terça-feira, 23 de março de 2010

Assentados ocupam prefeitura de São Miguel dos Milagres


Desde o ano passado, os agricultores buscam melhorias nas estradas que dão acesso até a cidade. A comercialização dos produtos agrícolas, acesso à saúde e escolas estão prejudicados.

Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL


Trabalhadores rurais que moram nos assentamentos Quilombo dos Palmares e Jubileu 2000, que possuem 71 famílias acompanhadas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL), estão ocupando desde as primeiras horas desta terça-feira (23.03) a Prefeitura de São Miguel dos Milagres. Mais uma vez, eles reivindicam a melhoria das estradas e a manutenção das pontes que dão acesso até a cidade.

O prefeito Adalberto Paiva conhecido por “Draga” não se encontra no local, e os funcionários afirmaram que neste momento ele está no município de Porto de Pedras. Essa não é a primeira vez, que a mobilização ocorre para buscar soluções sobre as dificuldades de acesso no local, somente em 2009 foram duas ocupações, uma no dia 16 de junho e a outra no dia 08 de setembro. Na ocasião o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-AL), Gilberto Coutinho, afirmou que existia um recurso de 410 mil reais para a execução das obras, mas até agora nada foi cumprido.

Atualmente, os assentados afirmam que as estradas estão em péssimo estado e tem dificuldades de ir até aos postos de saúde e escolas. Além disso, os alunos do ensino médio que estudam à noite estão sem transporte público. No período de chuvas, a situação ficará ainda mais delicada, pois as famílias ficam ilhadas e a comercialização dos produtos agrícolas é prejudicada.

De acordo com a assentada Cristiane dos Santos a ocupação é por tempo indeterminado e mais agricultores vão para o local com o objetivo de fortalecer a luta. “Nós ainda não fomos ouvidos, mas vamos esperar o prefeito chegar. Se ele não aparecer, nós viemos preparados para dormir aqui. Desde o ano passado que nós passamos dificuldades e nada é resolvido, não aguentamos mais isso”, declarou. Uma comissão também virá hoje à tarde até Maceió, para reivindicar seus direitos no Incra-AL.

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