segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Procampo realiza roda de diálogo com os autores do livro “Terra em Alagoas: temas e problemas”


Luta da mulher camponesa é contada nas salas de aula da UNEAL


A fundação do Grupo Terra (2013) abriu grande espaço para os movimentos sociais do campo dentro do latifúndio da literatura. Com dois livros publicados - Terra em Alagoas: temas e problemas e Terra e Pastoral em Alagoas: conflito e liberdade –, uma participação na Bienal Internacional do Livro em Alagoas e no Congresso Integrado de Inovação e Tecnologia (Caiité), o grupo tem se dedicado a transformar a experiências da luta em conhecimento.

A visibilidade alcançada pelo livro Terra em Alagoas: temas e problemas, lançado em 2013 pela Edufal, atingiu mais um marco, virou matéria de estudo e debates das turmas de licenciatura em Educação do Campo da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL.

Através de uma parceria firmada entre o Grupo Terra e o Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo (Procampo), o livro foi adquirido para cada aluno e os autores da coletânea têm participado de rodas de diálogo sobre cada capítulo escrito.

“Definimos um tema do livro e os alunos fazem a leitura prévia para debater, contribuir e tirar as dúvidas com os autores, passando a fazer parte da estrutura curricular do curso”, explicou Sara Jane Siqueira, primeira coordenadora geral do Procampo e hoje coordenadora institucional do curso.

A roda de diálogo denominada A Questão Agrária em Alagoas começou julho de 2015 com a participação do professor da Uneal Antônio Marcos, debatendo sobre o seu capitulo Questão Agrária em Alagoas: a problemática do latifúndio canavieiro e só deve ser encerrado em setembro de 2016, quando os alunos finalizam sua graduação.


A mulher e a terra

As coordenadoras da Comissão Pastoral da Terra, Maria Cavalcante e Heloísa Amaral, foram as convidadas para debater sobre o artigo O jeito mulher de lutar pela terra, durante a segunda roda de diálogos que aconteceu na última quarta-feira, 19 de agosto, no Campus Arapiraca da Uneal.

“O artigo não é um estudo acadêmico. É uma reflexão da experiência vivida, tanto pessoal quanto da convivência com outras mulheres”, afirma Heloísa Amaral, uma das autoras do artigo publicado no livro “Terra em Alagoas”.

As coordenadoras da CPT falaram para os alunos do Procampo sobre o protagonismo da mulher na luta pela terra e a sua invisibilidade diante do homem numa sociedade machista e patriarcal.

“Normalmente, é a mulher que está na linha de frente, no enfrentamento com a polícia, nos acampamentos e na organização. Mas, muitas vezes, quem assume o bônus é o homem. A mulher, mesmo tendo um cuidado especial com seus filhos e com a mãe terra, passa por um processo de “invisibilização” em seu trabalho. Quando a mulher trabalha em casa dizem que ela não trabalha e quando vai para a roça é tratada apenas auxiliar do homem”, completou Heloísa.

Sara Jane, muito satisfeita com o resultado do trabalho em conjunto com o Grupo Terra, disse: “Tem sido uma parceria muito rica debater diretamente com os envolvidos as questões agrárias. As experiências dos autores e suas contribuições têm sido muito boas na formação pedagógica e política desses educadores”, afirmou a coordenadora institucional do Procampo.

Por outro lado, falar para mais de 50 pessoas que já são professores nas áreas rurais foi uma oportunidade que agradou a coordenadora da CPT.  “A iniciativa do curso é muito interessante, pois aproxima a turma de outras experiências que muitos não vivenciam. Vi ainda que a maioria da turma é mulher e apresentarem o desejo de ter terra, plantar e colher. E isso muito nos alegra”, concluiu Heloísa Amaral.

Sobre o Procampo

A Universidade Estadual de Alagoas faz parte do Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo (Procampo), ofertando dois cursos de Licenciatura em Educação do Campo, o de letras e literatura e o de ciências da natureza e matemática, para professores que atuam em escolas do campo e não possuem curso de nível superior.

Através do convênio firmado entre a UNEAL e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI – do Ministério da Educação, foi constituída uma primeira turma com 47 professores da rede pública e 13 professores ligados aos movimentos sociais do campo e sindicatos rurais.

"Outro diferencial do curso, além do público específico, é a utilização da pedagogia da alternância, variando o ensino na universidade, chamado de tempo escola, e as atividades nas comunidades rurais, que chamados de tempo comunidade. São 3 finais de semana na universidade e um na comunidade”, apresentou Sara Jane a metodologia do curso.


