terça-feira, 31 de março de 2015

16º Jejum da Solidariedade contesta injustiças e desigualdades sociais


Inspirados nas palavras do Papa Francisco, “nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos”, agentes pastorais e religiosos realizaram o 16º Jejum da Solidariedade, na última sexta-feira(27), em frente ao Tribunal de Justiça (TJ/AL). A atividade é realizada anualmente pela CPT em solidariedade aos que passam fome e outras necessidades no mundo.

Com fé e alegria de seguir o exemplo de Cristo – lutar pela causa dos oprimidos – mulheres e homens fizeram um dia interior de jejum, refletindo sobre a condição das pessoas que não têm o que comer.

O Padre Rogério Madeiro, coordenador das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Maceió, se fez presente na atividade e disse: "nosso Jejum é solidário àqueles que fazem jejum todos os dias, não por opção, mas por imposição das injustiças dessa sociedade e da concentração de terra e de renda". Ele comentou também as palavras do Evangelho de Marcos 10,35-45, dizendo que não o Cristo não veio para ser servido, mas para servir e deu a sua vida lutando contra as injustiças.

Sempre presente nos Jejuns da CPT, o Pastor Wellington, da Igreja Batista do Pinheiro, também colaborou com as reflexões e comentou sobre o tema "Deus está com os oprimidos" (Isaías 57, 14-20).

“Muitas pessoas dizem que são cristãs e tratam seu irmão com indiferença, permitem e até contribuem para as injustiças. Estamos diante de um Tribunal que a maioria das pessoas se dizem Católicas ou Evangélicas, mas não agem em favor dos pobres”, disse Pastor Wellington.

Ele completou dando um exemplo de como age a justiça, em favor dos ricos e contra os pobres. “João Lira, falido e devendo aos trabalhadores, não tem seus bens confiscados e sua propriedade distribuída entre os camponeses sem-terra. Agora, quando famílias ocupam uma terra para morar e construírem suas vidas aparece um Juiz para condenar os pobres à miséria, em benefício de alguém que só faz concentrar terra”, prosseguiu o Pastor, lembrando das 23 famílias despejadas do acampamento Santa Mônica, em Belo Monte.

Cânticos e leituras bíblicas seguiram até às 17 horas, quando, no momento final, iniciou-se a partilha do pão e do vinho, momento simbólico de renovação do compromisso com a causa dos pobres. 

Crente no fim das desigualdades e das injustiças, Pastor Wellington finalizou dizendo: "não se entristeçam por quem não tem esperança. Permaneçam com fé e na luta. Isso é servir à Deus".









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