terça-feira, 31 de maio de 2011

CPT participa de audiência com ministra dos direitos humanos

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) irá participar amanhã, 31 de maio, a partir das 11h30, de audiência com a ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, para discutir a violência no campo e os assassinatos de 4 pessoas na região Norte na última semana.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República convidou representantes da CPT para uma audiência que se realizará amanhã em Brasília, para discutir as ameaças de morte contra lutadores e lutadoras da terra e sobre a violência no campo e os assassinatos da última semana. Em cinco dias foram 4 trabalhadores e trabalhadoras, defensores dos direitos dos camponeses e da floresta, os que tombaram diante do poder e da impunidade persistente nos rincões do Brasil. O casal de ambientalistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, vinham recebendo ameaças desde 2001, segundo registros da CPT. Denúncias foram feitas aos governos estadual e federal, e mesmo assim a morte desses dois lutadores se concretizou. Da mesma forma, Adelino Ramos, Dinho, trabalhador rural no sul do Amazonas, também foi morto enquanto vendia as verduras que produzia no assentamento onde vivia. Ele, sobrevivente do massacre de Corumbiara, em Rondônia, ocorrido no ano de 1995, denunciou no ano passado, em reunião com ouvidor agrário nacional, Gercino Filho, em Manaus, que estava jurado de morte. E mais esse crime se concretizou. Já no dia 28 de maio, um assentado de 25 anos, Herenilton Pereira, foi encontrado morto perto do local onde o casal havia sido assassinado. Há indícios de que ele havia visto os motoqueiros que atiraram nos ambientalistas e, por isso, também foi morto.

A CPT vem há anos denunciando ações desse tipo em todo o país. Seu relatório anual, Conflitos no Campo Brasil, publicado anualmente há 26 anos, traz denúncias tanto de pessoas assassinadas e áreas em conflito, quanto de pessoas que são ameaçadas em todo o país. A morosidade do governo e dos órgãos de fiscalização competentes ajuda para que se mantenha esse grau de violência no campo brasileiro. Segundo os dados da CPT, de 2000 a 2010, 1.855 pessoas em todo o país foram ameaçadas pelo menos uma vez. Desse total, 207 pessoas foram ameaçadas mais de uma vez, sendo que 42 acabaram sendo assassinadas e 30 chegaram a sofrer tentativa de assassinato. De 2000 a 2010, foram assassinadas 401 pessoas em todo o país.

Na audiência que se realizará amanhã, a CPT apresentará mais uma vez ao governo essas informações, e mais detalhes do trabalho de coleta de dados relativos a conflitos no campo em todo o país que ela organiza. Na ocasião estarão presente Dirceu Fumagalli, da coordenação nacional da CPT, José Batista Afonso, advogado da CPT em Marabá, Paulo César Moreira, da CPT no Mato Grosso e Antônio Canuto, secretário da coordenação nacional da CPT. (CONFIRA LOGO ABAIXO NOTA PÚBLICA DIVULGADA PELA CPT)

Serviço:

Audiência com ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário

Local: Secretaria de Direitos Humanos (Setor Comercial Sul - B, Quadra 9, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre "A", 10º andar, Brasília - DF)

Data: 31/05/2011

Horário: 11h30

Maiores informações: Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação CPT Nacional) – (62) 4008-6406 / 8111-2890
www.cptnacional.org.br /@cptnacional

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NOTA PÚBLICA

O Estado não pode lavar as mãos diante de mortes anunciadas

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra reputa como muito estranhas as afirmativas de representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Pará, do Ibama e do Incra que disseram no dia 25 de maio desconhecer as ameaças de morte sofridas pelos trabalhadores José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados a mando de madeireiros no dia 24, em Nova Ipixuna (PA). O ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, chegou a afirmar que o casal não constava de nenhuma relação de ameaçados em conflitos agrários, elaborada pela Ouvidoria ou pela Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo.

A CPT, que desde 1985 presta um serviço à sociedade brasileira registrando e divulgando um relatório anual dos conflitos no campo e das violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras, com destaque para os assassinatos e ameaças de morte, desde 2001 registrou entre os ameaçados de morte o nome de José Claudio. Seu nome aparece nos relatórios de 2001, 2002 e 2009. E nos relatórios de 2004, 2005 e 2010 constam o nome dele e de sua esposa, Maria do Espírito Santo. Pela sua metodologia, a CPT registra a cada ano só as ocorrências de novas ameaças.

Também o nome de Adelino Ramos, assassinado no dia 27 de maio, em Vista Alegre do Abunã, Rondônia, constou da lista de ameaçados de 2008. Em 22 de julho de 2010, o senhor Adelino participou de audiência, em Manaus, com o Ouvidor Agrário Nacional, Dr. Gercino Filho, e a Comissão de Combate à Violência e Conflitos no Campo e denunciou as ameaças que vinha sofrendo constantemente, inclusive citando nomes dos responsáveis pelas ameaças.

