quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Movimentos sociais marcham contra a retirada de direitos e o ajuste fiscal


Ao coro de “quando o campo e a cidade se unir, a burguesia não vai resistir”, trabalhadores rurais, sindicalistas e militantes de movimentos de moradia e de partidos políticos de esquerda enfrentaram forte chuva e marcharam juntos pelo centro de Maceió contra o ajuste fiscal, por mais direitos e por democracia.

Sendo parte do dia nacional contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise, a manifestação ocorreu na manhã desta quinta-feira, 20 de agosto, com concentração na praça Sinimbú e término no palácio do Governo de Alagoas, onde foi dada às mãos e, simbolicamente, às costas ao Governador Renan Filho que, desde maio, não paga a reposição salarial dos servidores estaduais.

Em defesa da democracia!

O movimento foi uníssono em repudiar a atitude do PSDB e da extrema direita que, não aceitando a derrota eleitoral na última eleição presidencial, têm tentado um conjunto de ações golpistas em busca do poder no Brasil.

Nosso povo lutou muito pelo fim da ditadura militar e vários deram suas vidas por liberdade e democracia, como os alagoanos Manoel Lisboa e Gastone Beltrão. Portanto, essa manifestação é para dizer não à ofensiva da direita”, afirmou Magno Francisco, presidente estadual da Unidade Popular pelo Socialismo.

Em defesa de reformas populares!

Os movimentos sociais do campo e da cidade também estiveram nas ruas para defender reforma agrária, reforma urbana e um novo Brasil. Para o coordenador da regional da CPT, Carlos Lima, quem devem pagar pela crise são os ricos, que a geraram. “Vivemos um momento de grande arrocho e, principalmente, os mais pobres têm sofrido com isso. A reforma agrária e a reforma urbana não avançam, quem avança é o preço dos alimentos, da energia e dos combustíveis. O governo precisa ajustar sua conta com os ricos e os banqueiros que a cada ano batem recorde de lucros”, afirmou o coordenador da CPT.

A manifestação apontou a necessidade de avançar a união dos trabalhadores da cidade e do campo para avançar com reformas populares que acabem com a desigualdade e as injustiças sociais.

"Não aceitamos o plano Levy e agenda Renan! Estamos em luta para cobrar as reformas estruturais, a reforma agrária, reforma urbana, a democratização da comunicação, abaixar as taxas de juros, e não que a conta da crise seja lançada nas costas dos trabalhadores", afirma José Roberto, da direção nacional do MST.

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