terça-feira, 25 de agosto de 2009


Comissão Pastoral da Terra
Setor de Comunicação - Regional NE II
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INFORME

25/08/2009
Em Consulta Pública, pescadores reafirmam necessidade de criação da Resex

Na noite da última sexta-feira, dia 21, comunidades de pescadores, trabalhadores e trabalhadoras do município de Sirinhaém, litoral sul do estado, lotaram o salão onde foi realizada a Consulta Pública para a criação da Reserva Extrativista nas Ilhas de Sirinhaém, litoral sul do estado de Pernambuco. Cerca de 500 pescadores estiveram presente para participar da atividade.

Na ocasião, a equipe técnica do Instituto Chico Mendes (ICMBio) apresentou o estudo sócio econômico das comunidades que vivem e viviam nas ilhas de Sirinhaém e Ipojuca e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), apresentou um laudo com dados sobre a fauna e flora da região.

De acordo com o detalhado diagnóstico levantado pelo Instituto, a partir de entrevistas com famílias de pescadores tradicionais que viviam na região, foi confirmada a necessidade da construção de uma Reserva Extrativista nas ilhas de Sirinhaém, que beneficiará, ao todo, mais de oito mil pessoas da região. Um dos pontos apresentados, durante a Consulta Pública, foi a constatação e comprovação das denúncias feitas pelos pescadores e pescadoras que trabalhavam e viviam no local: a degradação do estuário e do mangue de Sirinhaém, decorrente de uma ação conjunta de vários fatores, ligados ao modelo econômico de ocupação do espaço litorâneo da região, em particular, pela ação de degradação ambiental causada pela Usina Trapiche.

Após a apresentação dos estudos, foi promovido um debate para esclarecimentos, manifestações sobre a construção da Reserva Extrativista no local. Na ocasião, os pescadores e pescadoras se direcionaram à plenária e falaram sobre as dificuldades vividas na região, conseqüência do domínio do monocultivo da cana, que não cria alternativa econômica na região, além de prejudicar a atividade da pesca, com a poluição dos rios, - através do despejo de vinhoto - causada pela Usina Trapiche.
Segundo o pescador Josias da Silva, a presença da usina Trapiche no local foi e é determinante para o processo de degradação ambiental da região. De acordo com Josias, “não se encontra mais pescado como antigamente. Agora, a usina poluiu e matou tudo”. Também em depoimento à Plenária, a pescadora Maria do Carmo colocou que para trabalhar, tem que acordar todos os dias à uma hora da amanha para ir pescar em Itapissuma e Itamaracá, cidades do litoral norte, diante das dificuldades enfrentadas com a poluição na Barra de Sirinhaém.

Entre os que se posicionaram contra a Resex, estavam a prefeitura do município, representantes da Federação das Indústrias do Estado e da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco. O prefeito de Sirnhaém, Fernando Urquiza, em uma de suas primeiras frases do discurso afirmou: “não estou preocupado com Reserva extrativista, eu quero é que grandes empreendimentos industriais se instalem na região”. Outros empresários colocaram que a atividade pesqueira não trás desenvolvimento à região e que é considerada como um atraso. Em resposta, uma das pescadoras que estavam presentes relembrou que são atividades como a pesca que coloca comida na mesa do povo brasileiro e são as comunidades tradicionais que contribuem para a preservação do meio ambiente, ao extrair dos rios, de forma sustentável, os recursos para a subsistência e para fins de comercialização.

Mesmo que os estudos tenham constatado a necessidade e viabilidade para a criação da Resex e com o amplo apoio das comunidades em defesa da Reserva, a disputa entre os órgãos Federal e Estadual, no que diz respeito à competência para a criação da Resex ainda impede a agilidade no processo.

A secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Luciana Santos, que na ocasião representou o Governo do Estado concluiu seu discurso na Consulta Pública não se posicionou claramente sobre a Resex, mas afirmou que o diálogo entre o Governo Estadual e órgãos Federais sobre a criação de uma unidade de preservação ambiental deve continuar.

O advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Daniel Viegas, que acompanha as famílias que viviam nas ilhas, avalia que a realização da Consulta Pública deixou claro que os pescadores e pescadores estão na defesa da Resex e que a reserva vai garantir a proteção, não só ao meio ambiente, mas de toda a população tradicional que vive da pesca e dos recursos naturais do mangue. Para Viegas “ficou claro também que a Resex não impede o turismo na região nem trás prejuízo econômico ao município”.


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Comissão Pastoral da Terra - NE II
Setor de Comunicação
Renata Albuquerque: (81) 9254.2212 / 3231.4445
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Técnicos Agrícolas participam de seminário sobre PAA

Por: Helciane Angélica – Jornalista / CPT-AL


Nos dias 20 e 21 de agosto, o Hotel Praia Dourada no município de Maragogi (AL) sediará o seminário "PAA - Desafios e Possibilidades". A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas confirmou a sua participação e será representada pela engenheira agrônoma Adriane Pinto e os técnicos agrícolas Agberto Ferreira e Fábio Calado.

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Agricultura Familiar é também conhecido como "Compra Direta", trata-se de um convênio entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), as prefeituras e os governos dos Estados. Tem como objetivo estimular a produção agropecuária oriunda de agricultores familiares, estimular a compra dos alimentos produzidos por eles e garantir a doação para entidades socioassistenciais que atendam pessoas em situação de insegurança alimentar.

O evento busca aprofundar as informações sobre o PAA e sua efetivação; proporcionar a troca de experiências entre os trabalhadores rurais e instituições; além de promover o desenvolvimento local de forma sustentável e solidário. É realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-AL), o Governo Federal e a Prefeitura de Maragogi; também conta com o apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), MST, CPT, MLST e MTL.


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

20/08/09 (quinta-feira)

09h00: Abertura
10h00: Apresentação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) - CONAB/AL e INCRA/AL
11h30: Debate
12h30: Almoço
14h00: Apresentação de experiências exitosas do PAA de outros Estados
17h00: Encerramento

21/08/09 (sexta-feira)

09h00: Apresentação do diagnóstico da produção dos assentamentos da região norte - COATES / CPT / ZUMBI / NATURAGRO
11h00: Debate
12h00: Almoço
14h00: Oficina de treinamento para preenchimento de proposta do PAA (PAA net) - CONAB/AL e INCRA/AL. Sede da OAB Maragogi.
Mesa redonda com instituições parceiras para discutir crédito e renegociação de dívidas dos assentados - BNB / BB/ CONAB-AL / INCRA-AL / SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA
17h00: Coffee Break de encerramento

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Encontro reúne representantes de toda a Bacia do São Francisco para discutir os rumos da luta em defesa do rio


Quatro anos após a realização do I Encontro que discutiu os desafios e as potencialidades do povo da Bacia do rio São Francisco, bem como sua necessidade de articulação das lutas, grupos e organizações criadas para acompanhar e defender o rio realizam, de 21 a 23 de agosto, o II Encontro Popular da Bacia, em Carnaíba do Sertão - Juazeiro (BA). Dessa vez, o propósito é avaliar os quatro anos de lutas e tem como principal foco as experiências concretas de resistência e as conquistas dos povos e comunidades da bacia. Depois do primeiro Encontro e com o avanço das ações degradantes do governo, tornou-se mais premente a necessidade da concentração e aglutinação de forças na defesa do Velho Chico, no combate à transposição de suas águas e na defesa das comunidades e povos que protegem e vivem do rio há várias gerações.

O Encontro vai atualizar a compreensão da realidade da Bacia, avaliar a Articulação Popular do São Francisco (APSF), possibilitar a troca de experiências e intercâmbios entre os lutadores e lutadoras dos diversos setores populares da Bacia, ampliar a participação de entidades e as forças da APSF, inclusive com outras articulações e redes, e dar visibilidade às denúncias e lutas do povo da Bacia, consolidando sua Rede de Educomunicadores Populares. Caravanas de várias partes do país estarão presentes no evento, entre elas representantes de outras Bacias hidrográficas brasileiras e de organizações do Nordeste Setentrional, região que supostamente será beneficiada pela Transposição, mas onde também tem crescido o número de organizações e grupos críticos a essa obra. Segundo o coordenador da Articulação e agente da CPT Bahia (Comissão Pastoral da Terra da Bahia), Ruben Siqueira, “após quatro anos do primeiro Encontrão da Bacia, muita água da luta popular rolou sob esta ponte... o segundo Encontro vai fazer o balanço disto. Acredito que será positivo, apesar da aceleração dos projetos degradantes no São Francisco, em nome do ‘desenvolvimento’".

O Encontro servirá para analisar a conjuntura dos projetos hídricos, minerários e de infraestrutura em curso ou planejados para a região e seus impactos sobre os povos e comunidades da Bacia. Vários exemplos de resistência e de conquistas serão apresentados em oficinas. Uma delas é a luta dos povos indígenas Truká e Tumbalalá em defesa dos seus territórios. Recentemente, o Diário Oficial da União publicou o relatório antropológico do Povo Tumbalalá, que delimita o território indígena. Essa vitória não representou, no entanto, o fim da luta. O lançamento da Campanha Opará - Povos Indígenas em defesa do Rio São Francisco confirma isso. Os 33 povos indígenas da bacia denunciam os grandes empreendimentos ao longo do rio e reivindicam a realização de audiências públicas e do julgamento de ações jurídicas pendentes no Supremo Tribunal Federal.


Evento irá reanimar a luta e seus lutadores

Numa conjuntura de refluxo das lutas populares e dos movimentos sociais em geral, com o Governo Lula operando abertamente para cooptá-los e discipliná-los ao jogo das forças hegemônicas do capital nacional/global, o II Encontro Popular mostra-se como uma retomada do vigor da luta contra a transposição e pela verdadeira revitalização, muito além do insuficiente programa oficial do governo federal, permeado pelas interferências político-partidário-eleitorais. De acordo com Ruben Siqueira, há muitas expectativas para esse evento: “esperamos que as organizações e movimentos populares recuperem o tom da luta, o pique ascendente, para cima dos grandes destruidores do São Francisco: governos e capital”.

Serviço:
O quê: II Encontro Popular da Bacia do rio São Francisco
Quando: 21 a 23/08/09, a partir das 9:00 horas
Onde: Centro de Treinamento de Líderes, Carnaíba do Sertão – Juazeiro (BA)


Maiores informações:
Comissão Pastoral da Terra – Juazeiro: (74) 3611-3550
Ingrid Campos (Assessora de Comunicação da Articulação Popular do São Francisco): (71) 8801-7256

Lideranças debatem conflitos agrários com Polícia Militar

Nesta quarta-feira (19.08) das 19 às 21h, terá a 3ª palestra do I CURSO NACIONAL DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS AGRÁRIOS, no auditório da Academia da Polícia Militar localizado no bairro do Trapiche da Barra em Maceió-AL.

O tema desta noite abordará: "CONFLITOS AGRÁRIOS: RELAÇÃO ENTRE A POLÍCIA E OS MOVIMENTOS SOCIAIS PÓS CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988". Todos os movimentos sociais que lutam pela efetivação da reforma agrária e pelos direitos dos camponeses em Alagoas (CPT, MST, MTL e MLST) foram conviados para participar do debate, juntamente, com Coronel PM/AL Erivan Lima Santos, Corregedor Geral da Polícia Militar de Alagoas.

Alagoas foi escolhido para sediar o curso devido aos avanços que vem apresentando nesta área. É promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em parceria com o Departamento da Força Nacional de Segurança e a Ouvidoria Agrária Nacional. A programação se estenderá até o dia 28 de agosto.

Reunião de capacitação para técnicos agrícolas da CPT

Por: Helciane Angélica - jornalista/CPT


Nos dias 12 a 14 de agosto, os integrantes da equipe técnica da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas participaram de uma reunião avaliativa e de capacitação, que aconteceu no Centro Educacional e de Pesquisa Aplicada (CEPA) em Maceió-AL. Estiveram presentes os técnicos agrícolas que atuam no sertão, litoral e zona da mata.

O encontro teve como objetivos: a avaliação crítica sobre as áreas acompanhadas; diagnóstico sobre as dificuldades enfrentadas; planejamento e elaboração de metas a serem conquistadas na próxima feira camponesa; organização do plano de trabalho para o segundo semestre baseando-se nos recursos financeiros.



