quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bastidores do encontro de formação em Olinda (PE)


Fotos: Helciane Angélica - jornalista



Fachada do convento - Congregação das Irmãs Dorotéias. Local escolhido para sediar o Seminário de Estudo da Reforma Agrária e territórios, nos dias 28 a 30 de julho de 2009, em Olinda (PE).


Cerca de 50 participantes, representaram os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte - Regional Nordeste II da Comissão Pastoral da Terra.


Acolhimento e integração


Cânticos religiosos e que ressaltam a cultura camponesa

Abertura da programação com o coordenador nacional da CPT - Pe. Hermínio Canôva

Intervalo e descontração - delegação alagoana


Palestra com o Prof. Doutor Carlos Walter





Momento de integração







Mística e reflexão da teologia no campo


Reflexão sobre a importância de manter viva a esperança, o espírito de união nas áreas acompanhadas e preservação dos ideais



Leitura do Salmo 29, que retrata o senhor da natureza e da história





O momento sagrado das refeições


Grupos de trabalho - troca de experiências



Sistematização de ideias seguindo os eixos: 1. Reforma Agrária e projeto de nação e 2. Como teorizamos da reforma agrária?




Belo visual visto do convento








Encontro regional da CPT rediscute importância da reforma agrária

O principal objetivo é avaliar as ações desenvolvidas e elaborar estratégias de trabalho mais eficientes para a implantação da reforma agrária


Texto e fotos: Helciane Angélica – jornalista


De 28 a 30 de julho, no convento da Congregação das Irmãs Dorotéias, localizado na cidade de Olinda (PE) estão reunidos representantes da Comissão Pastoral da Terra da Regional II, composta pelos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Participam do encontro de formação: coordenadores regionais, conselheiros regionais, agentes pastorais das áreas, técnicos agropecuários, acampados, assentados, religiosos e convidados.

A atividade teve início com o acolhimento e apresentação dos participantes, e depois, Padre Hermínio Canôva, integrante da Coordenação Nacional da CPT desenvolveu uma análise crítica sobre a conjuntura política, o uso tradicional da terra e os efeitos do capitalismo. Também ressaltou as oportunidades perdidas e/ou abolidas pelos governos na implantação da reforma agrária no país.

O principal objetivo do encontro é promover a reflexão sobre as ações desenvolvidas e discutir novas e melhores estratégias de trabalho. Para estimular a troca de experiências, o plenário foi dividido em três grupos, relacionadas as áreas acompanhadas (litoral, sertão e zona da mata). O debate se concentrou em quatro questões: Quais são os projetos identificados ou os que estão sendo planejados para se desenvolverem nas regiões?; Quem são os envolvidos nesses projetos?; De onde vem os recursos para esses projetos?; Quais os grandes impactos?; e as formas de resistência.

Após as discussões foi realizado o repasse das informações adquiridas, e depois teve início uma palestra ministrada pelo Professor Doutor Carlos Walter (Faculdade Fluminense – RJ): geógrafo, especialista na pesquisa dos conflitos agrários, já atuou ao lado dos camponeses da Amazônia e atualmente tem forte articulação com os povos do Cerrado. Para abrir os trabalhos, citou uma frase famosa do filósofo Gerd Bornhein “Toda teoria sem ação é vazia e toda ação sem teoria é cega”, onde ressaltou que a grande quantidade de tarefas estimula as lideranças a não estudar e ao não pensamento de novas estratégias de execução que garantam realmente a transformação social, ou seja, terminam acomodados ao “tarefismo” diário.



Participantes atentos às informações



Dentre os pontos importantes abordados pelo palestrante, estiveram:


1. A questão agrária está sempre ligada a uma questão nacional/projeto nacional: historicamente sempre teve a luta de classe e de interesses, onde quem defende a luta pela liberdade/justiça social confronta-se com a matriz territorial da exploração. Exemplos: escravidão x latifúndio; revoltas populares X elite / oligarquias políticas. Também teve a reflexão sobre a interligação das ações individuais de cada militante para um bem maior.

2. A criação dos próprios estados como a constituição para a base do colonialismo interno: Discussão sobre o direito da propriedade privada; a oposição em relação às múltiplas culturas e opressão por meio de um único setor sobre os outros. Citou o exemplo do Brasil, que tem 180 línguas, com sua cultura pluriétnica, e segue um padrão imposto – um imperialismo conservador. Segue-se o tripé do latifúndio, monocultura e escravidão, ou seja, favorece a concentração de terras, opressão da produção e o trabalho forçado.

