quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Movimentos Sociais afirmam no Caiité: Reforma Agrária é a saída para Alagoas

            
            Em um debate realizado na manhã da última segunda-feira, 18 de agosto, movimentos sociais do campo e a comunidade acadêmica puseram em pauta a situação de Alagoas e a luta por Reforma Agrária. A mesa redonda “Sem-Terra em Alagoas: Temas e Problemas” fez parte da programação do Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia.
                A Comissão Pastoral da Terra e o Movimento Liberação dos Sem Terra utilizaram o espaço para denunciar que a questão da terra, apesar de parecer antiga, é bastante atual. As elites colocam como assunto ultrapassado, entretanto as margens das BR´s em todo o Brasil revelam, como um grito de resistência, que o problema continua.
Durante todo o debate, dezenas de vozes entoaram a música “Ordem e Progresso”, do compositor Zé do Pinto, que, em canção, defende a luta como forma de mudar a nação: “É por amor essa pátria Brasil, a gente segue em fileira”.
Josival Oliveira, coordenador do MLST, foi o primeiro a falar. Ao analisar a conjuntura não titubeou em afirmar que “economia não é feita para os trabalhadores, é feita para o agronegócio e para as elites”. Com uma economia dependente do agronegócio, Alagoas passa por uma grande crise que os movimentos sociais enxergam nela perspectivas para a sua transformação.
 “Só o grupo João Lira tem 50 mil hectares de terra. Os usineiros já não moem, as terras estão abandonadas, é uma chance histórica para a Reforma Agrária. Não podemos perder área para os eucaliptos. Os governos não têm interesse e não fazem a Reforma Agrária, que tem que fazer são os movimentos sociais e a sociedade”, afirmou Carlos Lima, coordenador da CPT.

O professor Sávio de Almeida encerrou o debate afirmando a necessidade de reterritorializar Alagoas com a Reforma Agrária para salvar o Estado. “Há uma falência dos grupos tradicionais. Isso afeta a mão de obra, com uma grande saída dos trabalhadores do campo e um inchaço em Maceió. Ao mesmo tempo, temos uma quantidade de terras imensas sem utilidade, só 37 usinas esse ano vão moer. É a oportunidade para fortalecer a luta”.

Confira aqui a  galeria de imagens do evento.

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