quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Reunião de capacitação para técnicos agrícolas da CPT

Por: Helciane Angélica - jornalista/CPT


Nos dias 12 a 14 de agosto, os integrantes da equipe técnica da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas participaram de uma reunião avaliativa e de capacitação, que aconteceu no Centro Educacional e de Pesquisa Aplicada (CEPA) em Maceió-AL. Estiveram presentes os técnicos agrícolas que atuam no sertão, litoral e zona da mata.

O encontro teve como objetivos: a avaliação crítica sobre as áreas acompanhadas; diagnóstico sobre as dificuldades enfrentadas; planejamento e elaboração de metas a serem conquistadas na próxima feira camponesa; organização do plano de trabalho para o segundo semestre baseando-se nos recursos financeiros.



De acordo com a engenheira agrônoma, Adriane Pinto, a reunião tem como principal missão: capacitar os profissionais e garantir um acompanhamento ainda melhor junto às famílias camponesas. “O encontro serve para a gente avaliar o trabalho que vem sendo realizado em cada área, e também, para nos auto-avaliarmos. Além disso, com a troca de experiências, vamos melhorar o nosso relacionamento com os agricultores. Tem muita gente que acha só porque nós somos técnicos e temos o conhecimento, acha que é superior, e não é bem assim. Na verdade, a gente tem que interagir, mostrar que podemos trabalhar juntos”, ressaltou.

A atividade também contribuiu para o intercâmbio cultural e o aprofundamento de informações, entre equipe técnica e educadores que atuam nas escolas itinerantes nos acampamentos e assentamentos. Os temas escolhidos para a formação foram: “Reforma Agrária e o Agronegócio” e “Cooperativismo”, respectivamente expostos pelo historiador Carlos Lima e a engenheira agrônoma Heloísa Amaral, ambos coordenadores da CPT-AL.



Dentre os pontos discutidos e aprovados no encontro, destacaram-se: a ampliação no entrosamento com os camponeses e melhoria na qualidade do trabalho; a importância da agricultura social e o investimento em áreas comunitárias; respeitar as particularidades de cada região e aspectos culturais quanto a uso da lavoura; execução de projetos alternativos (horta, apicultura, criação de animais) que gerem renda para o pequeno agricultor; e a ampliação de encontros de capacitação e a participação em palestras e seminários que abordem a temática.

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