segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ENTREVISTA: Prof. Carlos Walter Porto-Gonçalves

"A luta pela Reforma Agrária no Brasil acaba sendo uma luta anti-capitalista, uma luta que confronta o capital"



“Quando a terra esta concentrada, o poder está concentrado. O Brasil não é um país pobre, é injusto, conseqüência dessa estrutura de poder”. De acordo com o Professor Doutor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carlos Walter Porto-Gonçalves, a realização da Reforma Agrária é fundamental para garantia da democracia no Brasil.

Para o Professor, no Brasil, a luta pela Reforma Agrária assume características essencialmente anti-capitalistas, diferente de muitos países que já realizaram a reforma agrária e destaca que a estrutura concentrada do poder e de terra no país tem suas origens na própria formação do Estado Brasileiro. “O Brasil conforma uma sociedade onde a estrutura de poder das oligarquias está extremamente ligada à estrutura de poder do estado. E, desde o início, a estrutura montada para a acumulação do capital está diretamente ligada a terra.”

Sobre o debate da Reforma Agrária na atualidade, o Professor Carlos Walter destaca a questão da territorialidade como um importante elemento para os movimentos sociais de luta pela terra. “Quando falamos que queremos ser reconhecidos pela nossa territorialidade, não queremos só a terra, queremos um sentido determinado de estar na terra, queremos o respeito ao nosso modo específico de estar na terra”.

Em entrevista à Comissão Pastoral da Terra (CPT NE2), o Professor fala sobre a formação do Estado brasileiro, a importância do debate da territorialidade na luta pela terra, dos desafios e de novas perspectivas para o avanço da luta pela Reforma Agrária no país.

Confira, a seguir, a entrevista-documento:


CPT NE 2- Muitos países já realizaram a Reforma Agrária, seja pela Via Cepalina, seja pela revolucionária ou capitalista. Historicamente, no Brasil, a Reforma Agrária não aconteceu por nenhuma das vias. Quais são os elementos que impedem o avanço da pauta e a realização da Reforma Agrária no país?
Carlos Walter - A formação do Brasil é caracterizada por uma estrutura muito própria. A concentração fundiária é associada com a própria forma como o estado se organizou no país. O estado Português, então dono do território brasileiro, concedia Sesmarias aos filhos do Rei. Desde o início temos um processo cruel de formação da sociedade brasileira, e que vai ter a sua expressão na própria formação do território brasileiro, que é essa mancomunação entre as oligarquias e as próprias estruturas do poder. O estado português fazia a concessão da terra e investia nos sesmeiros, na prerrogativa de que ele [o sesmeiro], afirmando produtivamente sua sesmaria, afirmava também o controle social da metrópole portuguesa sobre o território. Assim, havia um objetivo político – o controle territorial – comandando a concessão das sesmarias. O sucesso econômico da sesmaria cumpria, assim, um objetivo político de controle territorial. O sesmeiro latifundiário era, desde o início um herói da conquista e, para isso, matar e desmatar foram seus instrumentos de controle territorial contra os índios e depois contra todos que não fossem fidalgos (palavra que deriva de “filhos d´alguém”). De modo que gerou essa oligarquia truculenta, violenta, que até hoje vem comandando o nosso país. O Brasil conforma uma sociedade onde a estrutura de poder das oligarquias está extremamente ligada à estrutura de poder do estado. E, desde o início, a estrutura montada para a acumulação do capital está diretamente ligada à terra. À época colonial, o Brasil já exportava a principal manufatura que circulava no mercado mundial: o açúcar. Ao contrário do que nos ensinaram nas escolas, o Brasil (assim como Cuba e Haiti) não exportava matérias primas e, sim, o açúcar, que era um produto manufaturado nos engenhos. Nossas oligarquias sempre foram modernas. A ideologia da modernização no Brasil “bem vale uma missa”, parodio Marx. Por tudo isso, a luta pela Reforma Agrária no Brasil acaba sendo uma luta anti-capitalista, uma luta que confronta o capital. Por isso tanta dificuldade de fazer a Reforma Agrária no Brasil.

