terça-feira, 3 de maio de 2011

Servidores acampam na porta do Governo em Alagoas

Protestos contra governador começaram na manhã do 1º de maio


Em Movimento Unificado organizado pela Central Única dos Trabalhadores de Alagoas (CUT-AL), servidores públicos estaduais de Alagoas permanecem acampados na porta do palácio do governo desde a noite deste domingo, dia do trabalhador. Eles protestam contra intransigência da justiça, que tem perseguido líderes sindicais e ameaçado categorias em campanha salarial, e exigem audiência com Governador.

Depois de quatro anos sem conceder reajuste aos servidores públicos estaduais, Governo de Alagoas anúncio reajuste de 5.91% a ser implantado em duas parcelas em 2011. Depois de sofrer tantas perdas salariais, diversas categorias rejeitaram o percentual e prometeram mobilização.

A justiça estadual interferiu, decretou ilegalidade de uma greve que estava marcada, mas ainda não havia iniciado, da Polícia Civil. Antes mesmo que os trabalhadores da Educação discutissem em assembléia, foi divulgado na imprensa local um parecer proibindo qualquer tipo de paralisação ou greve da categoria.

Uma caminhada realizada na orla marítima de Maceió marcou o início das atividades do dia do trabalhador. Apresentações culturais e a corrida do trabalhador movimentaram a tarde. Dirigentes de várias categorias de Servidores Públicos estaduais deram continuidade à programação durante a noite, montando acampamento em frente ao palácio do governo com direito a faixas, banners e bandeiras denunciando o governo tucano. O movimento contou com a participação de trabalhadores rurais sem-terra, que prestaram apoio e participaram do acampamento desde o início.

Na manhã desta segunda-feira (2), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) realizou assembléia com a categoria, que decidiu realizar atividades de protesto porto do Estado e se unir ao acampamento já montado na porta do palácio.

As atividades permanecem. Uma assembléia unificada de todas as categorias deve acontecer ainda esta tarde, após o termino da assembléia dos Militares de Alagoas que está acontecendo neste momento.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sinteal (02.04.11)

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