terça-feira, 31 de março de 2015

16º Jejum da Solidariedade contesta injustiças e desigualdades sociais


Inspirados nas palavras do Papa Francisco, “nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos”, agentes pastorais e religiosos realizaram o 16º Jejum da Solidariedade, na última sexta-feira(27), em frente ao Tribunal de Justiça (TJ/AL). A atividade é realizada anualmente pela CPT em solidariedade aos que passam fome e outras necessidades no mundo.

Com fé e alegria de seguir o exemplo de Cristo – lutar pela causa dos oprimidos – mulheres e homens fizeram um dia interior de jejum, refletindo sobre a condição das pessoas que não têm o que comer.

O Padre Rogério Madeiro, coordenador das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Maceió, se fez presente na atividade e disse: "nosso Jejum é solidário àqueles que fazem jejum todos os dias, não por opção, mas por imposição das injustiças dessa sociedade e da concentração de terra e de renda". Ele comentou também as palavras do Evangelho de Marcos 10,35-45, dizendo que não o Cristo não veio para ser servido, mas para servir e deu a sua vida lutando contra as injustiças.

Sempre presente nos Jejuns da CPT, o Pastor Wellington, da Igreja Batista do Pinheiro, também colaborou com as reflexões e comentou sobre o tema "Deus está com os oprimidos" (Isaías 57, 14-20).

“Muitas pessoas dizem que são cristãs e tratam seu irmão com indiferença, permitem e até contribuem para as injustiças. Estamos diante de um Tribunal que a maioria das pessoas se dizem Católicas ou Evangélicas, mas não agem em favor dos pobres”, disse Pastor Wellington.

Ele completou dando um exemplo de como age a justiça, em favor dos ricos e contra os pobres. “João Lira, falido e devendo aos trabalhadores, não tem seus bens confiscados e sua propriedade distribuída entre os camponeses sem-terra. Agora, quando famílias ocupam uma terra para morar e construírem suas vidas aparece um Juiz para condenar os pobres à miséria, em benefício de alguém que só faz concentrar terra”, prosseguiu o Pastor, lembrando das 23 famílias despejadas do acampamento Santa Mônica, em Belo Monte.

Cânticos e leituras bíblicas seguiram até às 17 horas, quando, no momento final, iniciou-se a partilha do pão e do vinho, momento simbólico de renovação do compromisso com a causa dos pobres. 

Crente no fim das desigualdades e das injustiças, Pastor Wellington finalizou dizendo: "não se entristeçam por quem não tem esperança. Permaneçam com fé e na luta. Isso é servir à Deus".









quarta-feira, 25 de março de 2015

Organizações do Campo da América Latira realizarão Congresso para o fortalecimento da luta


A Coordenação Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC) realizará o seu VI Congresso, no período de 10 a 17 de abril de 2015, em Buenos Aires na Argentina, com o lema “Contra o Capitalismo, pela soberania de nossos povos, América Unida segue em Luta!”.

São mais de 80 delegações de 18 países da América e Caribe que participarão do VI Congresso da CLOC. A CPT Nacional estará representada neste Congresso pelo Coordenador da Comissão Pastoral da Terra - Regional Nordeste 2 (CPT-NE2), José Carlos Lima da Silva, e pelo conselheiro da CPT-NE 2, Valdeni Bevenuto.

Para Carlos Lima, este congresso representará um avanço para a luta. “O VI Congresso vai reforçar a luta implacável pela reforma agrária e defesa dos territórios, da soberania alimentar e do fortalecimento das organizações campesinas de mulheres e juventude”, afirmou o coordenador da CPT.

Saiba mais sobre o evento: http://goo.gl/Kd56vV

CPT realizará Jejum e vigília em frente ao TJ/AL

16ª Jejum da Solidariedade levantará reflexão sobre direitos dos oprimidos do campo



A Comissão Pastoral da Terra – CPT/Alagoas – realizará na próxima sexta-feira (27) o 16ª Jejum da Solidariedade às pessoas que passam fome e outras necessidades no mundo, em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas, no Centro de Maceió, das 8 horas às 18 horas.
Com o tema inspirado nas palavras do Papa Francisco, “Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra e nenhum trabalhador sem direito”, camponeses, agentes pastorais e religiosos farão um dia de jejum e reflexão, sentindo fome de justiça e se solidarizando com a dor dos oprimidos.
A CPT/Alagoas realiza o Jejum da Solidariedade desde 1999, no período da quaresma, mais exatamente, na sexta-feira que antecede a Semana Santa, guiada pelos ensinamentos do profeta Isaías: “O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e desfazer qualquer jugo” (Is 58,6).
A escolha do Tribunal de Justiça para a realização do Jejum ocorre devido aos mandados de reintegração de posse expedidos pela Vara Agrária no último período, que condena à fome dezenas de famílias expulsas de suas terras e de suas lavouras.
Para Carlos Lima, coordenador da CPT, esse Jejum tem uma solidariedade especial às famílias do acampamento Santa Mônica, em Belo Monte. “Nosso Jejum é também um protesto contra os despejos realizados em 2015, como o que ocorreu em Belo Monte, quando 23 famílias tiveram suas lavouras e casas destruídas. Várias ordem judiciais saíram do Poder Judiciário para beneficiar os abastados e que nunca sentiram fome na vida. Nossa luta e nosso jejum é pelo povo empobrecido”, afirmou Lima convidando à população para se somar a esse ato de fé, penitência e esperança. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Assembleia da CPT elege nova coordenação executiva e direção nacional