É possível verificar essa violência histórica analisando os dados que a CPT colige todo ano. Por exemplo, no primeiro ano do governo Lula, em 2003, os índices de violência no campo aumentaram enormemente no Brasil. Os índices são comparáveis ao período da constituinte no final dos anos oitenta, quando a União Democrática Ruralista (UDR) atingiu seu auge. Naquele ano foram 73 assassinatos no país. Só no Pará foram 33. As elites partiram para a ofensiva, para a violência – seja pela milícia privada, seja pelo poder judiciário - temendo que Lula fizesse a Reforma Agrária. A violência naquele ano foi fruto da reação das oligarquias diante de um contexto que ela achava que seria favorável à Reforma Agrária. No período de debate da Constituinte, as elites partiram para violência no país inteiro porque achavam que se mexeria na estrutura da terra. Ou seja, nos anos em que a sociedade brasileira ousou ser mais democrática, foram os anos de maior violência no campo. Como Lula aderiu ao projeto agrário-financeiro das Oligarquias, a violência diminuiu nos anos seguintes. Ou seja, quem provoca a violência no Brasil não são os camponeses, não são os trabalhadores, é sempre uma violência protagonizada pelas oligarquias. Hoje, em pleno 2009, vivenciamos a mesma truculência de 500 anos atrás. Essa estrutura de poder profundamente desigual tem como base a concentração da propriedade da terra.


CPT NE 2– Como você avalia hoje a atuação do governo diante da Reforma Agrária?

Carlos Walter – Conversando com as pessoas que compõem o próprio Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Incra, elas dizem abertamente que o governo abandonou completamente a Reforma Agrária, e que está vivendo de apagar incêndio. Não precisa nem ser uma análise de alguém crítico ao governo. No Brasil, onde há mais demanda de terras é no Sudeste e Nordeste, entretanto, a maior parte dos assentamentos está na Amazônia. Há um descolamento entre a área onde há demanda de terra e onde o governo distribui a terra. Não há uma política de Reforma Agrária, no máximo, há uma política de colonização, o que acaba sendo o contrário da Reforma Agrária. E o Lula recebeu uma votação significativa, inclusive, pela sua trajetória política em defesa da Reforma Agrária. O Lula, até se eleger, jamais fez qualquer elogio ao agronegócio, ele jamais poderá alegar que já tinha simpatia pelo agronegócio antes de ser presidente. Ele acaba aderindo ao projeto das elites, das oligarquias, à lógica do agronegócio, e negando tudo o que ele disse ao longo de sua vida, ao contrário de FHC que fez no governo o que escreveu em seus livros (afinal, uma divergência importante de FHC com relação ao seu Mestre Florestan Fernandes é que em vez de romper com a dependência por meio da revolução democrático-socialista, como propunha Florestan, ele achava que deveria se aderir ao imperialismo como sócio subordinado. E foi isso que ele fez no seu governo).

Muitos dizem que a Reforma Agrária já não é mais necessária, que deveria ser feita nos anos 50, 60 quando o país estava se desenvolvendo. Muitos pensam que a Reforma Agrária está relacionada unicamente a questão econômica. A Reforma Agrária tem que ser vista, não como uma questão econômica, e sim como uma questão de democracia. Significa dizer que quando a terra está concentrada, o poder está concentrado. É claro que em um país que faz a distribuição de terras, a potencialidade e possibilidade da riqueza econômica também estará democratizada, mais isso seria uma conseqüência. O objetivo maior da Reforma Agrária é mexer na estrutura concentrada do poder. O Brasil não é um país pobre, é injusto, conseqüência dessa estrutura de poder. No Brasil, a Wolksvagem é proprietária de terra, assim como o Bradesco, o Itaú, o Daniel Dantas etc. E o que acontece nesses casos é que a terra fica improdutiva e serve apenas como moeda de troca pra receber financiamento (reserva de valor). Não sabemos se a Sadia ou a Perdigão são grupos agrários. Declarações do próprio presidente da Sadia afirmam que 80% dos lucros da empresas vêm do mercado financeiro, mas elas recebem financiamento do BNDES destinado à agricultura e com respaldo da sociedade. Para elas, o agro é só mais um negócio. É claro que se informarmos a sociedade brasileira que a Sadia, ou a Aracruz ou a Votorantin pedem dinheiro ao BNDES para simplesmente ganhar mais dinheiro no mercado financeiro elas não teriam o apoio que apregoam que o agronegócio tem. Mas elas dizem que é para produzir alimentos e aí saem abençoadas. Como se vê o agro é só um negócio!

CPT NE 2- Entre as experiências de Reforma Agrária, quais vêm se destacando e que poderiam ser um referencial pro Brasil?

