quinta-feira, 23 de abril de 2015

Feira Camponesa começa no Santo Eduardo


Repletos de alimentos, produzidos nas áreas de Reforma Agrária, e com a alegria de trazer à cidade uma produção fruto do trabalho e de lutas, camponeses e camponesas, desde bem cedo já ocupavam, na manhã de hoje (23), a Praça Dênis Agra, no Conjunto Santo Eduardo. A Feira Camponesa Itinerante já começou e segue até o meio dia do sábado (25).

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, com o apoio da Paróquia Nosso Senhor do Bomfim e da Igreja Nossa Senhora da Assunção, o evento traz alimentos saudáveis à Praça e ainda conta com uma Casa de Farinha.

Noite Cultural

Para animar a realização de mais uma Feira, a organização preparou uma noite cultural com o melhor do pé-de-serra para a população ouvir e dançar. A festa está marcada para às 19 horas da sexta-feira.

“Queremos convidar à população, sempre receptiva do Santo Eduardo, para prestigiar a Feira Camponesa, como também, para assistir à apresentação do trio forró Nó Cego. Esperamos poder repetir, mais uma vez, o sucesso que a Feira é aqui”, disse Heloísa Amaral, coordenadora da CPT responsável pelo evento.

Maiores informações: 
Heloísa Amaral – 9341.4025

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Santo Eduardo receberá Feira Camponesa


O Conjunto Santo Eduardo receberá, nos dias 23, 24 e 25 de abril, a edição itinerante da Feira Camponesa. Organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), a atividade trará alimentos saudáveis do campo para a Praça Jornalista Dênis Agra, em Maceió.

Com o apoio da Paróquia Senhor do Bonfim, cerca de 30 camponeses e camponesas, vindos do litoral, sertão e zona da mata, comercializarão produtos da terra, cultivados nas áreas de reforma agrária.

“São alimentos produzidos de forma agroecológica. É uma produção voltada para alimentar as pessoas, sem o envenenamento causado pelos agrotóxicos utilizados nos latifúndios, que destroem a nossa vida, poluem a água e atacam o meio ambiente”, disse a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da CPT, responsável pelo evento.

Os alimentos da Feira, apesar de terem um grande valor para a saúde, são vendidos à baixo custo, já que a venda é direta com o produtor rural, sem atravessadores.

“Além de trabalhar na terra, os camponeses e as camponesas que participam da Feira estão sendo capacitados para a comercialização, e sabem o quanto são bem recebidos no Santo Eduardo, onde já estamos pela sétima vez”, concluiu Amaral, convidando a população para mais uma Feira Camponesa.



SERVIÇO

Feira Camponesa Itinerante
Dias: 23, 24 e 25 de Abril
Horário: das 6 h às 21 h (exceto dia 25, 6h às 12h)
Local: Praça Jornalista Dênis Agra – Santo Eduardo (em frente à Igreja Nossa Senhora da Assunção)

Maiores informações:
Heloísa Amaral – 9341.4025

Declaração Final do VI CONGRESO da CLOC - Via Campesina

Cada pessoa brilha entre todos os outros. Não existem dois incêndios. Há grandes incêndios e pequenas fogueiras e fogos de todas as cores. Há pessoas de fogo sereno que não percebe o vento, e as pessoas de fogo louco, enchendo o ar com faíscas. Alguns fogos, fogos estúpidos, sem luz nem queimar; enquanto outros queimam a vida tão mal que você não pode vê-lo sem pestanejar, e quem está chegando, vamos lá.
Eduardo Galeano

Na Argentina, o local de nascimento de Che Guevara, Evita, Mercedes Sosa, a 200 anos do Congresso dos Povos gratuito convocada pelo General Artigas, que liderou a primeira Reforma Agrária na América Latina e 10 anos de enterro da ALCA em Mar del Plata , foi realizado o VI Congresso Latino-Americana de Organizações do Campo.

Nós somos o CLOC-VC, expressão organizada dos camponeses, povos indígenas, afro-descendentes e dos trabalhadores assalariados no sector agrícola.

O CLOC, é o fogo, luz e ação da Via Campesina na América Latina. Saímos do centro do processo dos 500 anos de Indígena, Negra e Popular, que se juntou ao movimento camponês histórico e os novos movimentos que surgiram em resposta ao processo de desmantelamento das políticas neoliberais impostas pela Resistência Campesina mesmo.

Nós combinamos a força, experiência e luta, e construir propostas de organização e de programas de acordo com os novos momentos políticos, alegando que a terra é uma questão para toda a sociedade e, como tal, temos de enfrentá-lo em uma alternativa de estratégia e poder popular.
Nosso Congresso realizou-se num momento em que as contradições e luta de classes é refletida em uma ofensiva do capital que promove novas guerras, opressão e conspiração contra o povo, cuja expressão máxima é um ataque direto à Venezuela para declará-lo um perigo para a segurança dos Estados Unidos, mas também em várias golpe e estratégias de desestabilização implementadas pela aliança de grandes grupos empresariais de comunicação e do capital financeiro, buscando derrotar a soberania de nossos povos e impedir a ação de governos progressistas na região .

Reconhecendo o progresso dos processos de integração regional e continental, como a UNASUL, ALBA, do MERCOSUL e CELAC, o Congresso VI saudou a forte solidariedade e unidade entre as organizações e países da América Latina e do Caribe, que apoiaram a posição de Cuba e sua denúncia sobre o bloqueio e as manobras e campanhas contra o seu povo dos Estados Unidos; atitude que nos incentiva a continuar a construção da Pátria Grande de Bolívar, San Martín, Martí, Sandino e Chávez.

Rejeitamos o patriarcado, o racismo, o sexismo e homofobia. Nós lutamos por democrática e participativa, livre da exploração, discriminação, opressão e exclusão das mulheres e jovens empresas. Condenamos todas as formas de violência doméstica, social, trabalho e violência institucional contra as mulheres.

Nós levantamos a bandeira dos nossos parceiros: o camponês e do feminismo popular é parte de nosso horizonte estratégico de transformação socialista.

O trabalho de fortalecimento de nossas organizações e, especialmente, das nossas bases vai permanecer no centro das nossas prioridades. Comprometemo-nos a reforçar a participação e integração dos jovens em todos os processos organizacionais.

Reafirmamos a ampla reforma agrária e Popular, camponesas e indígenas agro-ecológica da agricultura de base como componentes essenciais do nosso caminho para a soberania alimentar e refrigerar o planeta, garantindo o acesso à terra e à água para as mulheres, os jovens, sem terra, e garantir a recuperação de territórios por descendentes indígenas e afro. Também lutando para o reconhecimento da função social da terra e da água, bem como a proibição de todas as formas de especulação e açambarcamento das mesmas.

Nós nos comprometemos a continuar a defender e manter viva as nossas camponesas e indígenas sementes, de modo que nas mãos das comunidades recuperar, reproduzir e multiplicar-se, a partir de nossos sistemas agrícolas. Não hesite em lutar contra qualquer forma de privatização e de propriedade de sementes e de toda a vida.

Temos de derrotar o modelo agrícola imposta por empresas do agronegócio que apoiados pelo internacional e baseado em monoculturas GM capital financeiro, uso massivo de agrotóxicos e expulsão de camponeses de campo, é o principal responsável para a comida, o clima, crise energética e urbanização.

Chamada para continuar lutando incansavelmente por um mundo livre de OGM e pesticidas que contaminam, doentes e matar nosso povo e da Mãe Terra. Resista cidades e comunidades ao longo do extractivismo, megaminería e todos os megaprojetos que ameaçam nossos territórios.

Nós celebramos a realização da Via Campesina, colocando a Carta dos direitos dos camponeses sobre a agenda do Conselho de Direitos Humanos da ONU e exigir que os governos ratifiquem as nossas posições. Nós chamamos as nossas organizações transformar a Carta em um instrumento de luta do povo do país e da sociedade.

O futuro nos faz fértil quando o sorriso terno de centenas de crianças a partir de 1 Congresito, entregou sua mensagem de paz e de cuidados de nossa mãe terra.

O futuro é os nossos filhos, este é iluminado com o vigor ea força da juventude, e nossas ferramentas principais são a formação, educação, comunicação e mobilização de massa, da unidade e as alianças entre os agricultores, aldeias afro-descendentes, indígenas, trabalhadores em setores populares do campo e da cidade, os alunos e, organizado depois de formar uma força capaz de fazer mudanças para as quais lutamos. Vivemos um momento histórico muito inédita e complexa, determinada por um novo equilíbrio de poder entre o capital, os governos e as forças populares. O capital imperialista está agora sob o controlo financeiro e transnacional, assim SOCIALISMO identificado como o único sistema capaz de alcançar a soberania de nossas nações, com destaque para os valores da solidariedade, do internacionalismo e da cooperação entre os nossos povos.

Contra o capitalismo ea soberania de nossos povos, unidade América ainda lutando!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Pastoral da Terra mostra aumento de 26% nos conflitos por água no país

O número de conflitos em zonas rurais por disputa de água foi recorde no ano passado, com 127 casos envolvendo 42.815 famílias e 214 mil pessoas, conforme o relatório Conflitos no Campo 2014, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado hoje (13). Segundo o relatório, na comparação com 2013, houve aumento de 26% nas disputas pelo recurso hídrico. Naquele ano, foram registrados 101 casos, o mais alto número até então. A CPT acompanha os conflitos por água nas áreas rurais do Brasil desde 2002.

A Pastoral da Terra classifica os conflitos em três categorias: apropriação particular, disputa pela construção de barragens e açudes e os relacionados ao uso e à preservação da água. “O maior número de conflitos envolvendo água foi de pessoas impactadas por grandes projetos hidrelétricos, como Belo Monte, Tapajós e Santo Antônio. A CPT registra três categorias. Prevemos  que a questão dos grandes projetos vai continuar e que vai aumentar muito a questão do uso indevido de agrotóxico que contamina as fontes de água”, disse a coordenadora nacional da CPT, Jean Ann Bellini.

