quinta-feira, 30 de abril de 2009

Trabalhadores rurais realizam ato público em Maceió


Lideranças da CPT, MST, MTL, MLST juntamente com a CUT-AL participam de um Ato em defesa da liberdade de manifestação e contra a criminalização dos movimentos sociais do campo


Por: Helciane Angélica - jornalista


Cerca de 300 trabalhadores rurais participam nesta quinta-feira (30) a partir das 11h, de um Ato em defesa da liberdade de manifestação e contra a criminalização dos movimentos sociais do campo. Participam integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e o Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), que contam com o apoio da Central Única dos Trabalhadores.

As lideranças estão concentradas na Praça Sinimbu e seguirão em marcha até o Tribunal de Justiça localizado na Praça Deodoro, onde solicitarão uma audiência com o Desembargador Otávio Leão Praxedes para estabelecer o diálogo entre as organizações e discutir sobre o caso de condenação de 24 anos de prisão para o coordenador do MTL, Valdemir Augustinho e também da militante Ivandege de Souza.

Os militantes foram condenados após realizarem uma ocupação em 2001, no Parque Industrial da então falida Usina Peixe em Flexeiras, onde no momento existia um imenso ferro velho. O juiz da região, Gilvan Santana, alegou que houve danos materiais e decretou a prisão.

De acordo com o coordenador da CPT, Carlos Lima, a condenação é absurda, pois o período decretado para a pena equivale a um crime de atentado à vida. “No nosso entender a sentença vem carregada de um ódio de classe e uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais do campo. Entendemos que o Tribunal de Justiça vai reparar esse erro e estamos realizando esse ato para fortalecer o diálogo, além de exigir nossos direitos”, afirmou.


Dia do Trabalhador

Amanhã no Dia do Trabalhador, 1º de maio, os camponeses se juntarão aos sindicalistas em defesa dos diretos trabalhistas e respeito à dignidade humana no ato que acontecerá na orla da Pajuçara a partir das 8h.

A Comissão Pastoral da Terra, entidade que luta em defesa da reforma agrária, levará cinco ônibus com trabalhadores rurais oriundos de acampamentos da mata norte e também terá um estante para expor fotos, materiais informativos sobre os seus 25 anos de luta em Alagoas e venda de produtos.

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