segunda-feira, 21 de março de 2016

Em defesa da democracia!


Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt, 23-28)
Neste momento em que vivenciamos a ameaça de golpe sobre a democracia brasileira, não podemos permitir que as conquistas democráticas e que os direitos civis, políticos e sociais sejam mais uma vez afrontados pela forca da intolerância, do conservadorismo e da violência, física e/ou institucional.
O golpe militar de 1964 imprimiu na sociedade brasileira um quadro de pavor e sofrimento àqueles que lutavam por direitos e liberdades e a todo povo brasileiro. Prisões arbitrárias, tortura e morte de lideranças populares, estudantes, sindicalistas, intelectuais, artistas e religiosos davam a tônica do estado de exceção que então se instalava.
Na nossa ainda jovem democracia, estamos presenciando o mesmo discurso de combate à corrupção propagado pelos meios de comunicação às vésperas do golpe de 1964. Mais uma vez a sociedade brasileira corre o risco de vivenciar o mesmo cenário de horror e pânico. As últimas ações de setores conservadores, incluindo os meios de comunicação, repercutem nas ruas e geram um clima de instabilidade, violência e medo.
Diante do risco de aprofundamento dessa situação e da quebra da ordem constitucional e social, a Cáritas Brasileira, a Comissão Pastoral da Terra – CPT, O Conselho Indigenista Missionário – CIMI, o Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP e o Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM vêm a público manifestar preocupação com a grave crise. Queremos que todos os fatos sejam apurados e que seja garantida a equidade de tratamento a todos os denunciados nas investigações em curso no país, respeitando-se o ordenamento jurídico brasileiro.
Tememos que os direitos constitucionais dos jovens, das mulheres, dos sem-teto, das comunidades tradicionais, dos povos indígenas, dos quilombolas e dos camponeses, especialmente aos seus territórios, sejam ainda mais violentamente negados.
Reafirmamos nosso compromisso com o combate à corrupção, resguardando que esse processo não represente retrocessos nas conquistas e na garantia dos direitos historicamente conquistados pelo povo brasileiro. 

Brasília, 17 de março de 2016

Cáritas Brasileira
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP
Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM

sexta-feira, 18 de março de 2016

Quem vai às ruas?

Quanto mais leio, menos entendo. O momento atual do país é complexo. Quem diria que o velho aliado do PT, o PSB, entraria na justiça para evitar a posse do Lula como Ministro? Quem acreditaria que o PT iria pagar um preço tão alto, no prazo tão curto, pelas alianças espúrias realizadas desde o inicio dos anos 2000.
As favelas, as periferias, o campo, as aldeias, ...os empobrecidos desse país, mesmo com projetos que os transformaram - uma parte, em consumidores - não se mobilizam para defender o governo do PT.
Os brancos e ricos desse país estão mobilizando e tomando as orlas, as grandes avenidas, as capitais financeiras com buzinaços, panelaços, cartazes (Inclusive com injurias, quando chama os que ocupam o planalto de comunistas). Não podemos desconsiderar ou ignorar que uma multidão foi às ruas pedir a renuncia, o impeachment, a prisão de Dilma e Lula.
O PT desistiu das bases, das bandeiras históricas (reforma agraria, redução da jornada de trabalho,taxação das grandes fortunas...) e apostou, exclusivamente, nas alianças eleitorais. Como dizia meus avós, "se juntou as raposas para tomar conta das galinhas". Abriu as porteiras para as filiações de personalidades que nunca estiveram na construção do socialismo ou na organização do povo. Mandatos parlamentares e executivos viraram centros autônomos de poder, as instâncias partidária foram esvaziadas os papéis foram se invertendo, numa contradição inexplicável, quando confrontamos com o PT de origem.
Hoje, vemos um PT buscando saídas, algumas desonrosas, por meios dos conchavos políticos e outros ocupando as ruas como uma trincheira de luta contra a corrupção. Alias, corrupção tem, e muita. Porém não é justo colocar o PT como os que inauguraram essa face do capitalismo no solo brasileiros.
Essas dúvidas e afirmações são para certificar que estamos numa disputa violenta pela gerência do poder, visto que o sistema capitalista não foi afetado, nem sequer discutido. Esses acontecimentos atacam de frente as memórias e os martírios de operários, camponeses, estudantes, indígenas e intelectuais que doaram tempos de suas vida e, em alguns casos, as próprias vidas para construir um pais fraterno, justo e soberano.
É necessário uma auto critica, uma ressignificação da luta, ao contrario seremos envenenados com o nosso antidoto: as ruas.
Por Carlos Lima

quinta-feira, 17 de março de 2016

Jejum da Solidariedade acontece em frente ao INCRA

Campanha da Fraternidade é o tema deste ano




A Comissão Pastoral da Terra realiza nesta sexta-feira, 18 de março, o Jejum da Solidariedade das 9h às 18 horas, na sede do Incra. Sob o tema da campanha da fraternidade de 2016, “Casa comum, nossa responsabilidade”, camponeses, agentes pastorais e religiosos realizam vigília em solidariedade às pessoas que passam fome e outras necessidades no mundo.

O coordenador da Pastoral da Terra, Carlos Lima, defendeu a importância do tema da campanha da fraternidade em convidar a sociedade para discutir sobre a situação do planeta. “Precisamos repensar a forma que o homem convive com o meio ambiente e com os outros homens. É um sistema desumano que existe em nome da concentração de renda, de terra e de poder”, disse Lima.

O momento de oração e reflexão acontece todos os anos na sexta-feira que antecede a Semana Santa, tendo sua motivação na passagem bíblica de Isaías (Is 58,6): “O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e despedaçar qualquer jugo; repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu, e não se fechar à sua própria gente”.

