sexta-feira, 26 de junho de 2009

NOTA PÚBLICA: CPT critica falsa tentativa de certificação do etanol




Não tem como existir uma certificação social da produção de etanol se o trabalho degradante, a destruição ambiental e a concentração de terra e de renda são inerentes ao seu histórico modelo de exploração.

Nesta quinta-feira, dia 25, o presidente Lula assinou um pacto, de “livre adesão”, com representações governamentais, de trabalhadores e empresários, produtores de etanol, após uma mesa de negociações que se desenvolveu no último ano. Sob o nome de “Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar”, o documento, elaborado pela Secretaria Geral da Presidência da República, tem como objetivo estimular e garantir as “melhores práticas” nas relações de trabalho e garantir o denominado “trabalho decente”. Com essa finalidade, adotou como principais pontos a contratação direta (fim da terceirização), o acesso do diretor sindical aos locais do trabalho, o transporte seguro e gratuito, assegurar o mecanismo de aferição de produção previamente acertada com o trabalhador, além do fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Desse modo, o acordo não acrescenta nada às conquistas já existentes na legislação trabalhista e nos dissídios coletivos, os quais são descumpridos, de forma crônica e contínua, pelas empresas que empregam os canavieiros brasileiros. Então, quem serão os beneficiados neste acordo? Tudo indica que mais uma vez serão os de sempre : os usineiros, os mais recentes “heróis nacionais”.

De fato, o que se percebe com muita clareza é que o principal objetivo deste acordo precário é preparar o terreno para a certificação social da atividade canavieira pelas empresas, sem mudar suas práticas, mas atestando a “qualidade” das condições de trabalho no setor sucroalcooleiro no país, o que não existe. A criação dessa certificação foi recentemente anunciada por Lula, em discurso durante a reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizada em Genebra, no último dia 14. Para as organizações de direitos humanos e movimentos sociais, a motivação deste acordo visa unicamente sanar a rejeição internacional ao etanol brasileiro, provocada pelas centenas de denúncias que comprovam a relação intrínseca entre a produção de agrocombustível com o trabalho escravo e a devastação do meio ambiente.

O etanol brasileiro foi apresentado ao mundo, pelo Governo, como a salvação para a crise energética e para o combate à poluição proveniente dos combustíveis fosseis. Desde então, os usineiros passaram a ser proclamados oficialmente como “heróis nacionais”. Em setembro de 2007, o Presidente Lula chegou a visitar a Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, para tratar de investimentos entre os países. Naquela ocasião, o principal ponto de pauta foi o incentivo a pesquisas e comercialização do etanol brasileiro na Europa. Na Suécia - um dos maiores pesquisadores de agrocombustíveis do mundo e um dos maiores importadores do etanol brasileiro -, o Presidente foi questionado sobre o trabalho escravo nos canaviais brasileiros. Para restabelecer a imagem positiva dos agrocombustíveis, o Presidente apontou, como saída, a criação de uma espécie de “certificado social” envolvendo uma série de medidas que deveriam ser adotadas voluntariamente pelas Usinas para amenizar a situação de exploração dos canavieiros e canavieiras.

Se o etanol é combustível limpo, é somente do cano de escape do carro para fora, pois, até chegar lá, o chamado “biocombustível” incorpora um altíssimo custo social e ambiental. Portanto, não tem como ter certificação social se é inerente ao modelo de produção do etanol a superexploração do trabalho, a degradação ambiental, além da concentração da terra e da renda. De acordo com dados da Campanha Nacional de Combate ao Trabalho Escravo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2007, dos 5.974 trabalhadores resgatados da escravidão no campo brasileiro, 3.060, 51%, o foram das lavouras de cana de açúcar. Em 2008, dos 5.266 resgatados, 2.553, 48%, quase metade dos trabalhadores mantidos escravos no país o eram por grandes produtores de “combustível verde e limpo”. E em 2009 já são 951, 52% do total. Uma progressão considerável se comparada aos anos anteriores (1.605 libertados entre 2003 e 2006, ou seja 10% do total de libertados neste período).

O setor sucroalcooleiro e a dependência de recursos públicos - Nos últimos anos, o Governo Brasileiro intensificou seu apoio ao agronegócio, priorizando o Programa de Agrocombustíveis, a partir do etanol. Além de propor a regularização da grilagem de terras na Amazônia e de alienar partes extensas do território nacional às empresas transnacionais, o Governo disponibiliza grandes quantidades de recursos públicos ao agronegócio. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, anunciou recentemente, em um evento da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), em São Paulo, que o país manteve a liderança de produção do agrocombustível no mundo, e que a expansão ainda maior do etanol para o exterior é de fundamental interesse do governo. Só este ano, o setor recebeu mais de R$ 3,2 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. O valor supera em 36% o que foi investido no mesmo período do ano de 2008. Os recursos do BNDES destinados ao agrocombustível são extraídos, em grande medida, dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). No final de 2008, o incentivo aos agrocombustíveis sofreu uma forte redução. A crise financeira internacional, logo em seu início, impactou fortemente a atividade sucroalcooleira. Essa redução de investimentos denunciou, mais uma vez, a fragilidade e a conhecida dependência do setor dos recursos públicos e da ação do Estado.

A destruição causada pela produção de etanol no Nordeste – Na região, as usinas historicamente violam os direitos trabalhistas e negam a função social da terra, além de promoverem também a constante degradação do meio ambiente. Estudos comprovam que para cada litro de etanol produzido nas usinas, são gerados 12 litros de vinhoto - substância tóxica que destrói a biodiversidade. Como os dejetos são despejados nos rios, boa parte das águas que cortam as Usinas está contaminada. Outros fatores também agravam ainda mais a devastação do meio ambiente: o uso de agrotóxicos e as queimadas. Os governos Federal e Estadual continuam, na Zona da Mata nordestina, a não cobrar os débitos milionários de muitas usinas. Em vez de executar essas dívidas fiscais e tributárias - e, por essa via, obter terras para assentar trabalhadores e trabalhadoras -, os governos facilitam o perdão ou securitização das dívidas, favorecendo novos financiamentos para devedores crônicos e reincidentes.

Desafio das entidades e movimentos sociais para combater a produção de etanol e Trabalho Escravo - O enfrentamento ao trabalho escravo na produção do açúcar e do álcool segue sendo um dos principais desafios para os movimentos sociais e entidades de direitos humanos. Denúncias frequentes são encaminhadas aos órgãos competentes, mas poucas delas originam rigorosas fiscalizações por parte do Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho. Por sua vez, ao rastrear os canaviais e flagrar condições degradantes de trabalho, o Ministério Público do Trabalho acaba descartando a qualificação de trabalho escravo, em benefício de medidas mitigatórias que nada resolvem.

É hora de recolocar em pauta a aprovação do Projeto de Emenda Constitucional PEC 438/2001, sempre protelada pela bancada ruralista do Congresso Nacional, que prevê a expropriação, para fins de Reforma Agrária, das terras em que forem encontrados trabalhadores em situação análoga à de escravos. É hora de acabar de vez com essa vergonha em nosso país ao invés de tentar “maquiar” a realidade de centenas de trabalhadores e trabalhadoras rurais nos mais distantes rincões do campo brasileiro, esquecidos por um governo que os encobre com falsos selos politicamente corretos na busca desenfreada por uma imagem socialmente limpa no mercado agroexportador.

