quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sábado tem mais uma edição da Feira da Esperança e da Solidariedade

A atividade é promovida pela Arquidiocese de Maceió e acontece sempre no primeiro sábado de cada mês


Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL


A Arquidiocese de Maceió realiza neste sábado (02.07) mais uma edição da Feira da Esperança e da Solidariedade em frente à Igreja São Gonçalo no bairro do Farol em Maceió, logo após a celebração da santa missa que tem início às 6h.

Integrantes da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT-AL) participarão novamente da atividade para comercializar produtos de qualidade, sem agrotóxicos e com preço baixo, como: macaxeira, feijão, abóbora e frutas diversas. Os alimentos são oriundos dos assentamentos Flor do Bosque e Rio Bonito, respectivamente, localizados nos municípios de Messias e Joaquim Gomes, ambos na zona da mata alagoana.

A ação existe desde fevereiro de 2010, acontece sempre no primeiro sábado de cada mês, e tem contribuído na integração das pastorais sociais e a sociedade civil, além de arrecadar recursos financeiros para os projetos executados pela Igreja Católica.


Mais informações: (82) 9127-2364 / 9126-1532

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Presidente da CPT: violência no campo não diminuirá sem reforma agrária

Começou há pouco a audiência conjunta das comissões de Constituição Justiça e de Cidadania (CCJ) e de Direitos Humanos e Minorias para discutir a impunidade dos crimes contra trabalhadores rurais.
O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Landislau Biernaski, disse que a impunidade e a violência já são endêmicas no Brasil, e que “sem reforma agrária não haverá diminuição da violência no campo”. Para o religioso, os deputados e senadores têm responsabilidade pela realidade atual de crimes no campo porque o Congresso Constituinte não aprovou a limitação do uso da propriedade na Constituição de 1988.
O religioso disse que no Brasil cerca de 2% dos proprietários têm mais de metade das terras. Na Polônia, segundo ele, onde ocorreu a reforma agrária, 35% da população vivem da terra, enquanto no Brasil, apenas 18%. “Com essa imensidão, isso é incompreensível”, sustentou.
Dom Ladislau sustentou ainda que “grandes distorções, como a destinação pelo governo federal de mais de R$ 100 bilhões ao agronegócio e apenas 10% desse valor para os pequenos produtores, que produzem mais de 70% dos alimentos para os brasileiros”, contribuem para essa situação de violência.
Uma das autoras do requerimento para a realização do debate, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), ressaltou a necessidade de buscar soluções para o problema, pois “quando não há punição todos se sentem livres para agir como querem”. 

A audiência ocorre no Plenário 1.

Continue acompanhando esta cobertura.
Reportagem – Maria Neves 
Edição – Regina Céli Assumpção




Fonte:  Agência Câmara de Notícias (28.06.11)

terça-feira, 28 de junho de 2011

POESIA: Mortes do modelo

Poesia em memória aos camponeses assassinatos em conflitos no campo no Norte do país

No período em que a Comissão Pastoral da Terra celebra mais um ano de atuação e compromisso com os povos do campo, a CPT Nordeste II compartilha com todos e todas a poesia escrita pelo agente da CPT NE II, Plácido Júnior, em memória aos camponeses e a camponesa assassinados nos últimos conflitos no campo, ocorridos no Norte do país, e a tantas outras vítimas deste modelo de desenvolvimento. 
 



Mortes do modelo
Plácido Júnior (*)

As correntes que fazem árvores caírem estão presas a uma engrenagem.
As bombas que sugam incansavelmente as águas dos rios também estão presas a mesma engrenagem.
Os venenos que poluem as terras poluem para a mesma engrenagem.
As balas que ceifam vidas partem desta engrenagem.

E que engrenagem é essa que derruba árvores, que suga os rios, que polui as terras e que ceifa vidas?
Que engrenagem é essa que mutila sonhos, que nos rasga o ventre e que nos impede de viver?
Que engrenagem é essa que tritura povos e encharca a terra com o nosso sangue? Que engrenagem é essa que faz a Terra chorar em pranto?

É o modelo que concentra terras, que concentra águas e destrói vidas!
É o modelo do monocultivo, da pecuária e das madeireiras!
É o modelo dos agrotóxicos, da indiferença e da motosserra!
É o modelo do latifúndio, do agronegócio e transnacionais!
É o modelo das carvoarias, do trabalho escravo, dos canaviais!
É o modelo dos grandes projetos para o capital!