De acordo com a engenheira agrônoma, Adriane Pinto, a reunião tem como principal missão: capacitar os profissionais e garantir um acompanhamento ainda melhor junto às famílias camponesas. “O encontro serve para a gente avaliar o trabalho que vem sendo realizado em cada área, e também, para nos auto-avaliarmos. Além disso, com a troca de experiências, vamos melhorar o nosso relacionamento com os agricultores. Tem muita gente que acha só porque nós somos técnicos e temos o conhecimento, acha que é superior, e não é bem assim. Na verdade, a gente tem que interagir, mostrar que podemos trabalhar juntos”, ressaltou.

A atividade também contribuiu para o intercâmbio cultural e o aprofundamento de informações, entre equipe técnica e educadores que atuam nas escolas itinerantes nos acampamentos e assentamentos. Os temas escolhidos para a formação foram: “Reforma Agrária e o Agronegócio” e “Cooperativismo”, respectivamente expostos pelo historiador Carlos Lima e a engenheira agrônoma Heloísa Amaral, ambos coordenadores da CPT-AL.



Dentre os pontos discutidos e aprovados no encontro, destacaram-se: a ampliação no entrosamento com os camponeses e melhoria na qualidade do trabalho; a importância da agricultura social e o investimento em áreas comunitárias; respeitar as particularidades de cada região e aspectos culturais quanto a uso da lavoura; execução de projetos alternativos (horta, apicultura, criação de animais) que gerem renda para o pequeno agricultor; e a ampliação de encontros de capacitação e a participação em palestras e seminários que abordem a temática.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Alagoas sedia Curso Nacional de Resolução de Conflitos Agrários

A CPT foi convidada para participar da mesa de honra na solenidade de abertura


Por: Helciane Angélica – Jornalista/CPT


Na manhã da quarta-feira (12.08) foi realizada a solenidade de abertura do I Curso Nacional de Resolução de Conflitos Agrários, no auditório da Academia de Polícia Militar localizada no bairro do Trapiche em Maceió-AL. O objetivo é proporcionar até o dia 28 de agosto, ações de capacitação para policiais militares e civis oriundos de dezesseis estados.

Na mesa de honra, estiveram presentes: Dalmo Sena, Comandante Geral da Polícia Militar de Alagoas; Paulo Rubim, Secretário Estadual de Defesa Social; Pedro Montenegro, Secretário Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania; o desembargador Gercino José da Silva Filho, Ouvidor Agrário Nacional; o comandante do Departamento da Força Nacional, coronel Luis Antonio Ferreira; o juiz federal membro do Comitê Executivo do Fórum Fundiário do Conselho Nacional de Justiça, Rodrigo Rigamonte Fonseca; Airton Tenório, Juiz da Vara Agrária/AL; Everaldo Patriota, advogado e Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos; Décio Lyra, procurador de justiça aposentado e Presidente do Conselho Estadual de segurança Pública (Conseg/AL); e representando os movimentos sociais, Carlos Lima, coordenador estadual da Comissão Pastoral da Terra.

De acordo com o representante da CPT/AL, Carlos Lima, a atividade representa um avanço significativo para o país. “Eu fico feliz em saber que a PM vem se destacando nessa discussão. Estou na CPT há 16 anos e pude conferir várias fases da polícia, conheci a truculência e o diálogo”. Também ressaltou que o centro dos conflitos agrários encontra-se justamente na concentração de terras e renda. “A questão agrária não é uma questão de polícia, e sim de interesses, de um lado está o usineiro que explora a terra apenas com a plantação da cana, e do outro, tem o povo que passa fome. Não dar para discutir conflito agrário sem discutir a concentração de terras, para se ter uma ideia, o Brasil é o segundo país do mundo em concentração agrária”, afirmou.

O Estado de Alagoas foi escolhido para sediar o evento devido aos avanços apresentados pelo setor de Gerenciamento de Crises da PM, principalmente, pelo diálogo que realiza junto aos diversos movimentos, e entre as partes envolvidas nos mais diversos conflitos. O curso é promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em parceria com o Departamento da Força Nacional de Segurança e a Ouvidoria Agrária Nacional.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Companheiros do MLST realizam feira da Reforma Agrária


O Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST-AL) realiza entre os dias 10 e 14 de agosto, na Praça da Faculdade em Maceió, a VI FEIRA DA REFORMA AGRÁRIA. O movimento agrário traz a Maceió, trabalhadoras e trabalhadores rurais com seus produtos oriundos dos Assentamentos da reforma agrária vindo do litoral norte, zona da mata, vale do mundaú, sertão e agreste.

