sábado, 6 de agosto de 2011

Omar Borio é entrevistado na Rádio Difusora

Texto e fotos: Helciane Angélica - Jornalista da CPT/AL



Na tarde desta sexta-feira (05.08) o Presidente da Associação Pachamama, Omar Borio, foi o entrevistado especial na Rádio Difusora (960 AM) em Maceió - precursora da radiodifusão em Alagoas. Em pauta, particularidades da Itália, a atuação da entidade que apóia a luta pela reforma agrária e divulgou o 2º Jantar Solidário, evento que promove a integração sócio-cultural entre o Brasil e Itália, além de arrecadar recursos financeiros para a Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL).


O radialista Stênio Reis deixou Omar bem a vontade para relatar sobre a importância e como surgiu a parceria entre a Pachamama e a CPT de Alagoas. "Eu acompanho a luta pela reforma agrária no Brasil há quatro anos e vim conhecer a CPT por meio do coordenador Carlos Lima, durante uma atividade em Joaquim Gomes coordenada por umas irmãs italianas. Visitei alguns acampamentos e assentamentos, vimos que são pessoas sérias que se dedicam em ajudar as famílias camponesas e pensamos em montar um grupo lá na Itália para ajudar também", disse.


A Pachamama existe há dois anos e desenvolve um importante apoio internacional, já foram realizadas várias ações realizadas na Itália, a exemplo de palestras sobre a realidade dos sem terra, importância da agroecologia, êxodo rural e o agronegócio da cana de açúcar; além do jantar brasileiro e aperitivos. "Nós temos 46 membros na Pachamama, mas em nossos eventos chegam a participar 150 pessoas para conhecer melhor a atuação da CPT no Brasil e ainda dar a sua contribuição para quem realmente precisa".


Omar também fez questão de destacar que a reforma agrária realmente ocorreu na Itália após a 2ª Guerra Mundial. As terras foram distribuídas para o povo morar, plantar, viver e reconstruir suas vidas. Nos anos 50, 60 e 70 ocorreu um verdadeiro boom econômico e a Itália chegou a ser a quinta economia do mundo.


"O Brasil é um país riquíssimo, com tantas terras e tem gente para trabalhar. Não entendemos como pode ter tanta desigualdade e pessoas do campo sendo expulsas, onde na verdade deveria ter uma vida digna", ressaltou Omar.

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