*Plácido Júnior é geógrafo e integrante da Comissão Pastoral da Terra – Regional NE II

____________________________
Comissão Pastoral da Terra - NE II
Setor de Comunicação
Renata Albuquerque: (81) 9663.2716 / 3231.4445 comunicacaocptpe@yahoo.com.br
www.cptpe.org.br

domingo, 19 de junho de 2011

Pachamama realiza aperitivo italo-brasileiro


A Associação Pachamama - entidade italiana que apóia a luta pela reforma agrária no Brasil - realizará neste domingo (19.06) na Paróquia São Caetano em Torino, o "Pacha-aperitivo do Verão". O evento de integração sócio-cultural, também, visa arrecadar recursos financeiros para os projetos desenvolvidos em parceria com a Comissão Pastoral da Terra em Alagoas (CPT-AL).

Depois do sucesso do ano passado, 25 sócios e amigos de Pachamama resolveram organizar novamente o aperitivo e esperam cerca de 200 pessoas. O Presidente Omar Borio, iniciará a programação com a exposição de fotos sobre as atividades desenvolvidas em 2010, em seguida, exibirá ao documentário "Do bagaço a liberdade" produzido pela CPT NE2 e depois terá o momento do debate, perguntas e considerações.

Também terá a apresentação artística da Associação Cultural Brasileira Warà que fará a típica quadrilha das festas juninas no Nordeste Brasileiro. E o público presente irá degustar comidas italianas (pizza, salada de frango, salame italiano e petiscos variados) e comidas e bebidas brasileiras (coxinhas, caipirinha, etc).

A Pachamama foi criada no dia 21 julho de 2009, normalmente, realiza um jantar brasileiro no mês de dezembro, palestras na Universidade de Torino, eventos de formação e divulgação das ações. No Brasil, os integrantes da instituição já fizeram várias visitas em acampamentos e assentamentos da reforma agrária, participaram da Romaria da Terra e das Águas, organizaram o curso de capacitação intitulado “Semeadores da Saúde” com camponeses da zona da mata alagoana, também, promoveram um jantar italiano com amigos da CPT e autoridades em agosto de 2010 para arrecadar recursos.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

15 de junho: Combate da Violência contra a Pessoa Idosa




A  Pastoral da Pessoa Idosa realiza hoje a partir das 9h, uma grande caminhada com o tema “Juntos, por mais respeito, qualidade de vida, dignidade e esperança para as pessoas idosas”, com saída da Praça Deodoro até a Praça dos Martírios em Maceió.
 
Os idosos e idosas do campo e da cidade merecem amor e seus direitos respeitados!

domingo, 12 de junho de 2011

Reportagens especiais sobre a 14ª Feira Camponesa

A 14ª Feira Camponesa foi um sucesso! O projeto mais uma vez atraiu um público amplo e heterogêneo, e ainda, teve ótima repercussão na imprensa. Também tiveram entrevistas ao vivo nas rádios locais, além de reportagens em sites de notícias e impressos. Assista abaixo reportagens especiais em TVs alagoanas.



TV PAJUÇARA - FIQUE ALERTA (10.06.11)

CPT realiza 14ª Feira Camponesa

Feira Camponesa está montada na praça da faculdade

http://tudonahora.uol.com.br/video/fique-alerta/2011/06/10/cpt-realiza-14-feira-camponesa



TV PAJUÇARA - JORNAL DA PAJUÇARA NOITE (09.06.11)

14ª Feira Camponesa

É grande a participação dos consumidores em mais uma edição da Feira Camponesa. Além da boa qualidade dos produtos, os preços são um atrativo.

http://tudonahora.uol.com.br/video/jornal-da-pajucara-noite/2011/06/09/14-feira-camponesa



TV GAZETA - AL TV /1ª Edição (09.06.11)

Quer comprar produtos sem agrotóxicos e com preços atrativos?

http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=10990

sábado, 11 de junho de 2011

Feira Camponesa cai no gosto popular dos alagoanos


Famílias inteiras oriundas de vários bairros de Maceió e de outros municípios prestigiaram o evento promovido pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas


Texto e fotos: Helciane Angélica – Jornalista/CPT-AL


A 14ª Feira Camponesa realizada nos dias 09 a 11 de junho, na Praça da Faculdade, confirmou mais uma vez a consagração do projeto que existe há oito anos e é promovido pela Comissão Pastoral da Terra. Famílias inteiras oriundas de vários bairros e de outros municípios transitaram pelo local para fazer suas compras e curtir os ares do campo em plena capital. O evento contou com o apoio do Governo de Alagoas e do Banco do Nordeste.



