quinta-feira, 11 de junho de 2009

Casa de Farinha é o grande destaque na feira camponesa



Por: Helciane Angélica - jornalista


Em todas as edições da Feira Camponesa, a Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) faz questão de instalar na Praça da Faculdade em Maceió, uma casa de farinha para apresentar in loco todo o processo da farinhada.


Nesta 10ª edição, foram produzidas cerca de três fornadas de farinha e nove de beiju, onde em apenas uma (1) é possível atingir 15 kg. O público tem acesso a um produto fresco e com qualidade saindo a toda hora, com um preço adequado para qualquer bolso - um pacote de farinha (1kg) está sendo vendido por R$ 1,30 e a unidade do beiju apenas por R$ 1,00.

A farinhada é uma tradição indígena que foi incorporada pelos negros, e atualmente é tão comum nas comunidades rurais, remanescentes de quilombo e assentamentos. No período colonial, a farinha de mandioca era usada para a alimentação dos escravos, dos criados das fazendas e engenhos, além de servir também como suprimento de viagem para os portugueses. Hoje, é um complemento alimentar mais importantes da gastronomia nordestina.

O processo de produção da farinha envolve várias pessoas, que são divididas no plantio da mandioca até no preparo de outros derivados, como: deliciosos bolos, beijus, tapiocas e outras guloseimas. Após a colheita da mandioca ou macaxeira, a raiz é descascada e colocada na água para amolecer e fermentar ou pubar. Em seguida, é triturada ou ralada em pilão ou no ralador ou caititu. A mandioca ralada vai caindo em um cocho, sendo depois prensada no tipiti (tipi = espremer e ti = líquido, na língua tupi) para a retirada de um líquido chamado manipueira. Depois de peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo.

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