quarta-feira, 11 de março de 2015

Trabalhadores rurais ocupam sede da Eletrobrás em Alagoas

Pastoral da Terra se une aos movimentos sociais do campo na Jornada de Lutas pela Reforma Agrária


A Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e o Movimento Terra e Liberdade (MTL), ocuparam na noite de ontem, 10 de março, a sede da Eletrobrás em Alagoas. A reivindicação é por eletricidade para os acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária.

A Pastoral e os movimentos denunciam que não há energia elétrica em todas as áreas em que vivem os trabalhadores rurais e em vários assentamentos a energia que chega não é adequada para atender as demandas. “Hoje a energia que chega aos assentamentos não aguenta ligar uma máquina de irrigação. E isso impede o desenvolvimento da produção”, afirmou Carlos Lima, coordenador da CPT.

A Jornada de Lutas contra o Latifúndio e o Agronegócio reivindica também a destinação das terras das usinas falidas e do extinto Produban para fins de Reforma Agrária, a garantia de acesso à água do canal do sertão para as famílias sem-terra, o fim dos despejos, a garantia de educação no/do campo nas áreas de acampamentos e assentamentos, entre outros pontos.

Jornada de Lutas

Os movimentos sociais do campo estão em luta desde o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Sob o comando das mulheres, na noite do domingo, o MST ocupou a Superintendência do Ministério da Agricultura em Alagoas; na segunda, o MTL acampou na Praça Sinimbu; e, na terça, o MLST fechou rodovias do estado. Com a ocupação da Eletrobrás, os movimentos se unificam para prosseguir a jornada.

A CPT que esteva reunida, nesta segunda e terça, em sua 26ª Assembleia Estadual, também está na Eletrobrás. Outros camponeses, inclusive as 23 famílias expulsas da Fazenda Lagoa da Jurema, em Belo Monte, estão chegando à Maceió para se unir aos demais.


“Um de seus desafios aprovados, com os camponeses e camponesas na Assembleia, foi o de avançar na luta pela Reforma Agrária. Ocuparemos as terras improdutivas, os latifúndios e lutaremos por um modelo agrícola no país que caibam os pequenos produtores, a agricultura familiar e a produção livre de agrotóxicos. O agronegócio está acabando com a água do Brasil, expulsando famílias do campo e envenenando as terras e os alimentos”, explicou Carlos Lima o motivo da jornada.

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