sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Famílias camponesas comemoram a casa própria e a fartura agrícola

Agrovila no assentamento Irmã Doroth
(fotos: Heloísa Amaral)



Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT
Jornal C
aminho da Roça (maio a agosto)


Após o sucesso da construção das casas que utiliza o processo de auto-gestão nos assentamentos localizados no sertão alagoano, a Comissão Pastoral da Terra estende a iniciativa para o litoral norte. Desta vez, são os trabalhadores rurais que residem no assentamento Irmã Dorothy Stang, distante 30 km do município de Porto de Pedras, que sairão das casas de taipa para as casas de alvenaria.

O financiamento das obras é administrado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), pois são recursos federais, oriundos do crédito de habitação que disponibiliza o material de construção e mão de obra. A primeira etapa ocorreu no período de maio a agosto e contemplou 20 famílias, porque o período chuvoso atrasou a finalização das casas. Mas, a próxima parte está prevista para acontecer em outubro deste ano.

Para cada residência destina-se um orçamento de R$ 10.000 e normalmente é contratada uma construtora que fazem casas de 42m2 (6x7m), porém, a autogestão estimulada pela CPT vem apresentando melhores resultados: casas maiores e com o mesmo recurso. As normas técnicas exigidas são respeitadas, mas com um diferencial, os futuros moradores acompanham todo o processo, auxiliando os pedreiros e com o apoio de alguns amigos para diminuir o tempo de serviço.

Ao todo, serão implantadas cinco agrovilas no assentamento e cada casa tem o tamanho de 6x10m (60m2), toda na cerâmica, e composta por: sala, cozinha, banheiro e dois quartos, além de alpendre e área de serviço. Agora, as famílias camponesas poderão viver com dignidade, conforto e ficarão mais próximas do roçado.



Assentamento Quilombo


Em outro assentamento do litoral norte, o “Quilombo dos Palmares” em São Miguel dos Milagres, os trabalhadores rurais também estão comemorando. Faz três anos que as 30 famílias estão no local e já tem a imissão de posse das terras.

Após muita resistência, a data não podia passar em branco e no dia 08 de agosto, ocorreu um almoço de confraternização e celebração pelas conquistas alcançadas e principalmente pela diversidade da produção agrícola, com: hortaliças, tubérculos e frutas variadas.


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