segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CONVITE: 3ª Semana Social Arquidiocesana


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Via Campesina promove manifestações em vários estados

Organização é formada por diversos movimentos sociais.
Ações integram Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.


Em Sergipe, manifestantes bloquearam a BR-101. Eles pedem o assentamento de 150 famílias que estão acampadas, há mais de um ano, ao longo da rodovia. O trânsito só foi liberado depois que uma reunião entre o Incra, o governo do estado e lideranças do MST foi marcada para terça- feira (30).

No Pará, 250 trabalhadores rurais ligados ao Movimento Sem-Terra ocuparam a Fazenda Esplanada, em Eldorado do Carajás. O grupo quer a desapropriação da área. À tarde, outro grupo interditou a rodovia entre Parauapebas e Curionópolis para pedir a construção de uma escola num assentamento da região.

No Rio Grande do Sul, o movimento bloqueou rodovias em Santana do Livramento e em Alegrete. Além de maior agilidade nos processos de reforma agrária, famílias que já foram assentadas pediram também a renegociação das dívidas e liberação de crédito.

Em Maceió, cerca de mil manifestantes ocuparam as sedes da Eletrobrás, da Secretaria Estadual da Agricultura e do Incra. Eles cobraram a melhoria da infraestrutura dos assentamentos.

Em Brasília, integrantes da Via Campesina ocuparam o Ministério da Fazenda. Eles só deixaram o local no fim da tarde quando foram recebidos por ministros no Palácio do Planalto. Na reunião, eles pediram o assentamento imediato de 60 mil famílias acampadas, mais dinheiro para reforma agrária e a renegociação da dívida dos pequenos agricultores.

O governo se comprometeu a dar uma resposta a todos os pedidos dos manifestantes até sexta-feira (26).


Fonte: Globo Rural

Movimentos garantem audiências com Poder Público



Os movimentos sociais ligados à Via Campesina, em Jornada Nacional de Lutas desde o início da semana, serão recebidos nesta quarta-feira (24/08) por representantes do Poder Público. Com a negativa do Governo do Estado em agendar a audiência solicitada pelos agricultores até esta manhã, os trabalhadores rurais bloquearam o cruzamento que dá acesso ao Palácio. Após dez minutos de bloqueio e um crescente congestionamento, o Governo anunciou para 16h a audiência com representantes dos movimentos e órgãos governamentais. A Superintendente Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Lenilda Lima, recebe ao meio-dia uma comissão da Via.


Outras informações:

Debora Nunes - Direção Nacional do MST: (8)2 9911.4995

Carlos Lima - Coordenação CPT: (82) 9127.5773

Josival Oliveira - Direção Estadual MLST: (82) 8876.2147

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Seagri-AL e Superintendência do Incra ocupados

Por: Rafael Soriano


Dando continuidade à Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina, os movimentos de luta pela terra em Alagoas ocuparam no início da tarde desta terça-feira (23/08) a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na praça Sinimbu, e a Secretaria do Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri-AL). Mais de mil famílias de trabalhadores rurais se dividem entre as ocupações da Eletrobrás Distribuição Alagoas (iniciada pela manhã), Seagri-AL e Incra.

Em nível nacional, os movimentos cobram um plano emergencial para o assentamento das famílias hoje acampadas (60 mil este ano e 100 mil famílias por ano a partir de 2012), a negociação das dívidas dos trabalhadores, a recomposição do orçamento do Incra (particularmente para aquisição de terras), a valorização da educação do campo e um programa de agroindustrialização para assentamentos. Mais de 5 mil Sem Terra acampam em Brasília, onde esperam ser recebidos pelo Governo.

Em Alagoas, a Via Campesina cobra do Poder Público a destinação das terras do falido banco estadual Produban para fins de Reforma Agrária e medidas estruturantes para os assentamentos, como estradas, abastecimento de água, escolas e unidades de saúde nas áreas. Além das famílias acampadas nos órgãos em Maceió, outros mil trabalhadores ocuparam nesta terça-feira (23/08) o Complexo de Paulo Afonso da Companhia Hidrelétrica do São Francisco – Chesf.