3. Lutas pela libertação nacional em todo o mundo: Durante o período pós-guerra (1945) criou-se um novo conceito colonial, o da independência, que seguiu o parâmetro do desenvolvimento e urbanismo. A partir dos anos 60, surge uma grande onda da expropriação das terras e um processo de extinção dos camponeses, quer dizer, queda no percentual da população rural.

4. Leitura da esquerda sobre a importância da reforma agrária: Avaliação sobre a necessidade de pensar na transformação social e na liberdade de expressão; leitura reformista x leitura revolucionária; e a discussão sobre as relações de poder.

Em relação à força da monocultura da cana de açúcar, destacou que o Brasil e a Cuba durante os séculos XVI, XVII e XVIII, eram os campeões na exportação de produto manufaturado mais moderno no mundo: o açúcar. E que o país sempre teve um latifúndio que atuava em paralelo ao desenvolvimento e a exploração humana. “O Brasil já tem uma tecnologia de ponta desde o século XVI e nunca beneficiou diretamente o povo brasileiro, e sim, atende as necessidades do capitalismo. Os ciclos econômicos do país estão interligados às classes dominantes, não contam a história do povo, a exemplo da cultura do milho e da mandioca que são fortes, mas são produções dos camponeses”, declarou.


Delegação Alagoana
A delegação alagoana é composta por 10 membros: Carlos Lima (historiador e coordenador estadual); Heloísa Amaral (engenheira agrônoma e Vice-Presidente da CPT-AL); Valderi Félix (técnico agrícola); Alexsandra Timóteo (secretária); Jailson Tenório (coordenador da região da Mata Norte); Madalena Cândido (educadora – escola itinerante); Maria Cavalcante (Técnica Agrícola e assentada); Adriano Ferreira (acampado); Omar Bório (convidado – Presidente da Associação Pachamama na Itália) e Helciane Angélica (assessora de comunicação).

CPT-AL: 25 anos a serviço das famílias camponesas


A Comissão Pastoral da Terra (CPT) teve início no ano de 1975 em Goiânia, em um período de silêncio e brutalidade impostos pelo regime militar. A inspiração dos Bispos católicos criou um organismo ecumênico capaz de compreender os camponeses e assessorar suas lutas por terra, direitos e liberdade, além de incentivar seu protagonismo.

Em Alagoas a CPT surgiu no ano de 1984, a realidade de miséria oriunda da monocultura da cana de açúcar, as milícias e a pistolagem exigiam uma ação pastoral forte para superar os obstáculos duros que impediam e ainda impedem os camponeses de se organizarem. O primeiro serviço no Estado ocorreu junto aos assalariados da cana com a prestação de assessoria jurídica e incentivando as oposições sindicais nos municípios de Colônia Leopoldina, Novo Lino, Judiá, Campestre e adjacências. As perseguições e ameaças cresceram na década de 90, quando dois padres que ajudaram a fundar a CPT na região tiveram que sair de Alagoas para não serem assassinados.

Nos anos 90 a luta pela reforma agrária pegou fôlego e a CPT assessorou as ocupações de terras organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na mata norte e no sertão alagoano. Assim começava um novo embate contra o latifúndio e apontava para os assalariados que a luta pela terra poderia representar uma alternativa à miséria imposta pela cultura da cana.

Em 27 de novembro de 1998 foi ocupada a Fazenda Flor do Bosque em Messias e representou uma mudança na ação da CPT em Alagoas, ali nasciam as ocupações coordenadas pela CPT. Atualmente são acompanhados 15 assentamentos e 25 acampamentos, distribuídas nas regiões do sertão, litoral, mata e agreste.

As Romarias da Terra e das Águas, as Feiras Camponesas, o Jejum em solidariedade as pessoas que passam fome, a Jornada em defesa dos direitos dos canavieiros e os Encontros de Formação são alguns dos espaços políticos e de formação que foram criados para fortalecer à luta dos camponeses e dialogar com a sociedade.

