sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Movimentos camponeses aguardam reunião com Governador e presidente do TJ

União dos movimentos rurais e Pastoral da Terra marcam a semana em Alagoas



Texto: Rafael Soriano - Assessor de Comunicação/MST-AL
Fotos: Helciane Angélica - Assessora de Comunicação/CPT-AL



Os quatro movimentos de trabalhadores do campo que se encontram desde quarta-feira (09/02) mobilizados contra a onda de repressão e violência a acampamentos de todo Estado esperam ser recebidos hoje (11/02) pelo Governador Teotonio Vilella e pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ-AL), desembargador Sebastião Costa Filho.

Agricultores ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT), ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ao Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) ocuparam nesta manhã a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no edifício Walmap (rua do Livramento, Centro de Maceió) e a Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (Seagri).

Os movimentos trazem uma resposta às reintegrações de posse que se iniciaram desde o fim do ano passado e já atingem mais de 1200 famílias. No total, foram 26 áreas despejadas à força pela Polícia Militar à mando da Vara Agrária, muitas delas com truculência: agressões, violações de direitos humanos, destruição de alimentos nas roças e queima de barracas. As reintegrações de posse ocorreram nos municípios de Messias, Murici, Matriz do Camaragibe, Paripueira, Maragogi, Branquinha, Jacuípe e Rio Largo, mesmo aquelas cujo requerente não tenha apresentado qualquer tipo de documentação de posse.

Criminalizar os movimentos que lutam pela terra é não enxergar a Reforma Agrária como impulsionadora de mercados e de uma produção diversificada, particularmente em Alagoas, onde temos um déficit de alternativas na economia”, analisa Débora Nunes.

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