Outras informações:
Na Chesf:
82 9921 9844
82 8848 8007
Kamila Martins
Porta-Voz

Em Maceió:
82 9127 5773
Carlos Lima
Coordenação CPT

82 9911 4995
Débora Nunes
Direção Nacional – MST

82 8876 2147
Josival Oliveira
Direção Estadual – MLST

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Trabalhadores rurais ocupam Praça Sinimbu há sete meses

Famílias despejadas de fazenda em Murici vivem em condições precárias e aguardam posicionamento do Incra; ‘Não recebemos qualquer assistência’, desaba

Barracos foram erguidos em frente à sede do Incra, ao fundo (Foto: Bruno Soriano)

Dezenas de trabalhadores rurais sem terra ocupam a Praça Sinimbu, no centro de Maceió, já há sete meses, à espera de definição por parte do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sobre em qual pedaço de terra deverão se instalar em definitivo. Ao todo, 75 famílias foram despejadas de uma fazenda situada no município de Murici – distante 51 quilômetros da capital –, motivo pelo qual se deslocaram até a praça, onde ergueram acampamento em frente à sede do Incra.

Os trabalhadores continuam a afirmar que somente deixarão o local quando o Instituto providenciar um novo local, a fim de que possam retomar a produção que mantinham no interior. “Nós tínhamos de tudo. Macaxeira, batata, feijão de corda. Nada faltava. Mas aqui estamos passando necessidade, sem saber se amanhã teremos algo para comer”, desabafou o agricultor Ailton José da Silva, de 45 anos.

Segundo Ailton, apenas 26 das 75 famílias despejadas decidiram ocupar a Sinimbu, onde não dispõem de absolutamente nada: a falta d’água dificulta a higiene e expõe as crianças a doenças. O odor - provocado pelo manejo inadequado de dejetos e do próprio lixo lá produzido - domina a praça e incomoda pedestres, consumidores e comerciantes da região central de Maceió.

Os mosquitos tomam conta de tudo à noite. É horrível. Tenho sobrevivido de alguns bicos, recolhendo material reciclável, como latinhas que encontro na rua”, emendou o trabalhador rural, que divide um barraco com mais cinco pessoas, entre esposa e filhos pequenos.

Não queremos ir para a beira da pista. Por isso aqui continuamos. Não temos previsão de nada e não recebemos qualquer assistência do Incra ou de quem quer que seja”, reforçou.

A reportagem da Gazetaweb buscou contato com a superintendente do Incra em Alagoas, Lenilda Lima, mas ela não atendeu às ligações em seu número de telefone celular.


Fonte: Gazetaweb (19.08.11)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Via Campesina monta acampamento nacional com 4 mil camponeses em Brasília

Brasília recebe 4 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais de 23 estados e do Distrito Federal dos movimentos da Via Campesina em um grande Acampamento por Reforma Agrária, a partir desta segunda-feira (22/08), nos arredores do Ginásio Nilson Nelson. A mobilização integra a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que acontece em todo o Brasil a partir do dia 22 de agosto. Além do acampamento, atos políticos e culturais devem acontecer em Brasília e nos Estados onde os movimentos da Via Campesina estão organizados.

Três temas centrais, todos relacionados com a implementação da Reforma Agrária, serão discutidos com as mobilizações: o primeiro é o assentamento das mais de 60 mil famílias acampadas, algumas há mais de cinco anos, através da desapropriação dos grandes latifúndios improdutivos, muitos em mãos do capital estrangeiro.

“Acreditamos que a Reforma Agrária seja um dos principais meios de desenvolver nosso país, distribuindo renda e riqueza, pois democratiza a terra, gera empregos diretos, moradia e produção de alimentos, superando a miséria no interior do país e o inchaço dos grandes centros urbanos” disse José Batista de Oliveira, integrante da coordenação nacional do MST.

