sexta-feira, 26 de março de 2010

CPT realiza Jejum da solidariedade no Fórum Agrário


Essa é a 11ª edição, trata-se de um momento de reflexão e de comunhão às pessoas que passam fome no mundo


Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL


A Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) realiza nesta sexta-feira (26.03) o 11° Jejum de Solidariedade às pessoas que passam fome e outras necessidades no mundo. O protesto pacífico acontecerá no Fórum Agrário em Maceió, das 8 às 17h30, e refletirá sobre o tema “A justiça que queremos”.

A manifestação é realizada anualmente, sempre na sexta-feira que antecede a semana da Paixão de Cristo, e conta com a adesão de pessoas de várias partes do mundo, destacando-se os países do Canadá e Itália. Em Alagoas participam os coordenadores da CPT, técnicos agrícolas, religiosos, padres e leigos.

Na programação constam orações, cânticos e a leitura da Bíblia, seguindo como motivação a reflexão crítica de Isaías: “O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e despedaçar qualquer jugo; repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu, e não se fechar à sua própria gente”.

Essa é a primeira vez que a atividade acontece em frente à Vara Agrária, e fará a reflexão sobre a busca dos direitos das famílias camponesas e as consequências do êxodo rural. A ação também já protestou sobre o desvio de recursos públicos, a corrupção e irregularidades na política alagoana em vários espaços públicos como: a Assembleia Legislativa de Alagoas, Tribunal de Justiça e na superintendência estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-AL).


PROGRAMAÇÃO

08h00 – Celebração inicial - O Jejum que queremos (Is. 58,1-12)
10h00 – Quero ver brotar o direito como água (Amós 5,24)
12h00 – Esperávamos o direito, e nada... (Is, 59,11b) – Relato da Fazenda Boa Esperança – Major Isidoro
14h00 – O justo perece e ninguém se incomoda (Is 57) – Relato da situação das favelas (Vila Emater, Favela dos pescadores do Jaraguá, Favela Sururu de Capote)
16h00 – Eu vi e ouvi o clamor do povo (Ex 3,7-10) – Deus está conosco e o compromisso que temos de fazer a justiça acontecer.
17h30 – Celebração final: O Direito é fruto da luta – Relato da Fazenda Lucena/Assentamento Irmã Dorothy Stang (Porto de Pedras)

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