No dia 29 de abril de 2010, a CPT entregou ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, os dados dos Conflitos e da Violência no Campo, compilados nos relatórios anuais divulgados pela pastoral desde 1985. Um dos documentos entregue foi a relação de Assassinatos e Julgamentos de 1985 a 2009. Até 2010, foram assassinadas 1580 pessoas, em 1186 ocorrências. Destas somente 91 foram a julgamento com a condenação de apenas 21 mandantes e 73 executores. Dos mandantes condenados somente Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Irmã Dorothy Stang, continua preso.

As mortes no campo podem se intitular de Crônicas de mortes anunciadas. De 2000 a 2011, a CPT tem registrado em seu banco de dados ameaças de morte no campo, contra 1.855 pessoas. De 207 pessoas há o registro de terem sofrido mais de uma ameaça. E destas, 42 foram assassinadas e outras 30 sofreram tentativas de assassinato. 102 pessoas, das 207, foram ou são lideranças e 27 religiosos ou agentes de pastoral.

O que se assiste em nosso país é uma contra-reforma agrária e é uma falácia o tal desmatamento zero. O poder do latifúndio, travestido hoje de agronegócio, impõe suas regras afrontando o direito dos posseiros, pequenos agricultores, comunidades quilombolas e indígenas e outras categorias camponesas. Também avança sobre reservas ambientais e reservas extrativistas. O apoio, incentivo e financiamento do Estado ao agronegócio, o fortalece para seguir adiante, acobertado pelo discurso do desenvolvimento econômico que nada mais é do que a negação dos direitos fundamentais da pessoa, do meio ambiente e da natureza. Isso ficou explícito durante a votação do novo Código Florestal que melhor poderia se denominar de Código do Desmatamento. Além de flexibilizar as leis, a repugnante atitude dos deputados ruralistas, que vaiaram o anúncio da morte do casal, vem reafirmar que o interesse do grupo está em garantir o avanço do capital sobre as florestas, pouco se importando com as diferentes formas de vida que elas sustentam e muito menos com a vida de quem as defende. A violência no campo é alimentada, sobretudo, pela impunidade, como se pode concluir dos números dos assassinatos e julgamentos. O poder judiciário, sempre ágil para atender os reclamos do agronegócio, mostra-se pouco ou nada interessado quando as vítimas são os trabalhadores e trabalhadoras do campo.

A morte é uma decorrência do modelo de exploração econômica que se implanta a ferro e fogo. Os que tentam se opor a este modelo devem ser cooptados por migalhas ou promessas, como ocorre em Belo Monte, silenciados ou eliminados.

A Coordenação Nacional da CPT vê que na Amazônia matar e desmatar andam juntos. Por isso exige uma ação forte e eficaz do governo, reconhecendo e titulando os territórios das populações e comunidades amazônidas, estabelecendo limites à ação das madeireiras e empresas do agronegócio em sua voracidade sobre os bens da natureza. Também exige do judiciário medidas concretas que ponham um fim à impunidade no campo.

Goiânia, 30 de maio de 2011.

A Coordenação Nacional da CPT

segunda-feira, 30 de maio de 2011

CPT prestigia homenagem ao Clero Alagoano

Por: Helciane Angélica – Jornalista/CPT-AL



Na última sexta-feira (27.05), a Câmara Municipal de Maceió homenageou três importantes lideranças do Clero Alagoano. A sessão solene ocorreu no Teatro do Colégio Marista, no bairro do Farol, na capital alagoana. Foram entregues o título de cidadão honorário para o Monsenhor José Augusto Silva Melo, o Cônego João José de Santana Neto e o Arcebispo Dom Antônio Muniz, que além do título de cidadão maceioense, também, recebeu a Comenda Selma Bandeira.

A solenidade foi proposta pelos vereadores Fátima Santiago, Galba Novaes e Marcelo Malta. Estiveram presentes outros vereadores, deputados estaduais, secretários municipais e estaduais, autoridades de vários segmentos, representantes das pastorais sociais, religiosas, padres, estudantes e integrantes da Fazenda Boa Esperança e da Casa Bethânia.

O coordenador estadual, Carlos Lima, representou a CPT-AL na atividade e prestigiou os homenageados. Em relação ao Arcebispo que encontra-se na Arquidiocese de Maceió desde o dia 04 de fevereiro de 2007, afirmou que ele é realizado um grande pastoreio e tem sido um defensor dos direitos das famílias camponesas.