Carlos Walter - Temos várias experiências de Reforma Agrária em curso no mundo. Cuba é um exemplo. O país hoje passa por uma Reforma Agrária dentro da Reforma Agrária. Lá, mesmo com realização da Reforma Agrária depois da Revolução, o monocultivo da cana continuou forte, pois a princípio não foi pensado um modelo de agricultura camponesa, de diversificação produtiva, de soberania alimentar e sustentabilidade. Agora, depois da queda da União Soviética, os cubanos estão vendo o valor da soberania alimentar e de encontrar um modelo agrícola e agrário em outras bases sociais e tecnológicas. Esse processo está sendo muito interessante. Também tem experiências importantes em curso na Bolívia, com um componente interessante que é o reconhecimento dos territórios indígenas. Na Bolívia, 62% da população falam línguas indígenas - Quéchua, o Aimara e o Guarani. Estamos falando da maioria da população. Nesse país, em 1952, houve uma Reforma Agrária em que a esquerda dividiu os territórios comunitários indígenas em parcelas camponesas, porque achava que os índios representavam o atraso. Esse processo atual com Evo Morales à frente é uma Reforma Agrária que reconhece a territorialidade indígena e não tenta fatiá-la em propriedades camponesas. Essas questões obrigam a esquerda a repensar sua própria forma de pensar o mundo, muitas vezes marcadas por uma visão também colonial.

Mas uma coisa é importante ser dita: não existem modelos de Reforma Agrária passíveis de ser transferido, copiado para qualquer outro país. Os países têm suas especificidades. O Brasil, por exemplo, tem uma diversidade ecossistêmica muito grande. Não poderíamos pensar em um modelo único de Reforma Agrária sequer para todo o nosso país. Além do Brasil ter uma enorme diversidade biológica, temos também uma enorme diversidade de povos e de formações camponesas muito singulares (fundo de pasto, faxinais, o complexo seringueiro, os retireiros do Araguaia, as quebradeiras de coco de babaçu, etc...). No Brasil se fala mais de 180 línguas indígenas, isso implica uma diversidade cultural enorme, isso implica populações que embora sejam pequenas, ocupam territórios que são relevantes. Essas populações são patrimônios culturais da humanidade, tem o direito a viver da maneira que querem viver e de decidir o que de nossa cultura querem e não querem. A Reforma Agrária está sempre associada a um projeto nacional que tanto pode ser um projeto que quer negar tudo isso em nome do progresso (como é o caso do agronegócio), como pode (e deve) ser um projeto que toma em conta toda essa diversidade social, cultural, política que o país possui. Chico Mendes, por exemplo, deu visibilidade a luta dos seringueiros e tinha essa compreensão. Ele propôs a Reserva Extrativista, que segundo ele era a reforma agrária tal como vista pelos seringueiros, que tem por trás e no fundo um projeto de nação, pois ele entendeu que para defender a Amazônia, tinha que preservar os seringueiros e os demais povos. Não há defesa da floresta sem os povos da floresta, como ele dizia. Aliás, Chico Mendes propôs no Congresso dos Trabalhadores Rurais realizado em Brasília, em 1984, que a reforma agrária deveria respeitar os contextos sociais e culturais, e eu diria, também geográficos, específicos. E essa tese foi aprovada.

CPT NE 2- Como você vê o cenário, o mapa atual da violência no campo no Brasil hoje?

Carlos Walter - Temos nos últimos dois anos um declínio nos conflitos no campo no Brasil. As razões podem ser múltiplas. Uma delas é essa questão dos programas sociais e seu poder apaziguador de conflitos, como é o caso do Bolsa Família, Bolsa Escola etc. Embora não seja só isso, isso é um componente importante que interfere no poder de mobilização da sociedade para lutar. De outro lado, as oligarquias estão satisfeitas com Lula. Elas baixaram o ímpeto de violência que tinham no início do governo, já que Lula aderiu ao projeto do agronegócio. O desenho novo que está aparecendo é o aumento significativo das comunidades tradicionais, entre os envolvidos nos conflitos no campo. Em 2007, 43% dos envolvidos nos conflitos eram comunidades tradicionais e, em 2008, esse número proporção passou a 53%. Isso significa que o capital está avançando e entrando em áreas que são tradicionalmente ocupadas por populações como essas.

Temos que ficar atentos que essas áreas são riquíssimas em biodiversidade. Então quando afirmamos que há o aumento do envolvimento das comunidades tradicionais atingidas pelo ímpeto da expropriação de terra pelo capital e envolvidas nos conflitos de terra, estamos falando também do avanço contra a riqueza de biodiversidade e diversidade cultural do país. Isso indica um elemento muito grave: a expansão do capital para novas áreas se dá muitas vezes por expulsão dessas populações. Por exemplo, a cana-de-açúcar vem se expandindo e entrando nas áreas onde antes havia o gado. Nesse caso, não há troca de um cultivo pelo outro. Nesse caso há troca de uma área de pastagem por uma de cana. Resta uma pergunta, pra onde vai o gado? O gado se expande... Vai pro interior da Bahia, pro Sertão do São Francisco, pra Amazônia. O gado aumenta a tensão nas comunidades tradicionais.

