quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Feira Camponesa é a comunhão do trabalhador do campo e da cidade


Café camponês abriu Feira com êxito

Ao amanhecer desta quarta-feira (16), os trabalhadores rurais já ocupavam a praça da faculdade com bancas recheadas de alimentos e da alegria de trazer um produto fesquinho com sabor de justiça social. Assim, iniciou a 19ª Feira Camponesa. Centenas de trabalhadores que comercializavam seus produtos se reuniram no café camponês para celebrar a chegada de mais uma Feira.
A cerimônia de abertura contou com a presença do deputado estadual, Ronaldo Medeiros, o secretário de articulação política do Governo de Alagoas, Claudionor Araújo, o sindicalista e representante da CUT, Izac Jackson, a superintendente do INCRA, Lenilda Lima, o Secretário de Agricultura de Alagoas, José Marinho Junior, o representante do MLST, Josival Oliveira (Val), o coordenador regional da CPT, Carlos Lima e os verdadeiros protagonistas da Feira, os trabalhadores rurais representantes das diversas regiões do Estado.
Em diversas falas foi enfatizada a importância da reforma agrária. Para Lenilda Lima, superintendente do INCRA, “A reforma agrária significa alimento sadio e segurança alimentar. Um país grande é aquele que distribui terras e acaba com as desigualdades sociais”. José Marinho Junior, Secretário de Agricultura de Alagoas, completou: “Essa feira demonstra a capacidade do homem e da mulher do campo de como se produz bem e com qualidade, mesmo nas condições mais adversas. Parabéns pela competência na produção”.
Os representantes da CPT e do MLST aproveitaram o momento para cobrar do poder público mais investimento na reforma agrária, educação no campo, moradia, saneamento, entre outros direitos ao qual o trabalhador rural deve ter.  “A gente tem feito um esforço de diálogo com os governos para garantir que o campo seja um lugar bom para viver”, afirmou Carlos Lima, coordenador da CPT.
“Infelizmente esses projetos que os governos dizem que tem não chegam ao campo. A gente podia fazer uma brincadeira aqui. Pegar todas as autoridades para ir à zona rural produzir e pegar os trabalhadores rurais para gestar os órgãos públicos. Ai seria possível ver o que a gente passa no dia-a-dia”, afirmou Val, coordenador do MLST, criticando o abandono do projeto de reforma agrária.
Carlos Lima parabenizou os trabalhadores rurais que lutam pela terra e produzem alimento. “Nós temos produção. Todos os anos são quatro feiras realizadas na Praça da Faculdade, sendo duas da CPT, uma do MST e uma do MLST. Tem ainda feira do MST em Arapiraca e mais quatro feiras itinerantes que a CPT realiza. Queremos fazer mais, nossa meta é realizar doze itinerantes no próximo ano”, afirmou.

“Tem gente querendo trabalhar e tem terra ociosa, falta vontade política de fazer a reforma agrária para gerar renda e ainda mais alimento. Essa feira é resultado de um trabalho coletivo. É um exemplo de modelo de sociedade que a gente quer”, completou Carlos Lima convidando a todos para comer do café regional ao som do cantador de aboio.










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