quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Movimentos rurais se unem contra os despejos de acampamentos

Cerca de 2000 trabalhadores rurais ligados à CPT, MST, MLST E MTL ficarão em Maceió por tempo indeterminado



Na tarde desta quarta-feira (09.02), aproximadamente 2000 trabalhadores rurais chegaram à capital alagoana e montaram acampamento na Praça da Faculdade no bairro do Prado, que já é conhecida pela sociedade devido a realização de inúmeras feiras com produtos oriundos de áreas da reforma agrária. A mobilização busca denunciar a violência no campo e o descaso com a luta de vários movimentos rurais, somente no mês de janeiro, 20 acampamentos sofreram reintegração de posse e cerca de 200 famílias camponesas foram despejadas, inclusive, ocorreu a destruição de 100 hectares de alimentos.

A Vara Agrária tem atendido aos interesses de usineiros e grandes empresários do agronegócio, provendo a expulsão do homem do campo e ampliado o rastro de miserabilidade no Estado. O Governo de Alagoas tem utilizado um forte e ostensivo número de policiais militares para promover os despejos das famílias camponesas que estão produzindo e convivendo em comunidade por no mínimo cinco anos. Enquanto isso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que deveria assentar e dar a dignidade aos camponeses tem se omitido e contribuído para o aumento das problemáticas sociais.

Participam da articulação a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), e tem o apoio dos movimentos sindical e estudantil. A ação será por tempo indeterminado e os protestos intensificados.

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