Reunidos no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia, Goiás, entre os dias 17 e 19 de março, cerca de 75 pessoas entre agentes da CPT, trabalhadores e trabalhadoras, escolheram a nova diretoria nacional e coordenação executiva nacional da CPT, para os próximos três anos.

Dom Enemésio Lazzaris, bispo de Balsas, no Maranhão foi reeleito como presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Dom André de Witte, bispo de Ruy Barbosa, na Bahia, foi eleito como vice-presidente. Os dois bispos irão compor a direção nacional da CPT. Jeane Bellini, agente histórica da CPT nos regionais Araguaia/Tocantins e Mato Grosso, atualmente contribuindo no Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da Secretaria Nacional da CPT; Ruben Siqueira, agente da CPT Bahia e um dos coordenadores, nos últimos dez anos, do Projeto São Francisco Vivo; Paulo César Moreira, agente da CPT no Mato Grosso e Thiago Valentim, agente da CPT no Ceará, ambos jovens e atuantes na luta da CPT, foram os eleitos e eleita para a coordenação executiva nacional da CPT. Para a suplência foram eleitas duas agentes da CPT, Isabel Cristina Diniz, da CPT Paraná e Darlene Braga, da CPT Acre.

Carta Final e Moções aprovadas pela Assembleia

A Assembleia aprovou, também, sua Carta Final (segue abaixo) e duas moções (em anexo), uma de apoio ao povo Palestino, que será levada por Dom Enemésio em um Encontro em Jerusalém, organizado pela Pax Christi Internacional, e uma endereçada ao Supremo Tribunal Federal (STF), em vista do julgamento pela Corte da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239, referente ao Decreto 4887/2003. O decreto foi promulgado pelo ex-presidente Lula e tem por objetivo regulamentar a identificação e titulação dos territórios tradicionalmente ocupados por remanescentes de quilombos. A ADI foi protocolado pelo DEM e questiona a constitucionalidade desse Decreto. A CPT espera que o STF decida em favor dos povos quilombolas e de seus direitos sobre os territórios que ocupam.


CARTA FINAL DA XXVII ASSEMBLEIA NACIONAL DA CPT
Faz escuro, mas eu canto: memória, rebeldia e esperança

Reunidos/as em assembleia confirmamos nossa caminhada de Pastoral da Terra. Animados/as pela organização do IV Congresso da CPT em julho de 2015, reconhecemos a noite dos tempos difíceis que vivemos e celebramos a madrugada camponesa no compromisso radical de 40 anos com as lutas dos povos da terra.

“Nenhuma família sem casa! Nenhum camponês sem terra! Nenhum trabalhador sem direitos!”(Papa Francisco).

Faz escuro, companheirada!
·        a bancada ruralista, o agro e hidronegócio, as mineradoras, madeireiras, os grandes projetos do capital, o trabalho escravo, o judiciário criminalizador, as empresas de veneno e transgênico, o Legislativo que constantemente ameaçam  reduzir direitos  já conquistados, os governos e suas polícias, as mídias golpistas e os setores conservadores do país fazem a noite demorada, obscurecem a democracia na negação de direitos dos povos da terra e da cidade. Não querem permitir que a luz apareça!

Faz escuro, companheirada!
·        os direitos já fragilizados dos povos indígenas, quilombolas, assentados e acampados, pescadores, ribeirinhos, vazanteiros, seringueiros, extrativistas, fundo e fechos de pasto, posseiros e camponeses são esmagados pelos interesses de um modelo de desenvolvimento que devora terras, territórios, tradições e modos de vida distorcendo a lei a seu dispor, cooptando e corrompendo processos e lideranças, usando a força e até assassinatos. Sofrem a juventude, as mulheres e crianças das comunidades. É uma noite escura e de medo: fica difícil de andar na escuridão. Querem os povos parados no escuro do medo.

