terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pachamama realizará 3º jantar solidário em Alagoas


A Associação italiana Pachamama, em parceria com a Comissão Pastoral da Terra em Alagoas (CPT-AL), realizará nesta sexta feira, 17/08, o 3ª Jantar Italiano. A atividade tem como objetivo reunir pessoas e organizações sociais amigas para saborear a gastronomia italiana e contribuir com os serviços prestados pela Pastoral da Terra junto aos povos do campo no estado. O Jantar terá início às 20h e será realizado no Centro Social Rural da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura no Estado de Alagoas (FETAG-AL), localizado no bairro de Mangabeiras, em Maceió.
 
Além da boa comida, a atividade contará com o show artístico com Guilla Gomes, que interpretará clássicos da MPB. A atividade acontece uma vez por ano, sempre no mês de agosto, período de férias na Itália. A Associação Pachamama já realizou várias atividades na Itália para arrecadar fundos de cooperação com a Pastoral da Terra. “A janta italiana é um projeto consolidado, quando chegamos em Alagoas as pessoas já perguntam o dia do evento e garantem a presença”, afirmou o presidente da Pachamama, Omar Borio.
 
Na ocasião, serão servidos os pratos italianos tradicionais: duas entradas, Vitello tonnato (fatias de carne de bezerro com molho de atum) e Melanzane alla parmigiana (berinjelas com tomate e queijo); Penne alla crema di zucchine (penne com molho de abobrinhas) como prato principal; e duas sobremesas, Bunet (pudim de chocolate com biscoito "amaretto") e Panna cotta alle fragole (doce feito com leite e morangos).
As pessoas interessadas em participar e conhecer melhor as ações desenvolvidas pela Pastoral devem procurar antecipadamente os coordenadores estaduais para adquirir os ingressos. O valor individual para participar do Jantar é de R$40,00 (quarenta reais). Para esta edição do Jantar Italiano, a Pachamama contou com a colaboração da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura no Estado de Alagoas (FETAG-AL) que cedeu o espaço para a realização da atividade. O trabalho para realizar a janta é voluntario e este ano será realizado por seis italianos e a equipe da CPT.
 
 
ASSOCIAÇÃO PACHAMAMA
A instituição italiana foi fundada no dia 21 julho de 2009 na cidade de Torino\Itália e é formada por profissionais de várias áreas que defendem a luta pela reforma agrária. Eles realizam palestras na Universidade de Torino, jantar brasileiro no mês de dezembro, eventos de formação e divulgação das ações da CPT, entre outros. No Brasil, já fizeram visitas em acampamentos e assentamentos, participaram da Romaria da Terra, das feiras camponesas e prestam solidariedade às famílias camponesas que vivem há vários anos acampadas em barracas de lona. A palavra “Pachamama” significa “Terra Mãe” – do quíchua Pacha, "universo", "mundo", "tempo", "lugar", e Mama, "mãe", "Mãe Terra" – também é uma deusa cultuada pelos povos andinos do Peru e Bolívia. Outras informações no site oficial: www.pachamama.to.it
 
 
Serviço:
3º Jantar Solidário
Onde? Centro Social Rural da FETAG – Travessa João Davino, nº330, Mangabeiras. Maceió-AL
Quando? 17 de agosto de 2012 (sexta-feira)
Horário? 20h
Valor? R$ 40,00 (por pessoa)
Realização: Associação Pachamama e CPT-AL
 
Outras informações:
Comissão Pastoral da Terra – Alagoas
Fone: (82) 3221.8600
Carlos Lima
Fone: (82) 9137.6112
Alexsandra Timóteo
Fone: (82) 9127.0153
Heloísa Amaral

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Em Alagoas, Feira das mulheres Camponesas homenageia o martírio de Margarida Maria Alves


Dezenas de Mulheres camponesas das áreas da Reforma Agrária do Estado de Alagoas realizam a Feira das mulheres Camponesa em homenagem à lutadora do povo, Margarida Maria Alves, cujo martírio aconteceu no dia 12 de agosto de 1983. A feira será realizada entre os dias 09 e 11 de agosto, no estacionamento da Igreja Batista do Pinheiro, na cidade de Maceió.

Margarida Maria Alves é considerada um símbolo na luta pela Reforma Agrária em todo o país. “Prefiro morrer na luta do que morrer de fome”, uma das frases mais conhecidas da lutadora, alimenta o espírito das mulheres que estarão na feira. “Esperamos mostrar mais uma vez para a sociedade o verdadeiro resultado e a importância da Reforma Agrária, com as produção de alimentos saudáveis e a valorização das mulheres na busca pela concretização da cidadania”, destaca a agente pastoral da CPT e engenheira agrônoma, Heloísa Amaral.

A atividade é uma edição especial da Feira Itinerante, realizada quatro vezes ao ano pelos agricultores e agricultoras apoiados pela CPT em diversos bairros da capital Alagoana. Além de homenagear a memória de Margarida Maria Alves na semana em que se completa 29 anos de seu martírio, “a Feira também foi pensada para incentivar as mulheres camponesas, pois a partir de sua força podemos crescer ainda mais na produção, na comercialização e no respeito ao meio ambiente”, ressalta Heloísa Amaral.

A feira contará com uma grande variedade de alimentos produzidos de forma agroecológica pelas mulheres. Serão cerca de 15 toneladas de alimentos: Macaxeira, feijão, laranja, banana, mel, galinha de capoeira, entre tantos. As camponesas comercializarão também a tradicional tapioca e pé-de-moleque, feitos na hora, além de seus artesanatos produzidos nos assentamentos, com folha de bananeira e de taboa. A realização desta edição especial da Feira Camponesa Itinerante é fruto de uma parceira entre a Comissão Pastoral da Terra, o Movimento de Mulheres Camponesa (MMC), e tem o apoio da Igreja Batista do Pinheiro e a Paróquia Menino Jesus de Praga.


Homenagem ao martírio de Margarida Maria Alves
Margarida Maria Alves foi presidenta do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras rurais de Alagoa Grande/PB. Filha mais nova de uma família de nove irmãos, Margarida era amada e respeitada pelos trabalhadores e trabalhadoras e odiada pelos usineiros. Ela esteve à frente, enquanto sindicalista rural, da luta por direitos básicos dos trabalhadores rurais em Alagoa Grande, tais como carteira de trabalho assinada e 13º salário, jornada de trabalho de 8 horas e férias. Encaminhava várias ações na justiça em defesa dos direitos dos canavieiros e canavieiras e falava sempre da necessidade da Reforma Agrária. No dia 12 de Agosto de 1983, às 17h30, Margarida foi chamada na porta da sua casa por uma voz vindo de fora. Recebeu na hora um tiro de escopeta no rosto: aquele rosto de mulher corajosa e que transmitia confiança a todos ficou completamente desfigurado. Tinha sido avisada várias vezes que a sua vida estava em perigo: “Da luta eu não fujo” foi sempre a sua resposta.

Serviço:
O que? Feira Camponesa Itinerante em homenagem à Margaria Maria Alves
Quando? Dias 09, 10 e 11 de agosto
Onde? no estacionamento da Igreja Batista do Pinheiro – Maceió

Outras informações:
Comissão Pastoral da Terra – Alagoas
Heloísa Amaral

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Famílias sepultam corpo do trabalhador rural assassinado em Alagoas


O corpo encontrado no último dia 26 em um bananal entre as fazendas São Gonçalo e Novo Horizonte, município de Porto Calvo, Alagoas, é mesmo do trabalhador rural Edvaldo Rodrigues Ferreira, acampado da Fazenda Porto Seguro, município de Porto de Pedras. A confirmação foi dada pelo Instituto de Medicina Legal (IML) de Alagoas nesta sexta-feira, dia 3. O corpo foi liberado no mesmo dia e sepultado neste último sábado (04/08) no cemitério São José, na cidade de Maceió.

A Comissão Pastoral da Terra denunciou, no início de julho, o desaparecimento do trabalhador ao Delegado Geral da Policia Civil, Paulo Cerqueira, e solicitou ainda a nomeação de um delegado especial para investigar o caso. A CPT não descarta a possibilidade de ser um crime de conflito agrário. Um dia antes da identificação do corpo do trabalhador rural, representantes da CPT e familiares reuniram-se com o Delegado Geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, cobrando maior empenho e agilidade para a conclusão do inquérito. O delegado se comprometeu a cumprir o inquérito em 30 dias. 

Edvaldo estava desaparecido desde o dia 30 de junho. Segundo familiares, um dia antes do desaparecimento, o proprietário da fazenda, Everaldo de Albuquerque Alves, em conversa com Ferreira insistia em saber qual o nome da liderança do movimento que ocupou o imóvel. Diante da recusa de passar as informações, o proprietário ameaçou o sem terra dizendo que “então você vai dar conta, é justiça que vocês querem, justiça vão ter”.

O caso foi denunciado ao Comitê de Conflitos Agrários do Estado de Alagoas, ao Governador e à Ouvidoria Agrária Nacional, com o objetivo de exigir autoridades providências para investigar este caso e solucionar os conflitos agrários no estado. Os familiares de Edvaldo Rodrigues Ferreira cobram justiça, exigem que os culpados sejam punidos e que a fazenda Porto Seguro seja desapropriada.
Outras informações:
Carlos Lima – CPT Alagoas
Fone: (82) 9137.6112/ 3221.8600

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Corpo encontrado em bananal pode ser de Sem Terra desaparecido em Alagoas


O corpo encontrado na última quinta feira, dia 26, em um bananal entre as fazendas São Gonçalo e Novo Horizonte, município de Porto Calvo, Alagoas, pode ser do trabalhador rural Edvaldo Rodrigues Ferreira, acampado da Fazenda Porto Seguro, município de Porto de Pedras. Edvaldo está desaparecido desde o dia 30 de junho. Segundo familiares, um dia antes do desaparecimento, o proprietário da fazenda, Everaldo de Albuquerque Alves, em conversa com Ferreira insistia em saber qual o nome da liderança do movimento que ocupou o imóvel. Diante da recusa de passar as informações, o proprietário ameaçou o sem terra dizendo que “então você vai dar conta, é justiça que vocês querem, justiça vão ter”.

Os familiares reconheceram o corpo, no Instituto Medico Legal – IML, como sendo de Edvaldo por causa das vestimentas. Porém, o delegado Antônio Nunes, responsável pelo inquérito, ainda tem dúvidas a respeito da identificação do corpo, uma vez que a família afirma que o trabalhador possuía dentes e o perito informou que o corpo examinado não possui arcada. Os familiares aguardam o resultado final da perícia de identificação do corpo. A demora e indefinição aumenta ainda mais a dor dos parentes.

A Comissão Pastoral da Terra denunciou, no início de julho, o desaparecimento do trabalhador ao Delegado Geral da Policia Civil, Paulo Cerqueira, e solicitou ainda a nomeação de um delegado especial para investigar o caso. A CPT não descarta a possibilidade de ser um crime de conflito agrário. Ainda ontem (31/07), a Pastoral encaminhou ofícios ao Comitê de Conflitos Agrários do Estado de Alagoas, ao Governador e à Ouvidoria Agrária Nacional, exigindo das autoridades providências para investigar este caso e solucionar os conflitos agrários no estado. Foi solicitado também uma audiência com o Delegado Geral da Policia Civil e o secretario da Defesa Social, Dário César, mas até o momento não houve reação do Governo.

O Padre Alex Cauchi, acredita que estes conflitos são gerados pela não realização da Reforma agrária, pois o INCRA demora anos para fazer uma desapropriação, mesmo nos imóveis que não cumprem a função social da propriedade e cujos proprietários devem milhões aos Bancos Públicos e impostos. O Coordenador Regional da CPT, Carlos Lima, espera que o inquérito seja concluído o mais rápido possível, que os culpados sejam punidos e a fazenda Porto Seguro seja desapropriada.

Outras informações:
Carlos Lima – CPT Alagoas
Fone: (82) 9662.6386/ 9137.6112