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Goiânia, 25 de junho de 2009.
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Maiores informações:
Xavier Plassat (coordenação da Campanha Nacional da CPT de Combate ao Trabalho Escravo) – (63) 9221-9957
Marluce Melo (coordenação da CPT Nordeste II) – (81) 8893-4176
Plácido Júnior (coordenação da CPT Nordeste II) – (81) 8893-4175

terça-feira, 23 de junho de 2009

Camponeses ocupam latifúndio em Messias por tempo indeterminado


Os trabalhadores rurais vão começar a produzir suas culturas agrícolas na fazenda Baixa Funda e exigir a desapropriação das terras


Por: Helciane Angélica - jornalista


Cerca de 30 famílias camponesas ocuparam a fazenda Baixa Funda na última sexta-feira (19) por volta das 20 h, distante 2 km da cidade de Messias, localizada na BR 104, na zona da mata alagoana. Os trabalhadores rurais recebem o apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) e ficarão no local por tempo indeterminado.

A fazenda apresenta apenas a monocultura de cana de açúcar, e não existe a confirmação sobre o verdadeiro o proprietário. Um morador se diz o dono, mas ainda não apresentou qualquer documentação, e também, os donos da Usina Utinga Leão afirmam que o imóvel foi arrendado por eles. Enquanto isso, a área fica na maioria das vezes sem acompanhamento.

Os camponeses de origem humilde são moradores das adjacências que trabalham no corte da cana e lutam por melhores condições de trabalho e de vida, além da efetivação da reforma agrária no país. Eles estão acampados no local e vão começar a trabalhar na terra, para produzir macaxeira, feijão e batata; e reivindicar oficialmente a desapropriação das terras para a implantação de um assentamento.

NOTA PÚBLICA: Quem é o responsável por estas mortes?











Comissão Pastoral da Terra – Secretaria Nacional / Prelazia de São Félix do Araguaia


Abiner José da Costa, de 49 anos, pai de 5 filhos e Edeuton Rodrigues do Nascimento, 48 anos, pai de 5 filhos foram mortos a tiros, no dia 17 de junho, quando participavam do Bloqueio da BR 158, à altura do km 340, município de Bom Jesus do Araguaia (MT), exigindo solução para as centenas de famílias acampadas às margens da rodovia depois de terem sido retiradas, por decisão judicial, da Fazenda Bordolândia, desapropriada pela presidente da República, em 2004.

Quem foi o responsável por mais estas mortes de trabalhadores da terra? Ainda não estão claras as informações a respeito de quem teria cometido o duplo assassinato. A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Prelazia de São Félix do Araguaia, porém, afirmam que este é mais um caso de mortes anunciadas. Apesar de todas as denúncias feitas ao Incra e inclusive ao Gabinete da Presidência da República e de todos os apelos, não foram tomadas as medidas cabíveis e necessárias e se deixou que a situação chegasse a este desfecho. Nos primeiros dias de junho a Prelazia de São Félix divulgou manifesto sobre o clima de tensão que se gerou na área e a Coordenação da CPT enviou carta ao Presidente do Incra pedindo providências.

Depois da desapropriação da área, o INCRA, em 2005, foi imitido na posse da mesma. A partir daí, o vai e vem de recursos na justiça, ora tem assegurado ao INCRA a posse da terra, ora a tem devolvido à empresa proprietária (Agropecuária Santa Rosa LTDA., devedora da União). Em 18 de outubro de 2007, o Incra novamente foi imitido na posse do imóvel e as famílias foram conduzidas pelo Incra para as terras da fazenda. Desde a entrada das famílias na fazenda foram feitas denúncias da presença de grupos cujos integrantes não correspondiam ao perfil de famílias beneficiárias da reforma agrária. Era visível que pretendiam aproveitar-se apenas da madeira ali existente e para tanto destruíam o meio ambiente. As denúncias foram encaminhadas principalmente ao Ministério Público Federal no estado do Mato Grosso. Solicitava-se uma investigação local destas denúncias.

Numa das vezes em que esteve na presidência do INCRA, o Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Leonardo Ulrich Steiner, alertou, verbalmente, que a seleção das famílias a serem assentadas deveria ser acompanhada por agentes da polícia federal para impedir que grupos estranhos, com outros interesses, impedissem o bom andamento do procedimento. Isso não aconteceu.

Sem terem sido tomadas as devidas providências, o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual ingressaram na Justiça com Ação Cautelar por danos ao meio ambiente e o Juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso determinou, no final de março, a retirada de todos os ocupantes da fazenda, inclusive das famílias cadastradas pelo INCRA, que tinham iniciado os procedimentos para a regularização de seus assentamentos e que já haviam plantado roças e aguardavam suas colheitas.

As famílias acabaram acampando novamente em barracos, expostas ao sol, à poeira, às intempéries do tempo, sem água potável. Como não se apresentava a elas qualquer solução, apelaram para o bloqueio da BR como forma de pressão. Neste contexto aconteceram as mortes.

A CPT e a Prelazia exigem que o Incra assuma a responsabilidade por estas mortes por seu marasmo e omissão na resolução do conflito e por não ter tomado todas as cautelas exigidas no caso. As famílias sem terra encontravam-se na fazenda por iniciativa do Estado, responsável pela solução definitiva do caso, bem como pela proteção à sua integridade física e à sua dignidade de pessoas humanas. Cabia ao Ministério Público zelar por estes valores, porém, propôs a retirada de todas as famílias, cadastradas e não cadastradas, como forma de defender o meio ambiente, não levando em conta os princípios constitucionais que consagram a cidadania, a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho como princípios fundantes da República Federativa brasileira.

Este é mais um dos conflitos na grande Amazônia brasileira. Só nos primeiros meses deste ano, a CPT registrou o assassinato de nove trabalhadores em conflitos no campo. Oito destas mortes na Amazônia, onde ocorre o maior número de assassinatos, 253 dos 365 registrados nos últimos dez anos.

Quando os direitos dos pobres, especificamente dos sem terra, serão respeitados?
Quando o governo quer e se empenha consegue em pouco tempo aprovar medidas mesmo que não estejam em consonância com a Consituição.
O sangue destes trabalhadores mais uma vez clama por Justiça!

Goiânia e São Félix do Araguaia, 22 de junho de 2009.


Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia

Dom Ladislau Biernaski
Presidente da Comissão Pastoral da Terra


Maiores informações:
Assessoria de Comunicação
Comissão Pastoral da Terra

Secretaria Nacional - Goiânia, Goiás.
Fone: 62 4008-6406/6412/6400

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Incra e DER assinam convênio para recuperação de estradas


Antes da execução da obra, será feito trabalho de emergência para viabilizar o escoamento da produção dos assentados



Os assentamentos Jubileu 2000 e Quilombo dos Palmares, no município de São Miguel dos Milagres, a 60km de Maceió, serão beneficiados com obras de recuperação de estradas e construção de pontes no valor de R$ 410 mil.

