quinta-feira, 20 de maio de 2010

Povos da terra discutem os clamores dos biomas

Carlos Lima apresentando os slides informativos (Foto: João Zinclar)


Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL



Durante toda quarta-feira (19.05) os camponeses, indígenas, quilombolas, ativistas e agentes pastorais de várias partes do Brasil que estão participando do III Congresso Nacional da CPT se concentraram na troca de conhecimentos em quatro tendas espalhadas no interior do Colégio São José Marista em Montes Claros (MG). Foram relatadas as peculiaridades de cada biodiversidade, em cada espaço tiveram as apresentações de seis experiências, três em cada período, em seguida as informações aprofundadas nos debates.

Os delegados alagoanos se dividiram em todos os espaços para conhecer as diferentes realidades e participaram das discussões sobre os biomas amazônico, caatinga, mata atlântica, pampa, cerrado e pantanal. Na tenda mata atântica/pampa, o historiador Carlos Lima, coordenador estadual em Alagoas foi um dos motivadores e desenvolveu a explanação introdutória sobre as características desses dois biomas, abordando quais os sinais de morte e ações que estão sendo desenvolvidas para garantir a resistência e preservação.

Já a engenheira agrônoma Heloisa Amaral que coordena a equipe alagoana formada por técnicos agrícolas, que dão a assistência aos camponeses das áreas acompanhadas, foi uma das participantes da tenda que abordou o bioma caatinga. Uma das experiências compartilhadas que mais lhe chamou atenção e pode ser facilmente adotada no Estado são os quintais produtivos. "Na discussão foi colocada a questão do manejo responsável da vegetação, mas para mim uma das informações mais interessantes foram os quintais produtivos, que são um resgate do que se fazia antes para construir suas próprias coisas, ter aquilo que mais precisa e seus próprios alimentos", afimou.

Nenhum comentário: