quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Até o sábado, moradores do Pinheiro acolhem a primeira Feira Camponesa de 2015


A Feira já começou! De hoje (26) até o sábado ao meio-dia, alimentos agroecológicos estão sendo comercializados na versão itinerante da Feira Camponesa. A primeira edição de 2015 está acontecendo ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, no Pinheiro, com horário de funcionamento das 6h às 20 horas. 

O projeto Feira Camponesa Itinerante é organizado pela Comissão Pastoral da Terra nos bairros de Maceió para apresentar à população os frutos da reforma agrária em Alagoas. Essa edição conta com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga e da Igreja Batista do Pinheira.

“A Feira é uma oportunidade tanto para os camponeses e as camponesas, que garantirem sua renda, através da comercialização dos produtos; como também para a população maceioense, que passa a ter acesso a alimentos livres de agrotóxicos, com qualidade garantida direto pelo produtor rural”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da CPT responsável pelo evento.

O evento conta com a participação de cerca de 30 feirantes, vindos de acampamentos e assentamentos no litoral norte, na região da mata e no sertão. Entre os diversos produtos presentes na feira, os que possuem mais destaque são: a banana, a macaxeira, a abóbora, o abacaxi, a jaca, a tapioca, a galinha e o mel.

Maiores informações: 9341.4025 - Heloísa Amaral








segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Primeira Feira Camponesa de 2015 será no Pinheiro



A Feira Camponesa Itinerante está de volta. O projeto da Comissão Pastoral da Terra, que leva alimentos saudáveis aos bairros da capital, em parceria com as paróquias, realizará a sua primeira edição de 2015 entre os dias 26 a 28 de fevereiro no Pinheiro, ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga.

Os camponeses e camponesas que fazem parte do projeto foram selecionados e capacitados e estão ansiosos para colocarem os produtos à disposição da população de Maceió. O horário de funcionamento da Feira será das 6h às 21 horas.

Esta edição conta com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga e da Igreja Batista do Pinheiro e pretende reunir cerca de 25 feirantes vindos da região da Mata, do Litoral e Sertão, que trazem à capital alimentos saudáveis, agroecológicos, a preço competitivo.

“Os alimentos são produzidos sem agrotóxicos nos assentamentos e acampamentos da reforma agrária em Alagoas e comercializados direto com o produtor(a) rural, fazendo com que o preço dos alimentos seja acessível e ainda haja a ‘pechincha’”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da CPT responsável pelo evento.

Sobre o Projeto

As Feiras Camponesas Itinerantes percorrem os bairros de Maceió apresentando os frutos da reforma agrária. Em 2014, foram realizadas 5 edições nos bairros do Pinheiro, Santo Eduardo e Salvador Lyra. Para o ano que se inicia, a previsão da CPT é ampliar para 7 a quantidade de Feiras, como também, os bairros percorridos. Mas, a continuação da comercialização dos produtos agroecológicos em Maceió está dependendo do apoio do governo.

“Apresentamos o projeto ao Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (ITERAL), esperamos que o Estado de Alagoas continue apoiando essa iniciativa tão importante que contribui no escoamento da produção, na preservação da memória cultural camponesa e na geração de renda”, afirmou o coordenador da CPT, Carlos Lima.

A responsável técnica da CPT garante que alimentos não vão faltar.  “Produção camponesa tem, esperamos que o governo possa continuar dando o apoio necessário a esse projeto, assim como o público, comparecendo e adquirindo”, concluiu Heloísa convidando a população para prestigiar o evento.


Serviço:
Feira Camponesa Itinerante
Dia: 26 a 28 de fevereiro
Local: Pinheiro, ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga
Horário: das 6h às 21 horas.

Maiores Informações: 
9341.4025 (Heloísa Amaral)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Há 10 anos era assassinada Irmã Dorothy Stang

Nos 10 anos que se seguiram à morte de Irmã Dorothy a situação permanece praticamente inalterada. De 2005 a 2014, o número total de assassinatos no campo diminuiu. Foram 334. O Pará, porém, concentrou 118 das mortes, 35,3%. Das 548 tentativas de assassinato, 165 aconteceram no Pará. Das 2.118 das pessoas ameaçadas de morte, 617 viviam no Pará.