Em reunião na tarde da última quarta-feira (17), lideranças e técnicos da Comissão Pastoral da Terra (CPT) foram comunicados da celebração de um convênio entre o Incra e o Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas (DER) para a realização de trabalhos de infraestrutura em diversos assentamentos do estado, incluindo alguns da região Norte.

No fim da manhã, uma comissão de assentados já tinha sido recebida pelo superintendente do Incra, Gilberto Coutinho. Nessa reunião, o secretário de Agricultura do município, João Brás, anunciou que a Prefeitura irá colaborar com o Incra e o DER nas ações emergenciais para a retomada do tráfego na área afetada pelas chuvas do último fim de semana.

As 72 famílias dos dois assentamentos estão ilhadas desde o dia 13 deste mês. Duas pontes foram destruídas na cheia. As estradas de acesso estão com o tráfego de veículos interrompido em vários pontos. Outras comunidades rurais do município também estão na mesma situação.


As obras

O diretor-presidente do DER, Messias Costa, e o ouvidor agrário do Incra, Marcos Bezerra, apresentaram a proposta de convênio para a construção de três pontes de seis metros e uma ponte de dez metros, as principais da região, e para a construção de uma estrada de nove quilômetros, que liga o assentamento Jubileu 2000 ao centro da cidade. A minuta do convênio está sendo analisada pela área jurídica das instituições. Incra e DER preveem que as obras deverão ter início apenas no verão.


Escoamento da produção


Antes da execução dessa obra, os órgãos farão um trabalho de emergência para a regularização do tráfego. A prefeitura deverá decretar estado de emergência até o início da próxima semana, depois de cumprir as exigências legais. O secretário informou que pretende reivindicar recursos oriundos do Governo Federal para os municípios atingidos pelas enchentes.

De acordo com informações do diretor do DER, engenheiros do departamento serão enviados ao local para avaliar a situação e decidir, com a prefeitura, que trabalho pode ser feito de forma emergencial para liberar as estradas. Messias Costa argumentou que o mais importante será o convênio, que, segundo ele, trará solução definitiva para o problema da região.

José Cícero da Silva, o Saúba, agricultor familiar que participou da reunião no Incra, disse que os trabalhadores estão sem condições de comercializar seus produtos. “Estamos ilhados, mas sabemos que com o trabalho de emergência vamos poder voltar à normalidade”, explicou. Ele se mostrou esperançoso com o convênio. “Com a construção das pontes e da estrada vamos dar um grande passo para melhorar tudo nas áreas de assentamento da cidade”.


Fonte: Ascom MDA

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"Infância nos Assentamentos" chama a atenção do público alagoano

Mostra fotográfica permanece no Misa até dia 3 de julho. Governador Teotonio Vilela visitou exposição do fotógrafo Neno Canuto.


Continua aberta ao público, no Museu da Imagem e do Som (Misa), em Jaraguá, a mostra fotográfica “A Infância nos Assentamentos”, do repórter fotográfico Neno Canuto. As quarenta fotografias selecionadas são resultado da vivência profissional de Neno, durante trabalho realizado para o Instituto do Meio Ambiente (IMA).

“Escolhi exatamente este tema, dentre as mais de 400 fotos do profissional, pois o sorriso e a alegria de cada personagem infantil é muito cativante”, afirmou o diretor do Misa, José Márcio Passos, curador da mostra, que está satisfeito com a receptividade do público alagoano.
"O próprio governador Teotonio Vilela Filho, que já prestigou a mostra, ficou encantado com as imagens captadas pelas lentes do expositor", ressaltou Passos.

Todo o conteúdo da mostra, além das outras peças, foi trabalhado por Neno Canuto de junho a outubro de 2008, quando o profissional foi convidado para conviver com os sem-terra e retratar a verdadeira realidade destas pessoas. A poetisa Elaine Raposo assina os textos postados em cada fotografia e o arquiteto Nelson Braga é o responsável pelo layout do ambiente, a colocação das luzes e o posicionamento das fotos.

“Eu só havia trabalhado assim há dez anos. Já fiz muito free-lancer, mas este foi especial pela qualidade do material. Foi um trabalho prazeroso e árduo pois as fotos comovem e machucam pela situação encontradas com as crianças. É muito interessante observar como elas encontram maneiras alternativas de brincar e se divertir. O sorriso de cada uma é especial”, disse Neno, que está na profissão há mais de 20 anos e hoje está atuando na Secretaria de Estado da Comunicação.

A mostra prossegue no Misa até dia 3 de julho, com entrada franca. O Misa funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9 às 17h, e aos sábados das 8 às 12h.


Fonte: Agência Alagoas (texto: Júnior de Melo / foto: Thiago Sampaio)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Encontro do Conselho Regional da CPT

Acontece nos dias 17 e 18 de junho, no Convento da Conceição em Olinda (PE) o Encontro do Conselho Regional da Comissão Pastoral da Terra. Estarão presentes os conselheiros titulares e suplentes, integrantes da coordenação e o setor de comunicação da região Nordeste.

No encontro, um dos pontos de destaque será a discussão sobre o trabalho escravo, que contará com a assessoria de Xavier Plassat, representante da regional Tocantins e articulador nacional da campanha. Para contribuir com o enriquecimento do debate, os conselheiros levarão informações sobre o trabalho escravo e a migração em sua região de atuação.

A CPT-AL será representada pelo coordenador e historiador Carlos Lima.


Dentre os pontos de pauta estão:

  • Memória do companheiro Edvan Pinto.
  • Análise de conjuntura sobre os movimentos sociais e campesinato no Brasil e no mundo.
  • Processo nacional de avaliação 2009-2010, “A CPT que queremos”, momento dos regionais e das Equipes; Leitura das mudanças da realidade do campo; Missão e metodologia da CPT, suas estratégias de ação; Organicidade da CPT, política de formação, sustentabilidade organizativa e financeira.
  • Campanha de combate ao trabalho escravo no Nordeste.
  • Montagem do Seminário Regional de estudo, que acontecerá nos dias 28 a 30 de julho.
  • Informes das Equipes e demais comunicações.

Trabalhadores rurais ocupam Prefeitura de São Miguel dos Milagres

Por: Helciane Angélica - Jornalista


Desde as primeiras horas desta terça-feira (16.06), integrantes do assentamento Quilombo dos Palmares estão ocupando a Prefeitura de São Miguel dos Milagres. Os trabalhadores rurais reivindicam melhores condições do acesso das estradas e a manutenção das pontes, e só deixarão o prédio quando forem recebidos pelo prefeito Adalberto Paiva, conhecido por “Draga”.

As lideranças afirmam que já estiveram no local por oito vezes e ainda não foram recepcionados. Neste momento, duas pontes de madeira instaladas de forma improvisada caíram e com período chuvoso o acesso fica ainda mais difícil, além de prejudicar o deslocamento dos moradores até mesmo a pé.

O assentamento fica a 14km distante do município, é acompanhado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) e possui 30 famílias camponesas.



