domingo, 6 de fevereiro de 2011

Feira da Esperança e da Solidariedade atraiu inúmeros fiéis


A atividade é promovida pela Arquidiocese de Maceió e acontece sempre no primeiro sábado e cada mês




Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL



No sábado (05.02) pela manhã aconteceu mais uma edição da Feira da Esperança e da Solidariedade em frente à Igreja São Gonçalo no bairro do Farol em Maceió. A programação teve início às 5h30 com a caminhada "De bem com a vida" promovida pela Pastoral da Pessoa Idosa, com o tema: “Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã” (Lc 13,33).

Os idosos fizeram o alongamento e uma pequena caminhada ao som de músicas locais, em seguida, prestigiaram a santa missa celebrada pelo Arcebispo Dom Antonio Muniz que destacou Santa Agda – a virgem que representa o testemunho das mulheres, tem o mérito da castidade e a força do martírio – e pediu perdão a Deus pelas inúmeras maldades às pessoas idosas. A igrejinha ficou lotada, moradores das adjacências e fiéis de várias localidades se concentraram nas laterais e no pátio em frente.

Na celebração, também teve a leitura oficial da Carta da Terra da Arquidiocese de Maceió que presta solidariedade às famílias camponesas ameaçadas de despejo, foi lida pelo Padre Rogério Madeiro – Coordenador das Pastorais Sociais. A nota ressalta o documento intitulado “Para uma melhor distribuição de Terras: o desafio da reforma agrária” (janeiro de 1998) no qual se refere a esses bens da seguinte forma: "O direito ao uso dos bens terrenos é um direito natural, primário, de valor universal: não pode ser violado por nenhum outro direito de conteúdo econômico".

Logo depois, aconteceu a Feira da Esperança e da Solidariedade com a comercialização do artesanato da Pastoral das Favelas; frutas e doces da Fazenda Santa Terezinha (Marechal Deodoro); pimenta e macaxeira da Fazenda Esperança; e os alimentos agroecológicos oriundos de áreas da reforma agrária acompanhadas pela Comissão Pastoral da Terra, a exemplo do Acampamento Bota Velha, que existe desde 2002 em Murici, tem 102 famílias camponesas, e a Vara Agrária determinou a reintegração de posse.

As educadoras do campo e a acampada Edileusa Santana comercializaram: banana, jaca, coco verde, macaxeira, cana caiana, abóbora, laranja, manga, feijão de corda, pimentão, mamão, couve, maxixe, coentro, cebolinha, pepino, tomate e farinha. Para o historiador e coordenador da CPT-AL, Carlos Lima, essa iniciativa do Arcebispo de fazer a Feira é louvável. “Aqui é possível fazer a integração entre as pastorais sociais e o diálogo com a sociedade. A feirinha envolve vários organismos da Igreja tem unido a questão social, religiosa e ainda consegue gerar renda para os projetos”, declarou.

Estiveram presentes a Paróquia São Paulo Apóstolo, Paróquia São Judas Tadeu, Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Paróquia Nossa Senhora das Graças, Paróquia Nossa Senhora da Conceição; padres e seminaristas; Irmãs Nazareno; Irmãos Vicentino; Irmãs Santíssimo Sacramento; além da Cáritas, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Familiar, Pastoral da Criança, lideranças da Comissão Pastoral da Terra e Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). A programação foi encerrada com um café regional coletivo.


Confira abaixo as fotos da feira:


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