Faz escuro, companheirada!
·        conquistas importantes acenderam luzes nos últimos anos fruto da luta no voto e nas lutas nas bases. Essas luzes prometiam a claridade de acesso aos direitos de terra, pão, trabalho e casa, saúde e dignidade. Mas o direito e o poder de “acender e apagar” continuou fora das nossas mãos. As reformas necessárias não vieram! Nem reforma agrária! Nem reforma urbana! Nem reforma política. Nem reforma do marco regulatório da mídia! Os governos negociam e negam nossas conquistas para contentar as elites e impedem que programas e políticas acendam os caminhos da igualdade e da dignidade.

Faz escuro, companheirada!
·        em nome de Deus setores das igrejas cristãs apóiam políticos, governos e polícias que criminalizam a luta pela água, pela terra e na terra e abençoam o latifúndio e a privatização da natureza... querem apagar a luz do evangelho subversivo de Jesus vivo na vida dos pobres, homens e mulheres lutadoras do campo e da cidade. Querem fazer virar mercadoria o pão e a água da vida. Querem apagar as luzes das religiões de outras matrizes, altares de terreiros e rituais de torés. Faz escuro e silêncio na longa noite da religião do patriarcalismo, individualismo e consumismo.

Faz escuro companheirada!
·        Às vezes dentro de nós. Tantos desafios que não fomos capazes de enfrentar. Tantas novas relações entre nós que ainda não aprendemos a cuidar, conviver.

...faz escuro MAS eu canto! cantamos porque a manhã vai chegar!
·        estendemos  a mão mesmo no escuro e  vamos ao encontro de quem está do nosso lado. Aprendemos a ver no escuro! Somos nós companheirada na rebeldia necessária de forçar o dia. Nos reconhecemos como comunidades de iguais: novas formas de ser igreja no meio do povo, na luz de mártires da caminhada: Cristo vivo ressuscitado na humana solidariedade e no amor pelo mundo e seus viventes.Haja luz!(Gênesis 1, 3)

·        cantamos a luta e a esperança  no trabalho de base, na educação popular, na espiritualidade, nas diversas experiências da agricultura agroecológica, na formação permanente, na celebração dos saberes de ervas medicinais e valorização das sementes nativas e crioulas; com estas práticas adiantamos o dia,  iluminamos nosso cotidiano... ninguém acende uma luz pra ficar escondida!(Lucas 8, 16)

·        somos parte das ocupações de terra, denunciamos empresas e políticos, documentamos os conflitos e fazemos memória ativa das violências. Junto de nós nessa madrugada de rebeldia nos encontramos com os povos indígenas e quilombolas, assentados e acampados, pescadores, ribeirinhos, vazanteiros, extrativistas, fundo e fechos de pasto, posseiros, nas lutas pelos territórios e contra o avanço do capitalismo no campo. A luz brilha nas trevas!(João 1, 5)

·        confirmamos na tradição de profetas que vieram antes de nós na luta radical contra o capitalismo no campo nas formas do trabalho escravo, latifúndio e o agronegócio e afirmamos a luta pela reforma agrária e um projeto camponês para agricultura brasileira, condições necessárias para a soberania alimentar, a defesa e vivência da natureza e a saúde de todos/as no campo e na cidade... O povo que andava em trevas viu grande luz! (Isaías 9, 2)

·        sonhamos com a sociedade do bem viver e do conviver rumo a Terra sem Males. Nós somos o povo da esperança, o povo da Páscoa. O outro mundo possível somos nós! A outra Igreja possível somos nós!(Pedro Casaldáliga).

·        convocamos todos e todas companheiros/as, parentes e amigos/as da CPT e da luta pela terra e na terra a caminhar conosco rumo ao IV Congresso fazendo memória, vivendo a rebeldia e antecipando a esperança.

Já é quase tempo de amor.Colho um sol que arde no chão,
lavro a luz dentro da cana,minha alma no seu pendão.
Madrugada camponesa.Faz escuro (já nem tanto),
vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu cantoporque amanhã vai chegar.
(Thiago de Mello)



XXVII Assembleia Nacional da CPT
Luziânia, 19 de março de 2015.

domingo, 15 de março de 2015

Carta da 26ª Assembleia Estadual da CPT


Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário do seu salário. (Eclesiástico 34, 21)

Juntos, reunidos e reunidas na 26ª Assembleia Estadual da CPT de Alagoas, choramos a dor e aflição das 23 famílias despejadas das terras da fazenda Lagoa da Jurema, em Belo Monte, sertão alagoano. Alegramo-nos com a Boa Nova de Jesus, com Seus ensinamentos e o Seu carinho para com os mais pobres.  