Dom Antônio Muniz trouxe a Igreja de volta para se relacionar com os pobres da sociedade, além de criar as soluções para resolver esses problemas, a exemplo, dos drogados, os moradores de rua e tantos outros excluídos. Em relação à luta dos camponeses, sempre esteve presente nas romarias e apóia a reforma agrária. Recentemente, declarou publicamente o apoio aos acampados de Bota Velha, que vivem há dez anos no local e estão sendo ameaçadas de despejo. Enfim, é um pastoreio digno e que prega uma Igreja Samaritana que se preocupa com os caídos”, destacou Carlos Lima.

Confira algumas imagens.



Mesa de honra

Público diversifcado
Carlos Lima e Padre Rogério Madeiro - Coordenador das Pastorais Sociais

Homenageados ao lado dos vereadores

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CPT: novo Código Florestal provocará mais mortes no campo

Por: Marcela Rocha - Terra Magazine

O Bispo Dom Ladislau Biernaski, presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), lamenta o assassinato do casal de seringueiros no Pará nesta terça-feira (24) e apresenta, para Terra Magazine, a avaliação da entidade sobre o Novo Código Florestal. Para ele, "certamente", a matéria aprovada pela Câmara fará crescer ainda mais o número de mortes geradas por conflitos agrários, caso vire lei.
"Aldo Rebelo perdeu uma grande oportunidade de ajudar o País a sair da devastação, impunidade dos grileiros e pouco investimento nos pequenos agricultores. Ele perdeu uma grande oportunidade de fazer a diferença. Lamento por ele", afirma, crítico, o presidente da CPT.
Confira abaixo a entrevista:
Terra Magazine - O Conselho Nacional dos Seringueiros responsabilizou o governo federal pelo assassinato do casal no Pará. O senhor concorda?
Dom Ladislau Biernaski - Pelo menos indiretamente, o governo tem responsabilidade, sim.
Como o senhor avalia o papel do Estado, então?
O Estado, infelizmente, não cumpre a sua função de fiscalização. Temos leis muito boas - como a da preservação da floresta, de terras quilombolas e indígenas -, mas que são constantemente invadidas porque não existe fiscalização. E a morte deste casal, Maria do Espírito Santo e José Cláudio Ribeiro, já estava anunciada. Eles avisaram que estavam sendo ameaçados. E o que eles faziam para serem perseguidos? Faziam algo importantíssimo para o País e, principalmente, para as pessoas que viviam lá na região deles. Eles denunciavam invasões, tinham uma grande coragem.
Pode-se dizer que esta é uma morte isolada?
Não! Pelo simples fato de não ser a primeira. Há pouco tempo lembramos o aniversário de tantas mortes, entre elas, a da irmã Doroty, que passou pelo mesmo caminho que este casal assassinado ontem. Se não houver fiscalização rigorosa, haverá muitas mortes mais no Brasil.
Quais medidas a CPT pretende tomar? O que é possível ser feito?
Não podemos fazer muito, a não ser manifestar apoio e ajudar essas pessoas a se organizarem.
O Congresso discute o Código Florestal. O que o senhor achou da aprovação dele nesta terça-feira na Câmara?
Infelizmente, hoje (quarta-feira, 25), temos que lamentar uma derrota, com a esperança de que talvez no Senado a situação possa melhorar um pouco. Mas, sobretudo, torcemos para que Dilma possa coibir, não aprovar, este atual Código, e pedir para que se faça outro.
O senhor acredita que este novo Código Florestal vai contribuir para o aumento da violência?
Certamente. Sem dúvida nenhuma, porque permite que responsáveis por graves crimes ambientais fiquem impunes. Isto não é possível! Eles serão perdoados por crimes contra a natureza. Isto, sem contar aqueles que expulsaram populações de suas terras, fizeram ameaças de morte, mataram... O lobby ruralista é muito forte.
Como o senhor vê o papel desempenhado pelo PCdoB, que se diz comunista?
Eu não posso afirmar nada pelo partido, porque um dos representantes não constitui a totalidade de uma agremiação. E nem sei se o PCdoB aprova a conduta de Aldo Rebelo. Acredito que não. Aldo perdeu uma grande oportunidade de ajudar o País a sair da devastação, de acabar com a impunidade dos grileiros e de melhorar o pouco investimento nos pequenos agricultores. Ele perdeu uma grande oportunidade de fazer a diferença. Lamento por ele.
Em 2010, segundo relatório da CPT, houve 34 assassinatos por conflitos agrários. Em 2009, foram 26. O número cresceu. A que se deve esse crescimento?
Se deve à disparidade da distribuição da terra. Quando 2% de proprietários possuem mais de 50% da terra, os outros que buscam essa terra não vão encontrar, nem terão acesso. O Brasil nunca pensou numa reforma agrária séria. A violência tem causa: falta de distribuição da terra.
O senhor acredita que a política de distribuição de renda atenuou essa realidade?
Crescemos na distribuição de renda. Mas isto atinge a região urbana. No campo também, mas poderia ser feito muito mais se houvesse uma distribuição igualitária daquilo que o governo proporciona. Ele dá quase R$ 100 bilhões ao agronegócio e apenas R$ 10 bilhões para os pequenos agricultores. É uma grande injustiça. E depois o governo alega falta de recurso para fazer a reforma agrária.
O que o senhor espera dessa estatística de assassinatos em 2011?
Espero que diminua, mas as perspectivas não são muito boas. Agora foi esse casal assassinado, esperamos que sejam os últimos. Mas da forma como as coisas caminham, dificilmente esse número vai cair. Ainda recebemos muita informação de pequenos agricultores sendo ameaçados.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