Hoje são 55 alunos que estão no 6º período e até setembro de 2016 estarão formados para a docência nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio nas escolas rurais.

domingo, 23 de agosto de 2015

Canal do sertão é tema de seminário na UFAL em Delmiro


O Câmpus da UFAL em Delmiro Gouveia recebe, no próximo dia 28 de agosto, o seminário Canal do Sertão: Para quê? Para Quem?. A atividade está marcada para às 14 horas no auditório Graciliano Ramos da UFAL.

O evento será o lançamento oficial da VII Romaria das Águas e da Terra. A Romaria do Sertão de Alagoas ocorre do dia 26 até o dia 27 de setembro, tendo início às 22 horas com celebração da Santa Missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário e seguindo, durante a madrugada, até o canal do sertão em Água Branca.

Para Carlos Lima, coordenador regional da CPT, a Romaria é um ato de fé, esperança e luta, que denuncia o avanço do capital contra o Rio São Francisco e o povo que vive do Rio. “Deus criou tudo para todos. As águas e a terra são um bem coletivo e não pode ser apropriado por poucos. E o canal do sertão, da mesma forma, tem que servir ao povo mais pobre e necessitado”, afirmou Lima.


O seminário sobre o canal do sertão e a romaria das águas e da terra estão sendo organizados pela Diocese de Palmeira dos Índios, pela Paróquia Nossa Senhora do Rosário, pela Comissão Pastoral da Terra – CPT, pelo Grupo de Estudos Agrários e Socioterritoriais – Geast/UFAL, pelo Conselho Indigenista Missionário – CIMI e pela Universidade Federal de Alagoas – Câmpus Sertão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Feira Camponesa leva alimentos saudáveis ao Pinheiro


Apesar da chuva que castigou Maceió, nesta quinta-feira, 20, a Feira Camponesa Itinerante chegou ao bairro do Pinheiro, trazendo alimentos saudáveis para a população maceioense. O evento, que reúne cerca de 25 camponeses e camponesas, permanece ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga até o meio-dia do sábado.

O sertanejo Pedro Alves, 60 anos, é um dos agricultores que comercializa seus produtos na feira. De Água Branca, do assentamento “Todos os Santos”, ele trouxe o feijão de corda, a abóbora, o maxixe, ovos e galinha de capoeira.

Com orgulho, Pedro fala da conquista da terra com afirmação de sua liberdade. “Lembro do dia 1º de novembro (2002), quando entramos na terra e decidimos que era ali que construiríamos nossas vidas. Hoje são 140 famílias que têm seus lotes, produzem e tiram seu sustento do campo”, afirmou o agricultor.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, a Feira é um importante meio para Pedro e tantos outros assentados e acampados em Alagoas escoarem os frutos da reforma agrária e garantirem sua fonte de renda.

“Aqui, na Feira Camponesa, são os próprios camponeses e camponesas quem vendem para o consumidor final, não existindo a figura do atravessador. Isso é bom para os dois lados, o alimento é vendido a preço justo e ainda assim sai barato para o comprador”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da CPT responsável pela feira.



Diante do dia chuvoso, o sertanejo só lamentou a seca no sertão. “Tenho perdido muita roça porque não chove. E, apesar do canal do sertão passar perto de onde moro, só temos acesso à água através de carro-pipa. O canal beneficiou mesmo aos grandes proprietários de terra. Nós temos que continuar nossa luta pela água para ampliar nossa produção e viver melhor”, concluiu Pedro.



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Movimentos sociais marcham contra a retirada de direitos e o ajuste fiscal


Ao coro de “quando o campo e a cidade se unir, a burguesia não vai resistir”, trabalhadores rurais, sindicalistas e militantes de movimentos de moradia e de partidos políticos de esquerda enfrentaram forte chuva e marcharam juntos pelo centro de Maceió contra o ajuste fiscal, por mais direitos e por democracia.

Sendo parte do dia nacional contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise, a manifestação ocorreu na manhã desta quinta-feira, 20 de agosto, com concentração na praça Sinimbú e término no palácio do Governo de Alagoas, onde foi dada às mãos e, simbolicamente, às costas ao Governador Renan Filho que, desde maio, não paga a reposição salarial dos servidores estaduais.

Em defesa da democracia!

O movimento foi uníssono em repudiar a atitude do PSDB e da extrema direita que, não aceitando a derrota eleitoral na última eleição presidencial, têm tentado um conjunto de ações golpistas em busca do poder no Brasil.

Nosso povo lutou muito pelo fim da ditadura militar e vários deram suas vidas por liberdade e democracia, como os alagoanos Manoel Lisboa e Gastone Beltrão. Portanto, essa manifestação é para dizer não à ofensiva da direita”, afirmou Magno Francisco, presidente estadual da Unidade Popular pelo Socialismo.