Serviço:
Jejum da Solidariedade
Dia 18 de março de 2016
Local: INCRA – Praça Sinimbu

Horário: 9h às 18h

quarta-feira, 16 de março de 2016

Feira Itinerante retorna ao Pinheiro nesta quinta


De 17 a 19 de março, a Feira Camponesa Itinerante estará de volta ao Pinheiro. Toneladas de alimentos saudáveis e de baixo custo estarão sendo comercializados ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, com funcionamento das 6h às 20 horas.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga, da Igreja Batista do Pinheiro e do Iteral, a Feira contará com a presença de aproximadamente 30 camponeses e camponesas vindos do litoral, da zona da mata e do sertão alagoano.

“Essa será a segunda oportunidade de 2016 para os moradores da região adquirirem alimentos sem agrotóxicos, direto do trabalhador rural”, afirmou a agrônoma Heloísa Amaral, responsável pelo evento.

Banana, macaxeira, laranja, abóbora, inhame, feijão, mel e galinha são alguns dos produtos cultivados nas áreas de reforma agrária que estarão disponíveis na Feira.

Serviço:
Feira Camponesa Itinerante
Dias: 17 a 19 de março de 2016
Horário: 6h às 20h (exceto dia 19, quando encerra às 12h)
Local: Igreja Menino Jesus de Praga - Pinheiro

sexta-feira, 11 de março de 2016

Nota de solidariedade


A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas, em nome do evangelho libertador de Jesus Cristo, vem a público externar apoio e solidariedade à Igreja Batista do bairro do Pinheiro, na cidade de Maceió. A Igreja Batista do Pinheiro desde a década de 80 do século passado se preocupa e se dedica às questões sociais. Uma Igreja de diálogo permanente com os cristãos e com os que acreditam e lutam contra a miséria, a fome e a opressão.

São lamentáveis os ataques dos quais o pastor Wellington Santos e a pastora Odja Santos estão sendo vítimas, ambos constroem um diálogo ecumênico; denunciam as injustiças e acolhem, em nome da caridade evangélica, aqueles que buscam viver em comunidade na Igreja do Pinheiro.

Nas palavras de Jesus Cristo, expressas por Mateus: “bem aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.  Encontramos o sentido da nossa máxima e fraterna solidariedade com o pastor Wellington, com a pastora Odja e com a Igreja Batista do Pinheiro.

Maceió, 11 de março de 2015



segunda-feira, 7 de março de 2016

Feira acontece em solidariedade ao trabalho pastoral



Entre os dias 10 a 12 de março, a Praça da Faculdade estará ocupada de alimentos saudáveis. A Feira de produtos da reforma agrária, acontece, desta vez em solidariedade à Comissão Pastoral da Terra e busca angariar recursos para o trabalho de acompanhamento e formação nas áreas assistidas pela Pastoral.

O evento contará com Casa de Farinha, shows noturnos, restaurante e bar Comida da Roça e uma grande diversidade de alimentos vindos do litoral, sertão e região da mata. Todo ele, é fruto de doações de camponeses, camponesas e amigos da CPT. Sua comercialização será realizada por agentes pastorais e voluntários.

“Os camponeses doaram banana, macaxeira, inhame, hortaliças, batata-doce e muitos outros alimentos para contribuir com a presença da Pastoral junto aos povos da terra e das águas”, disse Heloísa Amaral, coordenadora da Pastora da Terra. Heloísa explicou que a Feira só é possível graças agricultores que reconhecem a importância do trabalho pastoral e ofereceram alimentos de suas roças para que se converta em dinheiro para a CPT.

Apoiando a luta pela democratização da terra e por justiça social, os artistas Guilla Gomes, Pinóquio do Acordeon e Anderson Fidellis, assim como a confraria: nós, poetas, decidiram se apresentar nesse evento solidário. As apresentações noturnas ocorrerão na quinta-feira e na sexta-feira, a partir das 19 horas.

O bar e restaurante da feira funcionará com cardápio para o almoço e o jantar, oferecendo comida da roça. Carneiro, rabada, buchada, galinha de capoeira e pato, acompanhados de fava e feijão verde, são as opções durante o dia. Pela noite, caldinho de mocotó, macaxeira com carne de sol, caldinho de macaxeira e de massunim, cuscuz de massa puba e de milho, batata, inhame, entre outros.

Sobre a CPT

Com a missão de “Ser uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva, que presta um serviço educativo e transformador junto aos povos da terra e das águas”, a CPT acompanha hoje 663 famílias em 15 comunidades na região da mata, 335 famílias em 10 comunidades no litoral norte e 364 famílias em 11 comunidades no sertão.

Entre suas principais ações, realiza Feiras Camponesas ao longo do ano, promovendo a comercialização dos produtos da reforma agrária; é parceira do Movimento de Educação de Base no projeto de alfabetização de 1200 camponeses em Alagoas; organiza o jejum da solidariedade na véspera da semana santa; convoca as Romarias da Terra e das Águas; e atua na luta pela democratização das terras e por justiça social.

Em 2016, dois eventos serão realizados para dar apoio a esse trabalho, essa Feira da solidariedade e, em agosto, a janta italiana promovido pela associação Pachamama de Torino, Itália.

Serviço
Feira solidária à Pastoral da Terra
Dias: 10 a 12 de março de 2016
Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge) - Prado
Horário: 6 horas às 22 horas (sábado encerra às 12 horas)

Programação:
Quinta (10/03)
19h00 - Confraria: nós, poetas
21h00 - Guilla Gomes
Sexta (11/03)
19h00 - Pinóquio do Acordeon
21h00 -  Anderson Fidellis e cabroeira