terça-feira, 6 de setembro de 2016

Após manifestações, movimentos do campo são recebidos no Palácio do Governo e no TJ/AL

Jornada Unitária pela Reforma Agrária prossegue, nesta quarta-feira, com o Grito dos Excluídos


No segundo dia de manifestações e ocupações de prédios públicos na capital alagoana, os sete movimentos de trabalhadores rurais de Alagoas foram recebidos pelo Desembargador Vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airam, e pelo Governador de Alagoas, Renan Filho.

Os movimentos exigiram punição aos assassinos das lideranças camponesas, velocidade na destinação da massa falida do Grupo João Lyra para a reforma agrária, efetivação do programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar, apoio à comercialização de alimentos da reforma agrária, acesso ao canal do sertão e infraestrutura para os assentamentos.

Para José Roberto, coordenador do MST, as reuniões foram importantes para destravar a pauta dos trabalhadores que está engavetada, há anos, nos gabinetes do governo e da justiça. “Esse governo e essa justiça só funcionam na pressão. Foi preciso juntarmos 5 mil trabalhadores na porta do governo para sermos recebidos e sairmos de lá com a promessa, por exemplo,  do funcionamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) - que é lei desde 2009, mas, ainda assim, o governo descumpre”, disse a liderança sem-terra.



A Jornada de Lutas Unitária em Defesa da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar encerra suas atividades nesta quarta-feira com a participação na 22ª edição do Grito dos Excluídos, atividade realizada em contraposição à “falsa independência do Brasil”, como explica o coordenador da CPT, Carlos Lima.

"Como pode um país ser independe com tanto sem-terra? Com tanta criança fora da escola? Com 12 milhões de desempregados? Enquanto a burguesia festeja o grito do Ipiranga, nós vamos dar o grito dos excluídos", afirmou Lima, convidando a população para o Grito que será realizado no dia 7 de setembro, a partir das 8 horas, com concentração em frente ao antigo Clube Fênix.

Por fim, na quinta-feira, um grupo de 500 camponeses ainda permanecerá na capital para uma reunião agendada com o novo superintendente do INCRA.


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