NOTA PÚBLICA - "Se nos calarmos, as florestas gritarão"

A Coordenação Nacional da CPT, reunida em Goiânia para uma de suas reuniões ordinárias, recebeu com extrema tristeza e indignação a notícia do assassinato do casal Maria do Espirito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva, ocorrido na manhã do dia 24 de maio, no Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

Esta é mais uma das ações do agrobanditismo e mais uma das mortes anunciadas. O casal já vinha recebendo ameaças de morte. O nome deles constava da lista de ameaçados de morte registrada e divulgada pela CPT. O de José Cláudio em 2009 e em 2010, e o de sua esposa Maria do Espírito Santo, em 2010 (seguem em anexo as duas listas). Esta lista, junto com a dos assassinatos no campo de 1985 a 2010 foi entregue ao Ministro da Justiça, no ano passado. Mas nenhuma providência foi tomada.

“José Cláudio e Maria do Espírito Santo se dirigiam de moto para a sede do município, localizada a 45 km, ao passarem por uma ponte, em péssimas condições de trafegabilidade, foram alvejados com vários tiros de escopeta e revólver calibre 38, disparados por dois pistoleiros que se encontravam de tocaia dentro do mato na cabeceira da ponte. Os dois ambientalistas morreram no local. Os pistoleiros cortaram uma das orelhas de José Cláudio e a levaram como prova do crime”, registra nota CPT de Marabá, que esteve no local do crime.

José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram pioneiros na criação da reserva extrativista do Assentamento Praia Alta Piranheira no ano de 1997. Devido à riqueza em madeira, a reserva era constantemente invadida por madeireiros e pressionada por fazendeiros que pretendiam expandir a criação de gado no local.

Mas nossa indignação aumentou com a notícia, veiculada pelo jornal Valor Econômico do dia de hoje, 25, de que o deputado José Sarney Filho ao ler, em plenário, a reportagem da morte dos dois lutadores do povo, foi vaiado por alguns deputados ruralistas e pessoas presentes nas galerias da Câmara Federal, que lá estavam para acompanhar a votação do novo Código Florestal. Este fato nos dá a exata dimensão de como a violência contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo é tratada. Certamente a notícia destas mortes foi recebida com alegria em muitos espaços, pois mais um “estorvo” no caminho dos ruralistas e dos defensores do agronegócio foi removido.

A Coordenação Nacional da CPT reafirma a responsabilidade do Estado por este crime. A vida das pessoas e os bens natureza nada valem se estes se interpuserem como obstáculo ao decantado “crescimento econômico”, defendido pelos sucessivos governos federais, pelos legisladores do Congresso Nacional que aprovam leis que promovem maior destruição do meio ambiente, e pelo judiciário sempre muito ágil em atender os reclamos da elite agrária, mas mais que lento para julgar os crimes contra os camponeses e camponesas e seus aliados. A certeza da impunidade alimenta a violência.

Parafraseando o Evangelho, não podemos nos calar diante desta barbárie, pois se nos calarmos, as florestas falarão (Lc 19,40).

Goiânia, 25 de maio de 2011.

A Coordenação Nacional da CPT


CONVITE: Homenagem ao Arcebispo de Maceió


quarta-feira, 25 de maio de 2011

CPT exibe documentário “A bota velha é nossa” no CESMAC


O documentário relata a resistência das 102 famílias camponesas, e foi oficialmente lançado no dia 1º de abril de 2011 durante a Feira da Esperança e da Solidariedade ao lado da Igreja São Gonçalo

Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL

A Comissão Pastoral da Terra foi convidada para exibir o documentário “A Bota Velha é Nossa”, nesta quinta-feira (26.05) às 20h20, no Centro Universitário Cesmac no bairro do Farol em Maceió. A atividade acontecerá na turma do 5° período de Jornalismo, durante a aula ministrada pelo jornalista e professor Alexandre Henrique Lino.