Lemos a conjuntura a partir da injustiça cometida pelo Governo de Alagoas, contra as famílias Sem Terra de Belo Monte. Identificamos que o capitalismo mantém um esquema que em nome da propriedade privada e do desenvolvimento expulsa famílias pobres, destrói alimentos e derruba casas. Os poderes são instrumentos desse modelo, o Legislativo é conivente, o Judiciário é obediente e o Executivo é subserviente. Belo Monte é, na verdade, o cotidiano do universo camponês brasileiro. Estamos correndo sérios riscos.  Querem nos destruir! 

A partir da leitura bíblica, aprofundamos a realidade e percebemos como a nossa historia é continuidade da luta do povo da bíblia.  Como é confortante enxergar a intervenção de Deus na historia ao lado dos pobres e oprimidos. A opressão, a fome, a miséria não são criação nem vontade de Deus!

Nas palavras do papa Francisco − nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra e nenhum trabalhador sem direitos −, reencontramos um horizonte para retomar o trabalho de base, a formação e a luta concreta.

É necessário reagir, enfrentar o inimigo. Retomar as ocupações e as reocupações; produzir alimentos sem uso de veneno, dentro do modelo agroecológico; praticar a partilha e a solidariedade camponesa.

Acampamento Batista - Paripueira-AL,  9 e 10 de março de 2015.


Confira as fotos da Celebração.














quinta-feira, 12 de março de 2015

Em Maceió, 4 mil Sem Terras marcham por Reforma Agrária


4 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra de todo o estado de Alagoas, organizados na CPT, MLST, MST e MTL, realizaram hoje (11) uma marcha em Maceió denunciando o agronegócio, fazendo a defesa da Reforma Agrária e exigindo condições de vida digna para quem vive no campo. 
Depois de passar a noite acampado na Eletrobrás, a Pastoral e os Movimentos Sociais do Campo se reuniram por volta das 7 horas da manhã com o presidente da Estatal, Cícero Vladmir, e sua equipe técnica e de gestão. 
Após ouvir as reivindicações pela garantia de eletricidade condizente com as necessidades dos acampamentos, "que sustente uma casa de farinha, uma máquina forrageira ou uma irrigação, e não apenas uma geladeira, uma televisão e um bocal", disse Débora Nunes, coordenadora do MST, o representante da Eletrobrás se comprometeu a implantar energia nos acampamentos onde ainda não há e buscar soluções imediatas para solucionar o problema da qualidade elétrica.
Com o indicativo de solução na Eletrobrás, os Sem Terra organizaram suas fileiras e percorreram a Avenida Fernandes Lima em direção ao Centro de Maceió. No caminho, diante da Secretaria de Educação do Estado, foi denunciado o fechamento de escolas no campo e o sucateamento da educação ofertada aos jovens e as crianças na zona rural, onde muitas escolas estão sem água, professores e merenda, além do transporte escolar precário, quando existente, para transportar os estudantes.

A Marcha findou suas atividades de hoje em frente ao Tribunal de Justiça para repudiar os despejos realizados pelo Juiz Substituto da Vara Agrária Airton Tenório. "Já cansamos do ato leviano da caneta e da capacidade de fazer o mal que tem esse Juiz Airton Tenório, que não carrega dentro de si uma coisa chamada sensibilidade social. Para ele não interessa quem são as mulheres, os homens, os jovens e as crianças que estão há anos constituindo suas famílias nos acampamentos", disse Josival Oliveira, coordenador do MLST.
O ato também cercou o TJ com jovens, homens e mulheres de mãos dadas, realizando um abraço simbólico do prédio. Segundo Carlos Lima, coordenador da CPT, "não foi para amedrontar, como fazem os policiais a mando dessa Justiça, mas sim para mostrar que quem está ali são trabalhadores que precisam da terra para viver e que dão as mãos para construir seu futuro".

Marcha
A CPT, o MLST, o MST e o MTL produziram uma nota explicando à população de Maceió o porquê da Marcha. O documento, que foi distribuído durante todo o percurso, sintetiza 10 pautas conjuntas, entre elas a destinação das usinas falidas para fins de Reforma Agrária e a criação de Politica Estadual de Desenvolvimento dos assentamentos de reforma agrária, que possa contemplar todos os níveis da produção no campo até a comercialização desses produtos.
Os Sem Terra que estão mobilizados em todo o estado de Alagoas desde o início da semana, nas atividades que compõem a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, destacaram na nota que as mobilizações são mais um momento para denunciar a situação de quem vive no campo, “pressionar os governos e os poderes para a urgente e necessária realização da reforma agrária como medida para a garantia de direitos e exigir condições dignas e justiça social no campo e na cidade”, diz a nota.
Os Movimentos sentam com o governador do estado Renan Filho (PMDB), na próxima quinta-feira (12) às 9h no Palácio dos Palmares.

Com informações de Railton Teixeira. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Nota conjunta sobre a Jornada pela Reforma Agrária: à sociedade Alagoana

Por que lutamos?

