quinta-feira, 28 de abril de 2011

SALVE O RIO SÃO FRANCISCO E SEUS POVOS!



As obras de transposição, as barragens hidrelétricas e as usinas nucleares ameaçam a sobrevivência deles.

De 02 a 05 de maio, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, os povos indígenas do Nordeste participarão do Acampamento Terra Livre, para denunciar os violentos impactos dos grandes projetos desenvolvimentistas nos territórios sagrados


CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA MANIFESTAR A SUA SOLIDARIEDADE E ENCAMINHE ESTE EMAIL PARA SEUS CONTATOS.
ASSINE A PETIÇÃO DA CAMPANHA OPARÁ





O Rio Opará (Rio-mar para os povos indígenas), conhecido como rio São Francisco, é a fonte de vida mais importante do semiárido do Nordeste brasileiro. Ele hospeda nas suas margens povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores tradicionais que dependem dele para viver.

A exploração desmedida dos seus recursos naturais com a construção das 7 barragens hidrelétricas, junto com os grandes empreendimentos de agronegócio, já diminuíram 70% da vegetação e dos peixes nativos, destruíram o ciclo da vazante que regulava as atividades produtivas das populações.

O projeto de transposição do curso do rio, capitaneado pelo governo brasileiro, é mais uma ameaça a vida do rio e dos povos tradicionais que desde sempre o respeitam e defendem. As águas transpostas serão privatizadas e destinadas ao agronegócio e indústrias, enquanto só o 4% será destinado a população do semiárido.

Nós, 33 povos indígenas impactados, denunciamos todas as formas de agressão ao rio São Francisco e de violação de nossos territórios sagrados, além da transposição repudiamos a construção de mais barragens hidrelétricas, das usinas nucleares e outras grandes obras do PAC.


CONTAMOS COM SEU APOIO!

Assine nossa petição para o Supremo Tribunal Federal, para que seja respeitado nosso direito constitucional ao território tradicional e para que sejamos consultados no que atinge nossas formas de vida.


Fonte: http://www.apoinme.org.br

domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa!

sábado, 23 de abril de 2011

CARTÃO DE PÁSCOA

domingo, 17 de abril de 2011

CONVITE: Lançamento do Caderno de Conflitos 2010

sábado, 16 de abril de 2011

Bastidores: 12º Jejum da Solidariedade

Fotos tiradas por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL

Durante toda esta sexta-feira (15.04) ocorreu em frente do Fórum Agrário - Rua Alcino Salgado, Centro, ao lado do Riacho Salgadinho em Maceió, o 12º Jejum da Solidariedade às pessoas que passam fome e outras necessidades no mundo. Estiveram presentes coordenadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL), religiosos, técnicos agrícolas e integrantes das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Foi um dia de louvor, orações e leitura da Bíblia, além da reflexão sobre o tema "A vida e o planeta necessitam de cuidado".




















quinta-feira, 14 de abril de 2011

12º Jejum da solidariedade acontece no Fórum Agrário

A atividade é uma promoção da CPT e busca ser um momento de reflexão e de comunhão às pessoas que passam fome no mundo


Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL




A Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) realiza nesta sexta-feira (15.04) o 12° Jejum de Solidariedade às pessoas que passam fome e outras necessidades no mundo. O protesto pacífico acontecerá na sede do Fórum Agrário em Maceió, das 8 às 17h30, e refletirá sobre o tema “A vida e o planeta necessitam de cuidado”.

A manifestação é realizada desde 1999, sempre na sexta-feira que antecede a semana da Paixão de Cristo, e conta com a participação dos coordenadores da CPT, técnicos agrícolas, religiosos, padres e leigos. Na programação constam orações, cânticos e a leitura da Bíblia, a exemplo da “A perseverança através da fé” (1Sm 21,1-14), “A perseverança em ação” (Lucas 18, 1-8) e “O milagre da partilha” (João 6, 1-13).

Pela segunda vez, a ação acontecerá na sede do Fórum Agrário, busca chamar a atenção da sociedade sobre os direitos dos trabalhadores rurais, as consequências do êxodo rural e as dificuldades que as famílias sem terra encontram para continuar plantando alimentos. Também denuncia o sofrimento das famílias camponesas que moram há vários anos em acampamentos e estão sendo ameaçadas de despejo, a exemplo, do Acampamento Bota Velha em Murici com 102 famílias vivem em comunidade: escola, casas de taipa, tem energia elétrica, construíram casa de farinha e capelas, além de ter uma produção agrícola diversificada e criação de animais.

Essa atividade também já protestou sobre o desvio de recursos públicos, a corrupção e irregularidades na política alagoana em vários espaços públicos como: a Assembleia Legislativa de Alagoas, Tribunal de Justiça e na superintendência estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-AL).

 
CAMINHADA

No sábado, 16 de abril, a Arquidiocese de Maceió promove a grande Caminhada da Campanha da Fraternidade 2011, que tem como tema: “Fraternidade e a vida no planeta – A criação geme em dores de parto (Rm 8,22). A concentração será às 14h em frente ao Porto da Lancha, na Levada, onde terão apresentações religiosas e testemunhos de pescadores. Às 14h30, acontecerá a Romaria das Águas, onde as embarcações oriundas de Coqueiro Seco levarão as imagens dos padroeiros das Paróquias da Área Lagunar até o Porto da Lancha; e os demais participantes seguirão em caminhada com destino à Igreja Virgem dos Pobres, no Dique Estrada, em Maceió.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Carlos Lima participa de debate sobre Ditadura Militar no Brasil

O representante da CPT-AL abordou o tema “As ligas camponesas e a repressão no campo”


Texto e fotos: Helciane Angélica – Jornalista/CPT-AL


Na noite de ontem (12.04), o Movimento Resistência Popular, promoveu um debate no auditório do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para universitários de vários cursos, estudantes secundaristas e representantes da sociedade civil. A atividade teve como tema central “Nossa memória não esquece, isso ainda acontece”, para relembrar a luta ideológica-armada durante a ditadura no Brasil e o direito à verdade, além da abertura dos arquivos da época.

Foram convidados para aprofundar as discussões o cientista político e Prof. Dr. Alberto Saldanha que fez um apanhado histórico sobre o Golpe Militar em 1964 e abordou sobre as pesquisas atuais; o historiador e coordenador da CPT, Carlos Lima, que falou sobre as ligas camponesas e a repressão no campo; e o estudante de Ciências Sociais, Henrique Bezerra, que ressaltou o papel do movimento estudantil.

O professor Alberto Saldanha destacou que o Golpe Militar foi realizado por uma elite pensante, onde afirmava que buscava um país melhor. O Brasil é o único país no mundo que sofreu com a ditadura civil-militar e ainda não tem um arquivo com dados consistentes. Também mencionou que atualmente o crime de tortura é considerado um crime contra a humanidade, e em 2010, foi defendido um projeto de Lei para criar a Comissão da Verdade com o intuito de aprofundar as pesquisas, além de ampliar a investigação sobre pessoas torturadas e desaparecidas. Já Henrique Bezerra, afirmou que a política autoritária resultou na herança do medo presente até os dias atuais, mas também, possibilitou uma expressiva articulação estudantil por liberdade de expressão e justiça social, além da luta armada na década de 60.

Carlos Lima iniciou sua palestra exaltando que a luta dos povos camponeses é histórica, a exemplo da resistência negra no Quilombo dos Palmares. E o Partido Comunista avaliava o campesinato como força auxiliar. As ligas camponesas surgiram no Nordeste brasileiro, principalmente no Estado de Pernambuco, onde existia uma forte mobilização e realização de congressos, que também estabelecia o diálogo entre as pessoas da cidade, estudantes, pescadores e movimentos de operários. Em 1962, foi lançado o jornal “A Liga” que abordava sobre a organização e o futuro, a importância da reforma agrária, além de implantação do socialismo no Brasil a partir do campo, o que gerou atritos com o movimento comunista.

A partir de 1963, inicia a discussão sobre a possibilidade de fundar um partido político dos camponeses, justamente, por ter cerca de 100.000 camponeses organizados e representando uma força significativa. No ano seguinte é criada a Federação das Ligas Camponesas defendendo que as áreas próximas as rodovias acima de 1000 hectares de terra seriam desapropriadas, mas ao mesmo tempo iniciaram as perseguições durante o Golpe Militar. O movimento volta a se rearticular em 1975 com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Goiânia (GO) e depois se espalhou por outros estados, prestando assessoria aos povos camponeses e ribeirinhos, além de defender os direitos á água, terra e cidadania. Em 1984, as ocupações se fortalecem e é criada uma organização formada pelos próprios camponeses: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O debate também fez uma reflexão crítica sobre a atuação dos grandes meios de comunicação e o vínculo com latifundiários e políticos, o que impossibilita a revelação das explorações e os problemas enfrentados no campo a exemplo: do trabalho escravo, expulsão do campo (êxodo rural), envenenamento das águas próximas aos acampamentos e assentamentos da reforma agrária, agressões, dentre outros. “Quem tem terra, tem poder e é respeitado. Acredito que se perguntasse a população se querem que o Estado plante cana ou alimentos, com certeza, a segunda opção venceria”, destacou Carlos Lima.

No encerramento da explanação, foi exibido o documentário “Lucena” sobre a resistência das famílias camponesas na Fazenda Lucena em Porto de Pedras. A ocupação na área improdutiva ocorreu no dia 31 de dezembro de 2002, após quatro anos acampados e mesmo com a autorização do Tribunal de Justiça Federal determinando a permanência, o Governo de Alagoas exigiu a reintegração de posse. O despejo violento contou com um ostensivo número de militares (Polícia Militar, Cavalaria e BOPE), além de bombas e tiros com munições verdadeiras. As famílias foram expulsas, tiveram os barracos queimados, roça destruída, documentos queimados, além de animais mortos. Mas, à noite, as famílias retornaram e reconstruíram os barracos e alguns meses depois conseguiram a imissão de posse, estão até hoje na área que foi transformada no Assentamento Irmã Dorothy Stang.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

ARTIGO: Dilma e o ‘Água para Todos’

Por: Roberto Malvezzi (Gogó) - Agente Pastoral da Comissão Pastoral da Terra


O anúncio da presidenta Dilma, que vai transformar o "Água para Todos” (Bahia) em um programa federal, na linha da superação da miséria, soa como uma chuva no sertão depois de meses de estiagem.

Ainda mais, ela não anunciou uma nova grande obra, tipo Transposição, mas a construção de 800 mil cisternas, além da implementação de novas adutoras. Quem atua no Semiárido, como eu que estou aqui há mais de 30 anos, talvez esteja ouvindo o que gostaria de ouvir, mas que não sonhava mais ouvir essa afirmação em vida.

Essas pequenas obras hídricas, multiplicadas aos milhares, quem sabe um dia aos milhões, já deram prova que são capazes de erradicar o mais pernicioso dos males nordestinos, isto é, a sede humana. O projeto P1MC da ASA já construiu aproximadamente 350 mil cisternas, beneficiando cerca de 1,7 milhões de pessoas.

Já começou também a implementação do Projeto P1+2, isto é, a captação da água de chuva para produção de hortas e dessedentação de pequenos animais, como galinhas, porcos e caprinos. Esse outro programa pode erradicar o segundo mal nordestino, isto é, a fome e a desnutrição, ainda mais se associado a uma reforma agrária adequada à região.

