quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CPT prestigia feira agrária em Maceió

Autoridades e companheiros de luta fizeram seus pronunciamentos na abertura do evento



Texto e fotos: Helciane Angélica – Jornalista/CPT


Teve início nesta quarta-feira (09.09), a 10ª Feira Agrária promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que se estenderá até o dia 13 de setembro, na Praça Afrânio Jorge (Praça da Faculdade) em Maceió-AL. No local, estão sendo comercializados: alimentos livres de agrotóxicos, animais, produtos artesanais, fotografias com cenas marcantes do MST e publicações sobre assuntos diversos.

A solenidade de abertura aconteceu à noite e contou com a presença de Álvaro Machado, Secretário do Gabinete Civil que representou o Governo de Alagoas; Jorge Dantas, Secretário Estadual de Agricultura; Gilberto Coutinho, Superintendente do Incra-AL; Geraldo Magella, Presidente do Instituto de Terras de Alagoas (Iteral); o Deputado Estadual Paulo Fernandes (Paulão); e os companheiros de luta, Isac Jackson, Presidente da CUT-AL; Josival Oliveira, representando o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST-AL) e Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas.

O historiador e coordenador estadual da CPT-AL, Carlos Lima, aproveitou a oportunidade para parabenizar o MST pela organização e reafirmou a importância da reforma agrária para o país. "Alagoas é um estado marcado pela fome e a miséria, e ela tem nome, a monocultura da cana de açúcar. Cerca de 64% das terras agricultáveis são dos usineiros, enquanto isso, 56% da população alagoana passa fome, porque o direito à terra é vedado. É uma feira como essa que nós dialogamos com a sociedade e que nos impomos, mostramos o nosso trabalho", disse.

Também informou que a ação dos camponeses é a única forma de resistência. "Quem tá aqui não é um comerciante comum, e sim, homens e mulheres guerreiros. E o que vem sendo feito até agora na luta pela reforma agrária, é fruto de muito suor, força e organização dos camponeses, por isso que a praça está bonita", afirmou Carlos Lima.






Integração entre a cidade e o campo



Participação



Integrantes da CPT-AL também foram convidados para participar da feira agrária, na condição de feirantes. Os trabalhadores rurais Heraldo Antônio da Silva, Maria José da Silva, Maria Rita Rosa dos Santos e Maria José dos Santos que moram no assentamento Dom Helder Câmara, no município de Murici, trouxeram: frutas, tubérculos, mel, goma de massa puba e também estão vendendo tapioca e o tradicional pé de moleque.

A agricultora Maria José dos Santos, conhecida por Dona Zezé, afirmou que sempre participa da Feira Camponesa que é organizada duas vezes ao ano pela CPT, e essa é a primeira vez que está comercializando seus produtos na Feira Agrária. "Acho importante vir para essas feiras, porque esses alimentos ia [iam] terminar se perdendo na terra. Também porque a gente não usa nenhum veneno, é tudo de boa qualidade", ressaltou.


Confira os valores dos produtos oferecidos por eles:

  • Laranja: 20 unidades por R$1,00
  • Macaxeira: 1kg por R$0,50
  • Abóbora: 1kg por R$1,00
  • Batata-doce: 1kg por R$0,50
  • Pé de moleque / Tapioca: R$1,00 a unidade
  • Goma de massa: 1kg por R$2,50
  • Mel: garrafa por R$ 7,00
  • Pote com doce caseiro: R$1,00

Integrantes da Coordenação da CPT também estiveram na abertura

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