quinta-feira, 28 de junho de 2012

Irmã Daniela: Missionária a serviço do reino, junto aos marginalizados (as)

Irmã Daniela e Dom Gílio na XII Romaria da Terra
Foto: CPT/AL

Carlos Lima
Coordenador CPT/AL

“Vai trabalhar pelo mundo a fora, Eu estarei até o fim contigo, está na hora o Senhor me chamou, senhor aqui estou”.

A Igreja é missão. Algumas pessoas especiais acolhem a missão como o instrumento capaz de servir a Deus e aos irmãos (as) e escolhem os empobrecidos como centro do serviço e alimento da fé.

A missão e os pobres - nem sei se podemos separar assim, porque é difícil entender missão sem ser um serviço aos pobres - estiveram presente na vida missionária de Irmã Daniela. Italiana de nascimento e missionária por vocação abraçou a vida religiosa e não encontrou obstáculo capaz de desviar do objetivo de servir a Deus junto aos marginalizados do sistema.

Na pequena Piossasco, na região de Torino, na Itália, trabalhou com os esquecidos, com os caídos, com drogados e prostitutas, exercia a missão e enxergava o rosto de Cristo nas pessoas sofridas. Antes de chegar ao Brasil passou pela Argentina.

Em Alagoas, a missão de Irmã Daniela, tem a sua síntese no município de Joaquim Gomes. Dedicada a atender ao povo e cuidar da saúde do corpo e do espírito, com o carisma da congregação de São José de Pinerolo, junto com outras religiosas, realizou com as doações generosas da população de Piossasco e Pinerolo, várias obras: ambulatório, centro comunitário, escolas, sempre voltada aos mais necessitados.  Irmã Daniela amou e vai continuar amando o povo de Joaquim Gomes.

Alegre com a missão, era sempre disposta a servir, lembro de uma criança que ela conduzia, um dia na semana, de Joaquim Gomes à Maceió para tratamento de saúde no Hospital do Açúcar; lembro também, da dedicação às famílias sem terra que ocupavam as fazendas improdutivas na região, junto com padre Diego andou em vários acampamentos levando alimentos para o corpo e a Palavra como alicerce da caminhada dos empobrecidos rumo a terra sem males.

Com a Pastoral da Terra ajudou nos acampamentos, especialmente na Flor do Bosque, em Messias, nos acolheu na pesquisa que realizamos em Joaquim Gomes para entender o processo migratório dos assalariados da cana, que resultou no documentário “Tabuleiro de Cana, Xadrez de Cativeiro”, esteve presente nas romarias e contribuiu para a compra do nosso primeiro carro.

Em Joaquim Gomes e por onde ela passou vai ficar pra sempre o “jeito irmã Daniela de ser”, de ser servidora, de ser enfermeira, de ser religiosa, de ser acolhedora, de ser amiga, de ser testemunha do amor infinito de Deus.

Quem sabe um dia os políticos de Joaquim Gomes e região possam ver no humilde serviço da irmã Daniela um exemplo a ser seguido.

Foi uma benção conviver, em alguns momentos, com uma mulher tão generosa e preocupada com o bem estar do próximo.

Vamos sentir tanto a sua ausência! Mas temos a certeza da sua presença junto ao Pai, na morada definitiva, pedindo pelos pobres de Alagoas e de Joaquim Gomes.  Vamos, irmã Daniela, sempre lembrar que no dia 27 de junho de 2012, em pleno festejo junino, Deus te chamou para outra Diocese.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Feira Camponesa quer quebrar visão preconceituosa', diz organização


A Feira Camponesa retornou à Praça da Faculdade no bairro do Prado, na manhã desta quinta-feira, 14, com várias opções de alimentos produzidos em 19 assentamentos e acampamentos, acompanhandos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), em dez municípios alagoanos, frutos da reforma agrária e de acordo com a organização da feira, a intenção do evento é eliminar a visão “preconceituosa que a sociedade tem em relação aos camponeses”.
“A Feira Camponesa reúne os trabalhadores rurais dos assentamentos e acampamentos de vários lugares do Estado, trazendo até a cidade os alimentos produzidos por eles. Mostrando que eles são trabalhadores e que querem apenas plantar os seus alimentos e os da cidade”, destacou Heloísa Amaral, coordenadora técnica da CPT, enfatizando também que é uma das formas de escoamento dos alimentos produzidos.
A CPT organiza a Feira Camponesa duas vezes ao ano, em junho e outubro, e em sua 16ª edição traz os meus alimentos das edições anteriores, uma vez que “o Nordeste tem enfrentado um fenômeno natural que tem atingido todos os agricultores e tem dificultado as suas produções”, enfatizou Carlos Lima, coordenador da CPT, se referindo à seca que segundo a meteorologia é a pior dos últimos 50 anos, mas que a estimativa é que sejam comercializadas cerca de 100 toneladas de alimentos.
A coordenação da CPT ainda destaca que a população encontrará banana, feijão, feijão de corda, fava, milho, abóbora, manga, ovos de capoeira, galinhas, ovelhas, além do mel do sertão. “E a noite teremos as atraçõesculturais, vale a pena destacar que hoje teremos a banda Nó Cego e Pinóquio do Acordeon e amanhã (15) não será diferente, pois além de Pinóquio do Acordeon, também teremos o show com Zé Mocó em comemoração ao centenário do rei do forró, Luiz Gonzaga, e o nosso tradicional bingo do carneiro”, enfatizou.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Alimentos da roça, aves e caprino serão ofertados em mais uma Feira Camponesa


CPT/AL

Nem mesmo a seca que assola o nordeste brasileiro, em especial Alagoas, será motivo de desistência para os trabalhadores rurais de 19 assentamentos e acampamentos, acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), realizarem mais uma edição da Feira Camponesa. Em sua XVI edição, a Feira Camponesa, que já é tradição nos meses de junho e outubro, reunirá 83 barracas na Praça da Faculdade, localizada no bairro do Prado, em Maceió, entre os dias 14 e 16 de junho.

Banana, feijão, feijão de corda, fava, milho, abóbora, manga, ovos de capoeira, galinhas, ovelhas, além do mel do sertão, e, segundo Heloísa Amaral, coordenadora técnica da CPT, serão encontrados na feira a partir das 6h da manhã. A expectativa dos camponeses é que sejam comercializados mais de cem toneladas de alimentos, frutos da reforma agrária, durante os três dias de evento.

A noite, durante a programação cultural, haverá shows com a banda Nó Cego, Pinóquio do Acordeon e em comemoração ao centenário de Luiz Gonzaga, show com Zé Mocó. E na sexta terá também o tradicional bingo do carneiro.

“A abertura oficial da Feira Camponesa ocorrerá na quinta (14) e se dará com o café camponês, às 8h. Já o encerramento ocorrerá no sábado por volta do meio dia, onde os camponeses desarmarão as barracas, isso se ainda restar alimentos até lá”, destacou Carlos Lima, coordenador da CPT/AL.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Impasse interrompe desocupação da Sinimbu; Incra garante remoção


Alagoas24horas

Um impasse entre os trabalhadores rurais ligados ao Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), acampados há 17 meses na Praça Sinumbu, e agricultores do Assentamento Flor do Mundaú, em Branquinha, interrompeu a desocupação do logradouro público na manhã desta quinta-feira, dia 31.
As 27 famílias, que foram despejadas em janeiro de 2012 da Fazenda Cavaleiro, em Murici, deveriam deixar a praça na manhã de hoje e seguir para o município de Branquinha, a 65 km da capital alagoana, onde deveriam ocupar quatro lotes do Incra no Assentamento Flor do Mundaú. Entretanto, lideranças do MTL teriam sido informadas que os agricultores já residentes na região não aceitam a presença dos sem-terra e ameaçam bloquear a rodovia caso ocorra a transferência.
Diante do impasse, a derrubada dos barracos foi temporariamente suspensa e os trabalhadores ameaçam ocupar a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), cujos servidores estão com as atividade paralisadas.
Apesar do imbróglio, a presidente do Incra, Lenilda Lima, garantiu que a desocupação se dará hoje. O Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar está no local mediando as negociações. Questionada se não seria uma temeridade transferir as famílias (cerca de 150 pessoas) diante das ameaças, Lima disse à reportagem que 'encontrar alternativas para resolver o conflito agrário é o maior desafio dos órgãos envolvidos na reforma agrária'.
A presença dos sem-terra na Praça Sinimbu, um dos principais logradouros públicos da cidade, gerou diversas polêmicas. A Prefeitura de Maceió já havia ingressado com um pedido de reintegração de posse na Justiça. No entorno da Praça se localizam a sede da corte eleitoral do Estado, uma extensão da Universidade Federal de Alagoas, além da sede do Incra.