A produção independente foi executada em parceria com a Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL) e o programa “Eu quero Ver” da TV COM. Com 15 minutos de duração, relata-se sobre a luta e resistência no Acampamento Bota Velha localizado no município de Murici, zona da mata de Alagoas.

Na atividade, o historiador e Coordenador da CPT-AL, Carlos Lima, participará de um debate com os acadêmicos sobre a importância da reforma agrária, além de repassar mais detalhes sobre as 102 famílias camponesas acompanhadas desde 2002, na antiga Fazenda Bota Velha. Essas terras foram compradas pela usina falida São Semeão, e depois, arrendada pela Usina Santa Clotilde que agora exige a reintegração de posse. Com a divulgação deste trabalho, busca-se sensibilizar autoridades e a sociedade sobre a ameaça de despejo e o drama dos camponeses que não têm para onde morar e trabalhar.

Os acampados se fixaram em dois núcleos (Bota Velha e Santa Cruz) nas terras improdutivas da antiga Fazenda Bota Velha, possuem uma boa produção agroecológica, criam animais, implantaram uma casa de farinha, tem uma escola itinerante e casas com energia életrica.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Famílias ameaçadas de expulsão em conflito na Fazenda Bota Velha (AL)


As 102 famílias que vivem há mais de 10 anos na Fazenda Bota Velha, localizada no município de Murici (AL), estão ameaçadas de despejo e de destruição de suas plantações. As terras ficam na região produtora de cana do Estado: Uma das regiões que possui maior concentração fundiária, de renda e com maior índice de pobreza.



Há dez anos, estas 102 famílias, que antes viviam sob o trabalho escravo das Usinas de cana-de-açúcar da região, decidiram mudar o rumo de sua história. Em 2001, as famílias ocuparam a Fazenda Bota Velha, localizada no município de Murici (AL). Naquela época as terras estavam improdutivas e abandonadas pela Usina São Semeão, pertencente às famílias Omena e Nogueira, que possuem um largo histórico de dívidas com o Estado: INSS, impostos Federais e Estaduais, Companhia Energética, além de possuir passivo trabalhista.

Desde então, as famílias passaram a plantar hortaliças, macaxeira, inhame, abóbora, melancia, feijão, criam galinhas, ovelhas e patos. No local existe uma casa de farinha, construída com recursos dos próprios camponeses e camponesas que juntos, conseguem produzir cerca de 500 kg de farinha por semana. Toda essa produção orgânica e da farinha é comercializada nas feiras livres dos municípios vizinhos.

Em 2005, as terras foram arrendadas à Usina Santa Clotilde, que nos últimos dois anos, vinha ameaçando as famílias de despejo, com destruição das lavouras, das casas e de outras benfeitorias construídas durante este período. Em 2011, novas medidas intensificam o conflito na área. O Juiz da Vara Agrária de Alagoas, Ayrton Tenório, havia determinado para o dia 20 de janeiro a reintegração de posse da Fazenda Bota Velha, porém, o Incra AL não tinha outra área na região que pudesse ser apresentada às famílias e transformada em assentamento.

No mês de fevereiro, aconteceu no Estado uma grande mobilização realizada pelos movimentos sociais do campo contra a ação de despejo das Famílias de Bota Velha, bem como de outras 27 áreas no Estado que também estavam sob a iminência de despejo. Em audiência, o Presidente do Tribunal de Justiça, representantes do Governo Estadual e dos movimentos sociais negociaram a suspensão de todas as reintegrações de posses por 90 dias. Neste período, o Incra e o Governo do Estado deveriam se empenhar na busca de solução para viabilizar a regularização das terras onde moraram as famílias posseiras.

O prazo terminou no último dia 11 de maio e até agora nada foi feito sobre o caso da Fazenda Bota Velha, e nem sobre nenhuma das outras 27 áreas com processo de reintegração de posse. O despejo e destruição de tudo que foi construído nos últimos 10 anos na fazenda Bota Velha está para ser executado a qualquer momento, sem que o governo ofereça nenhuma outra alternativa a não ser a das famílias serem jogadas nas pontas das ruas e margens das estrada da região.

Para o coordenador regional da CPT, Carlos Lima, “os Governos Estadual e Federal não consideram o fato das famílias terem saído da escravidão promovida pelas Usinas e terem construído uma vida com dignidade na terra, produzindo alimentos, tendo barriga cheia e educação para os filhos e filhas. Como estas famílias vão aceitar sair tranquilamente da área deixando tudo para trás? Terra, lavouras, moradia, casa de farinha, e até escolas em seus sítios onde educam seus filhos?”

