sexta-feira, 1 de junho de 2012

Impasse interrompe desocupação da Sinimbu; Incra garante remoção


Alagoas24horas

Um impasse entre os trabalhadores rurais ligados ao Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), acampados há 17 meses na Praça Sinumbu, e agricultores do Assentamento Flor do Mundaú, em Branquinha, interrompeu a desocupação do logradouro público na manhã desta quinta-feira, dia 31.
As 27 famílias, que foram despejadas em janeiro de 2012 da Fazenda Cavaleiro, em Murici, deveriam deixar a praça na manhã de hoje e seguir para o município de Branquinha, a 65 km da capital alagoana, onde deveriam ocupar quatro lotes do Incra no Assentamento Flor do Mundaú. Entretanto, lideranças do MTL teriam sido informadas que os agricultores já residentes na região não aceitam a presença dos sem-terra e ameaçam bloquear a rodovia caso ocorra a transferência.
Diante do impasse, a derrubada dos barracos foi temporariamente suspensa e os trabalhadores ameaçam ocupar a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), cujos servidores estão com as atividade paralisadas.
Apesar do imbróglio, a presidente do Incra, Lenilda Lima, garantiu que a desocupação se dará hoje. O Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar está no local mediando as negociações. Questionada se não seria uma temeridade transferir as famílias (cerca de 150 pessoas) diante das ameaças, Lima disse à reportagem que 'encontrar alternativas para resolver o conflito agrário é o maior desafio dos órgãos envolvidos na reforma agrária'.
A presença dos sem-terra na Praça Sinimbu, um dos principais logradouros públicos da cidade, gerou diversas polêmicas. A Prefeitura de Maceió já havia ingressado com um pedido de reintegração de posse na Justiça. No entorno da Praça se localizam a sede da corte eleitoral do Estado, uma extensão da Universidade Federal de Alagoas, além da sede do Incra.

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