CPT NE 2- Qual a importância política da territorialidade no projeto de Reforma Agrária defendido pelos movimentos sociais?
Carlos Walter - A partir dos anos 70, passamos a ter um componente novo no debate político da questão agrária no mundo, onde o movimento indígena começa a colocar explicitamente no debate algo que historicamente sempre o caracterizou, a questão territorial. O debate territorial muda a qualidade do debate da Reforma Agrária, porque significa introduzir um componente de novo tipo na discussão, o da cultura. Quando falamos que queremos ser reconhecidos pela nossa territorialidade, não queremos só a terra, queremos um sentido determinado de estar na terra, queremos o respeito ao nosso modo específico de estar na terra. Estamos reivindicando a territorialidade distinta, exigindo o reconhecimento das diferenças. Isso acaba denunciando o caráter colonial com sua proposta de progresso levando à homogeneização inclusive da leitura do país. O país não era e não é homogêneo. As populações começam a reivindicar as reservas extrativistas, os fundos de pastos, não é mais uma questão só indígena e quilombola. O Brasil é repleto de diferentes “campesinidades”, que se criam a partir das condições diversas do ambiente, onde as comunidades vão criativamente se amoldando ao que os ambientes oferecem. Essas comunidades não são determinadas pelo ambiente, mas elas sempre partem do potencial produtivo da natureza. É uma cultura com a natureza e não contra a natureza. Isso é o novo bebendo na melhor de nossa tradição cultural. Nem tudo que é velho é bom, mas nem tudo que é novo também o é. É preciso abandonar qualquer fundamentalismo seja da tradição, seja do novo.



“Sem terra não se planta

Sem planta não se vive

Plante a Reforma Agrária”

Homenagem de Carlos Walter Porto Gonçalves à Chico Mendes



(*) - Carlos Walter Porto-Gonçalves é Doutor em Geografia, Professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e colaborador de diversos movimentos sociais, entre eles, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

-Entrevista realizada por Helciane Angélica e Renata Albuquerque - Do setor de comunicação da CPT NE 2

5 comentários:

Angelo Vecchione disse...

Stefania Caterina nació en Génova, 19 de enero 1959 por de familia católica.
En 1994 decidió dejarlo todo para dedicarse totalmente a Dios y su obra, ofreciendo los dones recibidos de Él.

Usted puede escribir directamente a
stefania.c@versolanuovacreazione.it
redazione@versolanuovacreazione.it
http://www.versolanuovacreazione.it
Una introducción obligada
http://paraanovacriacao.wordpress.com/
Mandar-vos-ei o Defensor, o Espírito da Verda
12 novembro 2011
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Caros leitores, aproximamo-nos do fim do ano 2011 e do início do 2012. Jesus, nesta mensagem, conclui um ciclo e abre um novo.
Que ciclo conclui? Até aqui, guiou-nos pela mão e indicou o modo de caminhar atrás d’Ele. O tempo da preparação, da Sua parte, está terminado. Pela enésima vez, nos convida a oferecermos a Ele a nossa vida através do Coração Imaculado de Maria, e convida-nos a fazê-lo em breve, já, imediatamente, para não sermos separados d’Ele e permanecermos sós, incapazes de enfrentar os acontecimentos que nos esperam no próximo ano.
Que cenário abre Jesus para o próximo ano 2012? Revela-nos que o Pai decidiu dar início à Sua intervenção a favor do Universo inteiro, a fim de que todos se tornem criaturas novas. Quem estiver aberto a Ele será transformado, quem o recusa será posto de parte. Lucifer, que é a fonte da corrupção, e quantos o escolheram, estão destinados a serem separados dos filhos de Deus.
«O Pai intervirá através de Mim, porque o Pai age sempre por meio do Filho, no poder do Espírito Santo», disse Jesus na Mensagem. Por quê por meio do Filho e não por meio de outros? Porque «por meio d’Ele Deus criou todas as coisas. Sem Ele não criou nada» (Jo 1,3). Quem crê n’Ele e O escolhe, recebe a graça de se tornar filho de Deus. No Filho, misticamente unido a Ele, tornamo-nos filhos (Jo 1,12), e entramos definitivamente na plenitude da vida de Deus.
O próximo ano, como lemos na Mensagem, ocorrerá um «duro confronto entre Lucifer e Eu» afirma Jesus. Com Jesus estará o povo da Terra e todos os que no Universo se unirem a Deus. Da Terra deverá partir uma centelha capaz de inflamar todo o Universo. «No ano que vos espera, agirei profunda e silenciosamente no espírito de cada homem de boa vontade, e atrai-lo-ei a Mim, formarei assim uma Igreja finalmente integra e forte, que não conhecerá compromissos com o mal» disse Jesus.
Assim como o Espírito Santo foi enviado sobre a Santíssima Virgem Maria e sobre os Apóstolos, no início da Igreja, assim será dado, neste tempo, a quantos aderirem à obra de Cristo. Será uma poderosa acção do Espírito Santo nos homens e entre os homens, para purificar tudo até ao fundo, separar o bem do mal e afastar este dos filhos de Deus, para sempre.
Quem aderir a Cristo será guiado, protegido e sustentado pelo Espírito Santo. Só é possível aderir a Cristo para entrar na vida de Deus, pelo Espírito Santo que perscruta na profundidade do homem e de todos os seres vivos. O homem terá a possibilidade de discernir o bem do mal, de escolher o bem e recusar o mal. Viverá, em todo o seu ser e agir, segundo as leis do puro Espírito, sem levar em si nem a mais pequena sombra de falsidade.
Jesus prometeu que o Espírito Santo irá falar-nos e guiar-nos, de modo particular, também através deste site. Por isso, peço para rezarem por mim, a fim de que eu seja um instrumento dócil e pronto a transmitir fielmente aquilo que receber.
Desejo-vos que possais escolher Jesus Cristo no Espírito Santo, e acompanho-vos com a minha oferta, e com a de todos os que se oferecem a Deus neste tempo. Abençoo-vos em Cristo.
http://paraanovacriacao.wordpress.com/

Angelo Vecchione disse...

Mensagem de Jesus de 23 de Setembro de 2011
«Caríssimos filhos, estamos unidos a terminar um ano que percorremos juntos. Tomei-vos pela mão como a criancinhas, neste ano, para vos ensinar que Deus é Amor e Verdade, e cuidou de cada um de vós. Muitas vezes vos pedi para Me darem a vossa vida, através do Coração Imaculado da Minha Mãe, a fim de que possa transformar-vos em criaturas novas, e introduzir-vos assim no Reino de Deus, a Nova Criação que vos espera. Expliquei-vos que é melhor viver segundo as Leis de Deus, que são fruto do Seu Amor, do que seguirdes o vosso egoísmo. Expliquei-vos muitas coisas, sobre as quais vos convido a reflectir e ainda muito mais vos será dito.
O próximo ano, será cheio de acontecimentos importantes para a vossa humanidade e para todo o Universo. Será o ano da decisão, para cada um e para todos. O Pai espera um salto de qualidade dos Seus filhos, uma seriedade e uma maturidade em todos os que crêem n’Ele, e Me acolham como Filho de Deus e Salvador. As coisas que vos disse a propósito do futuro do Meu povo, começarão a realizar-se no Espírito dos que estão prontos a deixar o que é velho e a revestirem-se da novidade de Deus.
A minha acção intensificar-se-á a todos os níveis, e tocará o Universo inteiro. Nada poderá permanecer indiferente na Minha frente. Os homens e toda a criação deverão reconhecer-Me e acolher-Me como Filho de Deus, o Único através do qual é possível salvar-se. Salvar-se de quem e de que coisa? De Lúcifer, que é o verdadeiro antagonista do Bem, aquele que se opõe a Deus com todo o seu ser.
Também Lúcifer será constrangido a revelar-se diante dos Filhos de Deus, porque até hoje se tem camuflado e infiltrado em todo o lado, até na Minha Igreja, mostrando-se com as vestes mais diversas. Assim, capturou na sua rede homens ambiciosos e de pouca fé, tem semeado o desencorajamento e a desilusão nos bons, naqueles que se esforçam para viver honestamente e segundo as Leis de Deus. Sobre a Terra, de modo particular, Lucifer tem reinado tranquilamente em muitos corações e esmagado a vossa humanidade. Seduziu-vos a tal ponto que muitos de vós não sabem distinguir o bem do mal e trocam a verdade pela mentira e a mentira pela verdade. Tem-vos alimentado de falsidades e de medo, que são os sinais inconfundíveis da sua presença e da sua obra.
Lúcifer tem-vos tido nas mãos, por meio dos seus perversos adoradores, que são o vértice do poder sobre a Terra; estas pessoas são verdadeiros filhos das trevas, sanguinários e enganadores. Ofereceram a Lucifer a sua vida, selando com ele um pacto de sangue, e procuraram instaurar na Terra o reino das trevas, que se opõe ao Reino de Deus, a que eles chamam a nova ordem mundial. Como nasceu na Terra a Minha Igreja, a primeira célula do reino de Deus, assim, sobre a Terra, nasceu também a igreja de Lúcifer, a igreja negra, o seu povo tenebroso, que é a primeira célula do seu reino. Desde o início da vossa história, Lúcifer escolheu um número restrito de pessoas que se consagraram a ele, para governar a Terra. Hoje, acontece o mesmo, porque a consagração a Lúcifer está bem presente na vossa humanidade, desde sempre. Em tempos, um punhado de homens escravizou a vossa humanidade, para além do que podieis ver e compreender. Os vossos sistemas políticos, económicos, sociais, etc, giram à volta de poucas pessoas, que se servem deles a seu prazer.
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Angelo Vecchione disse...

