bem claro: “Não vamos pagar a conta da Crise do Capitalismo!”



Numa unidade há tempos não vista na esquerda, as centrais sindicais e demais movimentos sociais alagoanos fazem hoje (30.03) um ato no centro da cidade para dizer que os trabalhadores não vão pagar pela crise dos capitalistas. Desde que a Crise econômica chegou à periferia do Capital, a preocupação dos movimentos tem se dado em torno de como os dirigentes do Estado e das empresas destinarão à classe trabalhadora suas perdas. Em Maceió, a concentração do ato é às 14h em frente ao Já! do Centro.

Os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED), do Ministério do Trabalho, apontam não só para a diminuição na criação de empregos no fim do ano passado (quando a crise começa a afetar os lucros das empresas), mas principalmente para um grande movimento de demissões. Em dezembro de 2008, foram demitidos 1.542.245 trabalhadores, comparados aos 1.316.495 do mês anterior, enquanto se admitia 887.299, em torno de trezentos mil postos a menos que novembro.

O que está no centro dos questionamentos, além dos efeitos mais sentidos objetivamente por todos nessa crise, é até que ponto se sustenta esse modelo de desenvolvimento que o falido neoliberalismo implementou. O planeta já não suporta ser consumido em cada hectare, cada hemisfério para garantir o acúmulo sempre maior de riquezas por parte de uns. E não é só a resposta ambiental ao Capitalismo que nos alerta da necessidade de mudanças urgentes: como se pode manter e ampliar as estratégias de agroindústria em latifúndios quando um grande segmento social já nos indica a possibilidade de a reforma agrária popular resolver o problema da distribuição de alimentos e do acesso a riquezas pelas maiorias sociais?

Já assistimos em outras crises do sistema capitalista às ações desesperadas dos grandes donos de empresas, que vão desde a destruição do próprio Capital (neste caso, o dos países do Sul são alvo certo) até o repasse dos prejuízos para aqueles que trabalham e realmente constroem as riquezas, rebaixando salários, demitindo e tirando direitos. Um exemplo são os acordos já firmados na Vale do Espírito Santo e na indústria Metalúrgica em São Paulo , em que houve diminuição da jornada de trabalho com corte salarial.

Em Maceió, além do ato da tarde, servidores municipais de todo o interior do Estado já estão em protesto em frente à Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) contra o corte de direitos e salários, devido à crise.



Mais Informações: Rafael Soriano (Assessor de Comunicação MST) – 9916-8547 / Elida Miranda (Sindjornal) – 9965-6778 / Manoel de Assis (Conlutas) - 9114-9650

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