terça-feira, 29 de outubro de 2013

Livro discute problema da terra em Alagoas


Lançamento será realizado com debate na Bienal

A luta pela democratização da terra ocupou o latifúndio da literatura. O livro “Terra em Alagoas: temas e problemas”, publicado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas, é uma coleção de textos que será lançada durante a palestra “Sem Terra: Sociedade e História” dentro da programação da VI Bienal Internacional do Livro. O evento ocorre no 1º de novembro, a partir das 19h, na Sala Caetés do Centro de Convenções Ruth Cardoso.

Organizado pelo professor, Luiz Sávio de Almeida, pelo coordenador da Comissão Pastoral da Terra, José Carlos da Silva Lima e pelo coordenador do Movimento de Liberdade dos Sem-Terra, Josival dos Santos Oliveira, esta publicação é fruto do trabalho do Grupo de Estudos Alagoas: Terra.

Dentro de 447 páginas e divido em seis blocos distintos é abordado o tema da terra desde uma perspectiva do âmbito governamental até dos próprios movimentos sociais, passando pelo debate indígena, quilombola e da formação histórica, apresentando por professores, intelectuais, teólogos e militantes da luta agrária.

Alagoas é o Estado que mais concentra terra e renda no país e para combater as desigualdades e outros males decorrentes disso, os movimentos sociais do campo têm essa publicação como um aliado intelectual para fortalecer a luta dos oprimidos. “A terra é um fator essencial para se explicar o poder (...) na montagem da matriz de produção (estrutura fundiária) foi gerada uma sociedade excludente, uma economia dependente e uma política violenta na resolução de conflitos, violência física e simbólica, com o controle dos instrumentos do estado e o manejo da dominação política” (ALMEIDA, 2008).

A bravura sem terra tem criado condições para a superação desse modelo de sociedade vigente, trazendo a questão agrária para dentro do fortalecimento da luta de classes. Para Almeida, “em primeiro lugar, (porque) consegue incorporar parcela da multidão de pobres como sujeitos políticos efetivos e, em segundo lugar, toma a conquista da terra como mediação para a liberdade”(2010).

O lançamento “Terra em Alagoas: temas e problemas” é um compromisso com a justiça, liberdade, renovação política e o retorno da prioridade para reforma agráriade e marca o ponto de partida para o fortalecimento teórico da luta no campo.

O Grupo de Estudos Alagoas: Terra realizará, todos os anos, um Encontro sobre a problemática da terra, com temas específicos e manterá, também, um Seminário a ser realizado dentro da programação da Bienal do Livro, promovido pela Edufal.  “Esperamos que dessas atividades surjam as próximas coletâneas”, afirmou os organizadores da coletânea.


Serviço
Mesa-Redonda:
“Sem Terra: Sociedade e História”
Com professor, Luiz Sávio de Almeida, pelo coordenador da Comissão Pastoral da Terra, José Carlos da Silva Lima e pelo coordenador do Movimento de Liberdade dos Sem-Terra, Josival dos Santos Oliveira

Lançamento do Livro:
“Terra em Alagoas: temas e problemas”
Luiz Sávio de Almeida, José Carlos da Silva e Josival dos Santos Oliveira (Organizadores)
EDUFAL
447 páginas

Data: 1º de novembro
Horário: 19h

Local: VI Bienal Internacional do Livro, na Sala Caetés, Centro de Convenções Ruth Cardoso.

Carlos Lima é organizador do livro e estará no debate de lançamento

Josival dos Santos é organizador do livro e participará do debate de lançamento

Sávio de Almeida é organizador do livro e estará no debate de lançamento

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

“19ª Feira Camponesa foi um sucesso”

Multidão foi à Praça assistir as atrações culturais

Durante os dias 16 a 19 de outubro, a Praça da Faculdade foi palco da grande confraternização do campo e da cidade. A 19ª Feira Camponesa realizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) trouxe à Maceió a alegria de repartir o alimento saudável com sabor de justiça social.