A CPT-AL celebra 25 anos de atuação no campo e reafirma o seu compromisso com as famílias camponesas em defesa da reforma agrária e na produção agroecológica, além de combater a exploração dos assalariados da cana que acontece diariamente nos canaviais de Alagoas.



Vida digna no campo: esta é a nossa luta!




À Coordenação

Maceió-AL, julho de 2009.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Bastidores: Audiência com o Governo de Alagoas (24/07)






OS CINCO CLAMORES DA AMAZÔNIA



CEBs realizam encontro em Rondônia e gritam pela vida

Por Jelson Oliveira direto do 12º Encontro Intereclesial das CEBs em Porto Velho (RO)

O encontro das Comunidades Eclesiais de Base está reunindo nessa semana em Porto Velho, Rondônia, quase três mil pessoas. O tema do encontro é No ventre da terra, o grito que vem da Amazônia. Com os pulmões inflados pelo ar quente que sopra no coração do Brasil, os delegados, assessores e convidados celebram, refletem, debatem e partilham experiências em torno da missão das Igrejas na defesa da natureza. Trata-se de um verdadeiro pentecostes, como vem sendo chamado esse entusiasmado encontro de diversidades.

Na pauta das discussões está o equívoco de uma civilização que contrapõe desenvolvimento e natureza, gerando um desequilíbrio que prioriza o primeiro à custa da degradação da segunda. Num dos pratos dessa falsa balança, estão as empresas e corporações que mercantilizam e esgotam a terra, e também estão os governos federal, estaduais e municipais, com obras gigantescas que privilegiam os grandes e sacrificam os pequenos. Vista como uma zona de sintropia – para usar uma expressão dos especialistas – a Amazônia assiste a depredação da riqueza e da beleza de suas águas, biodiversidade e energia (os três maiores alvos do sistema capitalista que vigora como pensamento único em muitos gabinetes).

Desde Rondônia, com a voz das Comunidades Eclesiais de Base, a Amazônia toda grita pelo seu povo, pela sua terra, pelas suas águas, pela floresta e pelas cidades.

O grito dos povos A Amazônia grita pela voz rouca de seus povos, tão próximos da suavidade rumorosa pela qual fala toda a natureza. Pluriétnica, pluricultural e plurirreligiosa, a Amazônia grita pela boca dos 12 mil indígenas, povos primitivos, resistentes e ressurgidos que habitam essas terras há pelo menos 12 mil anos. A Amazônia grita pela boca dos 21 mil quilombolas, moradores de quase 1.500 comunidades que lutam pelo direito de viver e cuidar de suas terras. A Amazônia grita pela boca dos migrantes da borracha, que desde o século XIX ocupam como escravos os aviamentos e colocações e retiram a seiva da floresta. Herdeiros de Chico Mendes, o patriarca da Amazônia, eles são hoje 26 mil moradores das 35 reservas extrativistas que se espalham por toda a região. A Amazônia grita pela boca dos ribeirinhos e pescadores, guardiões da sacralidade das águas, dos lagos santuários, das caixas pesqueiras, dos rios, igarapés e nascentes que fazem desta, a terra das águas. A Amazônia grita pela boca dos posseiros, camponeses, sem terra e assentados que somam quase um milhão e meio de pessoas. A Amazônia grita pela boca dos colonos e migrantes pobres: do nordeste, vítimas da seca; do sul e sudeste, vítimas dos modelos de colonização atraídos para essas terras com a pretensão de diminuir os conflitos sociais de suas regiões de origem. A Amazônia grita pela boca das dezenas de milhares de trabalhadores que vivem em regime de escravidão pelos grotões da região.

A Amazônia grita pela boca dos 15 milhões de moradores urbanos, 13% dos quais analfabetos, 14% sem teto, 46% sem água encanada, mais de 80% sem esgoto, vítimas da pior oferta de atendimento de saúde do Brasil, portadores de doenças tão antigas como a malária, a dengue e a febre amarela – enfermidades que não despertam o interesse da ultra-moderna medicina e das sequiosas indústrias farmacêuticas meramente por se caracterizarem como “doenças de pobre” ou “doenças da pobreza”.

O Brasil, que há muito tempo não conhece a Amazônia e que reservou a esse bioma tantas depreciações e preconceitos, tem a chance agora, pela voz desses povos, de ouvir o que diz a Amazônia.