A Jornada também exige que o orçamento destinado à obtenção de terras seja recomposto. Os R$ 530 milhões destinados para o Incra promover a desapropriação de terras já foram totalmente executados. Para 2012, o cenário é de redução: estão previstos apenas R$ 465 milhões, um corte de R$ 65 milhões, segundo dados do Incra.

Enquanto isso, a concentração fundiária é comparável aos índices da época da Ditadura Militar. O Índice de Gini, em 1967, era de 0,836 (quanto mais perto de 1,0, mais concentrado é o modelo). Os dados do último Censo Agrário do IBGE (2006) dizem que o índice aumentou para 0,854. “Especialistas ainda afirmam que o Brasil possui cerca de 4 milhões de famílias de trabalhadores sem terra que são potenciais beneficiárias de políticas de reforma agrária. Os latifúndios, com mais de mil hectares, somam menos de 1% das propriedades e controlam 44,42% das terras”, completa Oliveira.

A renegociação das dívidas dos pequenos agricultores também é pauta de reivindicação. Em todo o Brasil, o valor em dívidas vencidas chega a R$ 30 bilhões, de acordo com o Ministério da Fazenda. A situação é preocupante, pois a agricultura familiar é responsável pelo abastecimento interno de alimentos - responde por 70% do alimento da mesa do brasileiro.

“O valor comprova que o Programa Nacional da Agricultura Familiar (PRONAF) é uma política inadequada e insuficiente para atender a realidade da agricultura camponesa, familiar, sobretudo os assentados da Reforma Agrária. Refletem os preços baixos pagos aos pequenos produtores e a falta de políticas públicas de comercialização”, explica Oliveira.

A Via Campesina é uma articulação internacional de movimentos sociais camponeses. No Brasil, é integrado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além do Sindicato dos Trabalhadores da EMBRAPA (Sinpaf), da Federação dos Estudantes de Agronomia e da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal.

Fonte: Página do MST

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Bastidores: Feira Camponesa Itinerante no bairro do Pinheiro

Essa foi a segunda vez que o formato itinerante da Feira Camponesa esteve no bairro do Pinheiro em Maceió-AL, nos dias 11 a 13 de agosto de 2011. Uma realização da Comissão Pastoral da Terra com o apoio da Igreja Batista do Pinheiro e a Paróquia Menino Jesus de Praga. Confira o registro fotográfico.



 





domingo, 14 de agosto de 2011

“Feira Camponesa Itinerante foi um sucesso”, diz organizadores


A atividade realizada pela CPT-AL já percorreu os bairros de Salvador Lira, Bebedouro, Santo Eduardo e Pinheiro


Texto: Helciane Angélica - Jornalista da CPT/AL
Fotos: Helciane Angélica e Cícero Marcos




A comercialização de vários produtos oriundos de assentamentos da reforma agrária da zona da mata e sertão alagoano atraiu pessoas do bairro do Pinheiro e das adjacências. A ação foi promovida pela Comissão Pastoral da Terra e recebeu o apoio da Igreja Batista do Pinheiro e da Paróquia Menino Jesus de Praga.

Estiveram presentes: integrantes da associação italiana Pachamama, uma das importantes parceiras internacionais da CPT; Lenilda Lima, Superintendente Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-Incra (lado esquerdo da foto); e Sandra Lira, representante estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Os agricultores do Assentamento Todos os Santos em Água Branca, que participaram pela segunda vez desta versão itinerante ficaram surpresos com a receptividade dos consumidores. “O povo daqui compra as coisas mais rápido. Gostei muito deste local, trouxe 80 garrafas com mel do sertão e não sobrou nem meia dúzia”, disse Hélio Santos. Além do mel, o agricultor também levou abóbora, dois carneiros, dois perus, 10 galinhas, um saco com limão e uma caixa com abacates.