Assim, enquanto pensais viver em países livres e democráticos, viveis, na realidade, numa espécie de gaiola invisível: sobre a Terra, nenhum poder pode dominar aquela casta que pertence a Lúcifer. Muito acima dos que vos governam e que os vedes, estão outros que não vedes e tecem as suas obscuras tramas. Fazem-se passar por iluminados, porque se mantêm plenos de luz, enquanto adoradores de Lucifer, que foi anjo de luz, antes de trair miseravelmente a Deus. Sois governados por estas personagens que vivem e agem na sombra, camuflados como o pai deles, prontos, como serpentes, para morder cada um que se aproxima e experimenta meter a mão no seu buraco.
Estas pessoas estão no vértice também da igreja de Lúcifer, fazem parte do seu povo. Além dos «iluminados», pertencem à igreja luciferina todos os que, voluntariamente e em plena consciência, recusam Deus Trino e Uno e blasfemam o Seu Nome, reconhecendo Lúcifer como o único deus. Como recompensa, obtêm favores e privilégios e são colocados à cabeça de pessoas e bens. Assim trabalha Lúcifer: promete todos os reinos do mundo, como prometeu a Mim, aproveitando-se das ambições e da avidez de quem se consagra a ele. Dinheiro, sexo, riqueza e poder, estão nas suas mãos e ele concede-os a quem quer.
Deus não vos promete nada disto, porque o Reino de Deus não é feito de coisas terrenas: de dinheiro, de alimentos ou de prazeres, mas de riquezas do Espírito. Deus não vos promete os bens materiais, mas o Verdadeiro Bem, que é a Sua Vida, e nela está tudo o que serve para viver mais que dignamente.
Quem está no Meu Espírito, deseja as riquezas do Espírito. Quem está com Lúcifer, deseja os reinos do mundo e, para obtê-lo, não hesita a vender-se a si mesmo e a destruir tudo o que obsta aos seus projectos. Quantos agem de tal modo são elevados: Quanto mais corruptos, mais são aclamados pelas massas. Quantas mais riquezas possuem, mais são considerados dignos e com mérito, porque aos vossos olhos é mais importante aquilo que se tem e não aquilo que se é. Os pequenos, os pobres, os honestos, os fracos são considerados nada, obstáculos a eliminar. Os homens da Terra, na maior parte surdos à voz de Deus, deixam-se prontamente fascinar pelas vozes enganadoras de escuras sereias, por detrás das quais está Lúcifer que se ri da vossa ingenuidade.
O Meu Pai tem tolerado, até hoje, a situação da vossa humanidade. Os sacrifícios de tantos pequenos, indefesos e esmagados pelo mal, desviaram a Sua Ira da Terra. Deus nunca desejou estes sacrifícios, como pensam os tolos! Tolerou-os, por respeito pela vossa liberdade, mas transformou-os num holocausto de salvação. Se a Terra existe ainda, podeis agradecê-lo a estas vitimas inocentes, que vós chamais os últimos, mas que o Pai acolheu como verdadeiros mártires!
Para ajudar-vos, o Pai enviou-Me à Terra e Eu vim, para destruir o reino de Lúcifer e introduzir-vos num reino novo, o Reino de Deus. Para isso fundei a Igreja, para dissuadir esta humanidade do mal e mostrar-lhe o caminho do regresso a Deus. Sabeis bem como fui acolhido sobre a Terra: Crucificaram- Me, pensando dar culto a Deus. Mandei os Meus Apóstolos, os Meus Santos, os Meus Profetas: fizeram deles o que quiseram, muitas vezes fizeram-no em Meu Nome. Enviei a Minha Mãe, pouco A acolheram, muitos blasfemam e blasfemam do Seu Nome Santo. Lúcifer continua a pairar sobre a vossa humanidade, estais impregnados do seu hálito mortal. Viveis na degradação e na corrupção, o nível da vossa civilização é o mais baixo do Universo. Isto o deveis aos filhos de Lúcifer que vos governam e inquinam a vossa consciência, na indiferença geral. Podem fazê-lo, porque estais longe de Deus e ninguém pode defender-vos, porque também os cristãos são fracos, ocupados mais nas coisas do mundo do que nas coisas de Deus.
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Angelo Vecchione disse...