Para o historiador e Coordenador Estadual da CPT-AL, Carlos Lima, a feira valoriza as tradições culturais nordestinas, resgata o clima festivo que existia durante as celebrações juninas e natalinas, e ainda, contribui dando vida ao local que durante o ano todo encontra-se abandonada. “Aqui passaram muitas autoridades, governadores de Alagoas e até já veio o Presidente Nacional do Incra. Mas, o que nos deixa felizes é ver realmente o povo, tem pessoas que moram aqui próximo e sempre perguntam quando virá a próxima edição e querem que o número seja ainda maior, inclusive, fazem as refeições no nosso restaurante camponês”, exaltou.



Nos três dias do evento, a Casa de Farinha produziu 12 farinhadas o equivalente a 300k de farinha quentinha e de qualidade e também foram comercializados cerca de 400 beijus. “Para gente foi um sucesso e na nossa mente, não existe feira camponesa sem a casa de farinha. Se produzirmos 1000 beijus todos são vendidos, a gente vende cada um por R$1,50, tem sempre fila e as pessoas também fazem encomendas”, destacou Genival de Lima, do Assentamento Flor do Bosque.

Ao todo foram 60 tipos de produtos da reforma agrária trazidos de acampamentos e assentamentos da zona da mata, litoral norte e sertão. E cerca de 200 toneladas de alimentos foram comercializadas, como: frutas (laranja, banana, limão, jaca, jenipapo, coco, abacaxi, maracujá, mamão, pitomba, carambola, goiaba); hortaliças (couve, cebola, coentro, pimentão, alface, quiabo, maxixe, pimenta de cheiro); tubérculos (macaxeira, batata doce, inhame sede e inhame cará); animais (ovinos, caprinos, galinha, ganso, cisne e peru); farinha d’água; farinha de mandioca; pé de moleque; beiju; goma; massa puba; ovos de capoeira; mel de abelha; queijo; doces caseiros; artesanato; ainda teve um viveiro com mudas de sabiá, nim, caju e graviola.


Outros atrativos foram os shows de artistas locais que atraíram um público heterogêneo, a exibição do documentário “A Bota Velha é nossa” e o tradicional bingo de um carneiro.

Atrações culturais e bingo do carneiro agitam Feira Camponesa

Texto e fotos: Helciane Angélica – Jornalista/CPT-AL


Valorização de artistas locais, forró de qualidade e animação – e o melhor tudo de graça! A Comissão Pastoral da Terra realiza há oito anos a Feira Camponesa e a 14ª edição manteve a mesma linha de organização, além de vários atrativos para visitantes e feirantes.

Na programação cultural da 14ª Feira Camponesa teve o Trio Nó Cego, Joelson dos oito baixos, Pinóquio do Acordeon e Assum Preto. Também foi exibido o documentário "A Bota Velha é nossa" e a realização do bingo de um carneiro que já virou tradição, onde pessoas de várias idades se divertem e tentam ganhar o prêmio mais disputado das noites culturais.

Dona Eliede Lino dos Santos, do Assentamento Santa Maria Madalena, comercializa vários produtos desde a primeira feira realizada, principalmente, pratos típicos servidos nos festejos juninos (pamonha, canjica, milho assado e cozinhado) e sempre compra cartelas para participar do bingo do carneiro. Neste ano, concorreu com duas cartelas e levou pela terceira vez um bode para casa, que já será o prato principal na festa de São João. “Para mim isso aqui é uma grande brincadeira e eu gosto de participar, e se na feira não tiver o bingo, para mim não é a mesma coisa!”, ressaltou.


Confira algumas imagens da programação cultural da 14ª Feira Camponesa:


























sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bastidores: Diversidade agropecuária na 14ª Feira Camponesa

Fotos tiradas por Helciane Angélica - jornalista/CPT-AL

















quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bastidores: Abertura da 14ª Feira Camponesa

O movimento começou bem cedo na 14ª Feira Camponesa, na Praça da Faculdade em Maceió

Agricultores da zona da mata, sertão e litoral norte de Alagoas

Cerimônia de abertura

Maria Cavalcante - Assentada e Técnica Agrícola - fez a mística sobre a importância da luta camponesa

Representantes do Incra prestigiaram a 14ª Feira Camponesa

Josival Oliveira - representante do MLST

Claudio Rodrigues Braga - Representante da Comissão Nacional de Combate a violência no campo

Luciano Brunet - Diretor de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento / Incra

Gercino Filho - Ouvidor Agrário Nacional do Incra

Álvaro Machado - Secretário-Chefe do Gabinete Civil, representou o Governo de Alagoas

Carlos Lima - Coordenador Estadual da CPT/AL

Saúba - Agricultor e morador do Assentamento Quilombo dos Palmares (São Miguel dos Milagres)

Café camponês
Autoridades e representantes da imprensa saborearam a culinária nordestina