O grito da terra

A Amazônia grita pela voz da mãe-terra, morada sagrada de todos os seres, berço do qual viemos e colo no qual acalentamos nossos sonhos e esperanças. Terra disputada pelo capital, rasgada e violentada pelas mineradoras, garimpos e siderúrgicas, profanada pelo agronegócio monocultor da pecuária (que de 1990 a 2003 cresceu 140% na região), da soja e da cana, militarizada em nome da segurança nacional, ameaçada pela internacionalização, globalizada pelo narcotráfico, pela prostituição, pela fome e pelo abandono. Terra poluída pelos defensivos agrícolas, contaminada pelo mercúrio, corrompida pelo silêncio dos campos nos quais a vida deu lugar ao artefato, o natural foi substituído pelo artificial, o território da vida pelo negócio explorador. E agora, o pior: legalmente grilada, entregue aos interesses dos latifundiários pela medida 458, editada pelo governo Lula.

Pelo grito da terra que é Gaia, a deusa primeira dos gregos e que é Pachamama, a mãezinha dos povos latinoamericanos, todos nós gritamos. Como crianças arrancadas do seio de sua mãe. Como órfãos de um tempo de desequilíbrio e descuido que fere a mais íntima essência daquilo que constitui o ser humano.

O grito das águas

Desde quando fora batizada pelos indígenas de amassunu, que quer dizer "ruído de águas, água que retumba", a Amazônia tem sido conhecida como a terra das águas. Nela se encontra 20% das reservas de água não congelada do mundo. No ventre das terras amazônicas escorre lento e pegajoso o maior rio do mundo, o Marañon-Solimões-Amazonas. São 6.671 quilômetros abastecidos por uma gigantesca rede de mais de 1.100 rios, além de incontáveis igarapés, corredeiras e nascentes que garantem a vida de tudo o que está à sua volta - como no texto bíblico do profeta Ezequiel (47, 1-12).

Leite da terra sugado lentamente pelo existir das raízes que penetram o corpo da terra, a água escorre pelo ventre da madeira que se ergue portentosa e se lança na atmosfera em “rios voadores” que abastecem todo o continente americano e interferem no clima de todo o planeta. A quantidade de água coletada e transportada por esse maravilhoso sistema é equivalente à vazão do rio Amazonas, ou seja, cerca de 200 mil metros cúbicos por segundo.

Mas a Amazônia chora lágrimas de água barrenta, fétida e amarga. Inúmeras hidrelétricas foram ou estão sendo construídas, colocando em risco muitos eco-socio-sistemas. As águas gritam contra a poluição e a contaminação causadas pelo uso extensivo de agrotóxicos e pelo derrame de esgotos, pela morte dos mananciais e nascentes sob as máquinas do hidro-agronegócio, pelo desperdício e pela privatização.

A força das pororocas e seu ronco inebriante que rompe todos os obstáculos e celebra a força da natureza é a grande inspiração do povo das CEBs na defesa das águas amazônicas.

O grito das florestas

Sobre o corpo portentoso das terras amazônicas, erguem-se as florestas e seus inúmeros seres: 55 mil plantas (22% das espécies do mundo), 1 mil tipos de aves, 300 tipos de mamíferos, 550 répteis, 163 anfíbios, 3 mil peixes e milhões de insetos e microorganismos. A floresta esconde seus segredos e preserva suas grandiosidades: 30% da fauna e flora do mundo estão na Amazônia. A floresta guarda o seu povo, seus bichos e suas lendas. A floresta canta sua ladainha de nomes, frutos e plantas de variadas espécies que vem sendo destruídas e extintas. Num tempo no qual três espécies biológicas são extintas por hora no mundo (72 por dia!) e no qual, paradoxalmente, se criam em laboratório milhões de espécies alteradas geneticamente, a floresta da Amazônia grita por socorro.

O desmatamento tem atingido índices alarmantes: em 2004, foram extraídas 6,2 milhões de árvores da floresta, entre 2006 e 2007 foram desmatados 11.532 quilômetros quadrados fazendo com que a floresta hoje já tenha perdido pelo menos 20% do seu tamanho original, ou seja, 700 mil quilômetros quadrados de floresta foram destruídos.

