terça-feira, 16 de agosto de 2016

Com grande apoio popular, CPT encerra 24ª Feira Camponesa


A 24ª Feira Camponesa se despediu de Maceió na manhã do sábado, 13 de agosto. Com mais de 50 toneladas de alimentos comercializados, apresentações musicais e outras atrações do campo compartilhadas, a Feira partiu deixando a população já ansiosa para a próxima edição, que deve ocorrer em outubro.

Foram milhares de pessoas, de várias partes de Maceió, desembarcaram na Feira em busca de alimentos saudáveis, shows e contato com a cultura do campo. Os moradores do entorno apoiaram a realização do evento e disseram da importância de ver a atividade acontecer na Praça da Faculdade.

“A praça é um espaço bonito que todos nós temos que desfrutar dela. Acredito que a Feira contribui, não atrapalha. Além do mais, o povo precisa trabalhar, colocar o alimento na nossa mesa e ser feliz”, disse Fátima Santos, moradora do bairro do Prado.

A moradora falou com entusiasmo em ver a praça revitalizada, sendo um espaço de todos. “Eu lembro dessa praça sempre com bastante movimento, passei os natais de minha infância todos aqui. Tinha muitas atividades e missa campal. Hoje estamos vivendo um momento novo, de retomar o cuidado com ela”, acrescentou Fátima.

O feirante Gilvan Gomes Lima, vendedor de frutas há 16 anos na praça, é o fiel guardião do espaço. Ele relatou à CPT que foi sua a iniciativa comprar parafusos e concertar os bancos que estavam danificados antes do início da 24ª Feira Camponesa.

Gilvan demonstrou apoio ao evento e elogiou sua organização: “a feira saiu e deixou tudo limpinho. Ela deve continuar sempre vindo, porque não prejudica em nada, só soma. Para mim é melhor, até meu movimento aumenta”.

O comerciante de frutas lembrou de uma época mais recente, em que a praça estava abandonada e as Feiras se faziam ainda mais importantes, pois ajudavam a afastar a criminalidade. “A praça ficou um bom tempo abandonada, tinha assalto e droga todo dia. As feiras ajudavam a dar uma outra vida à praça”, completou.


Para Carlos Lima, coordenador da CPT, a participação e o apoio da população à causa dos empobrecidos do campo são fundamentais para a Feira se manter existindo por tanto tempo. “Encontramos junto à população todos os incentivos para continuar com a luta diária de enfrentar o latifúndio, produzir e comercializar os alimentos saudáveis. Quem não apoia são os governos que não garantido o financiamento das feiras. É graças ao apoio popular que as Feiras se mantêm e crescem a cada ano”, afirmou Carlos Lima.





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