sexta-feira, 3 de setembro de 2010

IFAL sedia debate sobre o Plebiscito Popular

Cerca de 80 pessoas participaram do debate: estudantes do ensino médio, dos cursos de graduação e alguns professores (foto:Divulgação)



Por: Helciane Angélica – Jornalista/CPT-AL
Com informações do D.A de Gestão Ambiental



Na manhã desta quinta-feira (02.09), aconteceu no Campus de Marechal Deodoro do Instituto Federal de Alagoas um debate sobre o Plebiscito Popular e a importância da reforma agrária promovido pelo Diretório Acadêmico de Gestão Ambiental. Cerca de 80 pessoas participaram da atividade, dentre estudantes do ensino médio, da graduação e alguns professores.

Para garantir o aprofundamento das discussões, foram convidados dois professores mestres. O primeiro a se pronunciar, foi o professor Fabiano Duarte (IFAL) sobre as “Raízes históricas da propriedade privada da terra no Brasil”. Ele fez uma reflexão crítica sobre a origem da propriedade privada da terra no Brasil, desde a chegada dos colonos, a divisão das capitanias hereditárias o que possibilitou a concentração de terra e riqueza persistente até hoje, mazelas geradas pelo Latifúndio e do agronegócio.

Em seguida, o professor Cícero Albuquerque da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) enfatizou o “Plebiscito Popular: Limite da propriedade da terra e o Direito Democrático”, onde citou outros plebiscitos que já aconteceram e serviram de referência. Destacou que o atual Plebiscito irá beneficiar a reforma agrária e a agricultura familiar, além de proporcionar a geração de emprego e renda para os trabalhadores rurais e a qualidade de alimentos que vão para a mesa do povo brasileiro. Também ressaltou que enquanto não for assegurado o mínimo de serviços básicos para a vida de todo povo não haverá democracia.

Segundo José Roberto Galdino, da Coordenação Geral do Diretório Acadêmico Marcos André (DAMA) do curso de Gestão Ambiental, após as palestras, ocorreram vários questionamentos e intervenções do público o que deixou o debate bastante dinâmico e interessante. Para ele, o plebiscito popular é a oportunidade do povo brasileiro analisar a espoliação da terra e de riquezas por uma minúscula parcela da população brasileira e/ou estrangeira em nosso território, além de refletir a esperança da tão sonhada reforma agrária no nosso país.

Esse plebiscito popular vai de encontro com os interesses da classe burguesa, mexe diretamente com os meios de produção, elemento fundamental para sua hegemonia diante das relações sociais atuais. Por isso é necessário esse tipo de organização e posicionamento popular em busca de justiça social e por limites a quem não tem!”, ressaltou o estudante.

O Diretório Acadêmico apóia o plebiscito popular porque acredita que é um instrumento de organização e luta do povo explorado, por condições dignas, contra aqueles que exploram diariamente o próprio homem e o meio ambiente. Também compreendem que não é possível resolver os problemas ambientais sem antes construir ações que solucionem os problemas das questões sociais.

Após o ciclo de debate de ontem, foi aberta uma urna de votação no pátio do IFAL que recolheu o voto de 60 pessoas. Os seis estudantes voluntários permanecerão nesta sexta-feira na mobilização, esclarecendo as dúvidas de estudantes e atraindo mais votantes.

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