A Comissão Pastoral da Terra, em conjunto com várias organizações de Direitos Humanos nacionais e internacionais tem pressionado e cobrado do Governo Federal a imediata desapropriação da Fazenda Bota Velha, por não cumprir sua função social. As entidades exigem que uma atitude emergencial seja tomada para evitar mais um conflito no campo e para garantir às 102 famílias definitivamente o acesso a terra e o pleno exercício de sua cidadania. Espera-se esta medida ainda que, ressalta a CPT, até agora não há sinais de que um plano de trabalho da Reforma será apresentado pelo Governo, o que demonstra mais uma vez que alterar a estrutura fundiária brasileira não é de interesse do Estado.


Fonte: Setor de comunicação da CPT NE II

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Italianos apóiam famílias acampadas de Bota Velha

A Associação Pachamama fundada no dia 21 julho de 2009, é uma grande parceira da CPT-AL, e mais uma vez mostra-se solidária às famílias camponesas 


Por: Ascom CPT-AL, com informações da Associação Pachamama
Fotos: Pachamama/Divulgação


Na última quinta-feira (12.05), na Paróquia de Jesus Redentor em Torino na Itália, cerca de 100 pessoas entre sócios e amigos da Pachamama, além de representantes da sociedade civil estiveram reunidos para discutir sobre a integração entre a associação italiana e Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Estado de Alagoas, no Brasil. 

Foram divulgadas as ações promovidas que garantem o fortalecimento da organização campesina; os projetos destinados à valorização humana e na prevenção de doenças; além da luta incansável pela efetivação da reforma agrária neste país, que é líder em concentração de terras e renda. 

Todos os presentes também prestaram atenção em cada detalhe do documentário “A Bota Velha é nossa", uma parceria executada entre a CPT-AL, a Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL) e o programa "Eu quero Ver" da TV COM. A produção independente com 15min relata a trajetória de resistência das 102 famílias camponesas, que moram há dez anos no Acampamento Bota Velha em Murici e estão sendo ameaçadas de despejo. 

Outra ação importante ocorreu no dia 27 de abril, na Universidade de Torino, com o aprofundamento do tema "Reforma agrária e Pastoral da Terra em Alagoas", principalmente, sobre a luta dos sem terra que sonham com um pedaço de terra para trabalhar e viver dignamente, para isso, ocupam áreas improdutivas ou que não respeitam a função social da terra (onde não produzem alimentos, desrespeitam o meio ambiente, tem dívidas jurídicas etc).

Em relação aos acampados de Bota Velha, que vivem em comunidade, tem boa produção agroecológica, casa de farinha, escola e capela – os italianos mostram-se apreensivos e ao mesmo tempo solidários. “Pessoalmente, eu acho tudo isso muito injusto e contra o interesse do Estado de Alagoas que para favorecer duas famílias desperdiçará a riqueza que vem da produção de Bota Velha e jogará de volta para miséria essas famílias de trabalhadores”, declarou Omar Borio, Presidente da Pachamama. 

Durante as discussões, vários participantes fizeram perguntas para entender o drama dos camponeses e apresentaram várias sugestões para ajudá-los, dentre elas, questionaram porque entidades como Amnesty International não se interessam por esta questão, diante disso, a Diretoria de Pachamama assumiu o compromisso de fazer contato com a seção de Amnesty que se dedica à América Latina. Também divulgaram a carta produzida no dia 3 de maio, que foi encaminhada para várias autoridades alagoanas e nacionais. 


Confira abaixo o documento na íntegra, que foi traduzido para a língua portuguesa.

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ASSOCIAÇÃO PACHAMAMA


 Torino, 3 de maio 2011

Somos membros, amigos e simpatizantes de uma organização não-governamental Italiana chamada Pachamama, que atua em Torino (Itália) e em Alagoas é parceira da Comissão Pastoral da Terra. Estamos muito preocupados com a situação das 102 famílias do acampamento Bota Velha em Muricì.

Ficamos sabendo que este povo mora naquela terra há mais de dez anos e que no dia 11 de maio [a reintegração de posse estar prevista para ocorrer no dia 25 de maio de 2011] poderia ser despejado, e achamos isto muito injusto. Esta decisão causa prejuízo paras famílias que agora tem a possibilidade de se sustentar e de produzir alimentos, além de causar prejuízo também para a sociedade alagoana e o próprio Estado já que antes do povo da Bota Velha chegar a terra era totalmente improdutiva e não gerava riqueza e renda para ninguém. Pelo contrário, as famílias proprietárias daquela terra, Omena e Nogueira, são devedoras do INSS, impostos federais e estaduais e da companhia energética.