O resultado pode ser visto pelos indicadores. Já não se fala mais em saques, frentes de emergência, diminuiu a mortalidade infantil, a migração nordestina se estabilizou. Claro, ajudam muito as demais políticas como a aposentadoria dos rurais, o acesso à energia, a disseminação das tecnologias como celular e internet, inclusive o Bolsa Família.

Esperamos que as adutoras sejam as propostas no Atlas do Nordeste, agora ampliado e aprofundado para o Atlas Brasil de Águas, fantástica obra da Agência Nacional de Águas (ANA). Elas são a solução para a insegurança hídrica nos meios urbanos de todo o Nordeste.

Se Dilma quiser ser ainda mais consequente, pode assumir a iniciativa do Fórum de Mudanças Climáticas, quando apresentou ao Ministro Gilberto Carvalho a proposta da produção de energia solar a partir das casas dos moradores do Semiárido, convertendo-a automaticamente em energia elétrica, sendo o governo o principal comprador dessa energia. Assim, além de água, seriam produtores também de energia. Uma saída para o Bolsa Família, já que geraria renda, além de produzir energia limpa, sem emissão de CO2 na atmosfera. Essa tecnologia já está disponível, inclusive no Brasil e dispensa a acumulação em baterias. Essa política pública de compra da energia produzida nas casas já existe em países como Alemanha, Itália e Espanha.

Portanto, temos todas as saídas na mão. A presidenta pode valorizar a experiência acumulada pela sociedade civil, que não só constrói obras, mas faz a educação contextualizada para a convivência com o Semiárido. A ASA pode ajudar a multiplicar esses educadores, caso o Estado se interesse.

Enfim, depois de tantas loucuras cometidas em nome da sede humana no Semiárido, quem sabe tenha chegado a vez do bom senso.

Se assim realmente acontecer, a fome e a sede serão páginas viradas dessa triste história.


Fonte: Adital

Programa Eu Quero Ver (07/04/2011)

0' 53'' - Matéria sobre a atividade realizada pelo Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, reunindo políticos a sociedade buscando criar uma emenda constitucional para que a exigência de diploma seja obrigatório para o exercício da profissão do jornalismo;

3' 37'' - Entrevista em estúdio com Valdice Gomes, presidenta do SINDJORNAL que fala sobre a questão da exigência do diploma de jornalista;

11' 47'' - Matéria sobre a feira da esperança e solidariedade realizada pela CPT, MST, MTL e MLST, que levaram produtos com preços acessíveis e sem agrotoxicos. Essa feira mostra para a sociedade a necessidade de se fazer a reforma agrária no estado de Alagoas.





domingo, 10 de abril de 2011

ARTIGO: Eu vou morrer e esta terra não sai

Por: Carlos Lima (*)


Quantas vezes, nas minhas idas ao acampamento Mumbuca, no município de Murici, ouvi os lamentos do acampado Cícero Vicente que entrou na luta para conquistar um pedaço de terra em 1999. Era comum ao me encontrar com o velho Cícero ouvir a seguinte frase: “Eu vou morrer e esta terra não sai”.

Acolhedor, sempre abria a porta do barraco para todos, logo oferecia um café quente e começava contar “causos” e a mostrar a produção, se orgulhava de ter 78 anos e trabalhar na enxada, exibia as mãos calejadas e falava do plantio de macaxeira, milho, batata, cana caiana, verdura, criação de galinhas e de peixes. Forte, descendente de africanos e dono de um par de olhos azuis, seu Cícero além de ser bom de enxada e de luta era um exímio dançarino, sempre elegante nos eventos gostava de usar chapéu e camisas de manga comprida, era uma figura.

Seu Cícero labutava em duas frentes, a primeira de alcançar a liberdade através da conquista da terra e a segunda contra um câncer no intestino. Lutou bravamente e o tempo o derrotou. Na última terça-feira (05.04) o velho Cícero foi sepultado no cemitério São Luiz no Tabuleiro, sem alcançar a terra prometida.

Ver o caixão descendo, veio logo em minha mente o poema “Funeral de um lavrador” (1966), uma composição de João Cabral de Melo Neto e Chico Buarque: “É a parte que te cabe deste latifúndio. Não é cova grande, é cova medida. É a terra que querias ver dividida. É uma cova grande pra teu pouco defunto, mas estarás mais ancho que estavas no mundo”.

A morte do velho Cícero após 12 anos de luta é uma denúncia grave da morosidade do governo em realizar a reforma agrária. A burocracia, a corrupção e a falta de vontade política impediram o sonho dele e de milhares de sem terra que estão acampados em rodovias e fazendas, esperando uma terra mais larga que uma cova.

Tantos companheiros nossos partiram na condição de sem terra, lembro da Lia lá do acampamento São Sebastião, a Josiete na Flor do Bosque, seu Baltazar no Gordo, Simoa também da Mumbuca e Laurizete no acampamento Nossa Senhora Mãe dos Pobres. Deve ter sido uma festa o encontro do seu Cícero com esta gente na morada definitiva.

A terra, Cícero Vicente, não saiu, mas você foi mais um a entrar na terra. Na morada preparada por Deus tem lugar para você e para todos os pobres que sofreram aqui, como afirmou Jesus (Jo 14,1-6). Descansa em paz!


(*) É historiador e coordenador da Comissão Pastoral da Terra.


O artigo foi publicado no jornal Gazeta de Alagoas (08.04.11).

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Educadoras do campo na reta final para a implantação do projeto CESE

Estiveram presentes na Feira da Esperança e da Solidariedade, as professoras Madalena de Oliveira, Edcleide Silva e Lidiane Candido


Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL


Nos dias 1° e 2 de abril, no Mirante ao lado da Igreja São Gonçalo, ocorreu mais uma edição da Feira da Esperança e da Solidariedade em Maceió-AL, uma promoção da Arquidiocese de Maceió. As educadoras do campo participaram da atividade para captar recursos financeiros que contribuirão nas ações sócio-educativas e culturais com crianças de acampamentos da reforma agrária.

Camponeses dos assentamentos Rio Bonito e Santa Maria Madalena, além dos acampamentos Santa Cruz e Bota Velha – áreas da reforma agrária acompanhadas pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas (CPT-AL) – doaram os alimentos que foram comercializados: macaxeira, abóbora, pimenta, mel, banana e melão.

Até o final deste mês será oficialmente implantado o projeto “Cultivando música, cultivando arte, cultivando a vida camponesa” (n°17952) aprovado no Programa Ação para Crianças, da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE). Ainda será realizada uma rifa de uma bicicleta no dia 20 de abril, além de um bingo camponês com vários brindes no próximo dia 29.

O projeto será permanente e direcionado para crianças a partir dos seis anos, além de jovens e mulheres. Serão desenvolvidas aulas de teatro, flauta doce e artesanato em acampamentos da zona da mata alagoana.

MST inicia 'Abril Vermelho' com onda de invasões na BA

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiu duas fazendas no extremo sul da Bahia e prometeu detonar uma onda de invasões nos próximos dias dentro do chamado "Abril Vermelho".

Entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, duas propriedades foram tomadas por sem-terra nos municípios de Alcobaça e Teixeira de Freitas. A seção baiana do MST diz que promoverá invasões de outras 50 áreas até o dia 10 de abril.

"Hoje à noite, amanhã à noite, durante a semana, vai acontecer ocupação todos os dias, especialmente no extremo sul [da BA] que é onde está concentrado o agronegócio", afirmou Evanildo Costa, um dos dirigentes do MST no Estado.

Segundo ele, só na Bahia existem 25 mil famílias em acampamentos.

Líderes do movimento afirmam que as invasões visam exercer pressão sobre Dilma Rousseff para desapropriar áreas para reforma agrária.

"Até este exato momento a presidente ainda não apresentou nenhuma meta para [assentar] as famílias acampadas", criticou.

O MST alega que 450 famílias participaram das ações contra as duas fazendas que têm entre 900 e 1.200 hectares. São propriedades com pastagens e plantações de eucalipto.

Não foi possível obter uma estimativa dos órgãos de segurança da Bahia sobre a quantidade de pessoas envolvidas.

"GENÉRICO"

No sábado também houve uma invasão de fazenda em Rinópolis (548 km de São Paulo), município do oeste paulista. A ação envolveu entre 80 e 100 pessoas - segundo a Polícia Militar - ligadas ao grupo do dissidente do MST José Rainha Jr.

O MST informou que o caso de Rinópolis não tem ligação com o "Abril Vermelho", a jornada de invasões realizada anualmente para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás (PA), onde 19 agricultores do movimento foram mortos pela polícia em 1996.

A Folha não conseguiu contato com o grupo que invadiu a fazenda no interior paulista.


Fonte: Folha.com

domingo, 3 de abril de 2011

Feira da Esperança e da Solidariedade supera expectativas

Texto e fotos: Helciane Angélica - jornalista/CPT-AL


A Feira da Esperança e da Solidariedade atraiu uma clientela diversificada nos dias 1º e 2 de abril, no Mirante ao lado da Igreja São Gonçalo em Maceió. Moradores das adjacências, fiéis da Igreja Católica e vários turistas passaram no local para prestigiar o trabalho desenvolvido em áreas da reforma agrária.

O auxiliar administrativo Wilson Sampaio, afirmou que sempre vai às feiras agrárias promovidas na Praça Afrânio Jorge conhecida por Praça da Faculdade, mas é a primeira vez que saiu do bairro do Feitosa para ir até a Feira da Esperança e da Solidariedade. “Aqui está só o povo que gosta realmente de trabalhar. No Brasil, a reforma agrária é muito difícil porque muitos deles [agricultores] não se valorizam. Enquanto uns trabalham, outros ficam bebendo cachaça ou vende os lotes. E eu não acho justo utilizar o meu dinheiro [recurso federal] em locais que não produzem e essas pessoas deveriam ser punidas”, defendeu.

Cerca de 20 toneladas de alimentos foram comercializados. Participaram da atividade, camponeses oriundos do sertão alagoano e zona da mata, e dentre as áreas representadas destacam-se:

CPT

• Assentamento Todos os Santos (Água Branca)
• Assentamento Nossa Senhora da Conceição (Água Branca)
• Assentamento Rio Bonito (Flexeiras)
• Assentamento Dom Helder Câmara (Murici)
• Educadoras do campo


MLST

• Acampamento Galho Seco (Joaquim Gomes)


MST

• Acampamento Boa Escolha (Joaquim Gomes)
• Assentamento João Pedro Teixeira (Flexeiras)
• Acampamento José Elenilson (Junqueiro)
• Brigada Carlos Marighela (Atalia)
• Brigada Quilombo (União dos Palmares)


Para o historiador e professor universitário Cícero Albuquerque, as famílias sem terra executam uma missão importante em um Estado que é marcado pelo latifúndio. “A produção de comida é um ato nobre, ainda mais em um país onde ocorre desperdício e muitas pessoas passam fome. Não basta ter boa produção, tem que distribuir”, declarou. Também parabenizou a união dos movimentos do campo e a iniciativa em realizar essa feira conjunta com a Arquidiocese de Maceió.