Já o assentado Pedro Betinho, se arrependeu de não ter trazido mais produtos. “Mercadoria boa tem dono! Eu deixei uma base de 20 toneladas de abóbora na minha roça e não trouxe mais porque me disseram que essa feira era menor, mas vendemos tudo e se tivesse mais coisas, ia vender tudo”, lamentou.

Esse formato itinerante já percorreu os bairros de Salvador Lira, Bebedouro, Santo Eduardo e Pinheiro, sem qualquer apoio dos governos municipal ou estadual. “A iniciativa desta feira é da CPT e dos próprios feirantes que pagam o frete e trazem suas mercadorias, e o único apoio que temos são das igrejas que disponibilizam os espaços e também ajudam na divulgação. A cada edição, essa feira tem ganhado uma repercussão maior, e agora, em menos de dois dias tinha agricultor que já tinha vendido tudo! Outra prova do sucesso deste evento é o apoio que recebemos dos grandes veículos de comunicação”, destacou Heloisa Amaral, Engenheira Agrônoma da CPT.


Noite cultural


Na sexta-feira à noite, o público conferiu a apresentação do trio de forró pé de serra Nó Cego que existe há dez anos, possui nove CDs e dois DVDs, e já se tornou uma tradição nas feiras camponesas. Também teve o bingo de uma cesta camponesa, uma verdadeira brincadeira que envolveu famílias, e o grande vencedor foi João Vicente Ferreira morador do bairro do Pinheiro, que sempre frequentou as feiras camponesas na Praça da Faculdade.


Consumidor consciente

O empresário João Batista da Silva, oriundo da cidade de Pombos (PE) e que mora há sete anos em Maceió, parabenizou a iniciativa e espera que o projeto seja levado para o bairro do Feitosa onde reside.


"Essa iniciativa deveria ter uma divulgação bem maior e deveria ser estendida para outros lugares. Mesmo no meu bairro tendo feira livre, se eu souber que tem esse tipo produto natural [sem agrotóxicos], vou comprar diretamente de quem produz. O atravessador é o que menos trabalha e é o que leva vantagem, e isso só prejudica o consumidor final, que ainda paga muito em impostos". O visitante ainda defendeu mais investimento. "Infelizmente, o dinheiro é mal distribuído e aqueles trabalhadores rurais que precisam ser mais valorizados ficam esquecidos pelo poder público e a maior parte dos produtos ainda vem de fora. Sempre achei interessante esse tipo de feira, e ia bastante lá no meu Estado, porque ajuda diretamente quem está plantando e leva qualidade para nossas mesas", ressaltou João Batista.

sábado, 13 de agosto de 2011

Igreja Batista do Pinheiro apóia Feira Camponesa Itinerante

Pastor conversa com fiéis na Feira Camponesa Itinerante


Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL


Pela segunda vez, a Igreja Batista do Pinheiro cedeu o seu estacionamento para a realização da Feira Camponesa Itinerante promovida pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas (CPT-AL) nos dias 11 a 13 de agosto. O evento atraiu pessoas das mais diversas classes sociais, idades, crenças e de vários bairros de Maceió.

O Pastor Paulo Nascimento teve a oportunidade de conferir uma feira da reforma agrária e mostrou-se muito satisfeito com o evento, além de reafirmar o compromisso da Igreja Batista do Pinheiro com as causas sociais.

Um acontecimento como esse ajuda a confrontar a imagem com o que a grande mídia alardeia sobre os movimentos sociais do campo, onde normalmente são tratados como bardeneiros e vagabundos. Aqui, eles mostram que querem trabalhar e produzir. E no ponto de vista da população, o mais legal é a aproximação entre a comunidade religiosa, os agricultores e a sociedade com um todo”, destacou.

O pastor também afirmou que o apoio ofertado aos assentados não causou qualquer estranhamento na comunidade. “Os membros da Igreja Batista do Pinheiro recebem com muita alegria esse evento. Não é algo imposto, pelo contrário, ações como essa só mostram o nosso compromisso, é uma prática comum da nossa Igreja abrir as portas para a comunidade e os movimentos sociais manifestarem suas ações”.