Comprometimento


No último dia 30 de maio, durante a inaguração da casa de farinha no assentamento Jubileu 2000 também localizado no município de São Miguel dos Milagres, o superintendente do Incra-AL, Gilberto Coutinho se comprometeu em seu discurso um maior empenho na recuperação das estradas que ligam os assentamentos até as cidades.

Com as péssimas condições atuais, as famílias camponesas ficam impossibilitadas de levar seus produtos para serem comercializados nas feiras livres, além de impedir que as crianças frequentem as escolas e até mesmo para serem atendidas nos postos de saúde.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Feira Camponesa: um pedaço do campo no coração de Maceió


[Artigo]

Por: Carlos Lima - Historiador e Coordenador da CPT de Alagoas



A Feira Camponesa é uma realidade que chegou na sua décima edição e vem atraindo milhares de pessoas. Apesar das fortes chuvas que caíram na capital alagoana, cerca de 10 mil pessoas passaram pela praça da Faculdade entre os dias 9 e 11 de junho, para comprar produtos vindos das áreas de assentamentos, de acampamentos e de posseiros do campo alagoano e se deliciar com o melhor forró pé de serra do nosso Estado. Foram comercializadas 134 toneladas de alimentos sadios por um preço justo, vindos do sertão, do litoral e da mata, expostos por 103 feirantes.

Como em toda feira, a camponesa é um espaço de comercialização de produtos, de pechincha, de cultura e de muitas histórias interessantes. O diferencial é que os produtos não possuem agrotóxicos, são comercializados pelos próprios produtores, os mesmos que lutaram para conquistar a terra e que sofreram em baixo da lona preta. São os frutos de muita luta e do suor das famílias camponesas, que tem sabor de justiça social!

Foi gratificante ver as pessoas chegando de carro, de ônibus ou caminhando em baixo de chuva para comprar os produtos fresquinhos vindos do campo, alguns mais saudosistas lembravam-se das suas infâncias no interior do estado e passavam todos os dias para comprar alguma coisa e fazer as refeições na praça de alimentação montada na feira. Macaxeira, inhame, cuscuz, bode guisado, buchada, galinhas e ovos de capoeira fizeram parte da gastronomia da feira e atraiu muita gente, que enchia a pança por um precinho de feira.

As noites foram marcadas pelo forró pé de serra, subiram no palco os grupos: Nó Cego, Joelson dos Oito Baixos, Malaquias do Forró, Xote.com e Pinóquio do Acordeon. Foram 15 horas de forró de qualidade com excelentes músicos, num ambiente tranquilo. O frio de junho e o choro da sanfona foram ingredientes para ralar o bucho e lustrar as fivelas.

A Feira Camponesa já faz parte do calendário cultural da cidade de Maceió. A sociedade comparece e reivindica que outras edições aconteçam durante o ano. Os argumentos são distintos, mas caminham no mesmo sentido em consonância, alguns defendem porque trás vida a praça que se encontra abandonada, mal iluminada, num cenário propício para a prática de assaltos e usos de drogas; outros porque é bom ver a casa de farinha instalada e produzindo farinha e beiju de qualidade, e outros, simplesmente, porque querer sentir o cheiro do campo. Todos querem mais feiras e cultura camponesa na praça, no coração de Maceió.

A Feira é uma iniciativa da Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) que começou há cinco anos e na primeira edição tinha apenas 25 bancas padronizadas, atualmente conta com 140 e acumula uma experiência técnica que possibilita capacitar os feirantes e contabilizar a quantidade de alimentos comercializados. A organização da feira conta com o apoio do governo do Estado de Alagoas e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o governo se constitui no maior parceiro deste evento, que gera renda aos camponeses e trás cultura à Maceió.

Os desafios ainda são grandes: melhorar a limpeza da praça, utilizar uma iluminação de forma adequada que garanta segurança aos feirantes e consumidores; presença de forma efetiva do aparato de segurança pública; padronizar a parte de trás das barracas; eliminar o uso de sacolas plásticas, que agridem o meio ambiente; e obter um maior apoio de outros órgãos relacionados com a reforma agrária, a exemplo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“Plantar, colher e repartir, o galo cantou que é pra gente ir, de todo canto tem o que há de melhor, é um pedaço do campo no coração de Maceió”. Foi assim que o compositor alagoano Stanley Carvalho definiu a feira camponesa na sua música.

sábado, 13 de junho de 2009

Feira Camponesa: Cerca de 10 mil visitantes e 134 toneladas de alimentos comercializados


Esse é o quinto ano que a Comissão Pastoral da Terra transforma a praça da Faculdade em um verdadeiro centro cultural e de comercialização


Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista



O encerramento da 10ª Feira Camponesa – Produzir, Colher e Repartir aconteceu na última quinta-feira (11.06), na Praça da Faculdade em Maceió. Há cinco anos, a Comissão Pastoral da Terra em Alagoas (CPT-AL) organiza o evento que tem como objetivo promover a integração entre os assentados da reforma agrária e a população das grandes cidades, além de incentivar o consumo de produtos ecologicamente corretos e socialmente justos.



Durante os três dias da atividade, cerca de 10.000 pessoas transitaram no local para conferir a variedade de alimentos livres de agrotóxicos e com preços acessíveis, oriundos da zona da mata, litoral e sertão alagoano. De acordo com os técnicos agrícolas, foram comercializadas 134 toneladas.

Para garantir uma melhor organização da feira foi montada uma infra-estrutura, principalmente, quanto a distribuição das 100 barracas. Também foi instalada uma praça de alimentação, banheiros químicos, palco, cozinha e pela primeira vez teve um estande do Governo de Alagoas.


Durante todo o evento, o público também pôde curtiu o melhor da cultura regional. Na festa de encerramento teve mais uma apresentação do grupo Nó Cego, que esteve na primeira noite cultural. Depois teve um bingo de uma ovelha, seguido do show do Pinóquio do Acordeom em parceria com o grupo Forrozão 10.

Pessoas de várias localidades e classes sociais foram prestigiar o trabalho dos artistas locais. O Pinóquio do Acordeom existe há cinco anos, tem seis CDs e encontram-se com um DVD em fase de produção, além de oito músicas próprias, sendo “Coração Sofredor” a composição mais conhecida. Dentre as influências musicais estão Luiz Gonzaga, Mestre Zinho, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Jorge de Altinho, Alcimar Monteiro e outros.


Na formação do grupo encontram-se: Pinóquio (acordeon e voz), Fineza (triângulo e voz), Aline (vocal), Geraldo (baixo), Dbeto (guitarra), Diamante (bateria), Beto Palmeira (teclado) e Batativa. Eles já tiveram a oportunidade de apresentar seu trabalho em todo o nordeste e nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Na feira camponesa, a atração fechou a programação em grande estilo, inclusive animando uma quadrilha matuta improvisada que se formou na ocasião.

Bingo

O bingo da ovelha que estava prenha foi uma atração a parte, já que todas as 200 cartelas foram vendidas. O animal foi doado pelo assentamento Nossa Senhora da Conceição localizado no município de Água Branca. Nas mesas, pessoas das mais diversas idades participaram da brincadeira, que resultou em um empate entre três participantes.

O critério de desempate foi o maior número a ser retirado por cada um, e quem levou a melhor foi o estudante Diego Felipe morador do bairro de Bebedouro, que brincou ao lado dos familiares e concorreu com oito cartelas.
Para os organizadores, o evento foi considerado um sucesso, pois atingiu o seu maior objetivo: apresentar a capacidade de produção dos trabalhadores rurais e ressaltar a importância da reforma agrária para a sociedade. A atividade recebeu o apoio do Governo de Alagoas, Banco do Nordeste e a instituição católica alemã Misereor. A próxima edição está prevista para os dias 13 a 16 de outubro de 2009.

100 assentados participaram da Feira Camponesa

Texto: Helciane Angélica - Jornalista
Fotos: Agberto Ferreira




10ª Feira Camponesa contou com a participação de 100 feirantes oriundos dos assentamentos acompanhados pela CPT-AL, que puderam trazer produtos variados para serem comercializados, como: frutas, legumes, tubérculos, animais e artesanato.

Para abrilhantar ainda mais o evento, foi criado o hino da feira, que representou a real essência do slogan “produzir, colher e repartir”, e foi constantemente entoado pelos feirantes e até pelos visitantes, que escutaram a música durante todos os dias.


O material foi apresentado na solenidade de abertura com as autoridades e utilizado nas peças publicitárias para a TV, rádio e divulgação nas ruas de Maceió. A composição foi escrita por Stanley Carvalho, os arranjos musicais produzidos por Pinóquio do Arcordeom; melodia e voz são de Gustavo Lopes.

Confira abaixo a letra da música e a lista dos assentamentos que foram representados nesta edição.

MÚSICA

Plantar, Colher e Repartir
O galo cantou que é para a gente ir
De todo canto tem o que há de melhor
É um pedaço do campo no coração de Maceió

É a Feira Camponesa
É saúde a baixo custo
Vai dar pra encher a mesa
Sem a despesa pregar susto
Melhor pro bolso, melhor por bucho:
Alimentos sadios a preço justo!!!



LISTA DOS ASSENTAMENTOS REPRESENTADOS

MATA NORTE = 8 ÁREAS

*Assentamento Padre Emílio April ou Gordo (União dos Palmares)
*Assentamento Zumbi dos Palmares (Branquinha)
*Assentamento Eldorado dos Carajás (Branquinha)
*Assentamento Pacas (Murici)
*Assentamento Dom Helder Câmara (Murici)
*Assentamento Santa Maria Madalena ou Limão (Joaquim Gomes)
*Assentamento Nova Esperança (Branquinha)
*Assentamento Bota Velha (Murici)


LITORAL NORTE = 8 ÁREAS

*Assentamento Irmã Doroty Stang ou Lucena (Porto de Pedras)
*Assentamento Quilombo dos Palmares ou Triunfo (São Miguel dos Milagres)
*Assentamento Jubileu 2000 (São Miguel dos Milagres)
*Assentamento Padre Alexander Cauchi (Porto de Pedras)
*Assentamento Javari (Maragogi)
*Assentamento Margarida Alves II ou Caramuru (Maragogi)
*Assentamento Samba (Maragogi)
*Assentamento Toá (Japaratinga)


SERTÃO = 3 ÁREAS

*Assentamento Todos os Santos (Água Branca)
*Assentamento Nossa Senhora da Conceição (Água Branca)
*Acampamento Boa Viagem (Olho D’água Do Casado)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Bingo de uma ovelha


A festa de encerramento da 10ª Feira Camponesa será realizada nesta quinta-feira (11), para animar ainda mais às 20h40 terá no intervalo das atrações culturais um bingo de uma ovelha, que foi doada pelo assentamento Nossa Senhora da Conceição localizado no município de Água Branca. O preço de uma cartela ficou por R$ 3,00 e duas por R$ 5,00.

Coordenadora do MST prestigia feira camponesa

Texto e foto: Helciane Angélica - jornalista


Débora Nunes, coordenadora nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), esteve presente no último dia da 10ª Feira Camponesa e destacou a necessidade da realização dessas atividades que exaltam a produção dos assentamentos da reforma agrária.

“A grande importância das feiras organizadas pelo movimento do campo não é a questão da comercialização, mas sim em demonstrar a importância da reforma agrária. Porque a gente pode vender o material em qualquer município.” A ativista destacou os reais objetivos. “Quando a gente vem para Maceió, é para mostrar porque existem as ocupações e nossa capacidade de produção, além de furar a grande imprensa, uma vez que eles não dão a devida atenção aos assentamentos e sim as ocupações”, afirmou Débora Nunes.

Muitas pessoas que são contra a atuação do movimento dos trabalhadores rurais incentivam o boicote às feiras, mas o “problema” não é resolvido, porque se os produtos não são comprados na feira dos assentados, serão adquiridos nos mercados públicos, e essa produção tem a mesma origem.

Assim como a Comissão Pastoral da Terra, o MST realiza uma feira denominada Feira da Reforma Agrária que é anual e a sua 10ª edição está prevista para acontecer em setembro de 2009.

Comida regional atrai feirantes e visitantes

Texto e fotos: Helciane Angélica - jornalista



Durante os três dias de atividade da 10ª Feira Camponesa, na praça de alimentação do evento localizada na Praça da Faculdade em Maceió, o público pôde degustar o melhor da gastronomia nordestina.

A comissão organizadora, feirantes e visitantes apreciaram a buchada, galinha de capoeira, carne de bode durante o almoço; no café da manhã e no jantar, teve macaxeira, batata-doce, ovo caipira, charque, etc. O prato feito a preço popular de R$ 5,00 para o almoço, e R$ 4,00 para o café regional.

Tudo foi produzido em uma cozinha montada no local, e todos os alimentos utilizados vieram dos assentamentos. No comando das panelas, esteve a assentada Jailde de Jesus da Silva, do assentamento Cobras em Água Branca, sertão alagoano.


Aprovação

Célio Flávio Melo Torres, empresário do ramo de limpeza e natural de Dois Riachos, foi conferir o material exposto na feira e aproveitou para comprar milho, tomate, goma de mandioca e frutas, mesmo possuindo os produtos em sua despensa. Porém, confessou que o cheiro do carneiro que estava sendo cozinhado foi o que mais lhe chamou a atenção. “Como eu sou do interior, gosto disso tudo aqui. Mas, de toda a feira o que eu mais gostei foi esse carneiro, o cheiro tá muito bom e eu vou comprar uma porção grande para levar e comer em casa”, exaltou.

Casa de Farinha é o grande destaque na feira camponesa



Por: Helciane Angélica - jornalista


Em todas as edições da Feira Camponesa, a Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) faz questão de instalar na Praça da Faculdade em Maceió, uma casa de farinha para apresentar in loco todo o processo da farinhada.


Nesta 10ª edição, foram produzidas cerca de três fornadas de farinha e nove de beiju, onde em apenas uma (1) é possível atingir 15 kg. O público tem acesso a um produto fresco e com qualidade saindo a toda hora, com um preço adequado para qualquer bolso - um pacote de farinha (1kg) está sendo vendido por R$ 1,30 e a unidade do beiju apenas por R$ 1,00.

A farinhada é uma tradição indígena que foi incorporada pelos negros, e atualmente é tão comum nas comunidades rurais, remanescentes de quilombo e assentamentos. No período colonial, a farinha de mandioca era usada para a alimentação dos escravos, dos criados das fazendas e engenhos, além de servir também como suprimento de viagem para os portugueses. Hoje, é um complemento alimentar mais importantes da gastronomia nordestina.

O processo de produção da farinha envolve várias pessoas, que são divididas no plantio da mandioca até no preparo de outros derivados, como: deliciosos bolos, beijus, tapiocas e outras guloseimas. Após a colheita da mandioca ou macaxeira, a raiz é descascada e colocada na água para amolecer e fermentar ou pubar. Em seguida, é triturada ou ralada em pilão ou no ralador ou caititu. A mandioca ralada vai caindo em um cocho, sendo depois prensada no tipiti (tipi = espremer e ti = líquido, na língua tupi) para a retirada de um líquido chamado manipueira. Depois de peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo.

Coco de roda é uma das atrações da feira camponesa



Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista



O Grupo Cultural Forró Matutino pela primeira vez participou da Feira Camponesa, organizada pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas. Aconteceu nesta quarta-feira (9) a apresentação do tema “Balé folclórico Zumbi dos Palmares”, escolhido para ser demonstrado nos concursos dos festejos juninos.

Na apresentação, foram cantadas músicas tradicionais do coco alagoano, composições próprias e os clássicos do forró. O grupo busca resgatar a cultura genuinamente alagoana possui um formato diferenciado, mas sem perder a originalidade.

De acordo com o coordenador geral, José Nascimento conhecido por Déu (foto), o forró matutino tem uma vestimenta diferenciada, onde os integrantes representam ícones nordestinos, como: folclore, guerreiro alagoano, mulher rendeira, artesãos, peões de boiadeiro, Maria bonita e Lampião.

Há 17 anos, o grupo atua no bairro do Prado em Maceió, e conta com a participação de 22 integrantes, todos oriundos de escolas públicas. Dentre as atividades que desenvolvem estão o coco de roda, xaxado, xote, quadrilha junina e a dança da fita. O trabalho já foi apresentado nos estados da Paraíba, Sergipe e no interior de Alagoas.

A feira camponesa tem como objetivo apresentar a produção dos assentamentos da reforma agrária acompanhados pela CPT-AL e divulgar o talento de artistas locais.

NOTA PÚBLICA: Oficializada a grilagem da Amazônia


A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, CPT, se junta ao clamor nacional diante de mais uma agressão ao patrimônio público, ao meio ambiente e à reforma agrária.

No último dia 4 de junho, o Senado Federal aprovou a MP 458/2009, já aprovada com alterações pela Câmara dos Deputados, e que agora vai à sanção presidencial. É a promoção da “farra da grilagem”, como se tem falado com muita propriedade.
Com o subterfúgio de regularização de áreas de posseiros, prevista na Constituição Federal, o governo federal, em 11 de fevereiro baixou a MP 458/2009 propondo a “regularização fundiária” das ocupações de terras públicas da União, na Amazônia Legal, até o limite de 1.500 hectares. Esta regularização abrange 67,4 milhões de hectares de terras públicas da União, ou seja, terras devolutas já arrecadadas pelo Estado e matriculadas nos registros públicos como terras públicas e que pela Constituição deveriam ser destinadas a programas de reforma agrária. Desta forma a Medida Provisória 458, agora às vésperas de ser transformada em lei, regulariza posses ilegais. Beneficia, sobretudo, pessoas que deveriam ser criminalmente processadas por usurparem áreas da reforma agrária, pois, de acordo com a Constituição, somente 7% da área ocupada por pequenas propriedades de até 100 hectares (55% do total das propriedades) seriam passiveis de regularização. Os movimentos sociais propuseram que a MP fosse retirada e em seu lugar se apresentasse um Projeto de Lei para que se pudesse ter tempo para um debate em profundidade do tema, levando em conta a função social da propriedade da terra. O Governo, entretanto, descartou qualquer discussão com os representantes dos trabalhadores do campo e da floresta.

Esta oficialização da grilagem da Amazônia está chamando a atenção de muitos pela semelhança com o momento histórico da nefasta Lei de Terras de 1850, elaborada pela elite latifundiária do Congresso do Império, sancionada por D. Pedro, privatizando as terras ocupadas. Hoje é um presidente republicano e ex-operário quem privatiza e entrega as terras da Amazônia às mesmas mãos que se tinham apoderado delas de forma ilegal e até criminosa.

Esta proposta de lei, que vai para a sanção do Presidente Lula, pavimenta o espaço para a expansão do latifúndio e do agronegócio na Amazônia, bem ao gosto dos ruralistas. Por isto não foi sem sentido a redução aprovada pela Câmara dos Deputados de dez para três anos no tempo em que as terras regularizadas não poderiam ser vendidas e a regularização de áreas para quem já possui outras propriedades e para pessoas jurídicas. Daqui a três anos nada impede que uma mesma pessoa ou empresa adquira novas propriedades, acumulando áreas sem qualquer limite de tamanho. Foi assim que aconteceu com as imensas propriedades que se formaram na Amazônia, algumas com mais de um milhão de hectares, beneficiadas com os projetos da Sudam.
Ironia do destino, Lula , que em 1998 afirmou que “se for eleito, resolverei o problema da reforma agrária, com uma canetada”, ao invés de executar a reforma agrária prometida, acabou com uma canetada propondo a legalização de 67 milhões de hectares de terras griladas na Amazônia, um bioma que no atual momento de crise climática mundial aguda grita por preservação para garantir a sobrevivência do planeta.

O mesmo presidente que, em entrevista à Revista Caros Amigos, em novembro de 2002 dizia: “Não se justifica num país, por maior que seja, ter alguém com 30 mil alqueires de terra! Dois milhões de hectares de terra! Isso não tem justificativa em lugar nenhum do mundo! Só no Brasil. Porque temos um presidente covarde, que fica na dependência de contemplar uma bancada ruralista a troco de alguns votos” acabou sendo o refém desta bancada, pior ainda, recorreu à senadora Kátia Abreu, baluarte da bancada ruralista, inimiga número um da reforma agrária, para a aprovação da medida no Senado. Já cedera à pressão dos ruralistas aprovando a Lei dos Transgênicos. Não atualizou os índices de produtividade estabelecidos há mais de 30 anos atrás, o que poderia possibilitar o acesso a novas áreas para reforma agrária. Não se empenhou na aprovação da proposta de emenda constitucional PEC 438/01 que expropria as áreas onde se flagre a exploração de trabalho escravo. Além disso, promoveu à condição de “heróis nacionais” os usineiros e definiu como empecilhos ao progresso as comunidades tradicionais, os ambientalistas e seus defensores.

Lula que, com o Programa Fome Zero, teve a oportunidade de realizar um amplo processo de reforma agrária, transformou-o, porém, em um cartão do Bolsa Família que a cada mês dá umas migalhas a quem poderia estar produzindo seu próprio alimento e contribuindo para alimentar a nação.