Outra coisa importante que consideramos é que a família não tem para onde ir se forem despejadas, e na nossa avaliação as instituições estaduais deveriam se preocupar com o futuro dos cidadãos e com o bem estar, principalmente, dos mais carentes e necesidados.

Considerando tudo isto, nós pedimos que seja preservada a integridade física e moral das pessoas, a manutenção das casas e que as famílias permaneçam na área porque tem uma vida e uma comunidade construída e destruí-las seria um ato injusto e contra o interesse de um Estado, que deixaria mais uma vez que o mais poderoso prevaleça não com a razão, mas com a força contra o mais fraco.

Documentário: A Bota Velha é Nossa!

Assista e indique o documentário "A Bota Velha é nossa" para os seus amigos. Trata-se de uma produção independente executada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) em parceria com a Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL) e o programa "Eu quero Ver" da TV COM. O lançamento oficial ocorreu no dia 1° de abril de 2011, durante a programação da Feira da Esperança e da Solidariedade, ao lado da Igreja São Gonçalo em Maceió-AL. 

As 102 famílias camponesas que vivem no Acampamento Bota Velha ainda encontram-se ameaçadas de despejo. O  Juiz Agrário de Alagoas, Ayrton Tenório, determinou a reintegração de posse para o dia 25 de maio de 2011.

A LUTA DO POVO DE BOTA VELHA É A MINHA LUTA, É A SUA LUTA, É A NOSSA LUTA!
 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Padre Josimo, 25 Anos de Mártirio, Presente!

Por: Zé Vicente - Poeta e cantor
Nesse dia 10 de maio de 2011, celebramos 25 anos do assassinato do Pe. Josimo Morais Tavares, quando subia as escadas para a sala da CPT – Comissão Pastoral da Terra, em Imperatriz / MA. Era filho único da viúva, Dona Olinda e tinha então, 33 anos.
Naquele domingo das mães de 1981, eu era membro da CPT no Ceará e estava realizando um trabalho, juntamente com Luizinha Camurça, que também atuava na Secretaria do órgão do Regional, em Fortaleza. Ao recebermos a noticia, ligamos pra D. Aloísio Lorscheider, nosso arcebispo que nos orientou a elaborarmos uma pequena nota comunicando a todas as dioceses do Regional NE I, o triste acontecido, lembrando a dimensão do testemunho pascal do mesmo.
Pe. Josimo sofreu várias ameaças, dois atentados e foi executado à bala, por um pistoleiro, a mando de um grupo de fazendeiros da região chamada Bico do Papagaio no Tocantins, onde ele acompanhava toda a situação de conflitos pela posse da terra e pelos direitos dos trabalhadores, como membro da coordenação da CPT.

Como cantor da caminhada, movido pelo testemunho de Josimo, compus a música "Renascerá” em sua homenagem.

"Renascerá, renascerá, o teu sonho, Josimo,
De um novo destino renascerá!
E chegará, e chegará tempo novo sagrado
Há tanto esperado, pra nós chegará!”
Por ocasião do décimo aniversário, em 1996, participei da programação. Este ano, fui convidado pela equipe formada por representantes da CPT, do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos), da Organização das Quebradeiras de Côco Babaçu, Sindicatos etc. para marcar presença, novamente, cantando num dos eventos da programação de mais uma Semana da Terra Pe. Josimo, em Augustinópolis/TO e em Imperatriz/MA.

Seminário sobre aquecimento global, oficinas, feira de agricultura familiar, pedágio, vivências, apresentações artísticas, missa, encheram a agenda dos dias 30 de abril a 08 de maio. "Não foi fácil motivar e conseguir apoios, inclusive de setores de nossas Igrejas” lamentava uma das mulheres participantes da coordenação em Imperatriz.

Confesso que vivemos momentos marcantes, tanto em Augustinópolis, na sexta, dia 06, quando cantamos na praça, numa noite chuvosa, com a participação calorosa de trabalhadores, militantes, vários padres, pastores, mulheres idosas, entre elas, Dona Olinda, mãe de Padre Josimo, que ainda vive e mora ali na região. Ao contemplar sua imagem tão pequena, cabelos brancos, silenciosa, vestindo a camiseta comemorativa, com a frase do testamento do filho: "morro por uma Causa justa!”, o nosso coração ardeu de emoção.

Em Imperatriz, cantamos com um público vibrante, no Ginásio da Paróquia de São Francisco, eu com a cantora Eliahne Brasileiro, o músico Heriberto Silva e mais vários artista da música e do teatro local. Foi realmente um belo mutirão de arte e memória. A presença do velho líder camponês, Manoel da Conceição, que veio com a família. Ele continua fiel e firme aos princípios da ética e da organização dos trabalhadores, desde muito jovem. Inclusive na última eleição presidencial, fez uma desafiante greve de fome, correndo riscos de vida, por conta da idade, protestando conta a imposição do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, que impôs ao Diretório do Maranhão o apoio a candidata Roseana Sarney.
Um dos momentos emocionantes foi quando convidamos Manoel no palco, para prestar nossa homenagem, dentro da memória pascal de Pe. Josimo. Ele não falou, apenas trocamos um longo abraço e recebeu nosso aplauso.