Com o tema “Plantar, Colher e Repartir”, foram comercializados mais de 300 toneladas produzidas nos assentamentos da reforma agrária em Alagoas. 120 feirantes participaram dessa edição. “Essas famílias lutam pela terra, enfrentaram adversidades como a seca e ainda conseguiram produzir muitos alimentos, e melhor, livre de agrotóxicos”, afirmou Heloisa Amaral, agrônoma e coordenadora da CPT/Alagoas.

Os camponeses vivem diversas dificuldades por falta de políticas públicas. Uma delas é conseguir escoar o alimento produzido.  “A busca dos camponeses pela Feira aumentou devido também à dificuldade da comercialização na zona rural”, disse Amaral. Todos os anos, quatro grandes feiras são realizadas na praça da faculdade pelos movimentos sociais do campo, além das feiras de bairro, e ainda assim tem muito alimento produzido de maneira agroecológica para ser vendido. “Temos bastante produção nos assentamentos e pouco incentivo dos governos para o escoamento desta”, complementou Amaral.

A Feira Camponesa significa geração de trabalho e renda. “É na venda direta que o cliente tem certeza da qualidade do produto e ainda consegue um preço mais barato, por outro lado é valorização da produção camponesa”, assegurou a agrônoma.


Cultura Camponesa no coração de Maceió

Outro sucesso que merece destaque foram as noites culturais. Capoeira, forró e MPB agitaram o maceioense que foi à praça aproveitar músicos da melhor qualidade. Diogo Rosa, Kleber Canto, Nó Cego, Guila Gomes, Xameguinho, Tião Marcolino, Joelson dos 8 baixos, Edgar dos 8 baixos, Irineu e Pinóquio do acordeom fizeram a festa dos 10 anos de Feira. “Queremos agradecer a participação de todos os artistas. Foi muito bonito ver o público entusiasmado ao som do ritmo cantado no campo e, também, na cidade”, afirmou Carlos Lima, coordenador regional da CPT.

A cultura popular é regada de resistência e símbolos. Assim, a capoeira levou a juventude campesina à roda na abertura da noite do segundo dia. E com grande roda também foi encerrada a última noite cultural da Feira, ao som de Pinóquio do Acordeom dezenas de pessoas deram às mãos e com muita sintonia dançaram quadrilha.

“Estamos orgulhoso com o resultado desse evento. Pregamos a coletividade e esses quatro dias simbolizaram a comunhão entre irmãos trabalhadores que lutam por terra e por uma vida digna”, encerrou Lima.
Encontro de Sanfoneiros 

Pinóquio do Acordeom dentro do Bar Camponês

Bingo de um carneiro agitou a noite

O vencedor do bingo e seu prêmio

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

19ª Feira Camponesa registra recorde de alimentos

300 toneladas estão sendo comercializadas na Praça da Faculdade

“A maior feira de agroecológicos já realizada em Maceió”. É assim que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) define a 19ª Feira Camponesa após o levantamento final realizado na noite de ontem (17). O número ultrapassou a marca de 300 toneladas de alimentos.
 
A abóbora foi o alimento de maior produção nos assentamentos, os trabalhadores rurais trouxeram à Maceió 118.145 kg do legume também conhecido como Jerimum.  A macaxeira teve a segunda maior quantidade, com 38.490 kg. Banana maçã, naninca, prata e ouro juntas ultrapassaram 20 mil kg e a comprida sozinha registrou 28.535 kg.
 
“A maioria dos produtos já foram vendidos. Tem trabalhador que já vendeu tudo e ontem mesmo voltou para casa”, afirmou Heloisa Amaral, coordenadora da CPT. A Feira Camponesa está programada para encerrar sábado às 12h.  “Ainda dá tempo de vir à Feira comprar alimento saudável”, completou Heloisa.
 
Cultura popular marca o segundo dia da Feira Camponesa
 
Os assentamentos da reforma agrária têm produzido o melhor alimento do Estado de Alagoas. São produtos agroecológicos e com sabor de justiça social. Mais do que isso, os assentamentos representam a esperança de uma vida nova regada do melhor da cultura popular. Assim, o segundo dia da Feira Camponesa apresentou ao povo alagoano a arte da capoeira e o forró pé-de-serra.
 
A Capoeira Palmares e o Forró Nó Cego também são produtos dos assentamentos. “Todos os capoeiristas que jogaram aqui são assentados organizados pela CPT e o forrozeiro Saúba está há 14 anos na luta pela reforma agrária”, afirmou Carlos Lima, coordenador da CPT, convidando a todo povo alagoano para prestigiar o encontro de sanfoneiros que ocorrerá hoje a partir das 19h na festa de encerramento da Feira.


 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Feira Camponesa celebra 10 anos com festa


A 19ª edição da feira completa 10 anos de realização. E é com festa que a Comissão Pastoral da Terra vai comemorar o sucesso desse importante evento já consolidado no calendário do trabalhador maceioense.
Na noite de hoje (16/10), a partir das 19h30, sobe ao Palco da Feira Diogo Rosa e Kleber Canto, tocando músicas diversas que animarão a noite. Na quinta, as atrações culturais começarão mais cedo. A partir das 18h30, a Capoeira Palmares fará uma grande roda trazendo um pouco da cultura negra para a feira. Em seguida, haverá Forró Nó Cego e o cantor de MPB Guila Gomes.

Encerrando o evento, haverá um grande encontro de sanfoneiros. Xameguinho, Tião Marcolino, Joelson dos 8 baixos, Edgar dos 8 baixos e Irineu farão uma grande brincadeira para todos se divertirem ao som do bom e tradicional forró e fechando a noite, Pinóquio do Acordeom. Ainda na sexta, será realizado o bingo de um carneiro, as cartelas estão à venda no local.

Feira Camponesa é a comunhão do trabalhador do campo e da cidade


Café camponês abriu Feira com êxito

Ao amanhecer desta quarta-feira (16), os trabalhadores rurais já ocupavam a praça da faculdade com bancas recheadas de alimentos e da alegria de trazer um produto fesquinho com sabor de justiça social. Assim, iniciou a 19ª Feira Camponesa. Centenas de trabalhadores que comercializavam seus produtos se reuniram no café camponês para celebrar a chegada de mais uma Feira.
A cerimônia de abertura contou com a presença do deputado estadual, Ronaldo Medeiros, o secretário de articulação política do Governo de Alagoas, Claudionor Araújo, o sindicalista e representante da CUT, Izac Jackson, a superintendente do INCRA, Lenilda Lima, o Secretário de Agricultura de Alagoas, José Marinho Junior, o representante do MLST, Josival Oliveira (Val), o coordenador regional da CPT, Carlos Lima e os verdadeiros protagonistas da Feira, os trabalhadores rurais representantes das diversas regiões do Estado.
Em diversas falas foi enfatizada a importância da reforma agrária. Para Lenilda Lima, superintendente do INCRA, “A reforma agrária significa alimento sadio e segurança alimentar. Um país grande é aquele que distribui terras e acaba com as desigualdades sociais”. José Marinho Junior, Secretário de Agricultura de Alagoas, completou: “Essa feira demonstra a capacidade do homem e da mulher do campo de como se produz bem e com qualidade, mesmo nas condições mais adversas. Parabéns pela competência na produção”.
Os representantes da CPT e do MLST aproveitaram o momento para cobrar do poder público mais investimento na reforma agrária, educação no campo, moradia, saneamento, entre outros direitos ao qual o trabalhador rural deve ter.  “A gente tem feito um esforço de diálogo com os governos para garantir que o campo seja um lugar bom para viver”, afirmou Carlos Lima, coordenador da CPT.
“Infelizmente esses projetos que os governos dizem que tem não chegam ao campo. A gente podia fazer uma brincadeira aqui. Pegar todas as autoridades para ir à zona rural produzir e pegar os trabalhadores rurais para gestar os órgãos públicos. Ai seria possível ver o que a gente passa no dia-a-dia”, afirmou Val, coordenador do MLST, criticando o abandono do projeto de reforma agrária.
Carlos Lima parabenizou os trabalhadores rurais que lutam pela terra e produzem alimento. “Nós temos produção. Todos os anos são quatro feiras realizadas na Praça da Faculdade, sendo duas da CPT, uma do MST e uma do MLST. Tem ainda feira do MST em Arapiraca e mais quatro feiras itinerantes que a CPT realiza. Queremos fazer mais, nossa meta é realizar doze itinerantes no próximo ano”, afirmou.

“Tem gente querendo trabalhar e tem terra ociosa, falta vontade política de fazer a reforma agrária para gerar renda e ainda mais alimento. Essa feira é resultado de um trabalho coletivo. É um exemplo de modelo de sociedade que a gente quer”, completou Carlos Lima convidando a todos para comer do café regional ao som do cantador de aboio.










segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Feira Camponesa traz alimentos saudáveis à Maceió


Produtos orgânicos da reforma agrária serão comercializados a preço popular

De 16 a 19 de outubro, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizará na Praça da Faculdade, em Maceió, a 19ª edição da Feira Camponesa. Com o lema “Plantar, colher e repartir”, a Feira trará alimentos saudáveis para a mesa do maceioense. A abertura oficial será às 8 horas o café camponês oferecido aos companheiros da luta, sindicalistas, amigos e autoridades.
 
A Feira contará com 120 feirantes vindos do litoral norte, da zona da mata e do sertão. “Serão comercializadas mais de 250 toneladas de alimentos agroecológicos produzidos pela agricultura familiar nas áreas de reforma agrária”, afirmou agrônoma e coordenadora da CPT, Heloísa Amaral.
 
Macaxeira, banana, laranja, abobora, feijão, batata-doce, fava, galinha de capoeira, ovo de capoeira e mel são alguns dos produtos que estarão à venda a preço popular. O público poderá também comprar farinha e beiju feito na hora, produzido pela a tradicional Casa de Farinha que será montada na praça.
 
Além disso, o maceioense poderá comer a mais autêntica comida regional servida os três horários no Restaurante Camponês e dançar todas às noites ao som do forró pé-de-serra e MPB. “Queremos repetir o sucesso que a Feira Camponesa tem consolidado”, completou Heloísa.
 
Se o campo não planta a cidade não janta
 
O evento da CPT, além de trazer alimentos livres dos agrotóxicos, é também uma afirmação que a Reforma Agrária precisa de mais investimentos. “Apesar do abandono com que os governos tratam a reforma agrária, os camponeses lutam, plantam e produzem”, afirmou Carlos Lima, coordenador regional da CPT.
 
“É preciso democratizar a terra, a monocultura da cana-de-açúcar não alimenta o povo trabalhador. A reforma agrária sim, produz alimentos, gera trabalho e renda”, concluiu Lima, convidando a toda sociedade a ir à feira e apoiar a luta da pastoral da terra.
 
Serviço:
 
19ª Feira Camponesa
16 a 19 de outubro de 2013
Praça da Faculdade (Prado), Maceió
Das 6h às 23h
 
Programação Noturna
 
Quarta-feira
19h30 – Diogo Rosa
21h – Kleber Canto
 
Quinta-feira
18h30 – Capoeira Palmares
19h30 – Forró Nó Cego
21h – Guila Gomes
 
Sexta-feira
19h – Encontro das Sanfonas (Xameguinho, Tião Marcolino, Joelson dos 8 baixos, Edgar dos 8 baixos e Irineu)
20h30 – Bingo de um carneiro
21h – Pinóquio do Acordeon
 
Mais informações:
Carlos Lima
Fone: (82) 9137. 6112
 
Heloísa Amaral
Fone: (82) 9341.4025
 
Ésio Melo (ASCOM)
(82) 9913.8847