domingo, 3 de abril de 2011

Feira da Esperança e da Solidariedade supera expectativas

Texto e fotos: Helciane Angélica - jornalista/CPT-AL


A Feira da Esperança e da Solidariedade atraiu uma clientela diversificada nos dias 1º e 2 de abril, no Mirante ao lado da Igreja São Gonçalo em Maceió. Moradores das adjacências, fiéis da Igreja Católica e vários turistas passaram no local para prestigiar o trabalho desenvolvido em áreas da reforma agrária.

O auxiliar administrativo Wilson Sampaio, afirmou que sempre vai às feiras agrárias promovidas na Praça Afrânio Jorge conhecida por Praça da Faculdade, mas é a primeira vez que saiu do bairro do Feitosa para ir até a Feira da Esperança e da Solidariedade. “Aqui está só o povo que gosta realmente de trabalhar. No Brasil, a reforma agrária é muito difícil porque muitos deles [agricultores] não se valorizam. Enquanto uns trabalham, outros ficam bebendo cachaça ou vende os lotes. E eu não acho justo utilizar o meu dinheiro [recurso federal] em locais que não produzem e essas pessoas deveriam ser punidas”, defendeu.

Cerca de 20 toneladas de alimentos foram comercializados. Participaram da atividade, camponeses oriundos do sertão alagoano e zona da mata, e dentre as áreas representadas destacam-se:

CPT

• Assentamento Todos os Santos (Água Branca)
• Assentamento Nossa Senhora da Conceição (Água Branca)
• Assentamento Rio Bonito (Flexeiras)
• Assentamento Dom Helder Câmara (Murici)
• Educadoras do campo


MLST

• Acampamento Galho Seco (Joaquim Gomes)


MST

• Acampamento Boa Escolha (Joaquim Gomes)
• Assentamento João Pedro Teixeira (Flexeiras)
• Acampamento José Elenilson (Junqueiro)
• Brigada Carlos Marighela (Atalia)
• Brigada Quilombo (União dos Palmares)


Para o historiador e professor universitário Cícero Albuquerque, as famílias sem terra executam uma missão importante em um Estado que é marcado pelo latifúndio. “A produção de comida é um ato nobre, ainda mais em um país onde ocorre desperdício e muitas pessoas passam fome. Não basta ter boa produção, tem que distribuir”, declarou. Também parabenizou a união dos movimentos do campo e a iniciativa em realizar essa feira conjunta com a Arquidiocese de Maceió.

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