Na manhã do domingo, dia das mães, nos encontramos com o grupo de pessoas que promoveu o evento, na casa das Irmãs Teresianas, realizamos uma Vivência Mística, com dinâmicas, abraços, canções, poesias e um gostoso almoço compartilhado.

Denise, uma senhora militante, convidou a quem conheceu Josimo, para lembrar alguns traços do mesmo: "era um poeta, tocava violão, gostava de escutar as histórias das pessoas, tinha um jeito manso, gostava de usar aquelas chinelas havaianas...”

No final do dia fomos, com uma equipe menor, contemplar o pôr-do-sol na beira do grande Rio Tocantins. A lua nova também deu o ar de graça sobre nós.

A última estrofe do Samba pra Josimo voltou a minha lembrança, como utopia teimosa, assinada com seu sangue há 25 anos.
"Cada rio formoso lá do Tocantins
Levará teu sonho a todos os confins
E cada braço erguido, conquistando o chão
Terá as energias do teu coração!”
Assim seja!

Fortaleza, 10 de maio de 2011.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Neste sábado tem Feira da Esperança e da Solidariedade

A atividade é promovida pela Arquidiocese de Maceió e acontece sempre no primeiro sábado de cada mês

Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL

Acontece neste sábado (07.05) mais uma edição da Feira da Esperança e da Solidariedade em frente à Igreja São Gonçalo no bairro do Farol em Maceió, logo após a celebração da santa missa que acontece às 6h. A atividade existe desde fevereiro de 2010, acontece sempre no primeiro sábado de cada mês, tem contribuído na integração das pastorais sociais e a sociedade civil, além de arrecadar recursos financeiros para os projetos executados pela Igreja Católica.

No local, pastorais sociais comercializaram produtos diversos com preços populares. As educadoras do campo que atuam em acampamentos e assentamentos acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT-AL) comercializarão macaxeira, banana, mel do sertão e outros produtos oriundos do Acampamento Bota Velha em Murici, com 102 famílias camponesas que moram na área há 10 anos, e cuja reintegração de posse está prevista para ocorrer no dia 25 de maio.

Todo o dinheiro arrecadado pelas educadoras com a venda dos alimentos será destinado às ações do projeto “Cultivando música, cultivando arte, cultivando a vida camponesa” aprovado no Programa Ação para Crianças, da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Servidores acampam na porta do Governo em Alagoas

Protestos contra governador começaram na manhã do 1º de maio


Em Movimento Unificado organizado pela Central Única dos Trabalhadores de Alagoas (CUT-AL), servidores públicos estaduais de Alagoas permanecem acampados na porta do palácio do governo desde a noite deste domingo, dia do trabalhador. Eles protestam contra intransigência da justiça, que tem perseguido líderes sindicais e ameaçado categorias em campanha salarial, e exigem audiência com Governador.

Depois de quatro anos sem conceder reajuste aos servidores públicos estaduais, Governo de Alagoas anúncio reajuste de 5.91% a ser implantado em duas parcelas em 2011. Depois de sofrer tantas perdas salariais, diversas categorias rejeitaram o percentual e prometeram mobilização.

A justiça estadual interferiu, decretou ilegalidade de uma greve que estava marcada, mas ainda não havia iniciado, da Polícia Civil. Antes mesmo que os trabalhadores da Educação discutissem em assembléia, foi divulgado na imprensa local um parecer proibindo qualquer tipo de paralisação ou greve da categoria.

Uma caminhada realizada na orla marítima de Maceió marcou o início das atividades do dia do trabalhador. Apresentações culturais e a corrida do trabalhador movimentaram a tarde. Dirigentes de várias categorias de Servidores Públicos estaduais deram continuidade à programação durante a noite, montando acampamento em frente ao palácio do governo com direito a faixas, banners e bandeiras denunciando o governo tucano. O movimento contou com a participação de trabalhadores rurais sem-terra, que prestaram apoio e participaram do acampamento desde o início.

Na manhã desta segunda-feira (2), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) realizou assembléia com a categoria, que decidiu realizar atividades de protesto porto do Estado e se unir ao acampamento já montado na porta do palácio.

As atividades permanecem. Uma assembléia unificada de todas as categorias deve acontecer ainda esta tarde, após o termino da assembléia dos Militares de Alagoas que está acontecendo neste momento.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sinteal (02.04.11)