sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ação de movimentos agrários pressiona poder judiciário em Alagoas

A marcha com MST, MTL, MLST e CPT reuniu no centro de Maceió mais de duzentos militantes sob o lema “Liberdade para Augustinho”



Os quatro movimentos de luta pela terra que estão em vigília pela liberdade de Valdemir Augustinho (membro do MTL condenado a 24 anos de prisão por uma ocupação) realizaram ontem (30.04) uma caminhada pelas ruas do centro de Maceió. Uma comissão formada por representantes dos movimentos agrários (Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, Comissão Pastoral da Terra – CPT e Movimento de Libertação dos Sem Terra – MLST) será recebida pelo Desembargador Otávio Leão Praxedes na próxima segunda-feira (03/05), às 11h no Tribunal de Justiça.

Os integrantes dos movimentos, que vieram de várias localidades do Estado, mantém a vigília acampados na praça Sinimbu, no Centro, e participam hoje do ato do Dia de Luta do Trabalhador, realizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Pajuçara. Ali, os trabalhadores rurais vão questionar não somente o modelo de Reforma Agrária emperrado que o Estado brasileiro insiste em manter, mas também os posicionamentos da Justiça brasileira em relação ao tratamento com os movimentos sociais (do campo e da cidade), questionando principalmente a condenação de lideranças, como é o caso de Augustinho.

Valdemir Augustinho, do MTL, foi condenado a 24 anos de reclusão por ter supostamente participado de uma ocupação nas áreas da antiga Usina Peixe, já falida e hoje destinada ao programa de Reforma Agrária. Agora, os movimentos sociais tentam através de uma liminar suspender a condenação e trazer Augustinho de volta à liberdade.



Fonte: Rafael Soriano - Assessoria MST/AL

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