sábado, 11 de junho de 2011

Feira Camponesa cai no gosto popular dos alagoanos


Famílias inteiras oriundas de vários bairros de Maceió e de outros municípios prestigiaram o evento promovido pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas


Texto e fotos: Helciane Angélica – Jornalista/CPT-AL


A 14ª Feira Camponesa realizada nos dias 09 a 11 de junho, na Praça da Faculdade, confirmou mais uma vez a consagração do projeto que existe há oito anos e é promovido pela Comissão Pastoral da Terra. Famílias inteiras oriundas de vários bairros e de outros municípios transitaram pelo local para fazer suas compras e curtir os ares do campo em plena capital. O evento contou com o apoio do Governo de Alagoas e do Banco do Nordeste.



Para o historiador e Coordenador Estadual da CPT-AL, Carlos Lima, a feira valoriza as tradições culturais nordestinas, resgata o clima festivo que existia durante as celebrações juninas e natalinas, e ainda, contribui dando vida ao local que durante o ano todo encontra-se abandonada. “Aqui passaram muitas autoridades, governadores de Alagoas e até já veio o Presidente Nacional do Incra. Mas, o que nos deixa felizes é ver realmente o povo, tem pessoas que moram aqui próximo e sempre perguntam quando virá a próxima edição e querem que o número seja ainda maior, inclusive, fazem as refeições no nosso restaurante camponês”, exaltou.



Nos três dias do evento, a Casa de Farinha produziu 12 farinhadas o equivalente a 300k de farinha quentinha e de qualidade e também foram comercializados cerca de 400 beijus. “Para gente foi um sucesso e na nossa mente, não existe feira camponesa sem a casa de farinha. Se produzirmos 1000 beijus todos são vendidos, a gente vende cada um por R$1,50, tem sempre fila e as pessoas também fazem encomendas”, destacou Genival de Lima, do Assentamento Flor do Bosque.

Ao todo foram 60 tipos de produtos da reforma agrária trazidos de acampamentos e assentamentos da zona da mata, litoral norte e sertão. E cerca de 200 toneladas de alimentos foram comercializadas, como: frutas (laranja, banana, limão, jaca, jenipapo, coco, abacaxi, maracujá, mamão, pitomba, carambola, goiaba); hortaliças (couve, cebola, coentro, pimentão, alface, quiabo, maxixe, pimenta de cheiro); tubérculos (macaxeira, batata doce, inhame sede e inhame cará); animais (ovinos, caprinos, galinha, ganso, cisne e peru); farinha d’água; farinha de mandioca; pé de moleque; beiju; goma; massa puba; ovos de capoeira; mel de abelha; queijo; doces caseiros; artesanato; ainda teve um viveiro com mudas de sabiá, nim, caju e graviola.


Outros atrativos foram os shows de artistas locais que atraíram um público heterogêneo, a exibição do documentário “A Bota Velha é nossa” e o tradicional bingo de um carneiro.

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