(Artigo publicado no jornal Correio Braziliense - 12/02/2015)

 

Em 12 de fevereiro de 2005, o Brasil foi surpreendido pela notícia do assassinato da Irmã Dorothy Stang, missionária americana que atuava junto aos camponeses e camponesas do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança (PDS Esperança), no município de Anapu, Pará.

A apresentação do Conflitos no Campo Brasil 2004, publicação anual da Comissão Pastoral da Terra lançada em 2005, pouco tempo depois desta morte, registrou: “Este assassinato provocou uma gigante onda de indignação nacional e internacional. Qual um verdadeiro tsunami, esta tragédia atingiu o Planalto Central, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Tomou conta das redações dos jornais e dos estúdios das TVs e das rádios. E seus abalos se sentiram em todo o mundo. A morte de Irmã Dortohy Stang irrompeu com a força da ressurreição. Sua ação, humilde e desconhecida, pequena e quase isolada, multiplicou-se por todos os cantos do Brasil, conquistando corações e mentes e ganhou as dimensões do mundo e do tempo.”

Na ocasião, Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu, à qual a irmã pertencia, e dom Tomás Balduino, presidente da CPT, emitiram nota de indignação na qual denunciavam “o crime organizado na região, com o envolvimento de autoridades e da polícia do governo estadual, na corrida e na disputa pelo domínio, a qualquer preço, daquela área de total desordem fundiária.” Denunciavam ainda a impunidade dos crimes cometidos contra os lavradores. E citavam que nos 20 anos, de 1985 a 2004, a CPT havia registrado 1.379 mortes no campo, destes 523 ocorreram no Pará, 37,9%, dos quais foram a julgamento 10 casos, com a condenação de cinco mandantes e oito executores.

Nos 10 anos que se seguiram à morte de Irmã Dorothy a situação permanece praticamente inalterada. De 2005 a 2014, o número total de assassinatos no campo diminuiu. Foram 334. O Pará, porém, concentrou 118 das mortes, 35,3%. Das 548 tentativas de assassinato, 165 aconteceram no Pará. Das 2.118 das pessoas ameaçadas de morte, 617 viviam no Pará.

A punição dos responsáveis pelo assassinato da missionária não foi exemplar, como prometido. O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão condenado a 30 anos de prisão, aguarda em liberdade o julgamento de recursos nos tribunais superiores. Seu sócio, nos negócios e no crime, Vitalmiro Bastos de Moura, após ter seu julgamento repetido por três vezes, cumpre pena no regime semiaberto. Amair Feijoli teve o benefício da prisão domiciliar tão logo saiu do regime fechado. Clodoaldo Batista, coautor do crime, foi autorizado a passar alguns dias fora da cadeia e não mais retornou para cumprir o restante da pena. Raifran das Neves, o executor dos disparos, logo que foi beneficiado com o regime  semiaberto, retomou sua profissão de pistoleiro, participando de outros assassinatos por encomenda no Pará. Outros fazendeiros que, certamente, participaram da decisão de mandar matar Dorothy nunca foram investigados. A impunidade continua sendo uma das principais causas da violência no campo no Brasil, principalmente, no estado do Pará.

Dorothy continua sendo lembrada. Diversas comemorações, em diferentes localidades de nosso País, trazem a presença do martírio desta mulher que, mesmo sabendo estar ameaçada (em 2004 recebera mais de uma ameaça), não arredou pé de junto do povo com quem dividia alegrias e esperanças, tristezas e dores. Para defender o direito dos camponeses e a preservação da floresta Amazônica, não teve dúvida em colocar em risco sua própria vida.

 

*Dom Enemésio Lazzaris, bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e José Batista Afonso, advogado da CPT em Marabá, fez parte da equipe de acusação no julgamento do caso Dorothy.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Jornal Caminho da Roça retoma edições em 2015

O Caminho da Roça, publicação da Comissão Pastoral da Terra Alagoas, retomou suas atividades em 2015! Em sua primeira edição do ano, apresenta uma retrospectiva das atividades da Pastoral da Terra em 2014, convoca para o Congresso Nacional da CPT e apresenta a trajetória do camponês Hélio Lima, na coluna Semente Germinada.
Confira O Caminho da Roça!

Para ler, clique aqui:http://issuu.com/cptalagoas/docs/jornal_caminho_da_ro__a_2015_web