domingo, 3 de novembro de 2013

Livro “Terra em Alagoas” é lançado na Bienal


O 1º de novembro vai ficar marcado para a história dos movimentos sociais pela terra em Alagoas. Nesse dia, camponeses, indígenas, estudantes, intelectuais e aliados da luta pela democratização da terra lotaram o auditório do Centro de Convenções Ruth Cardoso para prestigiar a publicação do livro “Terra em Alagoas: Temas e Problemas”.

O lançamento do livro ocorreu durante a 6ª Bienal Internacional do Livro em Alagoas. Marcado para as 19h na sala Caetés, o evento teve que mudar de lugar por recomendação dos bombeiros devido a superlotação. “A luta do movimento agrário é igual ao que vimos hoje, a gente chega num espaço e já não cabe todo mundo, assim gera a insatisfação e saímos cantando em marcha para arrumar um melhor que caiba todo mundo e a gente possa produzir”, descreveu Josival Oliveira, coordenador do MLST, em sua fala na cerimônia de lançamento.

A publicação organizada por Josival Oliveira, Carlos Lima (CPT) e Sávio Almeida é uma coletânea de textos dos mais diversos autores sobre os conflitos da luta pela terra em Alagoas. Indígenas, representados por Carlinhos dos povos xucuru-cariri, dançaram o toré, falaram sobre os problemas vividos em Palmeira dos Índios por demarcação de seu território e entregaram ao representante da FUNAI a carta da assembleia dos povos indígenas.

Carlos Lima, que conduziu os trabalhos, chamou os 23 autores do livro que foram aplaudidos pelo auditório lotado.  Débora Nunes, coordenadora do MST, exaltou a importância da luta no campo teórico. “Mais uma vez o movimento do campo ocupou, dessa vez a Bienal para disputar ideias, publicando livro e construindo conhecimento”, afirmou Nunes.

“A luta pela terra é criminalizada porque ela toca no cerne do poder político e econômico do nosso estado. Esse governo é responsável pelo não andamento da reforma agrária, pelas tentativas de barrar o reconhecimento de terras indígenas, inclusive tirar direitos conquistados historicamente. Nesse sentido, convocamos o conjunto da sociedade para somar a essa luta, para podermos de forma coletiva para lutar pela terra e a pela transformação da sociedade”, encerrou Nunes.





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