Alagoas convive com problemas estruturais que atingem a todos os alagoanos. A violência é permanente, sobretudo contra os mais pobres. Seja no campo ou na cidade vivenciamos um caos na educação e na saúde pública, com serviços sucateados que não atendem as necessidades reais do povo. O desemprego e a miséria também são realidades gritantes na vida dos alagoanos e alagoanas, frutos de gestões que governaram por muito tempo apenas para a parcela rica do estado, esquecendo dos que vivem nas periferias, nas comunidades tradicionais e nas áreas rurais.

Por isso que nós trabalhadores e trabalhadoras acompanhados pela CPT, MLST, MST e MTL estamos mobilizados em todo o estado de Alagoas, neste mês de março, como parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária de 2015, para denunciar a situação do campo alagoano, pressionar os governos e os poderes para a urgente e necessária realização da reforma agrária como medida para a garantia de direitos e exigir condições dignas e justiça social no campo e na cidade. 

EXIGIMOS REFORMA AGRÁRIA!

A reforma agrária está paralisada e não é uma prioridade dos governos. O estado de Alagoas precisa compreender que garantir terra para as famílias acampadas e o acesso a uma politica agrícola séria, possibilitaria a mudança nas condições de vida de uma grande parcela do povo alagoano, garantindo trabalho, renda, moradia, saúde e educação a quem vive no campo e, consequentemente, a superação dos piores índices sociais e econômicos do nosso estado.

A terra precisa ser democratizada e cumprir com sua função social. Alagoas é o estado que mais concentra terras no país, e essa concentração é responsável pelas profundas desigualdades sociais e econômicas que afeta a toda a sociedade.

O ano de 2015 iniciou com a determinação de dezenas de reintegrações de posse pelo Juiz substituto da Vara Agrária, Ayrton Tenório, para milhares de famílias sem-terra, algumas com mais de 15 anos de acampadas, sem que este Poder exigisse o cumprimento da função social destas terras ou ainda a garantia por parte do Estado dos direitos fundamentais à moradia, trabalho, educação e outros.

DENUNCIAMOS O MODELO DESTRUIDOR DO AGRONEGÓCIO!

O agronegócio só produz com veneno. Você come e depois fica com câncer!
Em Alagoas o modelo predominante é a produção de cana-de-açúcar, que concentra 63% das terras agricultáveis, destrói a natureza, contamina o solo e as águas com uso intensivo de venenos. Concentra riqueza para algumas dezenas de famílias às custas da exploração e miséria de milhões de alagoanos.

Agora querem substituir parte da cana pela plantação de EUCALIPTO, que também não gera empregos, não distribui renda e destrói ainda mais a natureza, além de ter um alto consumo de água, que pode aprofundar a crise da falta de água.

Exigimos que a cana seja substituída pela produção de alimentos saudáveis e diversificados para alimentar a sociedade!

Queremos e lutamos:

1. Pela criação de Politica Estadual de Desenvolvimento dos assentamentos de reforma agrária, contemplando os níveis de produção (mecanização, recuperação de solos, mecanização, irrigação); beneficiamento da produção e comercialização (programas e infraestrutura);

2. Por Fomento à Estruturação de Cadeias Produtivas (fruticultura, caprinocultura, apicultura, etc.) com recurso do Governo de Alagoas;

3. Para a garantia de infraestruturas sociais e produtivas necessárias para que possamos produzir e viver no campo com dignidade – estradas, água para consumo e produção, escolas, saúde, quadras de esporte, etc.;

4. Para a Conclusão e apresentação dos resultados do Mapeamento Fundiário – Destinando áreas devolutas e griladas para o programa de Reforma Agrária (Existe processo iniciado há mais de 10 anos);

5. Pela Destinação das Terras das usinas falidas e do extinto Banco Produban PARA FINS de Reforma Agrária;

6. Pela garantia do acesso das terras às margens do canal do sertão para as famílias sem terra acampadas;

7. Pela garantia e ampliação do apoio do Estado nas realizações das Feiras, como forma de chegar à cidade alimentos saudáveis;

8. Para garantir educação no/do campo nas áreas de acampamentos e assentamentos;

9. Pelo fortalecimento do Comitê de Mediação de Conflitos Agrários, sobretudo como ferramenta que ajude na resolução de conflitos e no combate a violência contra as famílias Sem Terra;

10. Pela suspensão imediata das dezenas de reintegrações de posse que poderá jogar centenas de famílias na marginalidade das favelas rurais e dos centros urbanos.

Seguiremos em luta!

Estamos e seguiremos em luta, mobilizando do Sertão ao Litoral do nosso estado para mudar Alagoas. E é preciso que toda a população que diariamente sofre com o descaso vivido pelo estado, também uni sua indignação na luta pela construção de um estado que garanta condições dignas para a vida do seu povo, com a responsabilidade de construir um futuro melhor para as próximas gerações de alagoanos e alagoanas.

Contamos com você também!

Alagoas, março de 2015.


Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Movimento Terra e Liberdade (MTL)

Trabalhadores rurais ocupam sede da Eletrobrás em Alagoas

Pastoral da Terra se une aos movimentos sociais do campo na Jornada de Lutas pela Reforma Agrária


A Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e o Movimento Terra e Liberdade (MTL), ocuparam na noite de ontem, 10 de março, a sede da Eletrobrás em Alagoas. A reivindicação é por eletricidade para os acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária.

A Pastoral e os movimentos denunciam que não há energia elétrica em todas as áreas em que vivem os trabalhadores rurais e em vários assentamentos a energia que chega não é adequada para atender as demandas. “Hoje a energia que chega aos assentamentos não aguenta ligar uma máquina de irrigação. E isso impede o desenvolvimento da produção”, afirmou Carlos Lima, coordenador da CPT.

A Jornada de Lutas contra o Latifúndio e o Agronegócio reivindica também a destinação das terras das usinas falidas e do extinto Produban para fins de Reforma Agrária, a garantia de acesso à água do canal do sertão para as famílias sem-terra, o fim dos despejos, a garantia de educação no/do campo nas áreas de acampamentos e assentamentos, entre outros pontos.

Jornada de Lutas

Os movimentos sociais do campo estão em luta desde o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Sob o comando das mulheres, na noite do domingo, o MST ocupou a Superintendência do Ministério da Agricultura em Alagoas; na segunda, o MTL acampou na Praça Sinimbu; e, na terça, o MLST fechou rodovias do estado. Com a ocupação da Eletrobrás, os movimentos se unificam para prosseguir a jornada.

A CPT que esteva reunida, nesta segunda e terça, em sua 26ª Assembleia Estadual, também está na Eletrobrás. Outros camponeses, inclusive as 23 famílias expulsas da Fazenda Lagoa da Jurema, em Belo Monte, estão chegando à Maceió para se unir aos demais.


“Um de seus desafios aprovados, com os camponeses e camponesas na Assembleia, foi o de avançar na luta pela Reforma Agrária. Ocuparemos as terras improdutivas, os latifúndios e lutaremos por um modelo agrícola no país que caibam os pequenos produtores, a agricultura familiar e a produção livre de agrotóxicos. O agronegócio está acabando com a água do Brasil, expulsando famílias do campo e envenenando as terras e os alimentos”, explicou Carlos Lima o motivo da jornada.

segunda-feira, 9 de março de 2015

“Para cada despejo, uma nova ocupação”, garantem os movimentos sociais presentes na abertura da 26ª Assembleia da CPT


"Chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram". Foi com essas palavras que o Frei José Firmino, em celebração religiosa, abriu a 26ª Assembleia da Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, no município de Paripueira. Com o tema “Terra, Trabalho e Direitos”, o evento teve início hoje (9) e segue até amanhã reunindo camponeses e camponesas do litoral, sertão e zona da mata.

A abertura foi marcada de homenagens às 23 famílias do Acampamento Santa Mônica, despejadas na última quinta-feira do imóvel Fazenda Lagoa da Jurema, em Belo Monte. Os movimentos sociais presentes e a Central Única dos Trabalhadores firmaram solidariedade com a CPT e as famílias na busca pressionar o poder público solucionar o problema. Uma reunião é esperada com o Governador na próxima
quarta-feira, dia 11.

“Foram mais de 50 reintegrações de posse emitidas do final de 2014 para cá. Não aceitaremos mais despejos. Por isso, o MST ocupou ontem o Ministério da Fazenda aqui de Alagoas e, junto à Pastoral da Terra, firma o compromisso de avançar na luta. Para cada despejo, realizaremos uma nova ocupação”, afirmou Zé Roberto, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.

O Certificado Resistência, reconhecimento conferido pela CPT a um acampamento ou assentamento destaque no ano anterior, foi entregue ao Acampamento Santa Mônica. Carlos Lima, coordenador regional da Pastoral, disse, com tristeza, que pela primeira vez o certificado estava sendo entregue a camponeses que estavam desalojados da terra e de suas casas.

“O tema de nossa assembleia é baseado no ensinamento do Papa Francisco: ‘nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra e nenhum trabalhador sem direito’. É um dever nosso, quando acabar essa assembleia, tomarmos os latifúndios improdutivos para alojar cada camponês sem-terra de Alagoas”, assegurou o coordenador da CPT.

Severino Freitas, camponês expulso do Acampamento em Belo Monte, com o Certificado em mãos, não escondeu o seu descontentamento pela decisão da Vara Agrária em tirar camponeses da terra e entregá-la a um dito proprietário que nem o termo de posse apresentou.