A Igreja Batista do Pinheiro existe há 41 anos, e segue como princípios: formar discípulos de Jesus Cristo, exercitar a comunhão e a justiça social. Saiba mais no blog: www.batistadopinheiro.blogspot.com.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Feira Camponesa Itinerante tem forró e bingo de uma cesta


Por: Helciane Angélica - Jornalista da CPT/AL


Hoje (12.08) a partir das 19h, os visitantes e camponeses que estão comercializando na Feira Camponesa Itinerante terão uma noite especial no Estacionamento da Igreja Batista do Pinheiro em Maceió. Terá a apresentação do trio de forró pé de serra Nó Cego e o bingo de uma cesta camponesa, onde cada cartela custa R$2 (dois reais).

O Nó Cego tem dez anos de existência, possui nove CDs e dois DVDs. O grupo já se tornou uma tradição nas feiras organizadas pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, anima os agricultores que são os próprios feirantes e torna o evento ainda mais agradável para aquelas pessoas que vão até o local comprar alimentos livres de agrotóxicos e de qualidade.

Na Feira ainda tem: macaxeira, banana, farinha d'água, abóbora, mel do sertão, feijão, massa puba, galinha de capoeira, tapioca, beiju, pé de moleque – segue até amanhã ao meio dia. Aberto ao público!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Começou a Feira Camponesa Itinerante no Pinheiro

Fotos tiradas por Helciane Angélica - Jornalista da CPT/AL










quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Feira Camponesa Itinerante acontece pela segunda vez no Pinheiro

O formato itinerante possui o número menor de barracas, mas também contribui para uma integração entre camponeses e as comunidades nos bairros de Maceió


Por: Helciane Angélica - jornalista da CPT/AL


Arquivo da CPT
Agricultores da zona da mata e sertão de Alagoas participarão nos dias 11 a 13 de agosto, de mais uma edição do projeto Feira Camponesa Itinerante promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL). Essa é a segunda vez que é realizada no bairro do Pinheiro em Maceió e tem o apoio da Igreja Batista do Pinheiro e da Paróquia Menino Jesus de Praga. A atividade acontece das 6h às 20h, é aberta ao público.

Esse formato itinerante iniciou no bairro do Salvador Lira em novembro de 2009, quando antecedeu a 22ª Romaria da Terra e das Águas – a primeira na capital alagoana – com o tema “Do êxodo rural à periferia da capital”, e que integrou a programação celebrativa dos 25 anos da CPT no Estado. Também já foram contemplados os bairros de Santo Eduardo e Bebedouro; e outras paróquias a exemplo de Ponta Verde e José Tenório possuem o interesse em firmar a parceria no evento.

Os agricultores que são os próprios feirantes negociam diretamente com o consumidor, e também têm um contato maior com as pessoas da comunidade para falar sobre a realidade dos acampamentos e assentamentos da reforma agrária. Esse é mais um espaço onde a real importância da luta pela reforma agrária ganha visibilidade. Mostra que tem muita gente vivendo dignamente no campo, produzindo e ampliando a sua renda com o suor do trabalho desenvolvido, e, o melhor, é que todos saem ganhando na feira camponesa”, ressaltou Heloisa Amaral, Engenheira Agrônoma e coordenadora da equipe técnica da CPT que acompanha os camponeses.

Serão montadas 13 barracas que comercializarão cerca de 20 toneladas de alimentos livres de agrotóxicos, de qualidade e com preços acessíveis. Dentre os produtos estão: banana, laranja, feijão, feijão de corda, abacate, mamão, castanha, abóbora, macaxeira, farinha, rapadura, doces caseiros (mamão e leite), pé de moleque, tapioca, mel do sertão, ovos de capoeira e animais como galinha e bode – oriundos dos assentamentos Dom Helder Câmara e Pacas (ambos em Murici); Nossa Senhora da Conceição e Todos os Santos (ambos em Água Branca). E na sexta-feira (12.08) a partir das 19h terá a apresentação de um trio de forró pé de serra e ainda o bingo de uma cesta camponesa.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bairro do Pinheiro recebe Feira Camponesa Itinerante


Pela segunda vez a atividade acontecerá no bairro do Pinheiro, e tem o apoio da Igreja Batista do Pinheiro e da Paróquia Menino Jesus de Praga


Por: Helciane Angélica - Jornalista da CPT/AL


Arquivo da CPT-AL
Nos dias 11 a 13 de agosto, a Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL) realiza mais uma edição do projeto Feira Camponesa Itinerante que atua nos bairros da capital alagoana, com o intuito de dar visibilidade aos resultados positivos da luta pela reforma agrária. Pela segunda vez a atividade acontecerá das 6h às 20h, no bairro do Pinheiro e conta com o apoio da Igreja Batista do Pinheiro e da Paróquia Menino Jesus de Praga.

A tradicional Feira Camponesa acontece duas vezes ao ano na Praça da Faculdade em Maceió, nos meses de junho e outubro, já faz parte do calendário cultural e atrai centenas de pessoas dos mais diversos segmentos sociais e de várias partes do Estado. Com esse formato itinerante é possível ter um contato maior entre camponeses e a comunidade, garante a ampliação do escoamento da produção em vários períodos do ano, além de evitar a ação dos atravessadores. Os bairros que já tiveram esse evento foram: Salvador Lira (por duas vezes), Santo Eduardo e Pinheiro - já existe o convite para ocorrer em outras localidades.

Nesta quinta edição, serão 13 barracas que comercializarão uma variedade de alimentos livres de agrotóxicos, de qualidade e com preços acessíveis. Dentre os produtos estão: banana, laranja, feijão, feijão de corda, abacate, mamão, castanha, abóbora, macaxeira, farinha, rapadura, doces caseiros (mamão e leite), pé de moleque, tapioca, mel do sertão, ovos de capoeira e animais como galinha e bode – oriundos dos assentamentos Dom Helder Câmara e Pacas (ambos em Murici); Nossa Senhora da Conceição e Todos os Santos (ambos em Água Branca).

Para animar os feirantes e clientes, na sexta-feira (12.08) a partir das 19h terá a apresentação de um trio de forró pé de serra e ainda o bingo de uma cesta camponesa. Aberto ao público!

domingo, 7 de agosto de 2011

2º Jantar solidário surpreende as expectativas dos organizadores

Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista da CPT/AL

Essa é a segunda vez que a Associação Pachamama da Itália realiza o Jantar Italiano Solidário em Maceió-AL, com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para ajudar os projetos executados pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas (CPT-AL). Cerca de 120 ingressos foram vendidos para o evento que aconteceu nesta sexta-feira (05.08) no Centro Social Rural da Fetag, e atraiu um público heterogêneo e animado.

Estiveram presentes amigos e familiares dos coordenadores da CPT, professores universitários, advogados e jornalistas - pessoas influentes e interessadas em conhecer um pouco mais sobre o trabalho da instituição italiana que presta apoio internacional às famílias camponesas no Estado de Alagoas.

Na atividade foram exibidos slides sobre a parceria entre a CPT-AL e a Pachamama; além do show artístico de Guilla Gomes - jovem cantor e compositor, que interpretou grandes clássicos da MPB e pop-rock. E todos os participantes puderam saborear o melhor da gastronomia italiana: Vitello tonnato (fatias de carne de bezerro com molho de atum), Melanzane alla parmigiana (berinjelas com tomate e queijo), Penne al pesto (macarrão com molho de manjericão), Bunet (pudim de chocolate com biscoito "amaretto") e Panna cotta alle fragole (doce feito com leite e morangos).

Confira abaixo o registro fotográfico: