sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Forró Nó Cego e Bingo são as atrações de hoje na Feira Camponesa



A praça Dênis Agra, no Santo Eduardo, está sendo palco da última Feira Camponesa Itinerante de 2014. O evento teve início ontem e segue até o meio dia do sábado. Na noite de hoje, 28 de novembro, contará com duas atrações: a banda Forró Nó Cego e o bingo de uma cesta de produtos camponeses.

“Esta edição, além de trazer o melhor da produção do campo para a cidade, tem forró, bingo, casa de farinha e oficina com o pessoal do Encrespa”, afirmou Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra responsável pelo evento, convidando à população para comparecer ao local.

Cerca de 30 camponeses e camponesas estão na praça, das 6 horas até às 23h, comercializando alimentos produzidos de maneira agroecológica nos assentamentos e acampamentos da reforma agrária em Alagoas.


A itinerante no Santo Eduardo, a última de 2014, conta com o apoio da Paróquia Nosso Senhor do Bonfim, da Igreja Nossa Senhora da Assunção, do ITERAL e do projeto Encrespa Alagoas.   

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Feira Camponesa começa amanhã e já movimenta Santo Eduardo

De quinta até sábado camponeses realizam feira itinerante na Praça Jornalista Dênis Agra


A Feira Camponesa Itinerante ainda nem começou e a população já começa adquirir alimentos agroecológicos direto com o produtor rural, na praça jornalista Dênis Agra, Santo Eduardo. Frutas, verduras, inhame, macaxeira, galinha estão à venda na Feira que começa, oficialmente, amanhã, quinta-feira, a partir das 6 horas, e segue até o meio dia do sábado.

Organizado pela Comissão Pastoral da Terra – CPT, o evento reúne 30 camponeses e camponesas acampados e assentados nas áreas de reforma agrária em Alagoas. Nesta edição, que conta com o apoio da Igreja Nossa Senhora da Assunção e da Paróquia Nosso Senhor do Bonfim, será montada uma casa de farinha no meio da praça, assando a mandioca na hora e fazendo também o biju.

Na programação, a noite da sexta-feira, 28, contará com a apresentação da banda Forró Nó Cego e também com um bingo. Já no sábado, pela manhã, o projeto Encrespa Alagoas realizará uma oficina de Cabelo e Identidade, refletindo a partir da cabeleira crespa, ondulada e cacheada identidade, autoconhecimento e autoestima.

Serviço
Feira Camponesa Itinerante
Data: 27 a 29 de novembro de 2014
Horário: das 6h às 23 horas
Local: Praça Jornalista Dênis Agra, Santo Eduardo







terça-feira, 25 de novembro de 2014

Última Feira Camponesa de 2014 será no Santo Eduardo


A Comissão Pastoral da Terra estará realizando, nos dias 27, 28 e 29 de novembro, a última Feira Camponesa de 2014. A versão itinerante do evento reunirá cerca de 30 camponeses e camponesas na Praça Jornalista Dênis Agra, Santo Eduardo, em frente à Igreja Nossa Senhora da Assunção.

Banana, abóbora, mamão, abacaxi, inhame, macaxeira, verduras, mel e ovos serão alguns dos produtos comercializados a baixo custo, direto do produtor rural. “São alimentos saudáveis, produzidos sem o uso de agrotóxicos, nas áreas de assentamento e acampamentos acompanhados pela CPT”, afirma a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da Pastoral.

A 5ª Feira Itinerante de 2014 conta com o apoio da Paróquia Nosso Senhor do Bonfim. Ao todo, este ano, foram sete: duas grandes Feiras Camponesas, realizadas na Praça da Faculdade, e mais cinco distribuídas nos bairros do Pinheiro, do Salvador Lyra e do Santo Eduardo.

Noite Cultural

A última Feira Camponesa de 2014 também contará com uma noite bastante animada. O dia 28, sexta-feira, será o encerramento oficial das atividades do ano, com direito à forró e bingo. O Grupo Nó Cego se apresentará com o melhor do forró pé-de-serra e acompanhará o bingo de uma cesta de alimentos.

Encrespa

O projeto Encrespa, que busca a reflexão sobre a cabeleira crespa/ondulada/cacheada, em busca da identidade, do autoconhecimento e da autoestima, realizará a oficina Cabelo e Identidade no sábado, 29, pela manhã, e será mais uma atração desta Feira Itinerante.

Convite

“Convidamos a toda a população maceioense para prestigiar a Feira! Esse ano foi de muita luta e produção no campo. Queremos encerrar o ano com o sucesso que começamos. Compareça e adquira os frutos da reforma agrária”, conclui Amaral.

Serviço

FEIRA CAMPONESA ITINERANTE
Dias: 27, 28 e 29 de novembro
Local: Praça Jornalista Dênis Agra, Santo Eduardo
Horário: das 6h às 23 horas

terça-feira, 11 de novembro de 2014

“Também sou teu povo, Senhor. Estou nessa estrada”

Romaria da Terra reúne mais de 1000 fiéis em Jacuípe




A 27ª Romaria da Terra e das Águas, com o tema da Rebeldia Cabana à Resistencia Camponesa, reuniu fiéis, de todas as idades, da cidade e do campo, para uma caminhada de fé, alegria e esperança, na noite do último sábado até o amanhecer de domingo, dias 8 e 9 de novembro.

Em um percurso de mais de 11 km, de Canafístula ao Assentamento Boa Vista, em Jacuípe, os romeiros e romeiras cantaram e rezaram sem desanimar. Ao todo, foram 5 horas de caminhada por uma pequena estrada de barro, cercada de latifúndios. Iluminados pelo Espírito Santo, pela lua cheia, por candeeiros e velas, o caminho se fez breve.

A Romaria da Terra e das Águas é realizada anualmente pela Comissão Pastoral da Terra, pelas Comunidades Eclesiais de Base e pela Arquidiocese de Maceió. Este ano, contou também com a Paróquia São Caetano de Thiene, do Município de Jacuípe, que sediou o evento.

A santa missa



A concentração da Romaria aconteceu em torno da pequena e charmosa Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Canafístula. À sua frente, em cima do trio elétrico, grupo Alfa e Ômega, da paroquia de São Caetano, acolheram os presentes com as músicas da caminhada.

Antes da partida, a celebração da Santa Missa foi realizada com a presença do pároco da cidade, padre José Jeronimo, com o padre Roniel, de Porto Calvo, e presidida pelo padre Alex Cauchi, que por muitos anos foi membro da CPT de Alagoas e, atualmente, atua na Arquidiocese de João Pessoa. No altar, uma miniatura de uma cabana, para lembrar a luta do Povo Cabano.

O Ato penitencial iniciou com as recentes palavras do papa Francisco, foram lembradas e repetidas pelo povo presente: “nenhum camponês sem terra, nenhuma família sem teto e nenhum trabalhador sem direitos”. Em seguida foram queimados cartazes com palavras que simbolizam o sofrimento do povo imposto pelo capital no campo: cerca Agrotóxico, latifúndio e monocultivo.


Percurso

Após o banquete da vida, alimentados pelo corpo e o sangue de Cristo, os romeiros e romeiras acenderam suas velas e partiram em caminhada. À frente, a “cruz sem males” guiava a romaria.

Um trajeto cheio de pedras lembrava as dificuldades que o povo Hebreu teve ao fugir da opressão no Egito em direção à terra prometida. A animação que vinha do trio elétrico dava o tom de uma caminhada alegre e cheia de esperança.

Aconteceram duas paradas. A primeira, conduzida pela juventude camponesa, refletiu a Rebeldia Cabana, seguida da reflexão feita Lucilene, do Movimento de Mulheres Camponesas, que através de um cordel lembrou a resistência camponesa. Na segunda parada, o monge João Batista falou sobre a importância da caminhada, da romaria, e que é necessário ter uma direção. “A caminhada pode até cansar, mas é fundamental seguir em frente para alcançar nossos objetivos”, disse o monge aos Romeiros.

Reflexão                                                                                                                                                                          
A Romaria da Terra e das Águas é a atividade mais importante do ano organizada pela CPT. Essa é uma caminhada de fé e reflexão.

“Caminhamos 11 km, fazendo memória do povo Hebreu, escravizado e humilhado no Egito. Seu sofrimento foi sentido pelo Deus da vida que desceu e os conduziu pelas estradas da liberdade. Lembramos a luta dos Cabanos (índios, negros e brancos) que no século XIX lutaram, na região de Jacuípe, contra a escravidão e pela posse das terras. São essas memórias que nos fortalecem na construção de vida digna no campo e na cidade”, afirmou Carlos Lima, coordenador Regional da CPT.







quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Encontro Estadual da Juventude Camponesa discute identidade e produção agroecológica


Nos dias 29, 30 e 31 de outubro, o assentamento Flor do Bosque, em Messias, acolheu o Encontro Estadual da Juventude Camponesa. Com o tema “Identidade e produção agroecológica”, o evento reuniu cerca de 70 jovens vindos do sertão, do litoral e da zona da mata, de áreas acompanhadas pela CPT.

O encontro estadual marcou o encerramento das atividades com juventude em 2014. Alexsandra Timóteo, coordenadora de juventude da CPT, explicou que houve encontros preparatórios, por regiões, para discutir a permanência e a luta dos jovens no campo e a consciência agroecológica.

“Esse foi um momento muito importante, pois representou o ápice de uma série de atividades que construímos com os jovens dos acampamentos e assentamentos nesse ano. Foi uma experiência boa e conseguimos tratar de temas da realidade deles”, disse Timóteo.

Programação

A coordenação estadual propôs uma agenda bem diversificada, tratando de temas como cultura, sexualidade, acesso à terra, militância camponesa, trabalho e renda. Todo o evento foi construído coletivamente, com dinâmicas e místicas, representando um crescimento para a vida dos jovens.

Já na abertura, a presença do Padre Valmir Galdino, pároco de Messias, e do pastor Wellington Santos, da Igreja Batista do Pinheiro, enriqueceram a consciência dos jovens com saudações à juventude camponesa. O primeiro dia foi encerrado com uma roda de conversa sobre a 27ª Romaria da Terra e das Águas.

No segundo dia, quatro importantes oficinas foram realizadas: Agricultura familiar, trabalho e renda; Acesso à terra, agroecologia e condições de produção; Cultura nordestina; Gênero, sexualidade e diversidade sexual. Em seguida, Carlos Lima, coordenador da CPT, realizou uma palestra com o tema “o que é ser um militante?”, que norteou as discussões do dia.

Ainda na quinta-feira, antes do dia da plenária final, as jovens e os jovens realizaram um Festival de Cultura Camponesa, com apresentações de diversos acampamentos, capoeira e muita música.

“Todos saíram muito fortalecidos. As palestras, as oficinas e as celebrações conceberam boas propostas e perspectivas para o ano de 2015”, concluiu a coordenadora da juventude camponesa ao comemorar o resultado do encontro.

27ª Romaria da Terra e das Águas será dias 8 e 9 de novembro


O município de Jacuípe, palco da luta cabana do século XIX, receberá, nos dias 8 para o dia 9 de novembro, a 27ª Romaria da Terra e das Águas. Com o tema “Da rebeldia cabana à resistência camponesa”, os romeiros e romeiras seguirão em caminhada de Canafístula em direção ao assentamento Boa Vista, um percurso de 8 Km.

A Romaria relembra o êxodo do povo hebreu, libertando-se da opressão no Egito, em direção à terra prometida e é realizada anualmente pela Arquidiocese de Maceió, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEB´s) e, neste ano, pela Paróquia São Caetano de Thiene de Jacuípe.  

“A caminhada, a busca, a luta são elementos essenciais para transformar a dura realidade. A presença de Deus é constante nas lutas legítimas que visam alcançar o bem-comum. Convoco, com a alegria do evangelho, o clero, as religiosas, os movimentos, as pastoreis, para que participem conosco deste ato de fé, na cidade cabana de Jacuípe”, convidou o arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz.

Da rebeldia cabana à resistência camponesa

Os cabanos foram apresentados pela história oficial como um levante oposto ao período regencial, que se organizou e lutou, com o uso das marmas de fogo, pela volta de Do Pedro I ao trono. Muito mais do que isso, a luta dos cabanos (1832 a 1835) reuniu índios aldeados, negros que fugiam dos açoites dos engenhos, brancos e mestiços pobres que buscavam na zona da mata sul de Pernambuco e no norte de Alagoas um espaço para viver. 

A sua luta era por território e contra a escravidão. Eles eram chamados cabanos porque viviam em cabanas (moradias humildes) e em Jacuípe travaram uma importante luta contra os senhores de engenhos que queriam avançar seus canaviais e ampliar seus poderes.

A resistência camponesa, que ainda hoje há na região e em todo o Brasil, se faz necessária para acabar os latifúndios e democratizar a terra do país para haver melhores condições de vida para todo o povo.

Serviço:
27ª Romaria da Terra e das Águas
Dias 8 e 9 de novembro
Local: Jacuípe/AL

Programação:
20h - Acolhimento dos Romeiros e Romeiras;
20h45 – Exibição do Filme “O veneno está na mesa”;
21h50 – Momento Cultural;
23h – Celebração da Santa Missa;
00h30 – Saída da Romaria da comunidade Canafístula;
2h – 1ª Parada. Reflexão: A rebeldia canana;
3h30 – 2ª Parada. Reflexão: A resistência Camponesa;
4h30 – Chegada ao Assentamento Boa Vista;
5h – Café da manhã e retorno dos romeiros e romeiras.