“Doeu no coração ver uma mãe de família, que tinha duas tarefas de terra, de onde tirava a macaxeira, a banana, o feijão para alimentar os seus filhos, desalojada e as crianças chorando de fome”, disse seu Severino.

Amélia Fernandes, presidente da CUT, assinalou que em Alagoas há um desafio especial para os movimentos sociais, já que o governador já demonstrou como vai tratar os trabalhadores e estudantes em sua gestão. “Renan Filho já demonstrou que sua política é de violência e agressão aos movimentos sociais, como fez jogando bombas em estudantes, vigilantes e motoristas de ônibus que reivindicavam transporte para estudar e trabalho. Temos que unificar nossas forças para lutar”, afirmou Fernandes.

Combater o agronegócio e o latifúndio

Os movimentos sociais do campo e a Pastoral da Terra denunciaram a política de Dilma para o país e, em especial, para os trabalhadores rurais. Zé Roberto lembrou que desde Fernando Henrique Cardoso, o Brasil adotou o modelo neoliberal para a sua agricultura, surgindo o agronegócio, e desde então a Reforma Agrária “só cresce igual rabo de cavalo, para baixo”.

“O agronegócio não produz alimentos, produz mercadorias para serem exportadas. Ele não permite a distribuição das terras, avança na transgenia da produção e envenena a agricultura. Para piorar, estão querendo a liberação do eucalipto transgênico, que é um perigo para o Brasil. Um pé de eucalipto consome trinta litros de água por dia. Quer dizer, a água que tem servirá só aos latifundiários de eucalipto”, denunciou o coordenador do MST.


A irmã Cícera Menezes, coordenadora da CPT, condenou o latifúndio com as palavras bíblicas do profeta Isaías: “Ai daqueles que juntam campo a campo, casa a casa, ai daqueles que lucram com as lágrimas dos outros”.

sexta-feira, 6 de março de 2015

CPT realiza sua 26ª Assembleia Estadual


Mais de 80 camponeses e camponesas, representando as áreas acompanhadas pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, estarão participando da 26ª Assembleia Estadual da Pastoral da Terra, nos dias 9 e 10 de março, no Acampamento Batista, em Paripueira.

O tema “Terra, Trabalho e Moradia” segue a orientação do Papa Francisco que, no encontro com os movimentos sociais, afirmou: “Nenhum camponês sem-terra, nenhuma família sem casa, nenhum trabalhador sem direitos”.

Na ocasião, os representantes da região da mata, do litoral e do sertão debaterão sobre sua organização, suas lutas e o planejamento para o ano que se inicia, assim como realizarão uma avaliação do ano que passou.

“A Assembleia é um momento de reflexão dos camponeses e camponesas junto à CPT e aos agentes pastorais para avaliar as atividades do último ano, entender melhor a situação do país e do estado na luta por reforma agrária e justiça social. Assim, é possível traçar nossas batalhas para este ano”, afirmou Carlos Lima, coordenador regional da CPT.

A abertura está marcada para às 9 horas do dia 9 de março e contará com a participação de movimentos sociais do campo, sindicatos, representantes de Pastorais da Igreja Católica, entre outros convidados. Na cerimônia, os camponeses e camponesas do Acampamento Santa Mônica, em Belo Monte, despejados ontem por decisão da Vara Agrária com o apoio do Governo de Alagoas, serão homenageados com o Certificado Resistência da Assembleia, fazendo jus à luta travada pelo direito à terra.

Reunião com o Governador

Os movimentos sociais do campo e a Pastoral da Terra entregaram uma carta de reivindicações ao governador Renan Filho, exigindo uma reunião no dia 11 de março para tratar de demandas dos trabalhadores rurais em Alagoas. Entre os pontos está a destinação das terras das usinas falidas e do extinto Produban para fins de Reforma Agrária, o acesso às águas do canal do sertão, o apoio à realização das Feiras, entre outros. Os camponeses e camponesas do Acampamento Santa Mônica estarão presentes para cobrar uma solução imediata para as 23 famílias despejadas da Fazendo Lagoa da Jurema, em Belo Monte.

quinta-feira, 5 de março de 2015

NOTA DE REPÚDIO AO DESPEJO DAS FAMÍLIAS EM BELO MONTE (AL)


