terça-feira, 31 de agosto de 2010

CPT discute limite da propriedade da terra com acadêmicos

Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL


Nesta terça-feira (31.08) ocorreu o segundo dia do seminário “O limite da propriedade fundiária e a função social da terra no Brasil” promovido pelo Centro Acadêmico de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) foi a única instituição da sociedade civil convidada para participar da atividade e esteve representada por Carlos Lima, historiador e coordenador estadual, que abordou o tema “A luta pela terra em Alagoas”.

Na ocasião, o coordenador ressaltou que fazer a Reforma Agrária no Brasil é uma luta revolucionária e ainda destacou a importância da CPT, uma pastoral social que se relaciona diretamente com a hierarquia da Igreja Católica, mas também, tem uma postura de movimento quando busca um processo de transformação social e defende os direitos das famílias camponesas.

Quando se faz uma análise sobre a luta pela terra em Alagoas, ela ocorre justamente quando surge a luta dos negros e monocultivo da cana de açúcar, e onde a elite prevalece com o poder. Na minha opinião, tem duas grandes lutas históricas sobre a questão agrária em Alagoas, começando com o Quilombo dos Palmares onde a sociedade quilombola resistiu por cem anos e eles lutavam por liberdade e pelo território. E a outra foi a Cabanagem, também conhecida como a Guerra dos Homens da Mata, com a união de índios, negros e pobres contra uma pequena elite”, declarou Carlos Lima.

A elite nunca aceitou a possibilidade dos pobres e camponeses se desenvolverem, visto que a terra no Brasil e principalmente em Alagoas é sinônimo de poder. As consequências são visíveis até hoje, quando os movimentos sociais continuam reivindicando a efetivação da reforma agrária, mas na verdade, deveria ser uma política de Estado.


Panfletagem

Ontem, das 16h às 18h, o Calçadão do Comércio foi o espaço escolhido para a realização de um ato público de mobilização popular e panfletagem orientando a população sobre a importância do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra. Cerca de 120 pessoas apresentaram seus documentos de identificação e registraram seu voto. Estiveram presentes coordenadores da CPT e do MST, estudantes e sindicalistas. A próxima atividade neste local está programada para acontecer no dia 06 de setembro pela manhã.

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