A Minha Igreja, apesar da santidade de muitosfiéis, é fraca na Fé, e inquinada no seu interior com muita impureza; além disso, muitos cristãos não acreditam na existência do demónio. Assim, a Minha Igreja não consegue enfrentar adequadamente a igreja de Lúcifer. De facto, os sistemas perversos que vos oprimem podem ser derrotados só com a Fé em Mim. Só o Meu Nome pode salvar-vos, porque Lúcifer não pode nada contra Mim.
Que acontece sobre a Terra? Os homens não pensam em Deus, mas em si mesmos: mais do que viver, estão empenhados em sobreviver. Pensam conhecer todas as coisas, mas são mantidos na ignorância de tudo, empobrecidos espiritual e materialmente, com fome ou demasiado cheios, divididos por guerras lacerantes, até entre religiões. Seguem modelos efémeros e estilos de vida nocivos. Danificam o Planeta, desfrutando a avidez de ganhar. Estão apavorados com os perigos e ameaças de todos os tipos, verdadeiros ou presumidos, que os iluminados são hábeis a embandeirar, para constranger as massas a comportarem-se como eles querem. Esta é a situação actual que visa a vossa humanidade, que não vê nem percebe. Não podeis, porque vos falta a consciência de Deus, da qual deriva todo o verdadeiro conhecimento e que revela os segredos das trevas.
Agora pergunto-vos: pode por ventura Deus, que é Pai, permitir ainda mais tudo isto, enquanto os Seus filhos gemem e invocam a Sua ajuda? Não pode certamente. A situação é agora de tal gravidade que necessita de uma intervenção divina e directa, que imprima uma volta definitiva à vossa história. Isto é válido para todo o Universo. Deus deve reinar como único Senhor, enquanto lucifer deve ocupar o lugar que merece. O Pai intervirá através de Mim, porque o pai age sempre por meio do Filho, no poder do Espírito Santo.
Por isso, vos digo que no próximo ano ocorrerá um duro confronto entre Lúcifer e Eu. De facto, se é verdade que Lucifer odeia Deus, é também verdade que este ódio se exprime ao máximo nos confrontos coMigo. Isto porque, como Filho de Deus, vim à Terra para destruir o seu reino e fundar o Reino de Deus. A luta cósmica entre o bem e o mal atinge o seu cume no confronto directo entre lucifer e Eu. Lucifer pensava ter-me vencido quando me viu na Cruz, mas a sua satisfação traduziu-se numa total falência frente à Minha Ressurreição. O sangue que verti e que o inebriava, tornou-se a sua obsessão, por isso, procura o sangue das suas vitimas, para vingar-se de Mim. Atormenta os filhos de Deus como fez com o Filho de Deus mas, na sua cegueira, não compreende que quantos se oferecem a Mim, que estão unidos ao Meu Sacrifício; os seus sofrimentos, físicos e espirituais, imersos no Meu Cálice, aniquilam o seu poder. Lucifer odeia-Me e odeia todos os que Me pertencem, mas não será assim para sempre.
No próximo ano darei o poder a quantos Me amam e me pertencem, para enfrentar o mal e vencê-lo, concederei muitas graças ao Meu povo. Se estais prontos para acolher e unir-vos a Mim, se formará um grande povo que se oporá aos filhos de Lúcifer. Então, da Terra partirá uma centelha que inflamará o Universo inteiro, porque o Meu povo dará o seu testemunho, tal como devia ter sido desde o início e não foi. Cada homem no Universo saberá aquilo que o Pai fez através de Mim, reconhecerá a grandeza e o Amor do Seu Criador. E quando o anúncio da salvação estiver junto de todos os povos do Universo, então voltarei a oferecer ao Meu Pai a humanidade redimida pelo Meu sangue. Lucifer e os seus serão separados para sempre dos filhos de Deus.
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Angelo Vecchione disse...