A COMISSÃO PASTORAL DA TERRA DE ALAGOAS (CPT/AL) vem a público, com toda indignação possível, protestar contra o despejo, realizado hoje, 5 de março de 2015, das 23 famílias sem-terra que ocupavam a fazenda Lagoa da Jurema em Belo Monte (Alagoas), promovido pelo GOVERNO DE ALAGOAS, a mando da Vara Agrária. 
As famílias ocupavam o imóvel há quase 10 anos e viviam na área produzindo alimentos e criando animais. O pequeno imóvel rural, que antes estava abandonado e sem cumprir sua função social, era a única forma de sobrevivência dessas famílias.
O Governo de Alagoas deslocou um grande aparato policial para a ação. Foram cerca de 100 militares (BOPE, PELOPES) para destruir a vida de 23 famílias, cumprindo uma ordem judicial injusta, haja vista que o suposto proprietário do imóvel não apresentou nenhum documento que comprove a sua posse.  
Desalojar famílias, sem sugerir alternativas, é um ataque aos direitos sociais, principalmente aos dos mais pobres, que através de uma luta justa e legítima buscam um pedaço de terra como um caminho para conquistar a dignidade.
O Governo Federal, por meio do INCRA, também é responsável por destruir a vida de mais essas famílias. No processo do imóvel Lagoa da Jurema, apesar do risco de violência contras às famílias, limitou a informar que o procedimento administrativo foi exaurido, reduzindo a reforma agrária a um mero processo burocrático, ignorando a existência de seres humanos, a improdutividade do imóvel, o fator politico e econômico. Imitando Pilatos, lavou as mãos.
Desta forma, a CPT repudia veementemente a violência utilizada hoje contra as famílias em Belo Monte, sob as ordens da Vara Agrária e executada pelo Governo de Alagoas, assim como, a falta de uma política para a democratização das terras. Ao tempo que exige do INCRA e do Governado Estadual que encontre outra área na região para minimizar o sofrimento e o constrangimento que o Estado impôs a essas famílias.

Maceió, 5 de março de 2015



Comissão Pastoral da Terra - Alagoas

quarta-feira, 4 de março de 2015

PM pode despejar violentamente famílias que há quase uma década vivem em fazenda abandonada


Há quase 10 anos, camponeses e camponesas pobres da cidade de Belo Monte ocuparam a fazenda Lagoa da Jurema, no mesmo município. Em negociação à época com seu proprietário, a Fazenda foi disponibilizada ao INCRA para fins de Reforma Agrária. Entretanto, por um bloqueio judicial dos bens do então proprietário, as terras não foram adquiridas pelo Estado e repassadas às famílias.

Nesse período, uma vida se construiu lá. 23 famílias pobres passaram a ter uma casa, uma terra para plantar e uma fonte de renda a partir da produção de alimentos. O pequeno imóvel rural, que antes estava abandonado e sem cumprir sua função social, hoje é a única forma de sobrevivência de quase 100 pessoas.

Mas, um suposto proprietário apareceu em 2014 tentando expulsar as famílias à força, fora da legalidade e com a utilização de capangas que passaram a ameaçar as famílias de despejo. Após a denuncia realizada pela Pastoral da Terra e a intervenção da Ouvidoria Agrária do Incra, e com auxílio do próprio gerenciamento de crises da PM, as famílias permaneceram em suas moradias.

Em janeiro de 2015, a CPT Alagoas tomou conhecimento que o Juiz Claudemiro Avelino de Souza, da 2ª Vara de Cível da Capital – Conflitos Agrários, expediu uma liminar em dezembro determinando a reintegração de posse a pedido de Efigênio de Almeida Neto e Tereza Maria de Almeida, que se dizem novos proprietários da fazenda, mesmo sem ter termo de posse da terra comprovado.

Imediatamente a CPT comunicou ao Ouvidor Agrário Nacional do INCRA, Gercino José da Silva Filho, para evitar confronto entre a PM e as famílias. O conflito em questão está na pauta da reunião da Ouvidoria em Abril, mas a PM deve agir violentamente ainda essa semana para expulsar as famílias do local.

A CPT exige a suspensão da medida liminar, assim como que o Governador de Alagoas, Renan Filho, e o Ouvidor Agrário Nacional do INCRA, Gercino Filho, que interceda na área com fins de evitar uma ação violenta da Polícia Militar em favor de um proprietário sem termo de posse da terra e contra famílias pobres que há quase 10 anos vivem ali. 
Aparecida da Silva vive no acampamento e sustenta sua família
com a produção de alimentos. Ela, seu marido e filhos não terão para onde ir, caso haja o despejo


Confirma mais notícias do conflito:



Convite Assembleia Estadual da CPT


A Comissão Pastoral da Terra preparou hoje (4) o convite da sua Assembleia Estadual para ser distribuído entre os movimentos sociais do campo, pastorais da Igreja Católica, sindicatos e outras entidades apoiadoras da luta sem-terra.
O evento acontecerá nos dias 9 e 10 de março e reunirá camponeses e camponesas do litoral, sertão e zona da mata, sob o tema "Terra, Trabalho e Moradia".