terça-feira, 29 de abril de 2014

CPT será recebida pelo Governador nesta quarta-feira

      Os camponeses e as camponesas organizados pela Comissão Pastoral da Terra se reunirão com o Governador Teotônio Vilela na quarta-feira, 30 de abril, às 17h. O objetivo da audiência será cobrar mais investimentos no campo para garantir melhores condições de vida ao povo abandonado pelas ações do Governo.

     A pauta está recheada de compromissos já firmados pelo Governador e que não foram executados, tais como conclusão de estradas, construção de casas de farinha, distribuição das águas do canal do sertão para os irrigar áreas de assentamentos, regularização do acampamento Nossa Senhora de Guadalupe em Igaci, apoio à manutenção da reserva no assentamento Flor do Bosque.

“As reivindicações continuam as mesmas. Questões de infraestrutura não se resolvem por si só, precisa de ações para tal. Vamos cobrar soluções efetivas para promessas já feitas em outros momentos que se arrastam há anos”, afirmou Carlos Lima, coordenador Regional da CPT.

A CPT luta por uma profunda Reforma Agrária e o direito a uma vida digna e entende que é um dever dos governantes garantir as condições para isso. “Hoje, mais do que nunca, há meios de se ter uma vida em plenitude para todo o ser humano, entretanto a concentração das riquezas impõe as desigualdades, a fome e a miséria. A democratização do uso da terra e da água são elementos determinantes para amenizar a miséria que tanto o governo fala e não cumpre”, concluiu Carlos Lima.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Cânticos, Reflexões e Comunhão marcam Jejum da Solidariedade

       
               Com o tema “Dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão”, o 15º Jejum da Solidariedade realizado pela Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT/Alagoas) aconteceu na última sexta-feira, 11, durante todo o dia, na Sede do INCRA. Do Ato de Fé participaram Agentes Pastorais, Religiosos e Camponeses demonstrou que o projeto de Deus, anunciado por Jesus Cristo contra as injustiças no mundo se mantém vivo.
                Em plena Quaresma, a ação de se abster da alimentação é um ato de devoção e de solidariedade aos empobrecidos. “Nossa fome é de Justiça. Escolhemos o INCRA pra demonstrar o quanto as famílias camponesas sofrem com a paralisia da Reforma Agrária”, afirmou Heloisa Amaral, coordenadora da CPT, que junto a outros companheiros passaram o dia à base orações e reflexões.






“Moisés andava na frente: / hoje Moisés é a gente, / quando enfrenta a opressão”

As músicas da caminhada foram bastante cantadas durante todo dia como forma de afirmar a luta do povo ontem e hoje contra a opressor, seja o Faraó do Egito à época de Moisés ou os Governantes, Latifundiários e Capitalistas dos dias atuais. “Moisés libertou o povo Judeu da escravidão, enfrentou mares e desertos em busca da terra prometida. Temos que organizar o povo na luta contra os vários faraós que nos oprimem”, falou o Monge João Batista.





A fé tanto liberta quanto aliena

                As reflexões realizadas pelos religiosos enfatizavam que Cristo deu à vida pela liberdade dos povos e pelo fim das opressões. O pastor Wellington Santos, da Igreja Batista do Pinheiro, participou de mais esse Jejum e revelou que fez há anos sua escolha pelos pobres e feridos de injustiças.
“Recebi um convite para ir hoje a um evento de lideranças evangélicas organizado pela Frente Parlamentar que se opõem ao casamento homossexual, ao aborto e entre outras coisas. Recusei, prefiro estar aqui ao lado daqueles que lutam e entendem o simbolismo do Jejum, mesmo que a imprensa não dê tanta repercussão”, afirmou Pastor Wellington.
Ele aproveitou ainda para afirmar que se envergonha da Igreja ter apoiado há 50 anos o Golpe Militar no Brasil, diferente do que aconteceu na Guatemala – onde se tornou foco de resistência ao regime – e muitos irmãos de fé ainda se utilizam a bíblia para justificar a escravidão.
“Toda autoridade justa (enfatizou o termo) é instituída em nome de Deus e os traidores da justiça tem que ser condenados em nome do mesmo Deus”, completou o pastor que levou os participantes a se alimentarem de fé na justiça social. 

“Repartir a comida com quem passa fome”

A irmã Cícera Menezes, coordenadora da CPT, conduziu toda a atividade com muita energia. Ela foi responsável também pela leitura e reflexão do Profeta Isaías. E ao final do dia, encerrou o Jejum compartilhando o pão e o vinho em momento de oração.




quarta-feira, 9 de abril de 2014

Jejum da Solidariedade completa 15 anos com celebração em frente ao INCRA

Agentes da CPT, Religiosos e Camponeses realizarão na próxima sexta-feira um dia de Jejum com o tema “Dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão”

 
Jejum realizado em 2013
“Repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu, e não se fechar à sua própria gente” (Is58,6). A partir dessa reflexão, a Comissão Pastoral da Terra (CPT/Alagoas) passou a realizar há 15 anos um jejum público em solidariedade às pessoas que passam fome e outras necessidades no mundo, em particular as famílias Sem-Terra.

Com o tema “Dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão”, a CPT realizará no dia 11 (sexta-feira), em frente ao INCRA, o Jejum da Solidariedade. Com uma Celebração ecumênica, a atividade tem início às 8h e término às 18h. “Convidamos aos alagoanos a se solidarizarem com o povo pobre e oprimido, somando-se ao Jejum e à Celebração durante toda a sexta-feira”, afirmou a Irmã Franciscana e Coordenadora da CPT Cícera Menezes.

Pela paralisia em que anda a Reforma Agrária e pela falta de investimentos no campo, o INCRA será novamente o local escolhido para a realização da reflexão e jejum. Além dos religiosos, alguns Camponeses que luta pela democratização da terra também confirmaram presença.

Esse Jejum agrada a Deus

Isaías, já antes de Cristo, falava sobre a importância da solidariedade e, ao mesmo tempo, defendia o Jejum em prol de quem passa fome e sofre com as injustiças. “O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e desfazer qualquer jugo” (Is 58,6).

Em Alagoas, o primeiro Jejum público aconteceu em 1999, numa sexta-feira que antecedeu à Semana Santa. À Frente do INCRA se reuniram Agentes Pastorais, Religiosos e Padres com um altar de lona preta, cruzes e pratos vazios, simbolizando o drama das famílias Sem Terras acampadas em todo o Estado de Alagoas.

O ato de profissão de fé foi ao longo dos anos se fortalecendo com a reflexão bíblica e de temas gerais, sempre tendo como foco os empobrecidos da terra; com a participação dos camponeses e de outros trabalhadores; e com a presença de pastores da Igreja Batista do Pinheiro. No fim da celebração é sempre compartilhado o pão e o vinho, sinais de esperança em meio a tanta dor.

SERVIÇO
Jejum da Solidariedade
Dia: 11 de Abril de 2014
Local: Em frente à sede do INCRA
Horário: 8h às 18h
Programação:
Abertura:  O Jejum que agrada a Deus - Isaías 58, 1-12
1º Reflexão:
O Pão que cai do céu - Êxodo 6,9-17 – Monge João Batista
2ª Reflexão:
Pai/ Pão Nosso - MT 6, 7-15 Pastor Wellington Santos - Igreja Batista do Pinheiro
3ª Reflexão:
Justiça - Jó 36, 5-21 – Irmã Franciscana Cícera Menezes - CPT Alagoas
4ª Reflexão:

Eu sou o pão da vida - João 6,35-40.

sábado, 5 de abril de 2014

Sábado ainda é dia de Feira: Camponeses permanecem no Bairro do Pinheiro até às 20h

               
        
      A Feira Camponesa Itinerante levou 13 toneladas do melhor da produção agroecológica de Alagoas ao Pinheiro. Banana, jaca, macaxeira, mamão, laranja, maracujá, feijão, ovos, abóbora, berinjela são alguns dos alimentos cultivados nas áreas de reforma agrária disponíveis à compra. O evento teve início na quinta (03) e permanece, no estacionamento da Igreja Batista do Pinheiro, até hoje.

        Para Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra responsável pela Feira, essa é uma opção da população comprar alimentos saudáveis a baixo custo e apoiar a causa dos camponeses. “Quando se democratiza a terra, os trabalhadores produzem mais, alimentam a cidade e passam a ter assegurada sua própria renda. Como também, a venda direta evita os carteis alimentícios, permitindo a queda do preço dos alimentos”, assegurou a coordenadora da CPT.

      As Feiras Camponesas estão sendo realizadas a cada 2 meses em diferentes bairros de Maceió. “Venha conferir nossa produção e nossos preços. Vale a pena adquirir alimento com sabor de justiça social”, concluiu Heloísa.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Feira Camponesa Itinerante retorna ao bairro do Pinheiro

Até sábado, alimentos agroecológicos estão à venda na Igreja Batista

Primeira Feira de 2014 ocorreu ao lado da Igreja Menino Jessus de Praga

O bairro do Pinheiro recebe pela segunda vez em 2014, a Feira Camponesa Itinerante. Dessa vez, a Igreja Batista do Pinheiro (IBP) acolhe de hoje, 03 de abril, até o sábado, 5, a já conhecida Feira de produtos da Reforma Agrária. Esse projeto tem realização da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e conta com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga.
Ao todo, 25 agricultores vindos da região da Zona da Mata, Litoral e Sertão estão se instalando dentro da IBP, trazendo alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos para os moradores do bairro e toda a população maceioense adquirir.
“Nossa feira é a expressão do trabalho camponês e da luta pela democratização da terra. É a agricultura familiar e agroecológica que gera renda para o trabalhador e, ao mesmo tempo, alimento saudável para o povo da cidade”, afirmou Heloisa Amaral, coordenadora da CPT.
As Feiras Camponesas nasceram em 2010 para dar vazão à produção das áreas em luta por Reforma Agrária. “Essa é apenas a segunda realizada nos bairros em 2014. A pedidos, contemplaremos diversos outros bairros e realizaremos as grandes e tradicionais Feiras na praça da Faculdade. Compareça e adquira conosco os alimentos com sabor de justiça social”, convidou a coordenadora da CPT.


SERVIÇO
FEIRA CAMPONESA ITINERANTE
Data: 03 a 05 de Abril
Horário: 6h às 22h

Local: Igreja Batista do Pinheiro