domingo, 18 de outubro de 2009

Casa de farinha chama atenção e oferece delícias

Mais de 300 beijus são vendidos por dia e 400 quilos de farinha produzidos


Texto: Diego Barros - Assessor de Comunicação da Seagri
Fotos: Neno Canuto - Secom/AL



Quem teve a oportunidade de passar pela Feira Camponesa montada na Praça da Faculdade, no bairro do Prado, em Maceió, durante esta semana, encontrou algo incomum no ambiente: uma casa de farinha foi instalada durante os cinco dias do evento, que é coordenado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e conta com o apoio do governo do Estado.

A intenção era oferecer produtos feitos na hora e ainda quentinhos à população, além de levar um pouco da realidade do agricultor familiar para a cidade. A ideia deu tão certo que superou a expectativa de Genival de Lima Santos, um dos assentados que estão trabalhando na casa de farinha.

Segundo ele, a meta era vender 500 beijus durante toda a feira, mas estão vendendo 300 por dia ao preço de R$ 1,50 cada. “Nós só trouxemos quatro sacos de mandioca de 60 quilos cada um, mas já tivemos que comprar mais 20 sacos aos vendedores aqui da feira”, conta Genival.

Isso porque, além do beiju, que é bem parecido com a tapioca tradicional, eles vendem a farinha. “Estamos vendendo 400 quilos de farinha por dia”, comemora o assentado.


Genival de Lima Santos se impressiona com a aceitação do público local


Além da divulgação pelos jornais, rádio e televisão, a casa de farinha ficou conhecida pelo boca a boca. É o que revela Eliane Barbosa, moradora do bairro Prado. “Foi minha vizinha que disse que os beijus daqui são gostosos, por isso eu vim aqui comprar”, revelou. Ela também disse que já é cliente da feira da reforma agrária, que é organizada por vários movimentos sociais sempre na mesma praça.

Genival de Lima é morador do assentamento Flor do Bosque, que fica em Messias, e lá ele cultiva, além de mandioca, mamão, melancia, feijão, banana, e cria animais de pequeno porte, como ovelhas e galinhas. Segundo ele, que também vende sua produção na feira livre do município onde mora, a organização da feira em Maceió é uma boa oportunidade de comercialização.


Marivalda Celestino é a responsável pelas delícias apreciadas na feira


Outra assentada que estava trabalhando na casa de farinha era Marinalva Celestino da Conceição. Ela é responsável por preparar o coco e fazer os beijus.

Ao todo, cerca de 220 toneladas de alimentos foram levadas para a feira que está em sua 11ª edição e, pelo sucesso, será estendida até este sábado (17), das 6h às 18h.



Fonte: Agência Alagoas
www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticia.kmf?cod=9037560

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