A Região Nordeste registrou o maior número de conflitos por água: 42. O Sudeste, que sofre com as consequências da falta d'água, vem em seguida, e com 38 conflitos (crescimento de 90% em relação a 2013). Em todo o país, os estados de Minas Gerais e da Bahia registraram o maior número: 26 cada um.

De acordo com o relatório, o total de conflitos, incluindo aqueles por posse de terra, trabalho, água e outros, em 2014, teve aumento de apenas 20 casos com relação ao ano anterior. Em 2013, foram 1.266 e no ano passado, 1286.

O maior índice de crescimento de conflitos e da violência no ano passado foi verificado nas regiões Sul e Sudeste. O total de conflitos no campo cresceu 91% na Região Sul, passando de 56 ocorrências em 2013, para 107 em 2014. O mesmo ocorreu no Sudeste, com aumento de 56% nos casos - 62 em 2013 para 253 em 2014.

A CPT explicou que, nessas regiões, os movimentos sociais atuaram mais intensamente no ano passado. Segundo o relatório, isso provocou “forte reação” dos representantes e aliados do agro e hidro negócios e do Poder Público, o que explica o aumento dos conflitos e da violência. Mesmo com o Sul e o Sudeste apresentando grande crescimento do número de conflitosa, o Nordeste foi o que teve mais casos (418), seguido pela Região Norte (379).

Jean Ann destacou ainda o aumento das tentativas de assassinato. Ela ressaltou que, diferentemente do que ocorreu em anos anteriores, em 2014, muitas vezes as tentativas ocorreram sem ameaça. Em 2013, foram registradas 241 ameaças de morte e em 2014, 182.

“Antes, as pessoas podiam tentar recuar, ou ficar quietas, tomar consciência do perigo que corriam, mas agora parece que não está havendo essa chance. O número de assassinatos aumentou de 34 para 36 no total, mas o número de tentativas foi assustador”, disse a coordenadora da Pastoral da Terra. Conforme dados do relatório, em 2013, houve 15 tentativas de assassinato e, no ano passado, 56, o que representa aumento de 273% no número de casos.

O crescimento dos atentados ocorreu em todas as regiões do país, com exceção do Centro-Oeste, onde os números caíram. No Nordeste, os atentados passaram de cinco para 11. No Norte, de zero para 32, com 28 casos só no Pará.

Jean Ann chama a atenção para o número de famílias despejadas, aquelas que tiveram que deixar uma localidade depois da emissão de mandado judicial. Dados do estudo mostram que o número dobrou de um ano para o outro. “Houve aumento de 92% de despejos. Comparando, 6.358 famílias foram despejadas em 2013. Em 2014, foram 12.188.”

A edição com números de 2014 marca os 30 anos da publicação, que é divulgada anualmente. Nesse período, foram registrados pela CPT 29.609 conflitos no campo, envolvendo 20.623.043 pessoas. Foram 23.079 conflitos por terra, 4.389 trabalhistas, 836 por água e 1.305 de outras naturezas. Entre 1985 e 2014, foram registrados 1.723 assassinatos em 1.307 ocorrências de conflitos.

Para Jean Ann, um dado preocupante é o da punição dos envolvidos nesse tipo de crime ao longo dos 30 ano. “Somente 108 casos foram levados a julgamento e pouco mais de 80 pessoas condenadas, além de mais de 20 mandantes, mas nenhum deles está preso."

Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil

quinta-feira, 9 de abril de 2015

CPT lançará o relatório Conflitos no Campo Brasil 2014


No dia 13 de abril, próxima segunda-feira, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançará sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2014. É a 30ª edição do relatório que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais. O lançamento se realizará na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, a partir das 14h00

Estarão presentes ao lançamento o presidente da CPT, Dom Enemésio Lazzaris,  membros da coordenação executiva nacional da CPT, representantes da CNBB, o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carlos Walter Porto-Gonçalves, um indígena, representante do Acampamento Indígena que se instalará em Brasília, e um representante do Acampamento Dom Tomás Balduino, despejado das terras da fazenda do senador Eunício de Oliveira, em março último.

Aumento dos assassinatos e das tentativas de assassinato

O relatório de 2014 destaca o número de assassinatos em conflitos no campo, 36, dois a mais que no ano anterior, quando foi registrado o assassinato de 34 pessoas. O que chama a atenção em 2014 é que, diferentemente dos anos anteriores, em que se destacava entre os assassinados indígenas e quilombolas, o alvo principal em 2014 foram sem-terra (11); assentados (8); posseiros (7). Mas foi o número de tentativas de assassinato que apresentou o crescimento maior, de 273%. Passaram de 15 em 2013, para 56 em 2014.

30 anos do Conflitos no Campo Brasil

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) comemora nesse ano de 2014, seus 40 anos de criação e 30 anos da publicaçãoConflitos no Campo Brasil, registro único no país dos casos de conflitos no meio rural. Em 30 anos da publicação, a CPT registrou perto de 30 mil conflitos no campo, envolvendo em torno a  20 milhões pessoas.