A floresta amazônica grita no ventre abrasador das carvoarias, nos dentes ásperos das madeireiras, nos saques diários realizados por laboratórios farmacêuticos e na pilhagem da biopirataria. A floresta grita nas raízes ressecadas pelas queimadas que conduzem à desertificação. A floresta grita isolada entre as cercas das pastagens, das culturas exóticas de eucaliptos e pinus, dos intermináveis horizontes do deserto verde que se alastra e engole a vida da floresta.

O grito da cidade

A Amazônia conta com inúmeros conjuntos populacionais de grande ponte, entre os quais se destaca Manaus, que conta hoje com cerca de 2 milhões de habitantes. Além disso, somam-se inúmeros pequenos povoamentos ainda ruralizados e empobrecidos, nos quais 46% das casas não contam com distribuição de água e cerca de 75% das famílias com crianças até 14 anos ganham até 1 salário mínimo. O crescimento desordenado das periferias, o aumento do desemprego e da violência, a falta de saneamento, de atendimento de saúde e educação, o aumento da drogadição, a falta de políticas de lixo, etc, formam a triste realidade dos moradores urbanos da Amazônia.

Lamento e resistência

O grito de lamento vem se transformando num grito de resistência. O 12º Encontro Intereclesial das CEBs tem revelado a força do povo amazônico na construção de alternativas e de lutas contra o modelo de desenvolvimento que tem fechado os ouvidos para esses clamores. No coração da Amazônia surgem reservas extrativistas, projetos de assentamento agroextrativistas, projetos sustentáveis, comunidades quilombolas, luta dos posseiros e atingidos por barragens, experiências de preservação e recuperação de lagos e rios, redes agroecológicas, artesanato, apicultura e inúmeras alternativas de economia solidária. Surgem fóruns e conselhos, experiências de formação política, de participação das mulheres e uma imensa rede de organização popular e eclesial.

Aqui em Rondônia, nesse Encontro, estão muitos homens e mulheres que fazem essa realidade e, pouco a pouco, transformam o abandono em esperança. É por isso que frase de Dom Moacir Grecchi, arcebispo de Porto Velho, ecoou com tanto êxito: “pessoas simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, provocam mudanças extraordinárias”. Esse é o sentimento e a certeza que acalenta os corações das CEBs, cuja nomenclatura terá de acrescentar agora, por sugestão de Leonardo Boff, a ecologia: Comunidades Ecológicas de Base. Pelo grito das CEBs a Igreja se faz ecológica!

--------------------------------------------------------------------------------

Jelson Oliveira é professor de filosofia da PUCPR, agente da CPTPR e assessor do 12º Encontro Intereclesial das CEBs. É autor de Ética de Gaia: ensaios de ética socioambiental (Paulus, 2008). O texto a seguir foi escrito a partir da síntese dos debates de um dos “Rios” (como são chamados os 12 grupos que reúnem cerca de 250 pessoas) em torno da realidade amazônica.


Fonte: Thays Ferrari Puzzi - Assessora de Comunicação - CPT Paraná
(43) 3347-1175 / www.cpt.org.br

sábado, 25 de julho de 2009

CPT comemora 25 anos com missa de ação de graças


Para encerrar a semana celebrativa dos 25 anos da Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, ocorreu uma missa de ação de graças na Praça da Faculdade em Maceió. Foram convidados para desenvolver a celebração, os padres Alex Cauchi (pároco de Japaratinga) e Rogério Madeiro (pároco no bairro do Jacintinho em Maceió), além do Ministério da Música "Amigos pela fé" do Conjunto Santos Dumont que conduziu os cânticos religiosos.

No ato de fé e de agradecimento as conquistas alcançadas, participaram os coordenadores estaduais da CPT-AL, trabalhadores rurais e convidados, dentre eles: Comunidade Eclesiais de Base (CEB's); Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP); Missionários do Campo (Monges do Catita); e as irmãs Assunção, Franciscana de Santo Antônio e Filhas do Sagrado Coração de Jesus.

"Hoje a missa é um agradecimento a Deus e uma celebração pelo trabalho realizado nesses 25 anos da CPT. É um trabalho da Igreja, de ações sociais em benefício a muitas famílias que sonham em trabalhar na terra, ainda mais nesse país que é tão grande e com tantas terras para todos, no entanto ainda não consegue dividir da melhor forma", declarou Pe. Alex Cauchi.


Confira algumas fotos da cerimônia: