segunda-feira, 14 de abril de 2014

Cânticos, Reflexões e Comunhão marcam Jejum da Solidariedade

       
               Com o tema “Dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão”, o 15º Jejum da Solidariedade realizado pela Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT/Alagoas) aconteceu na última sexta-feira, 11, durante todo o dia, na Sede do INCRA. Do Ato de Fé participaram Agentes Pastorais, Religiosos e Camponeses demonstrou que o projeto de Deus, anunciado por Jesus Cristo contra as injustiças no mundo se mantém vivo.
                Em plena Quaresma, a ação de se abster da alimentação é um ato de devoção e de solidariedade aos empobrecidos. “Nossa fome é de Justiça. Escolhemos o INCRA pra demonstrar o quanto as famílias camponesas sofrem com a paralisia da Reforma Agrária”, afirmou Heloisa Amaral, coordenadora da CPT, que junto a outros companheiros passaram o dia à base orações e reflexões.






“Moisés andava na frente: / hoje Moisés é a gente, / quando enfrenta a opressão”

As músicas da caminhada foram bastante cantadas durante todo dia como forma de afirmar a luta do povo ontem e hoje contra a opressor, seja o Faraó do Egito à época de Moisés ou os Governantes, Latifundiários e Capitalistas dos dias atuais. “Moisés libertou o povo Judeu da escravidão, enfrentou mares e desertos em busca da terra prometida. Temos que organizar o povo na luta contra os vários faraós que nos oprimem”, falou o Monge João Batista.





A fé tanto liberta quanto aliena

                As reflexões realizadas pelos religiosos enfatizavam que Cristo deu à vida pela liberdade dos povos e pelo fim das opressões. O pastor Wellington Santos, da Igreja Batista do Pinheiro, participou de mais esse Jejum e revelou que fez há anos sua escolha pelos pobres e feridos de injustiças.
“Recebi um convite para ir hoje a um evento de lideranças evangélicas organizado pela Frente Parlamentar que se opõem ao casamento homossexual, ao aborto e entre outras coisas. Recusei, prefiro estar aqui ao lado daqueles que lutam e entendem o simbolismo do Jejum, mesmo que a imprensa não dê tanta repercussão”, afirmou Pastor Wellington.
Ele aproveitou ainda para afirmar que se envergonha da Igreja ter apoiado há 50 anos o Golpe Militar no Brasil, diferente do que aconteceu na Guatemala – onde se tornou foco de resistência ao regime – e muitos irmãos de fé ainda se utilizam a bíblia para justificar a escravidão.
“Toda autoridade justa (enfatizou o termo) é instituída em nome de Deus e os traidores da justiça tem que ser condenados em nome do mesmo Deus”, completou o pastor que levou os participantes a se alimentarem de fé na justiça social. 

“Repartir a comida com quem passa fome”

A irmã Cícera Menezes, coordenadora da CPT, conduziu toda a atividade com muita energia. Ela foi responsável também pela leitura e reflexão do Profeta Isaías. E ao final do dia, encerrou o Jejum compartilhando o pão e o vinho em momento de oração.




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