O MLST espera com a feira garantir não só a venda dos produtos, entretanto interagir mais uma vez com a comunidade maceioense e unir a produção de alimentos com a luta pela Reforma Agrária.

O objetivo da feira é ter a atenção da sociedade e mostrar os mesmos agricultores que em alguns momentos ocupam a capital alagoana para suas manifestações, desta vez vem com uma feira e o resultado de sua produção. Mostrando que são capazes de produzir alimentos com qualidade e garantia de preço justo.

Além das barracas e a venda dos produtos, a feira terá todas as noites atrações culturais da Terra, praça de alimentação e muita alegria. A venda dos produtos começará nesta segunda-feira (10) as 7h da manhã, sua abertura oficial será na terça (11) às 10h da manhã. A coordenação do MLST espera que a venda dos produtos tenha as mesmas proporções das edições anteriores e que o publico possa comprar e levar para seus lares; a macaxeira, inhame, laranja, coco, farinha, galinha, mel e outros alimentos da Reforma Agrária.

Mais informações: (082) 8876.2147 / 8833.4967

Fonte: Coordenação do MLST/AL

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Brasil lidera uso mundial de agrotóxicos


O mercado girou US$ 7,12 bilhões e, apesar do avanço, lua de mel entre indústria e produtores deve ser passageira


O Brasil, segundo estudo da consultoria alemã Kleffmann Group, é o maior mercado de agrotóxicos do mundo. O levantamento foi encomendado pela Associação Nacional de Defesa de Vegetal (Andef), que representa os fabricantes, e mostra que essa indústria movimentou no ano passado US$ 7,1 bilhões, ante US$ 6,6 bilhões do segundo colocado, os Estados Unidos. Em 2007, a indústria nacional girou US$ 5,4 bilhões, segundo Lars Schobinger, presidente da Kleffmann Group no Brasil. O consumo cresceu no País, apesar de a área plantada ter encolhido 2% no ano passado.

Apesar do grande volume de recursos movimentados pela indústria no mercado brasileiro, o consumo por hectare ainda é pequeno em relação a outros países. De acordo com o levantamento, o gasto do produtor brasileiro com agrotóxico ainda é pequeno, se comparado a outros países. Em 2007, gastou-se US$ 87,83 por hectare. Na França, os produtores desembolsaram US$ 196,79 por hectare, enquanto no Japão a despesa foi de US$ 851,04. Por esse motivo, o presidente da consultoria acredita que a tendência nos próximos anos é que o Brasil se estabilize na primeira colocação no consumo de agrotóxico.

O Brasil leva vantagem na pesquisa por se tratar de um país com grande área cultivada e também pelo tamanho da produção que sai do campo. "O País é o grande produtor de alimentos do mundo, lidera praticamente em todos os produtos agropecuários", comenta Ademar Silva, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

Para Schobinger, o aumento do consumo de agrotóxico traz vantagens ao País. "Dessa forma, é possível aumentar o ganho de produtividade. O uso desses produtos facilita o controle de pragas a que estamos mais expostos por sermos um país tropical", explica.


NOVAS PRAGAS


Em parte, o aumento do uso de agrotóxico tem a ver com o surgimento de pragas. Até seis anos atrás, cita o executivo da Kleffmann, não se falava, no Brasil, da ferrugem da soja. Para combater as pragas, a indústria corre atrás de pesquisas e lança produtos no mercado.

"O aumento tem a ver também com o crescente uso de tecnologias no campo. Quanto mais avançado o sistema produtivo, maior o consumo de agrotóxico. Neste momento é importante fazer um balanço da relação entre risco e benefícios do seu uso", diz Luís Rangel, coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura.

Segundo Schobinger, há evolução não apenas no combate a novas pragas, mas nas diferentes formas de usar o agrotóxico. No Brasil, tem crescido ano a ano a utilização nas sementes, em substituição à pulverização das lavouras, o que costuma causar mais danos aos trabalhadores e ao ambiente.

Apesar do uso crescente de agrotóxicos no País, a relação com os produtores continua difícil, segundo o presidente da Famato. "Os preços só caíram cerca de 30% na safra de verão porque os Estados Unidos, grande mercado para essa indústria, estão em crise e é preciso desovar a produção. Além disso, tivemos duas safras muito ruins por aqui nos últimos anos e a situação do produtor ficou mais delicada", diz Silva.

Ele acredita que a lua de mel deve durar pouco. "Basta o mercado internacional se recuperar para os preços subirem novamente. A indústria tem esse poder. É ela quem faz o preço."

Na opinião de Luiz Cláudio Meirelles, gerente geral de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a liderança brasileira preocupa. "São substâncias tóxicas que são objeto de ação regulatória no mundo. No Brasil, temos dificuldade de ação de controle, falta de recursos humanos e falta de laboratórios, enquanto a velocidade de consumo avança", detalha. Atualmente, há cerca de 450 ativos usados na produção de agrotóxicos registrados na Anvisa e os pedidos para a concessão de mais licenças não param de chegar.

No início da semana, representantes de 64 indústrias asiáticas, a maioria chinesa, se reuniu em São Paulo para conhecer melhor as regras do mercado interno. Foi a terceira edição da feira China-Brazil AgroChemShow.

A segunda maior fabricante de glifosato do mundo, a chinesa Fuhua, planeja mandar para o Brasil 30% das suas exportações a partir do ano que vem, quando espera já ter os registros da Anvisa para três produtos.


Fonte: Agência Estado

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dissertação de Mestrado aborda assentamentos da reforma agrária

Nesta terça-feira (04/08), no auditório da biblioteca da UFCG/PB, teve a defesa da tese de mestrado RECUPERAÇÃO DE ASSENTAMENTOS, produzido por FRANQUELINE TERTO DOS SANTOS. A pesquisadora também atua junto com os companheiros do Movimento dos Sem Terra (MST-AL). Desejamos sucesso!

RESUMO DA DISSERTAÇÃO
Palavras-chave: Processo Social; Políticas Públicas; Assentamentos rurais, Assentamento Rendeira.

Os assentamentos rurais são fenômenos sociais que engendram em si um movimento temporal na forma de processos e, portanto, não podem ser definidos apenas enquanto espaço social derivado das lutas sociais e de uma intervenção estatal, mas enquanto processo social que desencadeia e é resultante de inúmeras figurações sociais em constante transformação. As mudanças no trato da política de assentamentos advêm de alterações na correlação de forças, ou no sentido dado por Elias (2006), das interconexões sociais entre diferentes atores envolvidos – trabalhadores e trabalhadoras rurais, Estado, movimentos sociais, empresários rurais, técnicos, organizações não-governamentais, entre outros. Por conseguinte, as relações e ações interdependentes entre estes atores que intervêm na política de assentamentos rurais podem gerar processos que no longo prazo resultam em efeitos não previstos, não planejados. Partindo desses pr essupostos, este trabalho objetiva descrever a trajetória social do Assentamento Rendeira, localizado na região agreste alagoana - que recentemente está inserido no cenário do Programa de Recuperação de Assentamentos – e assim analisar os processos de mudança neste espaço social decorrentes da implementação das políticas públicas (políticas creditícias, habitação, assistência técnica, educação, entre outras).

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

20 anos sem o Rei do Baião


Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, é um símbolo da cultura brasileira! O pernambucano, também conhecido como Lua nasceu em Exu, cidade do sertão pernambucano em 13 de setembro de 1912 e faleceu no Recife, no dia 2 de agosto de 1989.

Desde menino aprendeu a tocar acordeon com seu pai Januário, agricultor e forrozeiro a quem acompanhava nas feiras e bailes no sertão. Luiz Gonzaga agradou pessoas dos mais diversos níveis sociais e até hoje, mesmo depois de 20 anos da sua morte, sua arte continua forte e na lembrança de muita gente.

Sua música mais famosa é ASA BRANCA, veja o vídeo.