Em defesa de reformas populares!

Os movimentos sociais do campo e da cidade também estiveram nas ruas para defender reforma agrária, reforma urbana e um novo Brasil. Para o coordenador da regional da CPT, Carlos Lima, quem devem pagar pela crise são os ricos, que a geraram. “Vivemos um momento de grande arrocho e, principalmente, os mais pobres têm sofrido com isso. A reforma agrária e a reforma urbana não avançam, quem avança é o preço dos alimentos, da energia e dos combustíveis. O governo precisa ajustar sua conta com os ricos e os banqueiros que a cada ano batem recorde de lucros”, afirmou o coordenador da CPT.

A manifestação apontou a necessidade de avançar a união dos trabalhadores da cidade e do campo para avançar com reformas populares que acabem com a desigualdade e as injustiças sociais.

"Não aceitamos o plano Levy e agenda Renan! Estamos em luta para cobrar as reformas estruturais, a reforma agrária, reforma urbana, a democratização da comunicação, abaixar as taxas de juros, e não que a conta da crise seja lançada nas costas dos trabalhadores", afirma José Roberto, da direção nacional do MST.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Feira Camponesa retorna ao Pinheiro nesta quinta

Alimentos saudáveis e de baixo custo estarão sendo comercializados, mais uma vez, no bairro do Pinheiro. É a Feira Camponesa Itinerante que estará, de 20 a 22 de agosto, ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, com funcionamento das 6h às 20 horas.
Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga, da Igreja Batista do Pinheiro e do Governo de Alagoas, a Feira contará com a presença de aproximadamente 30 camponeses e camponesas vindos do litoral, da zona da mata e do sertão alagoano.
Banana, macaxeira, laranja, abóbora, inhame, feijão, abacaxi, mel, galinha são alguns dos produtos cultivados de maneira agroecológica nas áreas de reforma agrária que estarão disponíveis direto com o produtor. “Nós acompanhamos os camponeses e camponesas da produção até a venda e garantimos o alimento de qualidade sem o uso de agrotóxicos”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, responsável pelo evento.
A Feira terá ainda tapioca, beiju e a casa de farinha assando na hora para a população.

Serviço:
Feira Camponesa Itinerante
Dias: 20 a 22 de agosto de 2015
Horário: 6h às 20h (exceto dia 22, que encerra às 12h)
Local: Igreja Menino Jesus de Praga - Pinheiro

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

“Queremos ajudar aos que têm necessidades, como afirma o evangelho”


Seguidores do amor ao próximo pregado e ensinado por Jesus, um grupo de amigos da cidade Italiana de Torino criaram, em 2009, a associação Pachamama (terra mãe) para ajudar aos pobres da terra, em específico, aos camponeses que vivem nos assentamentos e acampamentos rurais acompanhados pela Pastoral da Terra em Alagoas.


Essa opção pela causa dos oprimidos se dá através da colaboração técnica e financeira, com projetos, atividades de arrecadação e propagação da missão da Comissão Pastoral da Terra na Europa, visando alcançar melhores condições de vida na terra aos camponeses pobres de Alagoas. “Eu gosto de lembrar sempre que tem muita gente que não teve a mesma sorte que eu. Por isso, queremos ajudar. Queremos uma vida digna para todos”, afirmou Emanuele Daglio, presidente da Pachamama.

Em visita ao Brasil de 28 de julho a 14 de agosto, Emanuele Daglio e Andrea Fumero, membros da Pachamama, estiveram durante 4 dias nos acampamentos e assentamentos do sertão alagoano, no assentamento Bota Velha, em Murici, e no assentamento Jubileu 2000, em São Miguel dos Milagres. Os membros da associação também participaram, junto aos movimentos sociais do campo, da ocupação do Porto de Maceió, que reivindicou a destinação das terras de três usinas do falido Grupo João Lyra para fins de Reforma Agrária.

Os representantes da Pachamama ficaram perplexos ao ver tanta terra e tanta gente semterra no Brasil e disseram: “aqui ter terra é afirmação de poder e riqueza. As pessoas dizem ‘sou muito rico porque tenho muita terra’. É muito fácil compreender que isso é injustiça e nós gostaríamos de ver um melhor trabalho do INCRA ajudando mais as famílias sem-terra e as organizações como CPT”.


Leia, na íntegra, a entrevista com os membros da Pachamama.


CPT - Em um país tão grande, como o Brasil, a Pachamama decidiu apoiar a Pastoral da Terra, em Alagoas. Como nasceu e como se mantém esse sentimento que liga a Pachamama à essa causa?