Bastidores: Feira da Esperança e da Solidariedade

Fotos tiradas por: Helciane Angélica - jornalista/CPT-AL


A Feira da Esperança e da Solidariedade foi realizada no Mirante São Gonçalo em Maceió

Moradores do bairro do Farol e adjacências foram conferir e comprar produtos de qualidade 

 A Arquidiocese de Maceió realiza essa feira todo primeiro sábado do mês, mas com poucas barracas

Pela primeira vez, além da CPT, contou com a participação do MST, MLST e MTL

Turistas também prestigiaram a Feira da Esperança e da Solidariedade


Personalidades políticas e companheiros de luta participaram da solenidade de abertura

Carlos Lima foi entrevistado pelo radialista Stênio Reis na Rádio Difusora (960AM), o foco da entrevista foi sobre o lançamento do documentário "A bota velha é nossa"

Na programação cultural teve exibição de documentários

Também foi oficialmente lançado o documentário "A bota velha é nossa"

O documentário foi uma parceria entre a CPT, a CUT e a TV Com ... e contou com a participação especial do ator/cantor Gustavo Gomes, que foi o narrador do filme

Também teve forró pé de serra

Celebração da missa na Igreja São Gonçalo

O Arcebispo abençoou a luta pela reforma agrária em Alagoas

A banda da Casa Dom Bosco animou a manhã de sábado

Padre Rogério Madeiro, Coordenador das Pastorais Sociais, vestiu a camisa de apoio à reforma agrária

Após a celebração, o Arcebispo foi visitar a feira

Também teve a venda de artesanato e essências

Variedade de feijão e fava

Frutas da época, como: pinha, jaca, abacate e carambola foram bem compradas

Educadoras do campo (CPT) também venderam mercadorias na feira

A feira cumpriu seu objetivo: ser solidária à luta da reforma agrária

sábado, 2 de abril de 2011

Personalidades e companheiros de luta prestigiam Feira da Esperança e da Solidariedade

Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL


Na solenidade de abertura da Feira da Esperança e da Solidariedade, na praça ao lado da Igreja São Gonçalo, autoridades políticas e pessoas comprometidas na luta pela reforma agrária  estiveram presentes e se pronunciaram a favor da feira conjunta com a Arquidiocese de Maceió. Eles também vestiram a camisa  com  a frase "REFORMA AGRÁRIA - URGENTE E NECESSÁRIA". 




Célia Capristano - Presidente  do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal)
"A reforma agrária é uma reforma justa para os trabalhadores do campo que estão trazendo desenvolvimento para cidade. Nós não precisamos só dos produtos da cana! E aqui as pessoas estão vendo produtos fresquinhos do campo e a sociedade também ver a importância dessa iniciativa e a necessidade de ampliar o trabalho"





Izac Jakson - Presidente da CUT/AL
"Essa feira conjunta só mostra a unidade e a necessidade de luta pela reforma agrária. Os usineiros tomam conta do Estado de Alagoas, dizem que estão em crise, mas que crise é essa que diminui a área plantada e aumenta o lucro? Infelizmente, aqui tomo mundo tem relação direta com os usineiros, a começar pelo próprio governador que é usineiro"






Lenilda Lima - Presidente do PT/AL
"São vários os momentos que a gente tem acompanhado a luta dos camponeses. Em Alagoas, 43% da população ganha menos que um salário mínimo e 70% tem problemas na área de educação e saúde. É preciso mudar o rumo de desigualdade nesse Estado, e a reforma agrária é um dos exemplos que pode trazer fartura e desenvolvimento social"





Silvio Camelo - Vereador por Maceió (PV)
"Quero parabenizar a Arquidiocese de Maceió na pessoa de Dom Antônio Muniz pela iniciativa. Essa vem a ser a etapa final de conquista e de apoio as pessoas que trabalham no campo e trazem seus produtos para serem comercializados, sem a figura do atravessador. Outras iniciativas como essas devem ser feitas, inclusive, outras parcerias com as prefeituras. São atitudes como essas que contribuem para que diminua a favelização nas cidades e para fixar o homem no campo e cultivar suas tradições"





Judson Cabral - Deputado Estadual (PT)
"Essa feira só mostra que a reforma agrária funciona, além de ser importante para fortalecer a agricultura familiar e que contemple os trabalhores rurais com dignidade. Também mostra que quando tem as condições mínimas de infra-estrutura, as famílias camponesas conseguem produzir e comercializar alimentos de qualidade"