Os movimentos sociais do campo, inclusive a CPT, vem defendendo há anos, por uma questão de sabedoria e bom senso, um limite para a propriedade da terra em nosso País. Mas o que vemos é exatamente o contrário. Cresce a concentração de terras, enquanto que milhares de famílias continuam acampadas às margens das rodovias à espera de um assentamento que lhes dê dignidade e cidadania, pois, como bem afirmaram os bispos e pastores sinodais que subscreveram o documento Os pobres possuirão a terra “A política oficial do país subordina-se aos ditames implacáveis do sistema capitalista e apoia e estimula abertamente o agronegócio”.


Goiânia, 09 de junho de 2009.


Dom Ladislau Biernaski
Presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

Multidão prestigia a 2ª noite cultural da feira camponesa




Texto e fotos: Helciane Angélica - jornalista


A segunda noite cultural da 10ª Feira Camponesa foi uma festa! Pessoas das mais diversas faixas etárias e classes sociais foram prestigiar as apresentações artísticas.

Malaquias do Forró foi o primeiro grupo a subir no palco e trouxe o autêntico forró pé de serra, que incentivou vários casais a remexer o corpo. O grupo tem apenas cinco anos de trajetória, mas já tem três CDs gravados e sete músicas próprias, sendo a mais popular, “Alagoas querida”, composta por Bily do forró.


A denominação do grupo possui duas versões, a primeira eles afirmam que era um sobrenome de uma família tradicional e colocaram por achar interessante; a outra versão refere-se a um termo popular “malaquias”, que dar-se ao homem esperto, malandro, sagaz, etc.

Na sua formação encontram-se Tota e Magal Junior (acordeon), Thiago (contra-baixo), Túlio (bateria), Bily (vocal e triângulo) e Mário (zabumba). Dentre as influências musicais estão: Luiz Gonzaga, Petrúcio Amorim, Flávio José e outros.

Logo após, foi a vez do Xote.com se apresentar, formado a sete anos, possui um CD gravado e o próximo está previsto para ser lançado no início de 2010. O grupo estilizado é mais conhecido pelo grande público, inclusive, já teve a oportunidade de mostrar seu trabalho nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, além de várias cidades do interior de Alagoas.


Com uma postura mais eclética e ousada, tudo o que eles gostam de ouvir é transformado em música nordestina, independente, do ritmo musical. Além dos cantores tradicionais como Luiz Gonzaga e Dominguinhos; no repertório tem Djavan, Jorge Vercilo, Exaltasamba, Cordel do Fogo Encantado e outros.

O Xote.com é formado por oito integrantes: Cícero (sanfona), Serginho (percussão e voz), Rafael Lira (contra baixo), Junior Haroldo (zabumba), Ronalsso Cirino (percussão); além dos irmãos Jaques, Elton e Igor Setton, respectivamente tocando o violão, cavaco e triângulo.

A Feira Camponesa é promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) e termina nesta quinta-feira (11), com a apresentação do trio de forró Nó Cego e Pinóquio do Acordeon, respectivamente, às 19 e 21h. Para animar o encerramento do evento também terá um bingo de um carneiro realizado no intervalo entre as atrações.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Assentados apresentam artesanato na Feira Camponesa


Texto e foto: Helciane Angélica - jornalista



A 10ª Feira Camponesa, na Praça da Faculdade em Maceió, também apresenta artesanato de qualidade sendo comercializado. Os produtos foram confeccionados por Edmilson Barbosa e José Claudio Dâmara Cavalcante (foto), respectivamente, dos assentamentos Padre Alexander Cauchi e Irmã Doroth localizados no município de Porto de Pedras, litoral norte de Alagoas.

Na barraca nº 65 estão sendo vendidos, utensílios de decoração e adereços confeccionados com a fibra da bananeira, palha de ouricuri e bambu. O público encontra jogo americano com quatro peças por R$ 12; caminho de mesa a R$ 10; bolsa feminina por R$ 10, dentre outros.

A feira funcionará até amanhã (11), das 6h às 23h. Entrada franca!

Feira camponesa: Variedade de produtos e preços baixos


Texto e fotos: Helciane Angélica


10ª Feira Camponesa é uma iniciativa da Comissão Pastoral da Terra em Alagoas


Beiju e pé de moleque feito na hora


Doces variados: jaca, banana, goiaba, mamão, rapadura, quebra-queixo, etc

A farinha não podia faltar em uma típica feira nordestina






Venda de animais diversos



Alimentos com qualidade e preços promocionais, a exemplo da laranja, o pacote com 15 unidades por R$ 1,00


O público também pode encontrar ervas medicinais e mudas de plantas



Também tem mel do sertão e do litoral, produzidos nos assentamentos




A CPT-AL também apresenta seus produtos: camisetas, documentários, bíblia sagrada, etc.

Feira Camponesa inicia suas noites culturais

Chuva, suor e “rala-bucho” na primeira noite cultural do evento


Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista



Mesmo com a chuva que insistia em cair na capital alagoana nesta terça-feira (9), durante a primeira noite cultural da 10ª Feira Camponesa, visitantes e feirantes conferiram o talento musical dos grupos Nó Cego e Joelson dos Oito Baixos.

Além de trazer alimentos de qualidade, livres de agrotóxicos e com preços acessíveis, a feira tem como objetivo impulsionar os artistas locais, valorizando a cultura regional.



O primeiro a se apresentar foi o trio de forró Nó Cego que existe há oito anos, já produziu oito CDs e um DVD, e tem como influências musicais o ilustre Luiz Gonzaga, Jorge de Altinho, Flávio José e Domingos. O grupo conta na sua formação com Marquinho Maceió (triângulo e voz), Welligton Bass (baixo), Lulu Muniz (back vocal e zabumba) e Junior Almeida (sanfona).

Para encerrar a primeira noite cultural, Joelson dos Oito Baixos trouxe mais animação para a praça com o autêntico forró pé serra. Joelson encontra-se nesse ramo há 40 anos e por uma década conta com mais cinco amigos na formação do grupo: Mocó (vocal), Jaçanã (triângulo), Jorge (contra-baixo), Joelson (sanfona), Edil Vovô (zabumba e vocal), e “Orelha” (bateria) – que se inspiram em Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Flávio José, Elba Ramalho, Luizinho e Zé Calixto.

Joelson dos Oito Baixos já tem dois CDs gravados e um DVD em fase de produção. Também possui oito músicas próprias, onde executa um instrumental solo, destacam-se as composições: “Arrasta pé em Jaraguá”, “Lá vai madeira”, “Cheguei pisando” e “Entre se puder”.


Confira a programação para as próximas noites


10/06/09 (quarta-feira)
19h00 – Malaquias do forró
21h00– Xote.com


11/06/09 (quinta-feira)
19h00 – Trio de forró Nó Cego
20h40 – Bingo de um carneiro
21h00 – Pinóquio do Acordeon

Deputado Estadual visita feira camponesa e elogia a iniciativa

Judson Cabral foi recepcionado por Carlos Lima (CPT-AL)


Texto e foto: Helciane Angélica - Jornalista


Nesta terça-feira (9), o deputado estadual Judson Cabral (PT) foi prestigiar o trabalho dos camponeses na 10ª Feira Camponesa na praça da Faculdade em Maceió.