AF e ED – A Pachamama nasceu ainda em 2009 através da colaboração de 7 pessoas que já vieram à Alagoas e conheciam a associação de amigos de Joaquim Gomes. Foi aí que Omar Borio (primeiro presidente da Pachamama) conheceu Carlos Lima (CPT) e a colaboração nasceu dessa amizade.  Nosso grupo tem uma origem católica, Cristã, mesmo não sendo parte da Igreja. E nós queremos ajudar aos que têm necessidades, como afirma o evangelho. Vir ao Brasil e presenciar a situação dos camponeses e camponesas, ajuda a saber e acreditar no motivo de que temos que trabalhar junto à CPT. Gostamos de ajudar porque na Itália muita gente está bem, comparado ao Brasil. Hoje temos trabalho e temos que pensar que todo o mundo não é como a Itália. Eu gosto de lembrar sempre que tem muita gente que não teve a mesma sorte que eu. Por isso, queremos ajudar. Queremos uma vida digna para todos

CPT - Como se dá essa parceria?

AF e ED - Falando com a CPT/AL, nós criamos alguns pequenos projetos. O primeiro foi a “lâmpada de Aladim”, que levou luz portátil para os acampamentos sem energia elétrica e servia para as salas de aula e para o povo não caminhar no escuro. No segundo momento, Carlos propôs aos sócios da Pachamama, onde vários têm formação em saúde, realizar um projeto nessa área. Aí foi criado os “Semeadores da Saúde”. Nesse, buscamos na Itália material de saúde para enviar aos acampamentos que não tinham nenhuma assistência; realizamos oficinas com os coordenadores dos acampamentos para repassar dicas de higienização e outros cuidados sanitários; e também cobrar dos gestores dos municípios a devida assistência. Assim, foi possível conseguir visitas médicas e uma maior presença de agentes de saúde nos acampamentos e assentamentos.

CPT - Existem outras formas de apoio?

AF e ED - Sim! Nós temos eventos de arrecadação. Realizamos jantares brasileiro, com feijoada, mandioca, picanha. Em dezembro, no período natalino, vendemos panetone. No ano passado, com o apoio da equipe de futebol “Entella Chiavari”, da série B, que conheceu o trabalho da Pachamama, conseguimos vender 1200 para apoiar a CPT. Na páscoa, também vendemos outra sobremesa, a colomba pasquale, mas, por ter uma tradição menor do que o Natal, foram 500 vendidos.

CPT - Sobre a visita ao Brasil, soube que é a primeira vez, que você, Emanuele Daglio, veio à Alagoas. Como foi a experiência de conhecer os camponeses que lutam pela terra?

AF - Gostei muito de ver a gente alegre, simpática e aberta conosco. Conhecemos pessoas muito simples, muito pobres, mas muito generosas. Pessoas que nos mostraram, com muito orgulho, seu lote de terra conquistado a partir da luta e, que com isso, tem tido uma melhor condição de vida. É uma gente muito trabalhadora, que gosta de viver com direitos e dignidade. Também gostamos muito de ter participado da reunião com os agentes pastorais. Interessa-nos muito as atividades futuras, como a Romaria das Águas, do Sertão. Foi muito importante também, para nós, a disponibilidade, a hospitalidade e a atenção dos membros da CPT. Esse período aqui foi uma lição de vida muito importante.

CPT – Durante essa visita, vocês puderam presenciar os movimentos do campo ocuparem o Porto de Maceió. De onde partiu a decisão de participar desse ato?

AF e ED - Nós vimos o Carlinhos articulando essa mobilização e quisemos ir ao Porto de Maceió participar. Estivemos lá segunda e terça (dois primeiros dias). Foi muito interessante estar com essa gente numa situação que poderia ser muito perigosa, mas ocorreu com muita tranquilidade porque essa gente sabia que tem o direito de fazer essa luta. Deu para ver que os movimentos do campo, daqui de Alagoas, tem muita sintonia, são muito unidos.

CPT - Como vocês enxergam a contradição de o Brasil ser um país tão extenso e haver tanta concentração de terras?

AF e ED - Eu vejo como uma grande injustiça. Para nós, é muito difícil compreender que o Brasil tenha a necessidade de ter uma lei para fazer Reforma Agrária. Na Itália, não é normal um fazendeiro ter muita terra se não for para ele trabalhar nela. Só faz sentido lá ter a terra apenas que possa trabalhar. Mas aqui ter terra é afirmação de poder e riqueza. As pessoas dizem “sou muito rico porque tenho muita terra”. É muito fácil compreender que isso é injustiça e nós gostaríamos de ver um melhor trabalho do INCRA ajudando mais as famílias sem-terra e as organizações como CPT. Nós também ajudamos divulgando essa luta, porque na Europa muito mais gente passa a conhecer essa situação.