Como ocorrerá isto e quando? Será um processo gradual, mas não lento. Será veloz. Não penseis assistir a fenómenos impressionantes e não espereis guerras das estrelas. No anos que vos esperam, agirei profunda e silenciosamente no Espírito de cada homem de boa vontade e atrai-lo-ei a Mim, formarão assim uma Igreja, finalmente integra e forte, que não conhecerá compromissos com o mal. Os sinais extraordinários virão depois, para confirmar aquilo que havia operado. Depende de vós abreviar os tempos, respondendo com prontidão. Espero esta prontidão de cada um de vós! Cada um é importante neste plano, para recapitular em Mim toda a criação.
Procurai compreender bem que a Terra tem uma importância crucial neste tempo. De facto, foi só aqui que fui morto e ressuscitado; a vossa humanidade foi testemunha de quanto disse e fiz, e os Apóstolos receberam o mandato de baptizar no Meu Nome toda a gente. Por isso, a humanidade da Terra está na primeira linha em levar o anúncio da salvação a quantos, no Universo, ainda não Me conhecem. A humanidade fiel a Deus está pronta para ajudar-vos, para colaborar nesta obra, pondo ao vosso serviço a sua capacidade. Mas vós deveis decidir-vos a oferecer-Me a vossa vida, e a colocar-vos à Minha completa disposição, com lealdade e integridade. É tudo o que vos peço, o resto fará o Meu Poder.
Se fordes muitos a responder ao Meu convite, no próximo ano se formar-se-ão muitos núcleos. Serão instruídos pelo Espírito Santo de modo directo. Tornar-se-ão fermento que fará fermentar a humanidade inteira. Se fordes poucos a responder, então o Meu Pai agirá de outra maneira, porque não pode esperar infinitamente as vossas decisões. Como vos disse, serão outras humanidades no Universo, fieis a Deus e prontas a servi-Lo. Convido-vos, por isso, a manter-vos à disposição dos planos de Deus o mais brevemente possível, aproveitando as graças que o Meu Pai vos concederá no ano que vem.
Caríssimos filhinhos, com esta mensagem concluo, por agora, o Meu longo colóquio convosco. É tempo que o Pai vos envie, em Meu Nome, o Espírito Santo. Aquilo que disse aos Apóstolos, digo agora a todos vós: é bom que vos deixe, porque de outro modo não virá a vós o Espírito de Verdade. Ele vos fará conhecer tudo o que o Meu Coração deseja, vos defenderá do mal, da sedução do inimigo e de toda a mentira, porque é O Defensor. Estará sempre convosco e vos falará para vos instruir e guiar, a fim de que estejais prontos para viver segundo as Leis de Deus e a desenvolver a vossa missão. Aprendei a conhecê-Lo e a amá-Lo, Ele é quase desconhecido pelo meu povo, se bem que é o Guia Omnipotente e Infalível de todas as almas e da Igreja.
Convido-vos ainda uma vez mais a ter fé em Mim e a dar-me a vossa vida, através do Coração Imaculado da Minha Mãe. Sem a vossa sincera doação, não estareis à altura de compreender os eventos deste tempo, nem de participar na Minha obra, Sede, por isso, firmes na Fé, na Esperança e no Amor. Sede fortes, maduros, límpidos e sinceros diante de Deus. Deixai todo o egoísmo, ambições, pretensões. Sobretudo, ponde de parte a vossa astúcia, porque não vos servirá de nada. Vivei com simplicidade e amor a vossa relação com Deus Trino e Uno, e decidi, com humildade, ser Seus filhos fieis. Não procureis fazer tudo sós, porque os tempos são duros e perigosos para quem não está com Deus. Agora mais que nunca, vos digo que quem quiser salvar a própria vida a perderá. Prometo-vos que não vos faltará nada e que estarei sempre convosco, se quiserdes caminhar ao Meu lado. Se vierdes a Mim, sereis saciados pelo Meu Amor.
Ao saudar-vos abençoo cada um de vós, as vossas famílias, tudo o que faz parte da vossa vida, abençoo todos os cristãos da Terra, cada homem de boa vontade, a humanidade inteira e cada criatura do vosso planeta, que me é cara, a pesar das suas infidelidades.
Abençoo-vos em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santohttp://paraanovacriacao.wordpress.com/