Na ocasião fez questão de parabenizar a Comissão Pastoral da Terra pela organização do evento e por fortalecer a relação entre os agricultores com a população da cidade. “Para mim, a feira reflete exatamente o acolhimento do homem e da mulher do campo, onde os assentados podem demonstrar a sua capacidade de produzir e destacar a importância da reforma agrária”, afirmou.

O deputado declarou que todos os anos faz questão de visitar a feira e a cada nova edição percebe uma melhor organização. “Para a gente sobreviver precisa da terra e desses produtos que é resultado de muito trabalho. Eu me sinto muito feliz quando venho aqui, pois a cada ano ela (feira) vem se aprimorando, melhora sua estrutura e traz alimentos de qualidade e com preços acessíveis”, disse o deputado.

Também reforçou que o governo federal ainda está devendo para a efetivação da reforma agrária no país, e que precisa urgentemente viabilizar mais políticas públicas que beneficiem os trabalhadores rurais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Teotonio diz a assentados que seu governo acredita na agricultura


Governador anuncia que Estado e Incra analisam convênio para abrir estradas nos assentamentos da reforma agrária em Alagoas


O governador Teotonio Vilela Filho participou, na tarde desta terça-feira, da abertura da 10ª Feira Camponesa promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) na Praça da Faculdade com participação de mais de 100 agricultores de 20 assentamentos rurais. Vilela disse que seu governo tem compromisso com a causa da agricultura como ferramenta para o desenvolvimento.
“Estou aqui porque desde cedo aprendi a valorizar e a respeitar o trabalho do homem do campo”, disse o governador. “Sei o que é plantar, cultivar com paixão, com vigilância; o que é colher, festejar a colheita; levar a produção para a mesa de casa e a mesa de outros”, acrescentou. “O meu governo tem buscado todas as alternativas para viabilizar de forma sustentável a produção agrícola em Alagoas”, destacou.




O governador Teotonio Vilela anunciou parceria do Estado com o Incra pela melhoria em assentamentos



“Quero dizer que a minha visita, há poucos dias, ao assentamento Jubileu, me ensinou muito. Me fez crescer mais como governante e como cidadão, como alagoano em ver uma proposta de vida no campo dar tão certo, ser tão viável, resultado do trabalho e do entusiasmo, do compromisso dos assentados com a produção, com a terra, com o desenvolvimento de seu Estado”, contou Teotonio. Ele lembrou que o DER e o Incra já estudam convênio para fazer estradas nos assentamentos.

“É preciso escoar a produção, é preciso achar caminhos, e nós, como governo, vamos ajudar nesse processo, vamos fazer a nossa parte, vamos abrir estradas, vamos fortalecer as parcerias, os apoios, porque assim como Carlinhos (Carlos Lima, coordenador estadual da CPT), como Padre Alex, como Gilberto (Gilberto Coutinho, superintendente do Incra), o nosso governo também acredita na causa da reforma agrária com responsabilidade e compromisso”, reforçou o governador.


Feira mobiliza 20 assentamentos


Estão participando da Feira Camponesa cerca de 100 feirantes, oriundos de 20 assentamentos da reforma agrária localizados no Sertão, Zona da Mata e litoral de Alagoas. A expectativa é que sejam comercializadas aproximadamente 150 toneladas dos mais diversos produtos, como banana, macaxeira, laranja, abóbora, milho, melancia, batata, feijão de corda e fava, dentre outros. O horário de funcionamento da feira é de 6h às 23h, a entrada é franca.



O governador participou da abertura da Feira Camponesa, que espera vender 150 toneladas de alimentos


Na abertura da Feira Camponesa, o coordenador da CPT em Alagoas, José Carlos Lima, agradeceu a presença do governador Teotonio Vilela na abertura da feira e disse que embora governos passados tenham ajudado a viabilizar o evento, Teotonio é o primeiro governador a participar da abertura da feira, que acontece duas vezes ao ano (a próxima está prevista para o mês de outubro). “Este é um governo que está colocando o pé na estrada e vendo o que realmente acontece pelo Estado; governo que não faz isso não tem resultado”, disse.

Além de apoio financeiro, o Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura, distribuiu 60 kits com barracas, caixas, sacolas e coletes como forma de colaborar para a realização do evento.

Gilberto Coutinho, superintendente do Incra em Alagoas, falou que “a reforma agrária em Alagoas e o incremento da agricultura familiar representam a possibilidade de o Estado melhorar índices críticos, como o da escolaridade, da saúde e da distribuição de renda”. Coutinho ressaltou ainda que a reforma agrária é a única possibilidade do desenvolvimento social e econômico para o Estado. “O projeto das Feiras Camponesas da CPT existe há cinco anos, ressalta a importância da cultura camponesa e busca impulsionar a comercialização de produtos ecologicamente corretos e socialmente justos”.

Acompanharam o governador, na abertura da feira, os secretários de Estado Álvaro Machado (Gabinete Civil), Wedna Miranda (da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos), Jorge Dantas (Agricultura), José Marinho (secretário adjunto da Seagri), o presidente do Ideral, Manoel Tenório; o presidente do Iteral, Geraldo Majella; o presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Adriano Augusto Araújo, além de assessores do governo.


Fonte: Agência Alagoas / Fotos: Neno Canuto

Feira Camponesa é aberta em Maceió

Fotos: Agberto Ferreira



A 10ª Feira Camponesa foi iniciada nas primeiras horas desta terça-feira (9), com a comercialização de alimentos agroecológicos e animais



Cerca de 100 camponeses e camponesas oriundos de assentamentos da reforma agrária participam da feira que é organizada pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas




À tarde, aconteceu a solenidade de abertura na Praça da Faculdade. Pela primeira vez, contou com a participação de várias autoridades governamentais.



Os trabalhos foram iniciados com a mística religiosa, conduzido pela irmã Elisabeth Raimundo. Também foram cantados os hinos da Reforma Agrária e da Feira Camponesa





Também teve a benção do Padre Alex, que abençoou a CPT-Al pela seus 25 anos de atuação, os camponeses que estão apresentando seus produtos e todos que apoiam a reforma agrária




Eraldo Antonio da Silva do assentamento Dom Helder Câmara (Murici) foi escolhido para representar os feirantes da 10ª Feira Camponesa durante a cerimônia




Carlos Lima, Coordenador Estadual da CPT-AL, falou da importância de manter viva a cultura camponesa e destacou as dificuldades que os assentados enfrentam cotidianamente


Teotonio Vilela Filho, Governador de Alagoas, parabenizou o trabalho da CPT-AL e declarou que o governo encontra-se empenhado na promoção de políticas públicas que defendam a agricultura familiar

Entrega de uma cesta com produtos comercializados na 10ª Feira Camponesa, em forma de agradecimento pelo o apoio que o Governo vem oferecendo.